segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A SALVAÇÃO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Apesar do conceito de “Filosofia” ser um dos mais controversos da história do pensamento, uma das   definições  que reputamos seja uma das  mais úteis e felizes é aquela dada pelo filósofo francês Luc Ferry, para quem a filosofia seria a busca de caminhos para vencer nossas angústias e medos relacionados à vida e à morte, utilizando para isso as nossas próprias forças e a razão.(1)

Ao seguirmos essa linha, estudando o Espiritismo através do prisma filosófico da salvação, vemos que  os aspectos passíveis de serem explorados são inúmeros. Neste artigo, porém, ficaremos adstritos a apenas um deles, embora, em nosso entender, o principal. Isto porque, quando se trata de falar de salvação segundo a Doutrina Espírita, a mais importante ideia relacionada ao tema é aquela sintetizada por Allan Kardec na frase: “fora da caridade não há salvação” (2).

Vamos, então, tentar brevemente entender, interpretar e contextualizar um pouco desta afirmativa do  Codificador. O estudo sistemático do Espiritismo nos leva a compreender que a verdadeira caridade nos impele a praticá-la em suas três formas: benevolência, indulgência e perdão. (3). 

A explicação da abrangência deste conceito, em seu tríplice modo de se manifestar, não será objeto  deste artigo, dada a profundidade das consequências que cada um desses aspectos tem nas nossas  vidas. Por agora, o que cabe ressaltar é que a prática da caridade não se restringe a servir ao próximo (benevolência), pois em pé de igualdade com ela também se encontram  duas outras virtudes: a indulgência e o perdão. (4)

Partindo-se desta premissa, qual seria considerada a melhor e mais proveitosa caridade a ser feita, para  nós e para o próximo? Seria participar da preparação de um “sopão” para os que passam fome? A visita  a asilos de idosos ou a orfanatos? A doação de tempo e/ou dinheiro para instituições beneficentes? O auxílio e a visita a doentes? A divulgação da Doutrina Espírita e do bem de uma maneira geral? Compreender e tolerar as imperfeições e limitações do próximo? Perdoar aqueles que nos fizeram o mal? Não importa! Isto porque o fundamental, segundo a filosofia espírita, não é o gesto em si, porém os sentimentos e o (des)interesse que nos impelem a fazê-lo. É claro que aqueles de nós que já conseguem se  doar ao próximo com dedicação e carinho, mesmo que não tenham sequer refletido a respeito da razão pela qual fazem isto – se por interesse pessoal ou não –, e assim aprendem a ser felizes, já deram um significativo salto evolutivo, de maneira que agir deste modo será sempre melhor do que não fazer nada ou do que fazer o mal. Isso não nos impede, contudo, de tentar ir um pouco mais além e de buscar entender a essência da caridade ensinada pela doutrina espírita.

Lembremos que a definição do nosso bem estar no  plano espiritual não  depende da quantidade de gestos bons que fizemos quando encarnados, mas sim da qualidade dos fluidos que envolvem e formam nosso perispírito. Por sua vez, este é determinado pela nossa evolução moral, que não é, segundo a  Ciência Espírita, determinada por  nossos gestos exteriores, mas sim pela verdadeira vivência das virtudes no nosso íntimo. Vejamos algumas passagens da obra “A Gênese” que bem ilustram isto: A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. (...).

Também resulta que: o envoltório perispirítico de um Espírito se modifica com o progresso moral que  este realiza em cada encarnação, embora ele encarne no mesmo meio. (...). (...). Ora, do mesmo modo que os peixes não podem viver no ar; que os animais terrestres não podem viver numa atmosfera muito rarefeita para seus pulmões, os Espíritos inferiores não podem suportar o brilho e a impressão dos fluidos mais etéreos. Não morreriam no meio desses fluidos, porque o Espírito não morre, mas uma força instintiva os mantêm afastados dali, como a criatura terrena se afasta de um fogo muito ardente ou de uma luz muito deslumbrante. Eis aí por que não podem sair do meio que lhes é apropriado à natureza; para mudarem de meio, precisam antes mudar de natureza, despojar-se dos instintos materiais que os retêm nos meios materiais; numa palavra, que se depurem e moralmente se transformem. (5).

