sexta-feira, 25 de setembro de 2015

SERÁ QUE VOCÊ SOFRE DESSA DOENÇA EMOCIONAL DA IDOLATRIA ESPÍRITA?

SERÁ QUE VOCÊ SOFRE DESSA DOENÇA EMOCIONAL DA IDOLATRIA ESPÍRITA?
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Nosso processo de evolução mental e emocional ainda precisa de referências. Essas referências terão uma importância maior ou menor, conforme a estima pessoal e as necessidades morais e espirituais de cada pessoa. Mas o que pesa mesmo, com mais frequência, para gerar a conduta de idolatria é a estima pessoal, isto é, a qualidade emocional da relação consigo mesmo, a percepção que você tem de você. Quanto mais sólida é essa autoestima, mais perdemos referência nos outros e passamos a construí-la internamente, a auto referência. Na ausência desse eixo interno, nascem os chamados "feudos culturais espíritas" que adotam pessoas como avatares ou líderes criando a idolatria, uma conduta emocional de empatia com um avatar psíquico, uma força que move quem idolatra.
Claro que existem outras explicações para essa conduta que, muitas vezes, chega ao fanatismo de admitir como verdade somente o que parte daquele líder adorado.
Em qualquer condição, idolatria não é boa quando dura demais ou chega ao ponto de criar uma comunidade que se curva irrefletidamente à palavra de um líder como expressão máxima da verdade. Mesmo reconhecendo-a como algo ruim, parece-nos que não há mesmo como progredir sem ela nos estágios desse planeta Terra. Queiramos ou não, nós líderes cumprimos uma missão social de servir de espelho, para que as pessoas se vejam nas duras ilusões de seu sombrio e/ou descubram as inspiradoras fontes de valor que se encontram adormecidas em si próprios.
Pior que a idolatria como fenômeno relacional entre multidões e seus avatares, são as formalizações que organizações poderosas podem criar para tornar a influência desses líderes algo inquestionável ou conclusivo a respeito de qualquer forma de pensar e viver. Temos como exemplo disso o que a igreja fez com Jesus e na comunidade espírita temos as entidades institucionais históricas que formalizaram a cultura de “novos santos” em torno da figura de homens honrados e devotados, mas que estão longe da perfeição e da santificação com que são “condecorados”.

Wanderley Oliveira - Facebook