O complexo de vítima
Autopiedade, incapacidade fantasiosa, cárcere auto imposto, castigo, culpa, lamentação, resignação e reclamação. E tudo isso como se tivesse arrastando correntes com pesos de chumbo por onde passa. Esse é o retrato daquele que carrega em si o complexo de vítima.
Um perfil preocupante, justamente por fazer o indivíduo crer que não é capaz de ter a própria vida nas mãos. Buscam então através das reclamações que alguém se compadeça e os ajudem a mudar a própria vida. Alguns até se compadecem e tentam, mas existem coisas que ninguém realmente pode fazer por nós. Outros tantos sentem pena, repulsa, desprezo e aversão. O que só aumenta a sensação de ser um “coitadinho” realmente.
Numa psicoterapia temos que trabalhar para devolver à vítima a responsabilidade pela própria vida. Fazê-la compreender e experimentar outras formas de funcionamento que podem ser muito mais gratificantes. Ela precisa sim de um salvador, mas esse salvador não será encontrado fora, apenas dentro de si. Em termos psicológicos, é preciso resgatar toda a projeção que ela faz no mundo externo e devolvê-la ao seu domínio de direito. Só fica a mercê do mundo externo quem ainda não se deu conta das forças que possui no mundo interno. No fim das contas o algoz número 1 da vítima é ela mesma.
Aglair Grein - Psicanalista
sexta-feira, 31 de maio de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Dar de graça o que de graça recebemos
Dar de graça o que de
graça recebemos
“Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; dai de graça o que de graça recebestes.” (Jesus – Mateus, X: 8.)
O que de graça recebemos da Providência Divina é a mediunidade e é a essa faculdade que Jesus se referiu quando informou nossa obrigação de dar de graça o que de graça recebemos.
A mediunidade é inerente ao ser humano, com maior ou menor intensidade todos nós a possuímos. Trata-se da possibilidade que temos de entrar em contato com o mundo espiritual, mais propriamente com os Espíritos, essa “multidão de testemunhas que nos cerca”, como bem sentenciou Paulo de Tarso.
Uma vez que a morte verdadeiramente não existe, pois o que morre é somente o corpo, sendo que continuamos a viver em outra dimensão, a espiritual, é muito natural que entre os que estão vivendo num corpo físico e aqueles que estão fora dele haja o desejo e o interesse em manter contatos, pois que o vínculo entre aqueles que se amam permanece. A morte física não é capaz de matar o amor, a afinidade e a sintonia que mantêm ligados os que se buscam pelos laços da afetividade.
Assim sendo, pela mediunidade, os “vivos” da Terra se comunicam com os “vivos” do mundo espiritual e nisso vemos a grandeza, o esclarecimento e o consolo que as Leis Divinas proporcionam aos homens.
Portanto, fazendo uso da mediunidade, nas suas mais variadas formas, conforme podemos verificar em “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec, temos imensas possibilidades de ajudar aqueles que caminham conosco pelas longas e muitas vezes pedregosas estradas da vida. Isso, obviamente, sem segundas intenções, sem interesses materiais, sem cobrar coisa alguma.
Aquele que conta com força magnética e com a ajuda dos bons Espíritos possui condições de socorrer enfermos, faça isso por amor à humanidade, se propondo, de forma desprendida, a aliviar a dor e os padecimentos daqueles que sofrem neste mundo.
Aquele que possui a palavra fácil e a inteligência desenvolvida, com o auxílio dos benfeitores da espiritualidade, divulgue a verdade, fale sobre as lições imorredouras de Jesus Cristo, espalhando consolo e esperança por onde andar.
Aquele que escreve com agilidade e competência, contando com a presença de emissários de Deus, produza páginas de orientação, de esclarecimento e contribua para a elevação cultural do povo, pois o Cristo, sabendo dessa necessidade, disse: “conhecereis a verdade e ela vos libertará”. (Jesus – João *: 32.)
Aquele que tem mãos ágeis e coração sensível, estimulado pela ação amorosa dos “amigos de mais além”, produza alguma peça ou realize algum serviço que possa atender às necessidades dos irmãos que passam pela vida em situação de carência e penúria, observando principalmente crianças, adolescentes e jovens que caminham, muitas vezes, sem perspectivas para o futuro.
De graça recebemos o incentivo e os recursos oriundos da Providência Divina, nas mais variadas formas, e, de graça, devemos distribuí-los em nosso derredor.
Quem procurar por qualquer benefício ou favorecimento pela distribuição das dádivas que vêm de Deus, por agir na contramão dos ensinamentos cristãos, responderá, mais cedo ou mais tarde, perante o tribunal da própria consciência e amargará o peso doloroso do reflexo da irresponsabilidade cultivada.
Doemos de graça o que de graça recebemos, sem qualquer interesse pessoal... Esse é o caminho. Reflitamos...
graça recebemos
“Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; dai de graça o que de graça recebestes.” (Jesus – Mateus, X: 8.)
O que de graça recebemos da Providência Divina é a mediunidade e é a essa faculdade que Jesus se referiu quando informou nossa obrigação de dar de graça o que de graça recebemos.
A mediunidade é inerente ao ser humano, com maior ou menor intensidade todos nós a possuímos. Trata-se da possibilidade que temos de entrar em contato com o mundo espiritual, mais propriamente com os Espíritos, essa “multidão de testemunhas que nos cerca”, como bem sentenciou Paulo de Tarso.
Uma vez que a morte verdadeiramente não existe, pois o que morre é somente o corpo, sendo que continuamos a viver em outra dimensão, a espiritual, é muito natural que entre os que estão vivendo num corpo físico e aqueles que estão fora dele haja o desejo e o interesse em manter contatos, pois que o vínculo entre aqueles que se amam permanece. A morte física não é capaz de matar o amor, a afinidade e a sintonia que mantêm ligados os que se buscam pelos laços da afetividade.
Assim sendo, pela mediunidade, os “vivos” da Terra se comunicam com os “vivos” do mundo espiritual e nisso vemos a grandeza, o esclarecimento e o consolo que as Leis Divinas proporcionam aos homens.
Portanto, fazendo uso da mediunidade, nas suas mais variadas formas, conforme podemos verificar em “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec, temos imensas possibilidades de ajudar aqueles que caminham conosco pelas longas e muitas vezes pedregosas estradas da vida. Isso, obviamente, sem segundas intenções, sem interesses materiais, sem cobrar coisa alguma.
Aquele que conta com força magnética e com a ajuda dos bons Espíritos possui condições de socorrer enfermos, faça isso por amor à humanidade, se propondo, de forma desprendida, a aliviar a dor e os padecimentos daqueles que sofrem neste mundo.
Aquele que possui a palavra fácil e a inteligência desenvolvida, com o auxílio dos benfeitores da espiritualidade, divulgue a verdade, fale sobre as lições imorredouras de Jesus Cristo, espalhando consolo e esperança por onde andar.
Aquele que escreve com agilidade e competência, contando com a presença de emissários de Deus, produza páginas de orientação, de esclarecimento e contribua para a elevação cultural do povo, pois o Cristo, sabendo dessa necessidade, disse: “conhecereis a verdade e ela vos libertará”. (Jesus – João *: 32.)