Portanto, o “céu”, ou seja, a salvação, para aqueles que bem compreendem o Espiritismo, é um estado  da alma, como bem ensinaram Kardec e os espíritos em diversas passagens da codificação, dentre elas a seguinte: “A felicidade está na razão direta do progresso realizado, de sorte que, de dois Espíritos, um pode não ser tão feliz quanto outro, unicamente por não possuir o mesmo adiantamento intelectual e moral, sem que por isso precisem estar, cada qual, em lugar distinto. Ainda que juntos, pode um estar em trevas, enquanto que tudo resplandece para o outro, tal como um cego e um vidente que se dão as  mãos: este percebe a luz da qual aquele não recebe a mínima impressão. Sendo a felicidade dos Espíritos inerente às suas qualidades, haurem-na eles em toda parte em que se encontram, seja à superfície da Terra, no meio dos encarnados, ou no Espaço. (...). Nessa imensidade ilimitada, onde está o Céu? Em toda parte. Nenhum contorno lhe traça limites.” (6)

A mesma coisa disse Jesus no Evangelho de Lucas: “Interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está dentro de vós.” (7)

A parábola denominada de “O Óbolo da Viúva”,  contada por Jesus,  também ilustra  esta ideia. Ali se  narra que: Estando Jesus sentado defronte do gazofilácio, a observar de que modo o povo lançava ali o dinheiro, viu que muitas pessoas ricas o deitavam em abundância. – Nisso, veio também uma pobre viúva que apenas deitou duas pequenas moedas do valor de dez centavos cada uma. – Chamando então seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu muito mais do que todos os que antes puseram suas dádivas no gazofilácio; – que todos os outros deram do que lhes abunda, ao passo que ela deu do que lhe faz falta, deu mesmo tudo o que tinha para seu sustento. (8)

Por que a viúva, que pouco deu comparado às pessoas ricas, tinha mais mérito? Porque o sentimento    que a movia para ajudar  era sincero e verdadeiro, capaz de sacrificar até mesmo suas próprias necessidades e interesses. Portanto, pouco importa, ao final, que a quantidade doada seja grande, se o sentimento por trás do gesto é pequeno. Aliás, vivêssemos nós sujeitos a uma “contabilidade moral” – precisa, matemática e absoluta –, como explicaríamos a salvação de Paulo de Tarso, um exemplo de vida em que se pode ver o salto de  um Espírito  ainda cheio de más  paixões para se transformar em Espírito  bom em uma mesma encarnação ? (9) 

Fosse implacável a lógica ensinada por Jesus  em advertência a Pedro (10) , Paulo ainda teria tido de reencarnar inúmeras vezes a fim de expiar todas as injustiças e mortes pelas quais foi responsável em relação ao cristianismo e seus adeptos. Contudo, muito mais importante do que a Lei de Talião (olho por olho, dente por dente) é o princípio segundo o qual “o amor cobre a multidão de pecados”. Foi justamente o que Paulo entendeu e viveu. 

Nós, porém, muitas vezes entendemos estes conceitos equivocadamente, achando – e, pior, divulgando – que todo mal que sofremos é consequência de um erro que cometemos no passado, ou que todo mal/erro que praticarmos hoje terá que ser necessariamente sofrido de volta no futuro. E não percebemos que esta ideia nos joga dentro de uma lógica perversa e insolúvel, que só poderia ser legitimada por um Deus sádico e malvado. Aliás,  a parábola dos “Trabalhadores da Última Hora” também nos ensina muito a este respeito. Dentre as várias lições que podem ser extraídas desta passagem, uma delas, que por agora vai nos interessar, diz respeito ao fato de que para ser “salvo” não é preciso “trabalhar” no bem a mesma e precisa quantidade daqueles que começaram primeiro, mas sim integrar-se ao trabalho com o mesmo amor e piedade. (11)

