terça-feira, 3 de novembro de 2015

INSTINTO

INSTINTO

Freud (Sigmund Freud) argumentava que o princípio do prazer, na verdade, exprimia impulsos primitivos, animais. Para seus contemporâneos vitorianos, a idéia de que o comportamento humano fosse no fundo governado por compulsões sem nenhum propósito mais nobre que a auto-realização carnal era simplesmente escandalosa. O escândalo se atenuou nas décadas seguintes, mas o conceito freudiano do homem como animal foi mantido em segundo plano pelos cientistas cognitivos. Agora ele está de volta. Neurocientistas como Donald W Pfaff, da Universidade Rockefeller, e Jaak Panksepp, da Universidade Estadual de Bowling Green, acreditam hoje que os mecanismos instintivos que regem a motivação humana são ainda mais primitivos do que imaginava Freud. Nossos sistemas básicos de controle emocional são iguais aos de nossos parentes primatas e aos de todos os mamíferos. No nível profundo da organização mental que Freud chamou de ID, a anatomia e a química funcionais de nosso cérebro não são muito diferentes daquelas dos animais que vivem nos currais ou dos bichos de estimação.

O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles, é uma espécie de inteligência. É uma inteligência sem raciocínio, por ele é que todos os seres provêem às suas necessidades. Os instintos são automatismos estereotipados e inatos que têm em geral um fim útil para o individuo e a espécie.

Quando os cultores da psicologia profunda falam em instinto, devemos entender não o comportamento automático, mas o correspondente anímico cujo aspecto externo, motor, pode inclusive estar inibido. O Instinto vem [do latim instinctu] –Tendência natural; aptidão inata, força de origem biológica, própria do homem e dos animais superiores, que atua de modo inconsciente, espontâneo, automático, independente de aprendizado. Espécie de inteligência rudimentar que dirige os seres vivos em suas ações, à revelia de sua vontade e no interesse de sua conservação.

O instinto torna-se inteligência instinto, age-se sem raciocinar; pela inteligência, raciocina-se antes de agir. No homem, confundem-se freqüentemente as idéias instintivas com as idéias intuitivas. Estas últimas são as que ele hauriu, quer no estado de desdobramento, quer nas existências anteriores e das quais ele conserva uma vaga lembrança. O instinto não é independente da inteligência. Por ele é que todos os seres provêem às suas necessidades. O instinto e a inteligência muitas vezes se confundem, mas, muito bem se podem distinguir os atos que decorrem do instinto dos que são da inteligência.

O instinto existe sempre, independente da intelectualidade, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança do que a razão. Nunca se transvia. O instinto seria sempre infalível, se não fosse falseada pela má educação, pelo orgulho e pelo egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite a escolha e dá ao homem o livre-arbítrio. O instinto varia em suas manifestações, conforme as espécies e às suas necessidades. Nos seres que têm a consciência e a percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, isto é, à vontade e à liberdade.”A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências”. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada".(Albert Einstein de Max Wulfant (1879-1955). (SCIENTIFIC AMERICAN Brasil - ANO 3 - N°25 - Junho/2004). A Humanidade progride.

Esses homens, em quem o instinto do mal domina e que se acham deslocados entre pessoas de bem, desaparecerão gradualmente. Mas, desaparecerão para renascer sob outros invólucros. Como então terão mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. Todo Espírito tem que progredir incessantemente. Aquele que, nesta vida, só tem o instinto do mal, terá noutra o do bem e é para isso que renasce muitas vezes, pois preciso é que todos progridam e atinjam a meta. A diferença está somente em que uns gastam mais tempo do que outros, porque assim o querem. Aquele, que só tem o instinto do bem, já se purificou, visto que talvez tenha tido o do mal em anterior existência. Antes de se unir ao corpo, a alma compreende melhor a lei de Deus do que depois de encarnada.

Compreende-a de acordo com o grau de perfeição que tenha atingido e dela guarda a intuição quando unida ao corpo. Os maus instintos, porém, fazem ordinariamente que o homem a esqueça. Instinto e razão mais não são do que duas fases de consciência, o instinto sexual, exprimindo amor em expansão incessante, nasce nas profundezas da vida, orientando os processos de evolução. O instinto sexual atrai as criaturas, faz a fusão do magnetismo entre o homem e a mulher, mas o relacionamento das pessoas corre por conta do sentimento de cada um e não simplesmente pela energia sexual, pois esta energia é neutra. É neste momento que surgem as dificuldades de entendimento e união, pois a normalidade do desempenho sexual, entre os cônjuges, Poe si só, não solucionará os problemas de relacionamento.