Aquele que tem mãos ágeis e coração sensível, estimulado pela ação amorosa dos “amigos de mais além”, produza alguma peça ou realize algum serviço que possa atender às necessidades dos irmãos que passam pela vida em situação de carência e penúria, observando principalmente crianças, adolescentes e jovens que caminham, muitas vezes, sem perspectivas para o futuro.
De graça recebemos o incentivo e os recursos oriundos da Providência Divina, nas mais variadas formas, e, de graça, devemos distribuí-los em nosso derredor.
Quem procurar por qualquer benefício ou favorecimento pela distribuição das dádivas que vêm de Deus, por agir na contramão dos ensinamentos cristãos, responderá, mais cedo ou mais tarde, perante o tribunal da própria consciência e amargará o peso doloroso do reflexo da irresponsabilidade cultivada.
Doemos de graça o que de graça recebemos, sem qualquer interesse pessoal... Esse é o caminho. Reflitamos...
"De Graça Recebestes, de Graça Dai"
A mediunidade é uma faculdade concedida por Deus às criaturas, que nada pagam por ela.
Por isso, quando desenvolveu a mediunidade no seus discípulos e os mandou trabalharem com ela em favor da humanidade, Jesus lhes disse: "De graça recebestes, de graça dai". (Mt.10).
O Mestre não somente recomendou o exercício gratuito da mediunidade, Ele o exemplificou, nada cobrando dos discípulos pelo desenvolvimento mediúnico que neles promoveu e jamais cobrando nada de ninguém por qualquer das obras espirituais que realizou, inclusive as curas.
E, ao expulsar os vendilhões do Templo de Jerusalém, deu enérgica demonstração de que não se deve comerciar com as coisas espirituais, nem torná-las objeto de especulação ou meio de vida.
Porque o exercício da Mediunidade não deve ser cobrado.
O trabalho que fazemos na vida terrena é com o corpo ou com o intelecto e a paga que recebemos por ele se destina à nossa sobreviência corpórea, ao atendimento das nossas necessidades materiais. Como cada qual tem sua capacidade ou aptidão, todos podem trabalhar e ganhar o seu pão de cada dia ( com exceção das crianças, dos idosos, dos muito deficientes ou enfermos).
O trabalho com a mediunidade é uam situação muito diferente.
Trata-se de uma faculdade que:
-enseja um trabalho que é espiritual e só se realiza com o concurso dos espíritos desencarnados;
-tem por finalidade fazer o intercâmbio entre o plano material e o espiritual, promovendo o esclarecimento, a ajuda mútua e a fraternidade entre os encarnados e os desencarnados;
-precisa estar ao alcence de todos os seres humanos em geral mas só pode ser exercida por médiuns, que são minoria na Humanidade.
Se a mediunidade for comercializada ou profissionalizada, eis o que poderá acontecer:
1) Os pobres poderão ter dificultado ou impedido o acesso ao esclarecimento, conforto e ajuda espiritual.
"Deus quer que a luz chegue a todos; não quer que o mais pobre dela fique privado e possa dizer: não tenho fé, porque não a pude pagar; não tive o consolo de receber encorajamentos e os testemunhos de afeição dos que pranteio, porque sou pobre."
2) O médium estará recebendo a paga pelo trabalho dos espíritos, o que é imoral.
No transe mediúnico, somos intermediários mas os espíritos é que falam, escrevem, ensinam, produzem fenômenos. Como vender o que não se originou de nossas idéias, pesquisas ou qualquer outra espécie de trabalho pessoal?
Como receber pelo trabalho dos espíritos uma paga em coisas materiais, que só a nós beneficia e não a eles?
No caso de serem espíritos familiares e amigos, não nos repugna expô-los para, com isso, lucrar alguma coisa material?
3) Teremos de assegurar resultados, mas não o podemos fazer, pois, amediunidade é uma faculdade fugidia, instável, com a qual ninguém pode contar com certeza, já que não funciona sem o concurso dos espíritos. Ora, os espíritos, quando bons, não se prestam ao comércio mediúnico, pois não irão concorrer para a cupidez e ambição do seu intermediário; e, quando maus, também não gostam de ser explorados e nem sempre querem atuar. "Explorar a mediunidade é, portanto, dispor de uam coisa de que realmente não se é dono. Afirmar o contrário é enganar a quem paga".
4) Atrairá para junto do médium espíritos inferiores.
Como os bons espíritos não se prestam a esse comércio e se afastam, os que ficam junto do médium mercenário são espíritos levianos, pseudos sábios ou até malévolos mas, no mínimo, ignorantes.
O médium que vende seu trabalho mediúnico expõe-se à influência dos espíritos inferiores, dos quais se fez comparsa e cúmplice, e com isso compromete sua situação espiritual, presente e futura.
5) Lançaremos descrédito sobre a mediunidade.
Quando nos fazemos pagar pelo exercício mediúnico, acarretamos descrédito sobre nós mesmos e para o intercâmbio espiritual. Isto traz grave prejuízo para o progresso moral da humanidade, pois, desacreditando da manifestação mediúnica, a humanidade perde sua fonte de informações, conforto e ajuda espritual.
"A mediunidade séria nunca pode constituir uma profissão, isso a desacredita moralmente". Esse tráfico, degenerado em abuso, explorado pelo charlatanismo, a ignorância e a credulidade dos supersticiosos foi o que levou Moisés a proibi-la. O Espiritismo, compreendendo a feição honesta do fenômeno, elevou a mediunidade ao grau de missão".
Observemos que "paga" não é somente o dinheiro mas tudo aquilo que represente remuneração, lucro, vantagem, interesse puramente pessoal, satisfação da vaidade e do orgulho.
Quando um médium da seu tempo ao público, dizendo que o faz no interesse da causa espírita ma snão pode dá-lo de graça, perguntamos com Kardec:
"Mas será no interesse da causa ou no seu próprio que o dá? E não será porque ele entreve aí uma ocupação lucrativa? Por este preço, encontram-se sempre pessoas devotadas. Porventura haverá somente este trabalho à sua disposição?
"Quem não tiver com que viver, procure recurso fora da mediunidade. Se quiser, consagre-lhe materialmente o tempo disponível. Os espíritos levarão em conta o seu devotamento e sacrifício, ao passo que se afastam de quem dela faça escabelo.
"À parte estas considerações morais. não contestamos de modo nenhum que possa haver médiuns interesseiros honrados e conscienciosos, porque há pessoas honestas em todas as profissões; mas se convirá, pelos motivos que expusemos, que o abuso tem mais razão de estar com os méduins pagos do que junto àqueles que, olhando sua faculdade como um favor, não a empregam senão para prestar serviços gratuitamente".
Kardec está com a razão. E podemos aduzir que a gratuidade dos serviços no meio espírita tem assegurado o afastamento das pessoas interesseiras e mal intencionadas. O desprendimento e o desinteresse exigidos valem, pois, como um dispositivo de segurança para o movimento espírita.