Sobre o assunto também é importante lembrar a questão 919 de O Livro dos Espíritos, que trata do autoconhecimento. Ali, Santo Agostinho pede que nos perguntemos, ao nos questionarmos sobre nossa conduta diária, se teríamos vergonha de nós mesmos, caso fossemos chamados de volta ao mundo dos espíritos, “onde nada pode ser ocultado, notadamente nossos pensamentos”. A provocação feita por Santo Agostinho  é bastante válida e nos faz lembrar uma  alegoria contada por Platão no livro “A República”. Nela um pastor, chamado Giges, encontra por acaso um anel que lhe dá poderes para ficar invisível às outras pessoas. Aproveitando-se desta sua nova e inesperada faculdade, Giges muda seu caráter e passa a praticar uma série de más ações: mata o rei, seduz a rainha e assume o poder. (12). E então, como será que nos comportaríamos se encontrássemos o anel de Giges, de Platão, e nos tornássemos invisíveis? Será que continuaríamos nos preocupando com nossa conduta ética? Será que resistiríamos à tentação e aos prazeres do mal se soubéssemos que nossos atos não seriam testemunhados pelos olhos dos outros? 

Outra alegoria interessante  pode ser extraída de uma conhecida obra de ficção. No  filme “Drácula”,  dirigido por Francis Ford Coppola, são exibidas diversas passagens em que o vampiro conversava de  um  modo educado e cavalheiresco com as pessoas,  porém  sua sombra, que se projetava atrás da cena, movia-se de modo independente, denunciando e refletindo assim o seu real pensamento e vontade. 

Pois bem. Deixando de lado o fantasioso destas alegorias, poderíamos comparar nossas faculdades, na erraticidade,  às de Giges quando usa o anel, e nosso perispírito  à “sombra do Drácula”, pois nosso Espírito ali, além de invisível a muitos, não possuirá mais a máscara do corpo físico, que possibilita a contenção dos nossos pensamentos dentro de limites bem mais estreitos, o que nos permite assim ser  até mesmo  hipócrita diante do outro, sem que  aqueles que convivem conosco necessariamente percebam essa falsidade de sentimentos. Tal como Kardec nos ensinou: “Criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a ideia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar. O pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito. Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo.” (13)

Assim, por maior que seja a quantidade de tempo que tenhamos dedicado em nossa encarnação praticando a beneficência, se não tivermos melhorado nossos sentimentos e promovido verdadeiramente  nossa moralização íntima,  domando assim nossas paixões,  de nada  esse bem exterior terá adiantado. Talvez isto apenas nos faça sentir mais culpados. Portanto, a caridade que salva, aquela preconizada por Kardec, não é um gesto, mas um estado de espírito, que deve  estar presente  em nós permanentemente, pois a qualquer momento poderemos ser chamados a praticá-la  – p. ex., numa simples conversa, diante da dificuldade de pessoas que não conhecemos,  em horas e lugares inesperados,  etc. –, e não apenas em momentos pré-determinados  e reservados por nós para fazer o bem, como aqueles em que estamos no grupo espírita. Logo, conclui-se que fora dos verdadeiros sentimentos que nos impelem à caridade, ou seja, fora da vivência legítima e sincera das virtudes em nosso íntimo, é que não há salvação. 

Vemos, portanto, que é um equívoco interpretar  a prática da caridade segundo um entendimento de “troca”, de uma “contabilidade das boas ações”. Contudo, parece-nos que, apesar da compra e venda de indulgências como meio de garantir um lugar no “céu” ter deixado de existir faz muitos séculos, nós talvez ainda tragamos em nosso subconsciente  – o que  em boa parte se explica pela reencarnação  – a mesma lógica de troca e barganha com Deus, por meio da qual eu obtenho a salvação bastando para isso apenas fazer algum gesto exterior de natureza caritativa. Daí porque ainda hoje muitos de nós continuamos pretendendo “comprar o céu”, não mais com dinheiro, porém acumulando o bem  apenas pela prática de tais gestos, sem se importar intimamente em reformar o caráter réprobo que ainda carregamos.

Mas o  Espiritismo é muito exigente, pois não basta viver e praticar  a beneficência. Essa vivência,   além de ser sincera e verdadeira, tem que se assentar no mais puro desinteresse (14). E este desinteresse abrange inclusive  as consequências que  daí  possam  advir à nossa  condição na vida futura. Vejamos o que os Espíritos dizem a este respeito, na questão 897 de O Livro dos Espíritos: 897. Merecerá reprovação aquele que faz o bem sem visar a qualquer recompensa na Terra, mas esperando que lhe seja levado em conta na outra vida e que lá venha a ser melhor a sua situação? E essa preocupação lhe prejudicará o progresso? 

“O bem deve ser feito caritativamente, isto é, com desinteresse.”

a) – Contudo, todos alimentam o desejo muito natural de progredir, para forrar-se à penosa condição desta vida. Os próprios Espíritos nos ensinam a praticar o bem com esse objetivo. Será, então, um mal pensarmos que, praticando o bem, podemos esperar coisa melhor do que temos na Terra?

“Não, certamente; mas aquele que faz o bem sem ideia preconcebida, pelo só prazer de ser agradável a Deus e ao seu próximo que sofre, já se acha num certo grau de progresso, que lhe permitirá alcançar a felicidade muito mais depressa do que seu irmão que, mais positivo, faz o bem por cálculo e não impelido pelo ardor natural do seu coração.” (894)

b)  – Não haverá aqui uma distinção a estabelecer-se entre o bem que podemos fazer ao nosso próximo e o cuidado que pomos em corrigir-nos dos nossos defeitos? Concebemos que seja pouco meritório fazermos o bem com a ideia de que nos seja levado em conta na outra vida; mas será igualmente indício de inferioridade emendarmo-nos, vencermos as nossas paixões, corrigirmos o nosso caráter, com o propósito de nos aproximarmos dos Espíritos bons e de nos elevarmos?

“Não, não. Quando dizemos  fazer o bem queremos significar ser caridoso. Procede como egoísta todo aquele que calcula o que lhe possa cada uma de suas boas ações render na vida futura, tanto quanto na vida terrena. Nenhum egoísmo, porém, há em querer o homem melhorar-se, para se aproximar de Deus, pois que é o fim para o qual devem todos tender.” 

Importante lembrar, por fim, que essa salvação pela caridade independe de sermos adeptos do Espiritismo, bem como do fato de sermos frequentadores ou trabalhadores de qualquer  grupo espírita (15). 

De fato, pouco importa quantas vezes alguém foi para o estudo ou quantas aulas ou palestras ministrou,  ou  quantos artigos sobre  Espiritismo escreveu, se isto não ocasionou uma melhoria verdadeira no íntimo do indivíduo. Porém, parece que às vezes preocupamo-nos mais em “converter” as pessoas ao  Espiritismo do que em tentar ser um exemplo de homem de bem. 

Preocupamo-nos demasiadamente em salvar o mundo e os outros, quando deveríamos primeiramente trabalhar para nos salvar de nós mesmos, dos nossos vícios, de nossos defeitos e de nossos apegos aos bens materiais. Façamos isto e já estaremos fazendo muita coisa, por nós, pelos outros e pelo mundo também.

E apesar de  nossa  meta ser  um dia conseguirmos  agir por desinteresse, devemos  ter consciência de que não o conseguiremos imediatamente. Então comecemos a agir no bem, ainda que de início isto ocorra por interesse “na nossa salvação”, e aí aos poucos o desinteresse irá ganhando lugar. Isto nos faz recordar mais uma belíssima frase de Kardec que, ao comentar os efeitos do pensamento no homem, lembra que “se o egoísmo o levava a desconhecer as consequências, para outrem, de um pensamento perverso, pessoalmente seu, por esse mesmo egoísmo ele se verá induzido a ter bons pensamentos, para elevar o nível moral da generalidade das criaturas, atentando nas consequências que sobre si mesmo produziria um mau pensamento de outrem” (16).

Desta forma, se alguém quiser saber se, após a morte, será “salvo”, se terá um “bom lugar” no mundo espiritual,  que  pergunte a si mesmo: as virtudes, o bem e o amor já fazem parte indissociável do  meu ser e do meu íntimo? Estou pronto para expor  aos outros  – porque, na erraticidade, não terei mesmo  como esconder  – tudo aquilo que penso, já que, mesmo invisível (espírito) para os encarnados, eu só pensarei nas virtudes, no bem e no amor? Minha vida passou a girar fundamentalmente em torno da caridade desinteressada? Independentemente de onde, como ou a quem fiz o bem, eu o fiz e continuaria a fazer, desinteressadamente, sem esperar nada em troca, mesmo que eu me tornasse invisível e soubesse que ninguém estaria fiscalizando meus atos? Eu já estou habituado em tentar me tornar uma pessoa de bem, independentemente da minha condição financeira ou social? Enfim, se essa pessoa conseguir responder sim a estas perguntas, então não deve se preocupar com sua sorte futura, se conseguirá se salvar ou se irá para “o céu”, pois  na verdade ela já estará salva e habitando-o aqui mesmo!

Daniel A. Lima - 10 de Novembro de 2011


1 - Para uma abordagem ampla do conceito de filosofia enquanto soteriologia, ou seja, enquanto  estudo da salvação através da razão, ver o excelente livro de Luc Ferry, “Aprender a Viver”.

2 - Capítulo XV de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

3 - Ver a questão 886 de O Livro dos Espíritos: Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a  entendia Jesus? “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”

4 - Para uma análise mais ampla  do tema, ver o artigo “Caridade e Amor”, de Silvio Seno Chibeni, em http://www.geak.com.br/site/upload/midia/pdf/caridade_e_amor_-_silvio_chibeni.pdf

5 - As três passagens foram extraídas, respectivamente, dos itens 9, 10 e 11, Cap. XIV, da obra “A Gênese”.

6 - O Céu e o Inferno, Primeira Parte, Doutrina, Capítulo III - O Céu, item 06.

7 - Lucas 17: 20 e 21.

8 - Marcos, 12: 41 a 44; e Lucas, 21: 1 a 4.

9 - Para um melhor entendimento da vida de Paulo de Tarso, conferir a obra “Paulo e Estevão”,  psicografada por Francisco Cândido Xavier.

10 - “Pedro, embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.” (Mateus 26: 52)

11 - Para uma correta compreensão da palavra “Piedade”, ver o artigo de Terezinha Colle, “Sobre a Palavra Piedade”, em http://www.geak.com.br/site/upload/midia/pdf/sobre_a_palavra_piedade.pdf

12 - A República, Livro II.

13 - A Gênese, Cap. XIV, item 15.

14 - Ver a questão 893 de O Livro dos Espíritos.

15 - 982. Será necessário que professemos o Espiritismo e creiamos nas manifestações espíritas para termos assegurada a nossa sorte na vida futura?
“Se assim fosse, seguir-se-ia que estariam deserdados todos os que não crêem, ou que não tiveram ensejo de esclarecer-se, o que seria absurdo. Só o bem assegura a sorte futura. Ora, o bem é sempre o bem, qualquer que seja o caminho que a ele conduza.” (165-799)

A crença no Espiritismo ajuda o homem a se melhorar, firmando-lhe as ideias sobre certos pontos atinentes ao futuro. Apressa o adiantamento dos indivíduos e das massas, porque faculta nos inteiremos do que seremos um dia. É um ponto de apoio, uma luz que nos guia. O Espiritismo ensina o homem a suportar as provas com paciência e resignação; afasta-o dos atos que possam retardar-lhe a felicidade, mas ninguém diz que, sem ele, não possa ela ser conseguida. - Ver também a parábola do bom samaritano, no ESE, cap. XV, e ainda o item 9 deste mesmo capítulo.

16 - Obras Póstumas, Capítulo “Fotografia e Telegrafia do Pensamento”. A frase de Kardec se assemelha a esta outra, de Sócrates: “Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade.”

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