O instinto sexual é força poderosa de atração, unindo corpos físicos, criando as experiências afetivas e fazendo os destinos entre as criaturas, dirigindo-as paras as conquistas dos objetivos da Lei Suprema: O Amor, a Felicidade e a Harmonia. Ressalte-se que: O sexo não é patrimônio exclusivo da humanidade terrestre, é tesouro divino em todos os mundos, no Universo Infinito, e permanece nas mãos das criaturas humanas, que ainda estão muito distantes da compreensão e vivência das Leis Divinas , num quadro triste de ignorância , perversão e desequilíbrio. Quando o Espírito conquistou a razão, acordando para Vida Universal, já possuía por conquista própria um manancial enorme de forças sexuais advindas de experiências infinitamente recapituladas nos reinos inferiores da natureza. Com a era da razão, o Espírito alcançou o direito de livre-arbítrio e conseqüentemente da responsabilidade em seus atos. Não se formam espontaneamente homens, como na origem dos tempos, porque o princípio das coisas está nos segredos de Deus.

Entretanto, pode dizer-se que os homens, uma vez espalhados pela Terra, absorvem em si mesmos os elementos necessários à sua própria formação, para os transmitir segundo as leis da reprodução. O mesmo se deu com as diferentes espécies de seres vivos. Este caso não é freqüente, e seria antes uma exceção. A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período de humanidade começa, em geral, nos mundos ainda mais inferiores. Essa, entretanto, não é uma regra absoluta e poderia acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Em 1998, um estudante da Universidade de Évora, procurando exemplares de arte rupestre no Vale do Lapedo, em Portugal, forneceu pistas que levaram à descoberta de restos de uma criança, com idade estimada entre dois mil e três mil anos, que foi identificada, mais tarde, como portadora de características típicas de Homo sapiens e Neanderthal.

 A identificação provocou uma controvérsia entre antropólogos. Para muitos, Homo sapiens e Neanderthal não teriam se reproduzido entre si. Para os autores da identificação, o português João Zilhão, da Universidade de Lisboa, ele coordenou o trabalho da equipe internacional de 30 especialistas que resultou na publicação da monografia, batizada com o título inglês Portrait of the Artist as a Child ("retrato do artista quando criança"), com a colaboração do norte-americano Erick Trinkaus, da Washington University, não há mais o que discutir, ao deixar a África e colonizar a Europa, a humanidade moderna não exterminou os antigos habitantes do continente, como se pensava e, ao contrário disso, misturou-se a eles. A resposta dos meios de comunicação e do público não poderia ter sido mais avassaladora. Revistas populares saíram-se com ilustrações mostrando como seria o filho de um sapiens do sexo feminino, alta e negra com um neanderthal louro e troncudo (tudo errado, lógico, já que o menino do Lapedo certamente não era um mestiço de primeira geração. Revista SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil - ANO 1 - N° 11/Abril de 2003).

Não se poderia negar que, além de possuírem o instinto, alguns animais praticam atos combinados, que denunciam vontade de operar em determinado sentido e de acordo com as circunstâncias. Há, pois, neles, uma espécie de inteligência, mas cujo exercício quase que se circunscreve à utilização dos meios de satisfazerem às suas necessidades físicas e de proverem à conservação própria. A imitação da voz humana, por alguns animais, origina-se de uma particular conformação dos órgãos vocais, reforçada pelo instinto de imitação. Conquanto não tenha alma animal, que, por suas paixões, o nivele aos animais, o homem tem o corpo que, às vezes, o rebaixa até ao nível deles, por isso que o corpo é um ser dotado de vitalidade e de instinto, porém ininteligentes estes e restritos ao cuidado que a sua conservação requer. Assim, mais culpado é, aos olhos de Deus, o homem instruído que pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos. A sobreexcitação dos instintos materiais abafa, por assim dizer, o senso moral, como o desenvolvimento do senso moral enfraquece pouco a pouco as faculdades puramente animais. Antes de se unir ao corpo, a alma compreende melhor a lei de Deus do que depois de encarnada. Compreende-a de acordo com o grau de perfeição que tenha atingido e dela guarda a intuição quando unida ao corpo.

Os maus instintos, porém, fazem ordinariamente que o homem a esqueça. Todo Espírito tem que progredir incessantemente. Aquele que, nesta vida, só tem o instinto do mal, terá noutra o do bem e é para isso que renasce muitas vezes, pois preciso é que todos progridam e atinjam a meta. A diferença está somente em que uns gastam mais tempo do que outros, porque assim o querem. Aquele, que só tem o instinto do bem, já se purificou, visto que talvez tenha tido o do mal em anterior existência. A Humanidade progride. Esses homens, em quem o instinto do mal domina e que se acham deslocados entre pessoas de bem, desaparecerão gradualmente. Mas, desaparecerão para renascer sob outros invólucros. Como então terão mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal.



Antonio Paiva Rodrigues
(Estudante de jornalismo, membro da ACI e gestor de empresas)

Nenhum comentário:

Postar um comentário