A remuneração espiritual
Todo o bem que fazemos, porém, sempre tem sua recompensa espiritual. Afirmou Jesus que "digno é o trabalhador do seu salário". E a lei de ação e reação sempre dá às criaturas segundo as suas obras.
Assim, o médium que exerce sua faculdade como Jesus recomenda, sem interesses materiais ou egoístas, não deixará de receber um natural salário espiritual, pois conseguira consequências felizes como estas:
-pagar sua dívidas espirituais anteriores pelo bem que ensejar com seu trabalho mediúnico, e adquirir méritos para novas realizações;
-acelerar o próprio progresso, pelo desenvolvimento que lhe ven do exercício de sua faculdade e do conhecimento que adquire sobre a vida imortal;
-convívio com bons espíritos e a proteção deles, em virtude da tarefa redentora a que se vincula.
Livros consultados:
De Allan Kardec:
-"O Evangelho Segundo o ESpiritismo", cap XXVI;
- "O Livro dos Médiuns", 2ª parte, cap. XXVIII e XXXI, item X.
DAÍ DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTE (Mateus, 10: 8)
| DAÍ DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTE (Mateus, 10: 8) |
Relembrando um pequeno trecho dos ensinamentos do Cristo, quando nos alerta para não vendermos nada do que nos foi dado de graça.Quando nos referimos a este trecho, é que temos observado em algumas Casas Espíritas a cobrança de taxas (*) em algumas atividades, especificamente, na realização de seminários. Há grandes eventos ocorridos fora das Casas Espíritas, com despesas para promovê-lo e divulgá-lo, objetivando levar o conhecimento espírita de forma a atingir maior número de pessoas. No entanto, há também as instituições que nenhuma despesa extra contrai para realizar pequenos eventos e ainda assim cobram por ele, direcionando o lucro obtido indevidamente para despesas e necessidades da Casa. Ora, despesas da Casa Espírita deve ser supridas pelos sócios. Na verdade se cobra muito o estudo por parte do espírita, mas por outro lado, lhe é privado o direito do aprendizado devido à cobrança de taxas nos eventos. Não estamos aqui sendo coniventes com o espírita que não gosta nem de ler e muito menos de estudar, até mesmo porque, o mesmo é portador do livre arbítrio. O que tentamos mostrar no item citado, ou seja, seminário, é a grande dificuldade de ter em mãos, a quantia cobrada pelas Casas Espíritas, onde são realizados os eventos, dificultando para muitos o acesso. ▲ Carlos Roberto (Carlos Roberto é vinculado ao Núcleo Espírita Joana D’Arc, Rua Augusto Reinaldo, 115 – Curado II – Jaboatão/PE). |
Dai de graça o que de graça recebestes
Dai de graça o que de graça recebestes - 19/03/2011 - Edu Medeiros - Um Amigo do Bem
Será realmente possível vender ou mesmo cobrar monetariamente pelo uso de algo que nos foi dado de graça sem afetar a nossa moral, a nossa ética ou a nossa capacidade de praticar a caridade?
A resposta é NÃO e foi dada por Jesus Cristo, conforme consta no Novo Testamento - Mateus – Cap. X, versículo 8: “Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.”.
Por mais que possa parecer inadmissível, há pessoas que cobram ao praticarem a mediunidade, se bem que em muitos casos a cobrança existe pelo fato de se encomendar “um trabalho espiritual” visando o mal do próximo, fato que gerará graves consequências na “Lei Divina de Causas e Efeitos”, como também existem pessoas que cobram por uma simples cirurgia mediúnica, uma limpeza espiritual através da infusão de ervas ou banhos específicos, uma imposição de mãos (mais conhecido como passe mediúnico), uma fluidificação de água, uma comunicação com o mundo dos desencarnados ou ainda uma sessão de desobsessão que é equivalente a uma sessão de descarrego para os evangélicos ou um exorcismo para os católicos.
Como está escrito no capítulo XXVI do Evangelho Segundo o Espiritismo é preciso curar as doenças para dar gratuitamente alívio aos que sofrem, assim como é necessário dialogar com os espíritos endurecidos para ajudar gratuitamente a propagação da fé, pois Deus concede benefícios e atua com misericórdia sem custo financeiro, donde nenhuma criatura imperfeita está apta a colocar preço à sua Bondade, Justiça ou Clemência.
De que forma então é possível identificar um local em que há a prática da caridade através da mediunidade e que verdadeiramente esteja difundindo as palavras de Cristo? A resposta passa necessariamente pela NÃO COBRANÇA de quaisquer valores, ou seja, sempre que tivermos que pagar algum valor, mesmo que não seja moeda corrente (dinheiro), com certeza as pessoas que dirigem o local não estão aliadas com bons espíritos. Caso a gente procure um local desses, perceberá que um problema que parecia simples de resolver pode se transformar em uma tremenda perturbação espiritual, como por exemplo, o popularmente conhecido “encosto”, pois os espíritos levianos estão sempre prontos para responder a tudo que se lhes pergunte, sem se preocuparem com a verdade. A primeira condição para se assegurar a benevolência dos bons espíritos é a humildade, o devotamento, a abnegação, e o mais completo desinteresse moral e material.
A mediunidade é uma missão à qual, se for o caso, deve ser dedicado o tempo de que se possa dispor materialmente. Os espíritos levam em conta o devotamento e o sacrifício do médium.
A mediunidade não é a mesma coisa que a capacidade adquirida pelo estudo e trabalho, ou seja, é uma missão e “MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA”, como dizem os militares, grupo do qual este colunista faz parte.
Não é uma arte, nem uma habilidade e, por isso, não pode tornar-se uma profissão: não existe senão com o consentimento dos espíritos; e se estes se ausentarem, não há mais mediunidade.
Não há um só médium no mundo que possa garantir a obtenção de um fenômeno espiritual no momento que ele quiser, ou seja, “o telefone só toca de lá para cá”.
Explorar a mediunidade é algo abominável, pois a mesma é divina, e deve ser praticada RELIGIOSAMENTE, especialmente a de CURA, onde o médium curador transmite o fluido salutar dos bons espíritos, não possuindo o direito de vendê-lo, pois aquele que não tem do que sobreviver deve procurar em outras fontes, menos na MEDIUNIDADE.
Edu Medeiros - Um Amigo do Bem, 19/03/2011.
Artigo publicado no Jornal JC Regional de Pirassununga/SP - Edição de 19/03/2011.
Será realmente possível vender ou mesmo cobrar monetariamente pelo uso de algo que nos foi dado de graça sem afetar a nossa moral, a nossa ética ou a nossa capacidade de praticar a caridade?
A resposta é NÃO e foi dada por Jesus Cristo, conforme consta no Novo Testamento - Mateus – Cap. X, versículo 8: “Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.”.
Por mais que possa parecer inadmissível, há pessoas que cobram ao praticarem a mediunidade, se bem que em muitos casos a cobrança existe pelo fato de se encomendar “um trabalho espiritual” visando o mal do próximo, fato que gerará graves consequências na “Lei Divina de Causas e Efeitos”, como também existem pessoas que cobram por uma simples cirurgia mediúnica, uma limpeza espiritual através da infusão de ervas ou banhos específicos, uma imposição de mãos (mais conhecido como passe mediúnico), uma fluidificação de água, uma comunicação com o mundo dos desencarnados ou ainda uma sessão de desobsessão que é equivalente a uma sessão de descarrego para os evangélicos ou um exorcismo para os católicos.
