domingo, 10 de julho de 2016

A coragem da fé


Em várias passagens do Evangelho, Jesus salienta a importância da coragem de testemunhar a própria fé.

Por exemplo, em determinado ponto da narrativa evangélica, o Cristo afirma que ninguém deve se envergonhar Dele e de Suas palavras.

Das exortações do Mestre, extrai-se que não basta crer em algo.

O homem deve viver na conformidade de suas crenças.

Esposar um ideal é muito pouco.

É necessário ser fiel a esse ideal.

Em um mundo corrompido, a fidelidade a uma concepção de vida mais pura não costuma ser fácil.

Os exemplos que se recebe diariamente são bastante tristes.

A Humanidade vive um período de grave crise moral.

Sob o nome de liberdade, impera a libertinagem.

A título de diversidade de costumes, as criaturas se permitem os mais estranhos desregramentos.

Há inúmeros desonestos ocupando elevados cargos e vivendo no luxo.

Seres viciosos posam de modelo para a sociedade.

Muitos artistas bonitos, mas levianos e desequilibrados, ditam modas e tendências de comportamento.

A promiscuidade e a troca constante de namorados ou esposos não mais chocam.

Nesse contexto, ser sóbrio, trabalhador, honesto e responsável parece quase exótico.

O homem pouco reflexivo pode se sentir tentado a seguir a “onda da modernidade”.

Entretanto, é preciso ponderar um pouco.

Hábitos que destroem a integridade física e psíquica, o lar e a própria dignidade de quem os adota não podem ser saudáveis.

A corrupção dilacera a sociedade.

Ela implica o desvio de dinheiro que poderia salvar e melhorar inúmeras vidas.

A promiscuidade sexual deixa um rastro de desencanto e doença nas vidas de quem a adota.

Perante um Mundo conturbado e violento, o homem precisa refletir a respeito de seus ideais.

Quais são os valores que se consideram necessários para uma vida harmoniosa e saudável?

Identificados esses valores, impõe-se a fidelidade a eles.

O que não vale é viver ao sabor das circunstâncias, como um animal que se guia pelo movimento da manada.

A inteligência é um dom precioso demais para ser desperdiçado.

Urge lançar um olhar crítico sobre os hábitos da sociedade e meditar sobre eles.

Se todos adotarem determinado padrão de comportamento, será possível uma convivência pacífica e proveitosa?

Certo naipe de conduta é louvável?

Seria agradável ver os próprios filhos ou pais vivendo de forma destrambelhada?

Ou ver um ente querido sofrendo as conseqüências da conduta inconseqüente de outrem?

O que não é bom e honroso, o que torna infelizes os outros deve ser combatido.

Aí surge a necessidade de ser corajoso.

Viver de acordo com padrões mundanos é fácil.

Difícil é esposar ideais nobres e viver com nobreza.

Ser fiel a um Ideal não implica tornar-se conversor compulsório dos semelhantes.

A liberdade de consciência é um imperativo da vida em sociedade.

Entretanto, respeitar a liberdade dos outros não significa ser conivente com seus equívocos.

Para viver em paz é necessário aprender a conviver com o diferente.

Mas viver pacificamente não é sinônimo de ser passivo.

Em certos momentos, a omissão é um escândalo.

Sempre que chamado a dar opinião sobre uma questão ética, é importante ser honesto, embora mantendo a gentileza.

Se a opinião não agradar, paciência.

Perante condutas que prejudicam inocentes ou o patrimônio público, deve-se atuar na defesa do bem e da ética.

Em todo e qualquer caso, agir corretamente, mesmo em prejuízo dos próprios interesses imediatos.

Uma vida honrada é o maior e mais corajoso testemunho que um homem pode dar de suas crenças.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.