domingo, 10 de julho de 2016

A coragem da fé - slides

http://pt.slideshare.net/gracinha45/coragem-da-f

A Força e a Coragem

A Força e a Coragem



É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para baixar a guarda.


É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para ter dúvida.


É preciso ter força para manter-se em forma, mas é preciso coragem para ficar de pé.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.


É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para faze-lo parar.


É preciso ter força para ficar sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.


É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para viver.


Se você sente que lhe faltam a força e a coragem, queira Deus que o mundo possa abraçá-lo hoje com Calor e Amor!

E que o vento possa levar-lhe uma voz que lhe diz que há um Amigo, vivendo num outro lado do Mundo, desejando que você esteja bem.


(Autor Desconhecido)



O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.


Emmanuel/Chico Xavier


Eis como as algumas crianças distinguem FORÇA dE CORAGEM:


"Existem dois tipos de coragem. A coragem do amor, usada pelo Sócrates e a coragem da força, usada pelo Hércules. A coragem da força, às vezes, pode ser usada para o mal, como na guerra. Mas a coragem do amor nunca pode ser usada para o mal. Nós, as crianças, nos achamos corajosas porque ajudamos as pessoas. Algumas vezes usamos a coragem da força quando ajudamos os pais a limpar ou empurrar alguma coisa, ou quando alguém bate num amigo ou o defende. E usamos a coragem do amor quando ajudamos as pessoas, cuidamos dos irmãos, dos nossos familiares: pais, avós..." (1ª série)

Fonte: Jornal Universo Espírita – ago e set/2004

A coragem da fé


Em várias passagens do Evangelho, Jesus salienta a importância da coragem de testemunhar a própria fé.

Por exemplo, em determinado ponto da narrativa evangélica, o Cristo afirma que ninguém deve se envergonhar Dele e de Suas palavras.

Das exortações do Mestre, extrai-se que não basta crer em algo.

O homem deve viver na conformidade de suas crenças.

Esposar um ideal é muito pouco.

É necessário ser fiel a esse ideal.

Em um mundo corrompido, a fidelidade a uma concepção de vida mais pura não costuma ser fácil.

Os exemplos que se recebe diariamente são bastante tristes.

A Humanidade vive um período de grave crise moral.

Sob o nome de liberdade, impera a libertinagem.

A título de diversidade de costumes, as criaturas se permitem os mais estranhos desregramentos.

Há inúmeros desonestos ocupando elevados cargos e vivendo no luxo.

Seres viciosos posam de modelo para a sociedade.

Muitos artistas bonitos, mas levianos e desequilibrados, ditam modas e tendências de comportamento.

A promiscuidade e a troca constante de namorados ou esposos não mais chocam.

Nesse contexto, ser sóbrio, trabalhador, honesto e responsável parece quase exótico.

O homem pouco reflexivo pode se sentir tentado a seguir a “onda da modernidade”.

Entretanto, é preciso ponderar um pouco.

Hábitos que destroem a integridade física e psíquica, o lar e a própria dignidade de quem os adota não podem ser saudáveis.

A corrupção dilacera a sociedade.

Ela implica o desvio de dinheiro que poderia salvar e melhorar inúmeras vidas.

A promiscuidade sexual deixa um rastro de desencanto e doença nas vidas de quem a adota.

Perante um Mundo conturbado e violento, o homem precisa refletir a respeito de seus ideais.

Quais são os valores que se consideram necessários para uma vida harmoniosa e saudável?

Identificados esses valores, impõe-se a fidelidade a eles.

O que não vale é viver ao sabor das circunstâncias, como um animal que se guia pelo movimento da manada.

A inteligência é um dom precioso demais para ser desperdiçado.

Urge lançar um olhar crítico sobre os hábitos da sociedade e meditar sobre eles.

Se todos adotarem determinado padrão de comportamento, será possível uma convivência pacífica e proveitosa?

Certo naipe de conduta é louvável?

Seria agradável ver os próprios filhos ou pais vivendo de forma destrambelhada?

Ou ver um ente querido sofrendo as conseqüências da conduta inconseqüente de outrem?

O que não é bom e honroso, o que torna infelizes os outros deve ser combatido.

Aí surge a necessidade de ser corajoso.

Viver de acordo com padrões mundanos é fácil.

Difícil é esposar ideais nobres e viver com nobreza.

Ser fiel a um Ideal não implica tornar-se conversor compulsório dos semelhantes.

A liberdade de consciência é um imperativo da vida em sociedade.

Entretanto, respeitar a liberdade dos outros não significa ser conivente com seus equívocos.

Para viver em paz é necessário aprender a conviver com o diferente.

Mas viver pacificamente não é sinônimo de ser passivo.

Em certos momentos, a omissão é um escândalo.

Sempre que chamado a dar opinião sobre uma questão ética, é importante ser honesto, embora mantendo a gentileza.

Se a opinião não agradar, paciência.

Perante condutas que prejudicam inocentes ou o patrimônio público, deve-se atuar na defesa do bem e da ética.

Em todo e qualquer caso, agir corretamente, mesmo em prejuízo dos próprios interesses imediatos.

Uma vida honrada é o maior e mais corajoso testemunho que um homem pode dar de suas crenças.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

A FORÇA DE VONTADE

A FORÇA DE VONTADE O PODER DA VONTADE,  NA VISÃO ESPÍRITA DE LÉON DENIS, filósofo e Apóstolo do Espiritismo

"As causas da felicidade não se acham em lugares determinados no espaço; estão em nós, nas profundezas misteriosas da alma, o que é confirmado por todas as grandes doutrinas. "O reino dos céus está dentro de vós", disse o Cristo. O mesmo pensamento está por outra forma expresso nos Vedas: "Tu trazes em ti um amigo sublime que não conheces". A sabedoria persa não é menos afirmativa: " Vós viveis no meio de armazéns cheios de riquezas e morreis de fome à porta." ( Suffis Ferdousis ) É na vida íntima, no desabrochar de nossas potências, de nossas faculdades, de nossas virtudes, que está o manancial das felicidades futuras. Gastamos a vida em coisas banais, improfícuas: percorremos o caminho da existência sem nada saber de nós mesmos, das riquezas psíquicas, cuja valorização nos proporcionaria gozos inumeráveis. Por que meio poremos em movimento as potências internas e as orientaremos para um ideal elevado? Pela vontade! Os usos persistentes, tenazes, desta faculdade soberana permitir-nos-á modificar a nossa natureza, vencer todos os obstáculos, dominar a matéria, a doença e a morte. É pela vontade que dirigimos os nossos pensamentos para um alvo determinado. É preciso saber concentrar, por o pensamento acorde com o pensamento divino. Então a alma humana é fecundada pelo Espírito divino, que a envolve e a penetra, tornando-a a realizar nobres tarefas, preparando-a para a vida do Espaço, cujos esplendores ela, enfraquecidamente, começa a entrever desde este mundo. Aprendamos, pois, a servir-nos de nossa vontade e, por ela, a unir nossos pesnamentos a tudo o que é grande, à harmonia universal, cujas vibrações enchem o espaço e embalam os mundos. A vontade é a maior de todas as potências; é, em sua ação, comparável ao imã, A vontade de viver, de desenvolver em nós a vida, atrai-nos novos recursos vitais; tal é o segredo da lei de evolução. O princípio da evolução não está na matéria, está na vontade, cuja ação tanto se estende na ordem invisível das coisas como à ordem visível e material. O princípio superior, o motor da existência, é a vontade. O que importa, acima de tudo, é compreender que podemos realizar tudo no domínio psíquico...quando se exerce de maneira constante, em vista de alcançar um desígnio conforme ao Direito e à Justiça. É o que se dá com a vontade...que mina devagar e silenciosamente todos os obstáculos. A vontade, a confiança e o otimismo são forças preservadoras, outros tantos baluartes opostos em nós a toda causa de desassossego, de perturbação, interna e externa. Bastam, às vezes, por si sós, para desviar o mal; ao passo que o desânimo, o medo e o mau-humor nos desarmam e entregam a ele sem defesa. O simples fato de olharmos de frente para o que chamamos o mal, o perigo, a dor, a resolução de afrontarmos, de os vencermos, diminuen-lhes a importância e o efeito. O pessimismo, torna fraco; o otimismo torna forte. Demais, foi esse - em todos os tempos e com formas diversas - o princípio da saúde física e moral. Cada alma é um foco de vibrações que a vontade põe em movimento. Querer é poder. O poder da vontade é ilimitado...tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se inevitavelmente..., quando seu pensamento se puser de acordo com a Lei Divina. E é nisso que se verifica a palavra celeste: " A Fé transporta montanhas " Minha vontade chama-me: " Para frente, sempre para frente, cada vez mais conhecimento, mais vida, vida divina." Sabei que todo homem pode ser bom e feliz; para vir a sê-lo basta que o queira com energia e constância. Dirigi incessantemente vosso pensamento para esta verdade: - que podeis vir a ser o quiserdes. E sabei querer ser cada vez maiores e melhores. Tal é a noção do progresso eterno e meio de realizá-lo; tal é o segredo da força mental, da qual emanam todos as forças magnéticas e físicas. Quando tiverdes conquistado este domínio sobre vós mesmos, não mais tereis o que temer os retardamentos nem as quedas, nem as doenças, nem a morte; tereis feito de vosso "eu" inferior e frágil uma alta e poderosa individualidade!" ( texto extraído do livro "O Problema do Ser, do Destino e da Dor", de Léon Denis, editora da FEB )como ganhar dinheiro na internet

Pensamento e Vontade - Slide

http://pt.slideshare.net/aliladam/pensamento-e-vontade

A vontade dirigida

 O psiquiatra recebeu em seu consultório um paciente com depressão aguda.
Segundo a família, ele estava naquele estado há mais de 5 anos e já havia tentado suicídio várias vezes.
Agora estava ali, diante do médico, em busca de um remédio que o curasse de forma instantânea.
O médico, acostumado a todo tipo de paciente, olhou-o no rosto e falou com firmeza: “Tenho duas notícias para lhe dar. Uma delas é que ainda não existe um remédio para a sua doença.”
O paciente contorceu-se na cadeira, e perguntou um tanto irritado: “e a outra notícia?”
“Bem, a outra notícia é que a sua cura depende da sua vontade”.
“Como assim, Doutor? Eu não tenho vontade para nada. Não tenho vontade de trabalhar, nem de comer, nem de falar com pessoas. A vida não tem mais sentido para mim.”
O psiquiatra, que o observava com atenção, lhe falou com voz muito firme: “você está cheio de vontade.”
Aí o paciente não se conteve, deu um murro sobre a mesa e retrucou nervoso: “o senhor está brincando comigo? Eu já lhe disse que não tenho vontade, Doutor.”
Sem se alterar, o médico voltou a afirmar: “o senhor tem muita vontade, sim. Tem vontade de não trabalhar, de não comer, de dormir, de não falar com ninguém, e vontade de se isolar do mundo.”
“Mas a vida não tem sentido para mim”. Tornou a dizer o paciente.
O médico, conhecedor das causas que levam a pessoa a esse estado de ânimo, disse-lhe: “você está é com raiva do mundo e por isso deseja matar-se, para punir aqueles que o infelicitaram e que não consegue perdoar.”
Nesse momento o homem quase teve um surto. Levantou-se e gritou, enlouquecido: “Eu nunca vou perdoá-los! Meu patrão me despediu, acabou com a minha vida, meus irmãos me roubaram a herança e...”
E desfilou uma lista de nomes de pessoas que odiava com toda força de seu ser.
Então o psiquiatra voltou a dizer: “somente quando você perdoar conseguirá se livrar desse ácido que o corrói e o está matando, dia após dia.”
E aquele homem enorme, falou entre dentes: “eu nunca vou perdoá-los”.
O médico aproveitou a oportunidade para reafirmar ao seu paciente que ele estava cheio de vontade, mas dirigida para a própria infelicidade.

Vale a pena meditar sobre a direção que estamos dando a nossa vontade.
Até quando dizemos que não temos vontade, estamos usando nossa vontade para não sentir vontade.
Se dizemos que não sentimos vontade de viver, podemos afirmar que, na verdade, estamos com vontade de não viver.
Estamos com vontade de fugir do mundo, com vontade de dormir, de ficar num quarto fechado, com vontade de morrer...
Mas a vontade está ativa. Somente está sendo dirigida para onde nossa razão desejar.
Se você ainda não havia pensado por esse ângulo, pense agora.
Lembre-se de que a vontade é uma força neutra que existe em nós, capaz de definir nossas ações. Basta que saibamos dirigir essa força de acordo com nossa escolha.
Se escolhemos ter vontade de morrer, podemos direcionar essa força para a vontade de viver. A força não se altera, mas alteramos a direção.
Se escolhemos ter vontade firme de não perdoar, de manter o desejo de vingança, podemos dirigir essa força para a indulgência, para o perdão.
O que geralmente acontece, é que sentimos prazer mantendo esse estado de coisas. Sentimos prazer em chamar a atenção dos outros, fazendo-nos de vítimas.
Essa autopiedade é extremamente perigosa, pois pode nos levar a situações de maior infelicidade ainda.
Por todas essas razões, vale a pena direcionar a nossa vontade com lucidez.
Com o desejo sincero de construir a nossa felicidade efetiva, sem o prazer mórbido de infelicitar aqueles que nos infelicitam.
Pense nisso, mas pense agora.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em palestra do Dr. José Roberto Martinez, no Teatro da FEP, em 03/04/2005.

Vontade


A vontade é a maior de todas as potencialidades da alma.
Sua ação é comparável a de um imã.
A vontade de viver desenvolve em nós a vida.
Atrai-nos novos recursos vitais.
A vontade de evoluir oportuniza-nos chances de crescimento e de progresso.
O uso persistente e tenaz dessa faculdade soberana permite-nos modificar nossa natureza, vencer todos os obstáculos.
É pela vontade que dirigimos nossos pensamentos para alvos determinados.
Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar.
Essa mobilidade constante impossibilita a ação eficaz da vontade.
É necessário saber concentrar-se, sintonizando com as esferas superiores e com as nobres aspirações.
A vontade pode agir tanto durante o sono quanto durante a vigília.
Isso porque a alma valorosa que, determinada, busca alcançar um objetivo na vida procura-o com tenacidade em todos os momentos da vida.
Funciona como uma correnteza poderosa e constante que mina devagar e silenciosamente todos os obstáculos que se apresentem.
Se o homem conhecesse a extensão dos recursos que nele germinam, ficaria deslumbrado.
Não mais temeria o futuro, tampouco se julgaria fraco.
Compreenderia sua força e acreditaria na possibilidade de ele próprio alterar seu presente e seu futuro.
O poder da vontade é ilimitado.
O homem consciente de si mesmo e de seus recursos latentes sente crescer suas forças na razão de seus esforços.
Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se.
É consolador e belo poder dizer: “Sou uma inteligência e uma vontade livres. Edifico lentamente minha individualidade e minha liberdade.
Conheço a grandeza e a força que existem em mim.
Hei de amparar-me nelas e elevar-me acima de todas as dificuldades.
Vencerei até mesmo o mal que existe em mim.
Hei de me desapegar de tudo que me acorrenta às coisas grosseiras e levantar vôo para realidades mais felizes.
Para frente, sempre para frente.
Tenho um guia seguro que é a compreensão das leis da vida.
Aprendi a conhecer-me, a crer em mim e a crer em Deus.
Hei de me conservar firme na vontade inabalável de enobrecer-me e elevar-me.
Atrairei, com o auxílio de minha inteligência, riquezas morais e construirei para mim uma personalidade melhor.”

É chegada a hora de despertar do pesado sono que nos envolve.
É necessário rasgar o véu da ignorância que nos prejudica o entendimento.
Cabe-nos aprender a conhecer a nós próprios e as nossas potencialidades.
Compete-nos utilizá-las.
Não nos entreguemos ao desespero.
Não nos julguemos fracos.
Basta-nos querer para sentirmos o despertar de forças até então desconhecidas.
Creiamos em nossos destinos imortais.
Creiamos em Deus.
Lembremo-nos: podemos ser o que efetivamente quisermos.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na terceira parte, item XX, do livro “O problema do ser, do destino e da dor”, de Léon Denis.

O poder da vontade

ÉDO MARIANI
edo@edomariani.com.br
Matão, SP (Brasil)

O poder da vontade


Acabamos de reler o opúsculo intitulado “FERNÃO CAPELO GAIVOTA”, de autoria de Richard Bach, e mais uma vez constatamos o poder da vontade na conquista daquilo que almejamos alcançar no nosso crescimento espiritual para o que é necessário disposição de “garra” constante e firme.

Esta pequena obra nos apresenta uma mensagem de otimismo, mostrando que aqui nos encontramos não só para desfrutarmos dos deleites acanhados da existência, mas para lutarmos conscientes na busca dos nossos destinos espirituais, os quais dependem somente de nós mesmos.

Afirma o autor: “A maior parte das gaivotas não se preocupa em aprender mais do que o simples fato dos voos – como ir da costa à comida e voltar. Para a maioria, o importante não é voar, mas comer. Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar”.

Aprendemos, com essa afirmação, que aprender a voar significa o esforço de cada um para, através do poder da  vontade, adquirir nossa  libertação das vulgaridades da vida material, efêmera, fugaz  e passageira.

Fernão aprendeu que quanto mais alto voava mais se aproximava do ar mais rarefeito e conseguiu assim transpor os limites da sua acanhada existência de voar apenas para comer, e pensava consigo: “Como vale a pena agora viver! Em vez da monótona labuta de procurar peixe junto dos barcos de pesca, temos uma razão para estarmos vivos! Podemos subtrair-nos da ignorância, podemos encontrar-nos com criaturas excelentes, inteligentes e hábeis. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!”.

Assim acontece também com os homens. Enquanto vivermos apenas para os prazeres do baixo ventre, seremos como as gaivotas que vivem somente para comer. A Lei de Evolução é infalível e constante. Exige de cada um o seu próprio desenvolvimento, quer seja do intelecto como também o do sentimento, pois foi por isso que o Espírito Verdade nos alertou com clareza que dois são os mandamentos espíritas: “Amai-vos e instruí-vos”.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. II, item 8, encontramos a seguinte advertência na mensagem de Uma Rainha de França: “Para preparar um lugar no Reino dos Céus é preciso  abnegação, humildade, caridade em toda a sua perfeita prática; e benevolência para com todos... Os homens correm atrás dos bens terrenos; como se pudessem guardá-los para sempre, mas aqui não há mais ilusões, e eles logo se apercebem de que se apoderaram apenas de uma sombra, e negligenciaram os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que lhes seriam proveitosos na morada celeste, os únicos que poderiam dar entrada a essa morada”.

Para essa realização o Espiritismo nos oferece os ensinamentos e orientações necessárias para serem aplicados na busca do caminho do bem, mas, para transformá-los em aquisições reais dos poderes da alma, é necessário boa vontade, esse elixir poderoso, com o qual realizaremos aberturas espirituais imprescindíveis para conseguirmos.

Para crescermos espiritualmente, sofremos; e o maior martírio consiste na falta de vontade. Aí julgamos que somos incapazes para proceder às mudanças necessárias na superação dos prazeres fugitivos que nos proporcionam o modelo materialista de vida que a maioria da humanidade persiste em perseguir. Sacrifício, no caso, é a dedicação que despertará a coragem para as mudanças que se fizerem necessárias em nossas vidas.

Muitas vezes sonhamos com o ideal quando ainda somos apenas o real.

Quando nos apresentam as nossas imperfeições, antes de nos avaliarmos, preferimos a dor da negação.

Erramos sim, por sermos Espíritos em crescimento, imperfeitos, e não podemos, portanto, desanimar, julgando sermos incompetentes. Necessitamos aceitar os erros de forma natural e, munidos da boa vontade, que é a nossa alavanca do poder, nos reergueremos para recomeçar quantas vezes se tornarem necessárias.

Lembremo-nos da Parábola do Filho Pródigo e permaneçamos confiantes de que Jesus prometeu estar conosco até o fim dos séculos, isto é, até nos tornarmos puros e merecedores da verdadeira felicidade que consiste na paz da consciência pura.


Vontade e evolução, em O Evangelho segundo o Espiritismo

Vontade e evolução, em O Evangelho segundo o Espiritismo  
Disponível em: Português
 Como potência da alma[1], força motriz inerente ao espírito, a vontade é categorizada por diversas formas em O Evangelho segundo o Espiritismo, podendo-se inferir do conjunto uma gravitação em torno da educação da vontade, visando ao aperfeiçoamento do espírito.

De um lado, é adjetivada como boa, surgindo boa vontade. De outro, é aposto o qualificativo má, formando-se má vontade. Estes dois modos da vontade associam-se com diversos outros temas constituidores do Espiritismo, como, por exemplo, a noção de verdade[2], graça divina e mérito evolutivo[3], criando-se um vínculo de indução entre boa vontade, verdade, graça divina e mérito evolutivo, bem como um vínculo de repulsão entre má vontade e estes conceitos. Como ilustração disso, a boa vontade é apresentada como a marca daquelas pessoas que se deixarão atrair pelo Espiritismo[4].

Em certos trechos, a boa e a má vontade comparecem lado a lado no texto, com efeito de contraposição explicativa, ressaltando, por exemplo, a boa vontade dos Espíritos em divulgar a doutrina espírita contraposta à má vontade dos encarnados em fazer conhecido o Espiritismo[5].

[1]“Se Deus lhe concedeu inteligência e discernimento, foi para deles se servir, assim como deu a vontade para querer e a atividade para ser ativo.” (27, 6, 300). Todas as citações referem-se a ALLAN KARDEC, O Evangelho segundo o Espiritismo. Taguatinga: Editora Auta de Souza, 2ª ed., abril de 2014, e grafadas assim: capítulo, item, página. Exemplo: 2, 3, 52, ou seja, capítulo 2, item 3, página 52. Os textos referentes à Introdução, serão grafados assim: Introdução, página.

[2]“Se, então, o Espiritismo é uma verdade, não teme a má vontade das pessoas, nem as revoluções morais, nem as comoções físicas do globo, porque nada disso pode atingir os Espíritos.” (Introdução, p. 21)

[3]“A graça é a força com a qual Deus favorece toda pessoa de boa vontade para se despojar do mal e praticar o bem.” (Introdução, 17, p. 40)

[4]a) “Ele foi a luz que dissipa as trevas, o clarim matinal que entoa o despertar: foi o iniciador do Espiritismo que, por sua vez, atrairá para si, não as pequenas crianças, mas as pessoas de boa vontade.” (8, 18, 126)

b)“A exemplo destes últimos, devem procurar, de início, adeptos entre as pessoas de boa vontade, aquelas que desejam a luz, nas quais se encontra um gérmen fecundo, cujo número é enorme, sem perderem seu tempo com os que recusam ver e ouvir e tanto mais resistem, por orgulho, quanto maior a importância que se pareça atribuir à sua conversão.” (24, 10, 284)

c)“Quanto àqueles que não os desejassem receber nem escutar, Jesus recomendou aos apóstolos maldizê-los, impor-se a eles, usar da violência e da coerção para convertê-los? Não! Ordenou que partissem pura e simplesmente para outro lugar à procura de pessoas de boa vontade.” (25, 11, 292)

[5]“Nem o apoio da imprensa os salvaria do naufrágio, ao passo que, mesmo privados desse apoio, não deixaram de avançar rapidamente, porque tiveram o apoio dos Espíritos, cuja boa vontade compensou, e muito, a má vontade das pessoas.”(Introdução, p. 24)

 A vontade, como potência da alma, mostra um dinamismo próprio, intitulado esforço[1]. Tanto a vontade pode se fortalecer[2] quanto se debilitar[3] e, nos casos de obsessão, desaparecer por completo[4].

           Pela vontade conseguimos impulsionar os fluidos mobilizados pela prece[5], estabelecendo uma corrente cuja energia é proporcional à do pensamento e da vontade[6],

              A vontade pode ser inspirada pela prece[7].

Esforço e fortalecimento da vontade e precaução contra seu enfraquecimento significam estratégias educativas: a intensidade, a amplitude e a velocidade da reforma íntimasão diretamente proporcionais à maior ou menor boa vontade e esforço[8].    

[1]“(...) em vez de se arrastar penosamente sobre o solo, desliza, por assim dizer, na superfície ou paira na atmosfera sem outro esforço que o da vontade”. (4, 9, 58)

[2]“Em lugar de acusar, de retomar seus bens, quem tudo lhe preparara, acuse o verdadeiro autor das suas misérias e, assim, arrependido e operoso, entregue-se, com coragem, ao trabalho; are o solo ingrato com o esforço da vontade; lavre-o até seu âmago, com auxílio do arrependimento e da esperança (...)” (18, 15, 242)

[3]“Acreditai em mim e resisti com energia a essas impressões que vos debilitam a vontade. As aspirações por uma vida melhor são inatas ao Espírito de todos, mas não as busqueis nesse mundo; e, hoje, quando Deus vos envia seus Espíritos para vos instruir sobre a felicidade que vos reserva, esperai pacientemente o anjo da libertação que deve vos auxiliar a romper os liames que retêm vosso Espírito em cativeiro.” (5, 25, 96)

[4]“Esse socorro torna-se imprescindível quando a obsessão degenera em subjugação e possessão, porque nesses casos o paciente, por vezes, perde a vontade e o livre-arbítrio.” (28, 81, 353)

[5]“Para compreendermos o que ocorre nessa circunstância, é necessário imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, imersos no fluido universal que ocupa o espaço, tal como o somos na atmosfera terrena. Esse fluido recebe um impulso da vontade.” (27, 10, 302)

[6]“A energia da corrente é proporcional à do pensamento e da vontade.” (27, 10, 302)

[7]“Se por nossas preces lhe inspiramos essa vontade; se o sustentamos e o encorajamos; se por nossos conselhos lhe damos as luzes que lhe faltam, em vez de suplicarmos a Deus que revogue sua lei, tornamo-nos instrumentos para a execução da sua lei de amor e caridade, da qual nos permite assim participar, para que possamos dar uma prova de caridade.” (27, 21, 308)

[8]“À medida que a alma devotada ao mau caminho progride na vida espiritual, esclarece-se e se despoja, gradualmente, das imperfeições, segundo a maior ou menor boa vontade que empregue em virtude do seu livre-arbítrio.” (8, 7, 121)

Referência ------------------------------------------------------------------------------------------

[1]“Se Deus lhe concedeu inteligência e discernimento, foi para deles se servir, assim como deu a vontade para querer e a atividade para ser ativo.” (27, 6, 300). Todas as citações referem-se a ALLAN KARDEC, O Evangelho segundo o Espiritismo. Taguatinga: Editora Auta de Souza, 2ª ed., abril de 2014, e grafadas assim: capítulo, item, página. Exemplo: 2, 3, 52, ou seja, capítulo 2, item 3, página 52. Os textos referentes à Introdução, serão grafados assim: Introdução, página.

[1]“Se, então, o Espiritismo é uma verdade, não teme a má vontade das pessoas, nem as revoluções morais, nem as comoções físicas do globo, porque nada disso pode atingir os Espíritos.” (Introdução, p. 21)

[1]“A graça é a força com a qual Deus favorece toda pessoa de boa vontade para se despojar do mal e praticar o bem.” (Introdução, 17, p. 40)

[1]a) “Ele foi a luz que dissipa as trevas, o clarim matinal que entoa o despertar: foi o iniciador do Espiritismo que, por sua vez, atrairá para si, não as pequenas crianças, mas as pessoas de boa vontade.” (8, 18, 126)

b)“A exemplo destes últimos, devem procurar, de início, adeptos entre as pessoas de boa vontade, aquelas que desejam a luz, nas quais se encontra um gérmen fecundo, cujo número é enorme, sem perderem seu tempo com os que recusam ver e ouvir e tanto mais resistem, por orgulho, quanto maior a importância que se pareça atribuir à sua conversão.” (24, 10, 284)

c)“Quanto àqueles que não os desejassem receber nem escutar, Jesus recomendou aos apóstolos maldizê-los, impor-se a eles, usar da violência e da coerção para convertê-los? Não! Ordenou que partissem pura e simplesmente para outro lugar à procura de pessoas de boa vontade.” (25, 11, 292)

[1]“Nem o apoio da imprensa os salvaria do naufrágio, ao passo que, mesmo privados desse apoio, não deixaram de avançar rapidamente, porque tiveram o apoio dos Espíritos, cuja boa vontade compensou, e muito, a má vontade das pessoas.”(Introdução, p. 24)

[1]“(...) em vez de se arrastar penosamente sobre o solo, desliza, por assim dizer, na superfície ou paira na atmosfera sem outro esforço que o da vontade”. (4, 9, 58)

[1]“Em lugar de acusar, de retomar seus bens, quem tudo lhe preparara, acuse o verdadeiro autor das suas misérias e, assim, arrependido e operoso, entregue-se, com coragem, ao trabalho; are o solo ingrato com o esforço da vontade; lavre-o até seu âmago, com auxílio do arrependimento e da esperança (...)” (18, 15, 242)

[1]“Acreditai em mim e resisti com energia a essas impressões que vos debilitam a vontade. As aspirações por uma vida melhor são inatas ao Espírito de todos, mas não as busqueis nesse mundo; e, hoje, quando Deus vos envia seus Espíritos para vos instruir sobre a felicidade que vos reserva, esperai pacientemente o anjo da libertação que deve vos auxiliar a romper os liames que retêm vosso Espírito em cativeiro.” (5, 25, 96)

[1]“Esse socorro torna-se imprescindível quando a obsessão degenera em subjugação e possessão, porque nesses casos o paciente, por vezes, perde a vontade e o livre-arbítrio.” (28, 81, 353)

[1]“Para compreendermos o que ocorre nessa circunstância, é necessário imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, imersos no fluido universal que ocupa o espaço, tal como o somos na atmosfera terrena. Esse fluido recebe um impulso da vontade.” (27, 10, 302)

[1]“A energia da corrente é proporcional à do pensamento e da vontade.” (27, 10, 302)

[1]“Se por nossas preces lhe inspiramos essa vontade; se o sustentamos e o encorajamos; se por nossos conselhos lhe damos as luzes que lhe faltam, em vez de suplicarmos a Deus que revogue sua lei, tornamo-nos instrumentos para a execução da sua lei de amor e caridade, da qual nos permite assim participar, para que possamos dar uma prova de caridade.” (27, 21, 308)

[1]“À medida que a alma devotada ao mau caminho progride na vida espiritual, esclarece-se e se despoja, gradualmente, das imperfeições, segundo a maior ou menor boa vontade que empregue em virtude do seu livre-arbítrio.” (8, 7, 121)

BOA VONTADE E SIMPATIA

BOA VONTADE E SIMPATIA


Redação do Momento Espíritahttp://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3741&stat=0

Um homem adquiriu uma fazenda, e dias depois encontrou-se com um de seus novos vizinhos.

O senhor comprou esta propriedade? – Perguntou-lhe o vizinho em tom quase agressivo.

Comprei-a sim, meu amigo!

Pois sinto lhe dizer que vai ter sérios aborrecimentos. Com as terras, comprou também uma questão nos tribunais.

Como assim? Não compreendo!

Vou explicar. Existe uma cerca, construída pelo proprietário anterior, fora da linha divisória. Não concordo com a posição dessa cerca. Desejo defender os meus direitos, e assim irei fazer!

Peço-lhe que não faça semelhante coisa – pediu o novo vizinho – acredito na sua palavra. Se a cerca não está no lugar devido, iremos e consertaremos tudo de comum acordo.

O senhor está falando sério? – Exclamou o antigo morador.

É claro que estou!

Pois se é assim – respondeu o reclamante – a cerca fica como está. O senhor é um homem honrado e digno. Faço mais questão de sua amizade do que de todos os alqueires de terra.

Assim, os dois vizinhos tornaram-se amigos inseparáveis.

* * *

Que virtude magnífica é a boa vontade!

Quantos conflitos poderão ser evitados, se nosso coração aprender a ouvir, a entender um pouco o outro.

Que virtude magnífica é a simpatia! Essa maneira alegre e respeitosa de receber as pessoas, quando podemos exercitar a gentileza, quando podemos exercitar o sorriso.

Tais virtudes estão dentro de uma maior, a mansidão.

A mansidão que não permite que a ira encontre guarida em nossa alma.

A mansidão que não se enfada por bagatelas, e nem toma como ofensa o que na realidade não é.

A mansidão que nos prepara para o perdão, evitando qualquer pensamento de vingança.

A mansidão que nos ensina a ser afáveis, gentis com todos, para que assim possamos colher bons frutos.

Aqueles que são simpáticos, aqueles que são gentis, naturalmente são mais amáveis, isto é, mais fáceis de serem amados.

Aqueles que procuram resolver as crises através do diálogo equilibrado, da boa vontade, facilmente escapam de criar para si inimigos, e assim vivem mais felizes.

Dessa forma, recebamos sempre com simpatia e boa vontade aqueles que se aproximam de nós.

* * *

Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra.

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.

Jesus foi a lição maior de brandura, de mansuetude.

Seu bondoso coração encontrou resistências sem fim na alma dos homens da Terra. Foi injuriado, desrespeitado, agredido, mas conservou-se sempre pacífico e calmo.

Que seu exemplo possa inspirar a modificação de nossas vidas, direcionando-as para a conquista de mais essa virtude.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Boa vontade, do livro Lendas do céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Record
e no cap. XI, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo de Allan Kardec, ed. Feb.

Em 1.2.2013.