Como está escrito no capítulo XXVI do Evangelho Segundo o Espiritismo é preciso curar as doenças para dar gratuitamente alívio aos que sofrem, assim como é necessário dialogar com os espíritos endurecidos para ajudar gratuitamente a propagação da fé, pois Deus concede benefícios e atua com misericórdia sem custo financeiro, donde nenhuma criatura imperfeita está apta a colocar preço à sua Bondade, Justiça ou Clemência.
De que forma então é possível identificar um local em que há a prática da caridade através da mediunidade e que verdadeiramente esteja difundindo as palavras de Cristo? A resposta passa necessariamente pela NÃO COBRANÇA de quaisquer valores, ou seja, sempre que tivermos que pagar algum valor, mesmo que não seja moeda corrente (dinheiro), com certeza as pessoas que dirigem o local não estão aliadas com bons espíritos. Caso a gente procure um local desses, perceberá que um problema que parecia simples de resolver pode se transformar em uma tremenda perturbação espiritual, como por exemplo, o popularmente conhecido “encosto”, pois os espíritos levianos estão sempre prontos para responder a tudo que se lhes pergunte, sem se preocuparem com a verdade. A primeira condição para se assegurar a benevolência dos bons espíritos é a humildade, o devotamento, a abnegação, e o mais completo desinteresse moral e material.
A mediunidade é uma missão à qual, se for o caso, deve ser dedicado o tempo de que se possa dispor materialmente. Os espíritos levam em conta o devotamento e o sacrifício do médium.
A mediunidade não é a mesma coisa que a capacidade adquirida pelo estudo e trabalho, ou seja, é uma missão e “MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA”, como dizem os militares, grupo do qual este colunista faz parte.
Não é uma arte, nem uma habilidade e, por isso, não pode tornar-se uma profissão: não existe senão com o consentimento dos espíritos; e se estes se ausentarem, não há mais mediunidade.
Não há um só médium no mundo que possa garantir a obtenção de um fenômeno espiritual no momento que ele quiser, ou seja, “o telefone só toca de lá para cá”.
Explorar a mediunidade é algo abominável, pois a mesma é divina, e deve ser praticada RELIGIOSAMENTE, especialmente a de CURA, onde o médium curador transmite o fluido salutar dos bons espíritos, não possuindo o direito de vendê-lo, pois aquele que não tem do que sobreviver deve procurar em outras fontes, menos na MEDIUNIDADE.
Edu Medeiros - Um Amigo do Bem, 19/03/2011.
Artigo publicado no Jornal JC Regional de Pirassununga/SP - Edição de 19/03/2011.
DAI DE GRAÇA
DAI DE GRAÇA
(O que de graça recebeste)
Uma das coisas que mais admiram as pessoas que vão pela primeira vez na Casa Espírita é a absoluta isenção de pagamento em qualquer atividade que transcorra neste ambiente (alguns insistem em pagar pelo benefício que tenham recebido, apesar da veemente recusa do trabalhador espírita).
Em um mundo onde tudo é negociável, alguns não entendem como podem existir pessoas que, abdicando de seu tempo, sua família, seus afazeres e lazeres, dedicam-se a uma causa nobre e às necessidades de desconhecidos pelo simples prazer de ajudar, sem esperar nenhuma vantagem financeira.
Quando Jesus disse (Mt 10,8) "Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido", ensinou que todos que desejam servi-lo, devem fazer de forma desinteressada, proporcionando alívio aos que sofrem, ajudando na propagação da fé e da esperança, não devendo jamais fazer desta atividade um meio de comércio, nem de especulação, nem meio de vida.1
A expulsão dos mercadores do templo (Mc 11,15 a 18; Mt 21,12 e 13) simboliza recriminação de Jesus ao comércio e tráfico das coisas santas, pois Deus não vende as suas bênçãos, não dando a nenhum homem o direito de negociar em Seu nome.
Assim, Allan Kardec enfatiza que também a mediunidade deve ser exercida de forma santa e gratuita, pois é um dom que Deus concedeu aos homens para auxiliá-los no esclarecimento, consolo e evolução - sua e dos outros.
Divaldo Franco, Raul Teixeira, Yvone Pereira, Chico Xavier são exemplos de médiuns que exerceram e exercem a mediunidade com Jesus, desinteressada de qualquer benefício, doando todos os direitos autorais das obras psicografadas a entidades beneficentes e instituições de caridade. Chico Xavier, com mais de 400 obras mediúnicas, sempre viveu de forma humilde e pobre, primeiro com o salário de servidor público, depois com a aposentadoria a que teve direito.
Kardec alerta que "procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na mediunidade; não lhe consagre, se assim for preciso, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos lhe levarão em conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam"2
Desta forma age a Sociedade séria, que se dedica ao estudo do Espiritismo e ao amparo dos necessitados (do corpo e da alma), não permitindo qualquer forma de comércio ou cobrança nas atividades em seu domínio. O espírita, seja qualquer função que exerça nesta sociedade (presidente, palestrante, passista, médium), não recebe remuneração alguma por sua atividade, realizando-se, conscientemente, apenas por amor ao próximo.
As Sociedades Espíritas são mantidas no seu aspecto material pela colaboração livre e espontânea de seus associados e simpatizantes (que vêem nesta contribuição uma possibilidade de exercerem a caridade) e da venda de livros que tem por objetivo ser uma fonte de renda e, mais importante, como divulgação doutrinária.
1KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 127 ed. Rio De Janeiro: FEB, 2007. cap. XXVI. Itens 1 e 2.
2Ibidem. Item 10, último parágrafo.
(O que de graça recebeste)
Uma das coisas que mais admiram as pessoas que vão pela primeira vez na Casa Espírita é a absoluta isenção de pagamento em qualquer atividade que transcorra neste ambiente (alguns insistem em pagar pelo benefício que tenham recebido, apesar da veemente recusa do trabalhador espírita).
Em um mundo onde tudo é negociável, alguns não entendem como podem existir pessoas que, abdicando de seu tempo, sua família, seus afazeres e lazeres, dedicam-se a uma causa nobre e às necessidades de desconhecidos pelo simples prazer de ajudar, sem esperar nenhuma vantagem financeira.
Quando Jesus disse (Mt 10,8) "Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido", ensinou que todos que desejam servi-lo, devem fazer de forma desinteressada, proporcionando alívio aos que sofrem, ajudando na propagação da fé e da esperança, não devendo jamais fazer desta atividade um meio de comércio, nem de especulação, nem meio de vida.1
A expulsão dos mercadores do templo (Mc 11,15 a 18; Mt 21,12 e 13) simboliza recriminação de Jesus ao comércio e tráfico das coisas santas, pois Deus não vende as suas bênçãos, não dando a nenhum homem o direito de negociar em Seu nome.
