terça-feira, 17 de setembro de 2013

EXPIAÇÕES E PROVAÇÕES COMO INSTRUMENTO DE EVOLUÇÃO III

EXPIAÇÕES E PROVAÇÕES COMO INSTRUMENTO DE EVOLUÇÃO III
   

A reparação será realizada através de atos de amor. Um gesto de amor é capaz de transmutar uma coletividade de gestos equivocados em nossa intimidade, por causa de sua força criativa. Portanto, cada gesto bom que fazemos, anula gestos equivocados do passado.
            A anulação não é tornar algo que fazemos, positivo. É tornar neutro o que era negativo, para que a pessoa possa transmutar e tornar positivo. Sempre teremos três formas de vivenciarmos a vida: construindo, destruindo ou reconstruindo.
            A construção é a primeira oportunidade que Deus nos faculta. Se usamos essa oportunidade para destruir, após nos arrependermos, vamos expiar (reeducação), tornando neutra a destruição para posteriormente repararmos, isto é, teremos oportunidade para entrar no movimento de reconstrução energética, daquilo que destruímos. Isso requer tempo, pois reconstruir é muito mais difícil do que construir.
            A construção é o trabalho do amor. A reconstrução é a oportunidade de, por amor, reconstruir o desamor passado.
            As provações são o primeiro mecanismo que Deus utiliza para a educação de suas criaturas simples e ignorantes.
            As expiações somente surgem quando nos rebelamos contra as leis da vida, e como não podemos deixar de evoluir, elas são as “mestras severas” que nos reencaminharão aos mecanismos provacionais.
            Quando reencarnamos, escolhemos a generalidade das provas. Isto significa trabalhar um gênero que nos faculte um êxito na escola da vida. Durante toda a nossa vida, onde quer que nos coloquemos na condição de escolha como reencarnados, estaremos sendo convidados a agir, conforme o gênero das provas que escolhemos.
            Carregamos impresso dentro de nós, o gênero da prova, que é o propósito da nossa existência. Somos senhores do nosso destino.
            Essa evolução é apontada por Jesus, na parábola do Semeador, Mateus, cap. 13 vv. 3 a 9.
            Interpretemos esta parábola na conotação da evolução do Ser. O semeador é Deus, nosso Pai, que nos concedeu as sementes de amor presentes na nossa própria essência. Criados simples e ignorantes, trazemos em nós, em estado latente, as sementes das virtudes a serem desenvolvidas.
            As criaturas que deixam as sementes serem sufocadas, são aquelas que, usando seu livre-arbítrio,seguem o caminho do mal. Quando fazem isso, entram no mecanismo das expiações, para retornarem ao bem. Outras sementes caem na boa terra, só que a produtividade depende de cada um produzindo cem, sessenta ou trinta. São aqueles que aceitam o seu gênero de provas e, consoante os seus próprios esforços, vão produzir mais ou menos frutos.

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho