quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PURIFICAÇÃO ÍNTIMA

PURIFICAÇÃO ÍNTIMA
“Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.”

(TIAGO, 4: 8.)

Cada homem tem a vida exterior, conhecida e analisada pelos que o rodeiam, e a vida íntima da qual somente ele próprio poderá fornecer o testemunho.
O mundo interior é a fonte de todos os princípios bons ou maus e todas as expressões exteriores guardam aí os seus fundamentos.
Em regra geral, todos somos portadores de graves deficiências íntimas, necessitadas de retificação.
Mas o trabalho de purificar não é tão simples quanto parece.
Será muito fácil ao homem confessar a aceitação de verdades religiosas, operar a adesão verbal a ideologias edificantes... Outra coisa, porém, é realizar a obra da elevação de si mesmo, valendo-se da auto-disciplina, da compreensão fraternal e do espírito de sacrifício.
O apóstolo Tiago entendia perfeitamente a gravidade do assunto e aconselhava aos discípulos alimpassem as mãos, isto é, retificassem as atividades do plano exterior, renovassem suas ações ao olhar de todos, apelando para que se efetuasse, igualmente, a purificação do sentimento, no recinto sagrado da consciência, apenas conhecido pelo aprendiz, na soledade indevassável de seus pensamentos. O companheiro valoroso do Cristo, contudo, não se esqueceu de afirmar que isso é trabalho para os de duplo ânimo, porque semelhante renovação jamais se fará tão-somente à custa de palavras brilhantes.

MINHA REFLEXÃO
Os habitantes da Terra somos a parcela da humanidade munida de notável progresso intelectual como também de grave imperfeição moral. Não somos Espíritos de primeira viagem. A nossa afeição às más paixões tem retardado o refazimento. O gozo da felicidade prometida por Jesus exige de nós a vontade de “lutar, ao mesmo tempo, contra a perversidade dos homens e contra a inclemência da natureza, duplo trabalho penoso que desenvolve, a uma só vez, as qualidades do coração e as da inteligência.”, esclarece Santo Agostinho (O Evangelho Segundo o Espiritismo (ESE), cap. 3, Item 15).
No manejo dos fatos referentes a Jesus e ao Cristianismo nos colocamos com certa desenvoltura, mas devemos compreender que não é nesse tipo de desempenho que reside a nossa aceitação ao Cristo. Jesus espera que possamos lançar mãos de nossa inteligência a serviço da bondade. Tudo que fizermos seja no sentido da submissão do orgulho que nos afasta dos irmãos, porque impõe a personalidade egoística em sacrifício do bem comum, produzindo imensas” misérias sociais”.
As sarças que, em encarnações várias, temos plantado, testemunham a dureza de coração, cuja purificação, sentencia Emmanuel, exigirá “autodisciplina, compreensão fraternal e espírito de sacrifício.”
Conforme Lázaro (ESE, cap. 11, item 8), “O Espírito deve ser cultivado como um campo: toda a riqueza futura depende do labor presente, e mais do que bens terrestres, vos levará à gloriosa elevação;”
Sigamos, fortalecidos no amor de Jesus, para realizarmos, em nós e na Terra, a vontade do Divino pai.
 Luz e Paz!
Lourença