Assim, Allan Kardec enfatiza que também a mediunidade deve ser exercida de forma santa e gratuita, pois é um dom que Deus concedeu aos homens para auxiliá-los no esclarecimento, consolo e evolução - sua e dos outros.
Divaldo Franco, Raul Teixeira, Yvone Pereira, Chico Xavier são exemplos de médiuns que exerceram e exercem a mediunidade com Jesus, desinteressada de qualquer benefício, doando todos os direitos autorais das obras psicografadas a entidades beneficentes e instituições de caridade. Chico Xavier, com mais de 400 obras mediúnicas, sempre viveu de forma humilde e pobre, primeiro com o salário de servidor público, depois com a aposentadoria a que teve direito.
Kardec alerta que "procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na mediunidade; não lhe consagre, se assim for preciso, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos lhe levarão em conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam"2
Desta forma age a Sociedade séria, que se dedica ao estudo do Espiritismo e ao amparo dos necessitados (do corpo e da alma), não permitindo qualquer forma de comércio ou cobrança nas atividades em seu domínio. O espírita, seja qualquer função que exerça nesta sociedade (presidente, palestrante, passista, médium), não recebe remuneração alguma por sua atividade, realizando-se, conscientemente, apenas por amor ao próximo.
As Sociedades Espíritas são mantidas no seu aspecto material pela colaboração livre e espontânea de seus associados e simpatizantes (que vêem nesta contribuição uma possibilidade de exercerem a caridade) e da venda de livros que tem por objetivo ser uma fonte de renda e, mais importante, como divulgação doutrinária.
1KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 127 ed. Rio De Janeiro: FEB, 2007. cap. XXVI. Itens 1 e 2.
2Ibidem. Item 10, último parágrafo.
Dai de graça o que de graça recebeste
1- Como podemos entender o que Jesus quis dizer quando falou "Dai de graça o que de graça recebestes" ?
Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.
A mediunidade é uma faculdade concedida por Deus às criaturas, que nada pagam por ela.
Por isso, quando desenvolveu a mediunidade no seus discípulos e os mandou trabalharem com ela em favor da humanidade, Jesus lhes disse: "De graça recebestes, de graça dai". (Mt.10).
DAR DE GRAÇA
Primeira situação: Dar de graça o que recebeu de graça - Existe contrapartida, ou seja, o beneficiado do "receber de graça" praticou e/ou pratica o "dar de graça"
Segunda situação: Cobrar pelo que recebeu de graça - : Não existe contrapartida, ou seja, o beneficiado do "receber de graça" não praticou e/ou não pratica o "dar de graça"
Terceira situação: Dar de graça o que não recebeu de graça, ou seja, dar de graça aquilo que conseguiu obter com seus próprios esforços .
2- O que é então, que temos nesse mundo mas não é nosso ?
a)Primeiramente nosso corpo. Ele é um empréstimo de Deus, que nos permite habita-lo para podermos aprender.
b) Depois temos os bens materiais, como dinheiro de família.
3- Porque o exercício da Mediunidade não deve ser cobrado?
Trata-se de uma faculdade que:
-o trabalho que é espiritual e só se realiza com o concurso dos espíritos desencarnados;
-tem por finalidade fazer o intercâmbio entre o plano material e o espiritual, promover o esclarecimento, a ajuda, fraternidade entre os encarnados e os desencarnados;
4- Se a mediunidade for comercializada ou profissionalizada, eis o que poderá acontecer?
a) Os pobres poderão ter dificultado ou impedido o acesso ao esclarecimento, conforto e ajuda espiritual.
b) não quer que o mais pobre dela fique privado e possa dizer: não tenho fé, porque não a pude pagar; não tive o consolo de receber encorajamentos .
c) O médium estará recebendo pelo trabalho dos espíritos, o que é imoral.
d) no transe mediúnico, somos intermediários mas os espíritos é que falam, escrevem, ensinam, produzem fenômenos. Como vender o que não se originou de nossas idéias, pesquisas ou qualquer outra espécie de trabalho pessoal.
e) Quando nos fazemos pagar pelo exercício mediúnico, acarretamos descrédito sobre nós mesmos e para o intercâmbio espiritual. Isto traz grave prejuízo para o progresso moral da humanidade, pois, desacreditando da manifestação mediúnica, a humanidade perde sua fonte de informações, conforto e ajuda espritual.
4) Quando mediunidade é cobrada atrairá para junto do médium espíritos inferiores?
Como os bons espíritos não se prestam a esse comércio e se afastam, os que ficam junto do médium mercenário são espíritos levianos, ignorantes.
O médium que vende seu trabalho mediúnico expõe-se à influência dos espíritos inferiores, dos quais se fez comparsa e cúmplice, e com isso compromete sua situação espiritual, presente e futura.
5) Qual a vantagens do exercicio da mediunidade gratuita em favor da humalidade?
A remuneração espiritual - Todo o bem que faz, tem sua recompensa espiritual. Afirmou Jesus que "digno é o trabalhador do seu salário". E a lei de ação e reação sempre dá às criaturas segundo as suas obras.
Assim, o médium que exerce sua faculdade como Jesus recomenda, sem interesses materiais ou egoístas, não deixará de receber um natural salário espiritual, pois conseguira consequências felizes como estas:
-pagar sua dívidas espirituais anteriores pelo bem que ensejar com seu trabalho mediúnico, e adquirir méritos para novas realizações;
-acelerar o próprio progresso, pelo desenvolvimento que lhe vem do exercício de sua faculdade e do conhecimento que adquire sobre a vida imortal;
-convívio com bons espíritos e a proteção deles, em virtude da tarefa redentora a que se vincula.
6- Preces pagas, como é visto na ótica espírita?
A prece, é um ato de Caridade, um impulso do Coração. Fazer pagar um ato de se dirigir a Deus.
Em favor de outros, é transformar-se em intermediário assalariado. A prece torna-se então, uma fórmula cuja extensão é proporcional a soma recebida. Deus não vende os benefícios que concede. A razão, o bom senso, a lógica dizem que Jesus, a perfeição absoluta, não pode delegar a criaturas imperfeitas, o direito de fixar um preço para a sua justiça.
A justiça é de Deus, como o Sol que é para todos.
As preces pagas tem um outro inconveniente; É que quem paga, isto é, quem as compra, as mais das vezes, se julga dispensado de orar, porque se considera quites, uma vez que as pagou.
Não será reduzir a eficácia da prece ao valor da moeda corrente?
7- Eles vieram em seguida a Jerusalém, e Jesus, entrando no templo, começou por expulsar dali os que vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombos: - e não permitiu que alguém transportasse qualquer utensílio pelo templo. - Ao mesmo tempo os instruía, dizendo: Não está escrito: Minha casa será chamada casa de oração por todas as nações? Entretanto, fizestes dela um covil de ladrões! - Os príncipes dos sacerdotes, ouvindo isso, procuravam meio de o perderem, pois o temiam, visto que todo o povo era tomado de admiração pela sua doutrina. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 15 a 18; - S. MATEUS, cap. XXI, vv. 12 e 13.), Como explicar atitude de Jesus?,
R- Jesus expulsou do templo os mercadores. Condenou assim o tráfico das coisas santas sob qualquer forma. Deus não vende a sua bênção, nem o seu perdão, nem a entrada no reino dos céus. Não tem, pois, o homem, o direito de lhes estipular preço.
Obs: O purgatório originou o comércio escandaloso das indulgências, por intermédio das quais se vende a entrada no céu. Este abuso foi a causa primaria da Reforma, levando Lutero a rejeitar o purgatório.
8- Como é visto dizimo?
Nunca ouvi fala que Jesus cobrava para curar as pessoas, para dar uma palavra de consolo, para alimentar os que tinha fome.
ELe mesmo sempre dizia: dai de graça o que de graça
recebeis.
Ele veio ensinar o amor, a caridade, o perdão, veio ensinar os verdadeiros valores do espírito, enquanto hoje certas “religiões”, pregam que pra receber a graça de Deus voce tem que dar uma parte do seu pagamento. Isso é um absurdo. Tem pessoas que o pagamento não da nem pra levar uma vida com dignidade, pra sustentar os filhos, e tem que pagar dizimo?
9 - Todo o serviço espiritual é gratuito no centro Espirita?
O verdadeiro centro espírita não cobra nenhuma orientação ou ajuda espiritual de seu público, nem condiciona o recebimento de curas ou salvação às doações.
Todo local que cobra dinheiro, favores ou exige qualquer coisa ou favor material devido à ajuda espiritual prestada não é um centro espírita.
10- Na sua opinião, por que o médium deve evangelizar-se?
Emmanuel, em O Consolador, respondendo a questões afirma: “(...) A maior necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo, antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo, poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão. “O primeiro inimigo do médium reside nele mesmo".
Freqüentemente é o personalismo, a ambição, a ignorância ou a rebeldia no voluntário desconhecimento dos seus deveres à luz do Evangelho, fatores de inferioridade moral que, não raro, conduzem à invigilância, à leviandade e à confusão dos campos improdutivos.
Contra esse inimigo é preciso movimentar as energias íntimas pelo estudo, pelo cultivo da humildade, pela boa vontade, com o melhor esforço de auto-educação, à claridade do Evangelho”.
11- Como pode ser encarada a mediunidade séria?
A mediunidade séria não pode ser nem será jamais uma profissão, mesmo porque, e sobretudo no seu aspecto de concessão como prova, é uma faculdade essencialmente móvel e variável. Não é, portanto, a mesma coisa que a capacidade adquirida pelo estudo e pelo trabalho, da qual se tem o direito de usar.
12- Sobre a Meduinidade curador pode ser cobrada?
Sobretudo, a mediunidade curadora é que jamais deveria ser explorada, pois, como nenhuma outra, requer, com mais rigor, a condição de desprendimento e a capacidade de renúncia santificante. O médium curador é o veículo para a transmissão do fluido salutar dos Bons Espíritos e, nestas condições, jamais tem o direito de o vender.
Conclusão final:
vejo que meu sorriso, meus braços, meus ouvidos….tudo recebi de graça. A gente sempre se esquece que algumas coisas que possuímos nós não precisamos comprar, materialmente falando.
Logo posso muito bem, sorrir sem que seja preciso receber um sorriso de volta. Quantas vezes no caixa do supermercado, ou em qualquer lugar, nosso sorriso de simpatia e cordialidade é recebido com gestos e respostas mecanicamente ditas, sem qualquer sentimento.
Posso abraçar e transmitir boas energias, sem que receba de volta a mesma. Posso apenas ouvir a quem precisa, sem interesse, mesmo que não me ouçam. Posso sim, doar meu amor fraterno, amar as pessoas mesmo que não me amem. Quão difícil é ver qualidades e respeitar aqueles que divergem de nós, que não simpatizam conosco.
Isso sem falar em tantos outros dons que cada um tem, como a paciência, a alegria espontânea, a compaixão. Você conhece alguém que quando chega, vai logo envolvendo a todos e contando histórias engraçadas, alegrando o ambiente e fazendo a vida de todos mais leve? Eu conheci alguns nas mocidades deste meu Brasil.
Conheço pessoas capazes de “adivinhar” que um amigo precisa de ajuda e simplesmente aparecer ou liga sem mais aquela, só pra ver como estamos. E aí nós desabafamos, conversamos e ficamos muito melhor, depois do contato com este amigo.
Se doar sem esperar nada de ninguém, nem mesmo de Deus. Sim! Achar que por ser legal, caridoso, prestativo tenho certos privilégios com o Todo Poderoso; como não ter as dificuldades naturais da vida, que servem para o nosso crescimento… ledo engano.
Só aí, quando menos espero, vou receber o que todos querem, mas poucos têm….a FELICIDADE E PAZ VERDADEIRA!
PRÁTICA ESPÍRITA
· Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.
· A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
· O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
· O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.
· A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem.
· Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
· O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.
Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.
A mediunidade é uma faculdade concedida por Deus às criaturas, que nada pagam por ela.
Por isso, quando desenvolveu a mediunidade no seus discípulos e os mandou trabalharem com ela em favor da humanidade, Jesus lhes disse: "De graça recebestes, de graça dai". (Mt.10).
DAR DE GRAÇA
Primeira situação: Dar de graça o que recebeu de graça - Existe contrapartida, ou seja, o beneficiado do "receber de graça" praticou e/ou pratica o "dar de graça"
Segunda situação: Cobrar pelo que recebeu de graça - : Não existe contrapartida, ou seja, o beneficiado do "receber de graça" não praticou e/ou não pratica o "dar de graça"
Terceira situação: Dar de graça o que não recebeu de graça, ou seja, dar de graça aquilo que conseguiu obter com seus próprios esforços .
2- O que é então, que temos nesse mundo mas não é nosso ?
a)Primeiramente nosso corpo. Ele é um empréstimo de Deus, que nos permite habita-lo para podermos aprender.
b) Depois temos os bens materiais, como dinheiro de família.
3- Porque o exercício da Mediunidade não deve ser cobrado?
Trata-se de uma faculdade que:
-o trabalho que é espiritual e só se realiza com o concurso dos espíritos desencarnados;
-tem por finalidade fazer o intercâmbio entre o plano material e o espiritual, promover o esclarecimento, a ajuda, fraternidade entre os encarnados e os desencarnados;
4- Se a mediunidade for comercializada ou profissionalizada, eis o que poderá acontecer?
a) Os pobres poderão ter dificultado ou impedido o acesso ao esclarecimento, conforto e ajuda espiritual.
b) não quer que o mais pobre dela fique privado e possa dizer: não tenho fé, porque não a pude pagar; não tive o consolo de receber encorajamentos .
c) O médium estará recebendo pelo trabalho dos espíritos, o que é imoral.
d) no transe mediúnico, somos intermediários mas os espíritos é que falam, escrevem, ensinam, produzem fenômenos. Como vender o que não se originou de nossas idéias, pesquisas ou qualquer outra espécie de trabalho pessoal.
e) Quando nos fazemos pagar pelo exercício mediúnico, acarretamos descrédito sobre nós mesmos e para o intercâmbio espiritual. Isto traz grave prejuízo para o progresso moral da humanidade, pois, desacreditando da manifestação mediúnica, a humanidade perde sua fonte de informações, conforto e ajuda espritual.
4) Quando mediunidade é cobrada atrairá para junto do médium espíritos inferiores?
Como os bons espíritos não se prestam a esse comércio e se afastam, os que ficam junto do médium mercenário são espíritos levianos, ignorantes.
O médium que vende seu trabalho mediúnico expõe-se à influência dos espíritos inferiores, dos quais se fez comparsa e cúmplice, e com isso compromete sua situação espiritual, presente e futura.
5) Qual a vantagens do exercicio da mediunidade gratuita em favor da humalidade?
A remuneração espiritual - Todo o bem que faz, tem sua recompensa espiritual. Afirmou Jesus que "digno é o trabalhador do seu salário". E a lei de ação e reação sempre dá às criaturas segundo as suas obras.
Assim, o médium que exerce sua faculdade como Jesus recomenda, sem interesses materiais ou egoístas, não deixará de receber um natural salário espiritual, pois conseguira consequências felizes como estas:
-pagar sua dívidas espirituais anteriores pelo bem que ensejar com seu trabalho mediúnico, e adquirir méritos para novas realizações;
-acelerar o próprio progresso, pelo desenvolvimento que lhe vem do exercício de sua faculdade e do conhecimento que adquire sobre a vida imortal;
-convívio com bons espíritos e a proteção deles, em virtude da tarefa redentora a que se vincula.
6- Preces pagas, como é visto na ótica espírita?
A prece, é um ato de Caridade, um impulso do Coração. Fazer pagar um ato de se dirigir a Deus.
Em favor de outros, é transformar-se em intermediário assalariado. A prece torna-se então, uma fórmula cuja extensão é proporcional a soma recebida. Deus não vende os benefícios que concede. A razão, o bom senso, a lógica dizem que Jesus, a perfeição absoluta, não pode delegar a criaturas imperfeitas, o direito de fixar um preço para a sua justiça.
A justiça é de Deus, como o Sol que é para todos.
As preces pagas tem um outro inconveniente; É que quem paga, isto é, quem as compra, as mais das vezes, se julga dispensado de orar, porque se considera quites, uma vez que as pagou.
Não será reduzir a eficácia da prece ao valor da moeda corrente?
7- Eles vieram em seguida a Jerusalém, e Jesus, entrando no templo, começou por expulsar dali os que vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e os bancos dos que vendiam pombos: - e não permitiu que alguém transportasse qualquer utensílio pelo templo. - Ao mesmo tempo os instruía, dizendo: Não está escrito: Minha casa será chamada casa de oração por todas as nações? Entretanto, fizestes dela um covil de ladrões! - Os príncipes dos sacerdotes, ouvindo isso, procuravam meio de o perderem, pois o temiam, visto que todo o povo era tomado de admiração pela sua doutrina. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 15 a 18; - S. MATEUS, cap. XXI, vv. 12 e 13.), Como explicar atitude de Jesus?,
R- Jesus expulsou do templo os mercadores. Condenou assim o tráfico das coisas santas sob qualquer forma. Deus não vende a sua bênção, nem o seu perdão, nem a entrada no reino dos céus. Não tem, pois, o homem, o direito de lhes estipular preço.
Obs: O purgatório originou o comércio escandaloso das indulgências, por intermédio das quais se vende a entrada no céu. Este abuso foi a causa primaria da Reforma, levando Lutero a rejeitar o purgatório.
8- Como é visto dizimo?
Nunca ouvi fala que Jesus cobrava para curar as pessoas, para dar uma palavra de consolo, para alimentar os que tinha fome.
ELe mesmo sempre dizia: dai de graça o que de graça
recebeis.
Ele veio ensinar o amor, a caridade, o perdão, veio ensinar os verdadeiros valores do espírito, enquanto hoje certas “religiões”, pregam que pra receber a graça de Deus voce tem que dar uma parte do seu pagamento. Isso é um absurdo. Tem pessoas que o pagamento não da nem pra levar uma vida com dignidade, pra sustentar os filhos, e tem que pagar dizimo?
9 - Todo o serviço espiritual é gratuito no centro Espirita?
O verdadeiro centro espírita não cobra nenhuma orientação ou ajuda espiritual de seu público, nem condiciona o recebimento de curas ou salvação às doações.
Todo local que cobra dinheiro, favores ou exige qualquer coisa ou favor material devido à ajuda espiritual prestada não é um centro espírita.
10- Na sua opinião, por que o médium deve evangelizar-se?
Emmanuel, em O Consolador, respondendo a questões afirma: “(...) A maior necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo, antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo, poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão. “O primeiro inimigo do médium reside nele mesmo".
Freqüentemente é o personalismo, a ambição, a ignorância ou a rebeldia no voluntário desconhecimento dos seus deveres à luz do Evangelho, fatores de inferioridade moral que, não raro, conduzem à invigilância, à leviandade e à confusão dos campos improdutivos.
Contra esse inimigo é preciso movimentar as energias íntimas pelo estudo, pelo cultivo da humildade, pela boa vontade, com o melhor esforço de auto-educação, à claridade do Evangelho”.
11- Como pode ser encarada a mediunidade séria?
A mediunidade séria não pode ser nem será jamais uma profissão, mesmo porque, e sobretudo no seu aspecto de concessão como prova, é uma faculdade essencialmente móvel e variável. Não é, portanto, a mesma coisa que a capacidade adquirida pelo estudo e pelo trabalho, da qual se tem o direito de usar.
12- Sobre a Meduinidade curador pode ser cobrada?
Sobretudo, a mediunidade curadora é que jamais deveria ser explorada, pois, como nenhuma outra, requer, com mais rigor, a condição de desprendimento e a capacidade de renúncia santificante. O médium curador é o veículo para a transmissão do fluido salutar dos Bons Espíritos e, nestas condições, jamais tem o direito de o vender.
Conclusão final:
vejo que meu sorriso, meus braços, meus ouvidos….tudo recebi de graça. A gente sempre se esquece que algumas coisas que possuímos nós não precisamos comprar, materialmente falando.
Logo posso muito bem, sorrir sem que seja preciso receber um sorriso de volta. Quantas vezes no caixa do supermercado, ou em qualquer lugar, nosso sorriso de simpatia e cordialidade é recebido com gestos e respostas mecanicamente ditas, sem qualquer sentimento.
Posso abraçar e transmitir boas energias, sem que receba de volta a mesma. Posso apenas ouvir a quem precisa, sem interesse, mesmo que não me ouçam. Posso sim, doar meu amor fraterno, amar as pessoas mesmo que não me amem. Quão difícil é ver qualidades e respeitar aqueles que divergem de nós, que não simpatizam conosco.
Isso sem falar em tantos outros dons que cada um tem, como a paciência, a alegria espontânea, a compaixão. Você conhece alguém que quando chega, vai logo envolvendo a todos e contando histórias engraçadas, alegrando o ambiente e fazendo a vida de todos mais leve? Eu conheci alguns nas mocidades deste meu Brasil.
Conheço pessoas capazes de “adivinhar” que um amigo precisa de ajuda e simplesmente aparecer ou liga sem mais aquela, só pra ver como estamos. E aí nós desabafamos, conversamos e ficamos muito melhor, depois do contato com este amigo.
Se doar sem esperar nada de ninguém, nem mesmo de Deus. Sim! Achar que por ser legal, caridoso, prestativo tenho certos privilégios com o Todo Poderoso; como não ter as dificuldades naturais da vida, que servem para o nosso crescimento… ledo engano.
Só aí, quando menos espero, vou receber o que todos querem, mas poucos têm….a FELICIDADE E PAZ VERDADEIRA!
PRÁTICA ESPÍRITA
· Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.
· A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
· O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
· O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.
· A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem.
· Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
· O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Amor com amor - Adenáuer Novaes
“De graça recebestes, de graça dai.” Mateus, 10:8.
Os objetivos que traçamos para nossa Vida determinam o modo como passamos por ela e como sentimos as experiências vivenciadas. Sempre que esses objetivos polarizarem conhecimentos ou aprendizados incompletos, necessitaremos vivenciar seus complementos. Se objetivamos, por exemplo, ganhar sempre, teremos, em dado momento, que aprender a lidar com o perder. Se intencionarmos agredir alguém, necessariamente passaremos pela dor com que atingiríamos o outro a fim de aprendermos a lidar com o que nos opõe, e, dessa forma, nos educarmos. O que vem ao nosso encontro é aquilo que precisamos aprender e, muito precisamente, é algo que sintoniza com nosso mundo interior. O interno atrai o externo, e, na maioria das vezes, o determina.
Quando endereçamos algo para alguém, receberemos de volta o que emitimos de acordo com o objetivo que empregamos inicialmente. Se vendermos algo a alguém ou trocarmos um objeto por outro ou por dinheiro, não teremos o objeto inicial de volta, mas aquilo que nos propomos a buscar com o resultado da operação. Mesmo que seja um objeto semelhante ao primeiro, lidaremos antes com a energia do meio utilizado para a troca. Nossos objetivos últimos são balizas mestras para a Vida. Quando usamos a malícia nas relações que estabelecemos com o mundo, teremos de volta, em resposta, a mesma malícia que empregamos. Somente lobos caem em armadilhas para lobos. A medida que o mundo usa para nos medir é resposta à mesma que utilizamos para com a Vida.
Dar de graça o que de graça recebeu é agir na Vida como gostaria que o universo respondesse para consigo. É atuar no mundo com uma certa dose de inocência e ingenuidade características de quem tem puro o coração. Não é a inocência e ingenuidade dos tolos, mas a pureza e consciência de quem sabe o que quer para si sem subtrair do outro.
Do ponto de vista psicológico, o efeito dessa forma de agir é o mesmo que ocorre quando abrimos nossa percepção da realidade, enxergando melhor as alternativas diante de um conflito. Essa atitude para com a Vida impede que os mecanismos de defesa sejam acionados como fuga à realidade, dando-nos melhores condições psíquicas frente aos problemas e desafios do cotidiano.
Quando se fala em gratuidade, imediatamente se pensa em dinheiro, em recursos financeiros e na própria subsistência. Muitas pessoas têm problemas financeiros, o que as coloca em situação difícil diante da necessidade de adquirir meios de se manterem. Isso dificulta uma melhor percepção do significado de viver as experiências de ter ou não ter dinheiro. Caso não vivêssemos sob a pressão de buscar recursos para a sobrevivência, entenderíamos que ambas as situações (riqueza ou pobreza) se assemelham. Elas nos possibilitam aprendermos as leis de Deus. Ter ou não recursos são estados externos a serem enfrentados, que nos capacitam a lidar com a gratuidade do universo a nosso favor. Quem já aprendeu a lidar com as duas formas e suas nuances, certamente não terá dificuldades no campo financeiro. Saber lidar com dinheiro é também não acreditar que tudo deva ser feito de graça. Tudo tem seu preço. Caso não paguemos por algo, alguém o estará fazendo. Receber de graça é responsabilidade maior do que imaginamos.
Para começar a aprender a lidar com recursos, vamos iniciar reduzindo a nossa natural cobiça em obtê-los e o desejo arquetípico de ganhar sempre e exclusivamente. Vale dizer, trabalhar o nosso egoísmo arquetípico, ampliando o significado do repartir e compartilhar. Participando dos processos naturais de competição para obtenção de recursos com a mente voltada para a solidariedade e o desejo de que os outros também obtenham sucesso.
Esse egoísmo ancestral decorre da excessiva valorização que atribuímos ao ego e seus processos de aquisição de poder. Isto funciona automaticamente como um padrão repetitivo de pensar e sentir. De tanto agirmos em proveito próprio acabamos por acreditar que a psiquê funciona dessa forma. É um padrão típico de comportamento que funciona como um comando, porém que pode ser modificado.
O nosso estado de espírito e nosso desejo em compartilhar o que ganhamos ou adquirimos pelo esforço pessoal, possibilita a que nos habilitemos a receber da Vida, enfrentando menores dificuldades em obter novamente os recursos de que precisamos para viver. Quanto mais se cobiça, mais dificuldades se terá em obter o que se deseja.
Isto vale para recursos financeiros como para o relacionamento a dois. Quanto mais se quer ter a posse, mais dificuldades se apresentam na relação. Quem ama liberta, desejando a felicidade própria e, principalmente, a do outro. O desejo de posse, ou a vontade de obter vantagem, aprisiona a psiquê num processo de autopreservação que dificulta a percepção da Vida, alienando o ego da possibilidade de desenvolver-se. Buscar o progresso pessoal é dever de todos e tarefa inalienável,porém deve-se receber da Vida o que ela oferece em troca dessa atitude.
É sempre importante perguntar-se o porquê não se obteve o que se desejou. É sempre oportuno colocar-se na posição de quem não mereceu ou não soube desejar. Dessa forma, ninguém é responsável pelas perdas e derrotas a não ser o próprio indivíduo. Os outros que participaram ou desejaram nossa derrota, ou mesmo, atuaram conscientemente contra nós, são meros instrumentos da nossa necessidade em aprender a administrar perdas.
Dar de graça o que de graça recebeu é objetivar que a lei de Deus aja conosco como estamos agindo com a Vida que Ele nos deu. Não há mérito em ganhar se não aprendemos a obter. Não há sentido em obter algo se não para aprender alguma lei de Deus. Obter por obter, mesmo por meios lícitos, não é o sentido de viver.
A nossa psiquê age por compensação. Muitas vezes, queremos obter materialmente para compensar o vazio espiritual que criamos em nós. A imaturidade espiritual promove a necessidade de compensação pela aquisição de valores amoedados. Certas afecções psicológicas, tais como a angústia, o ciúme, a raiva, a inveja, dentre outras, muitas vezes, são compensadas com a necessidade de alimentar-se em demasia, com a pressa em atirar-se às compras, ainda que sem recursos, com a valorização da posição social, com a ocupação de um cargo mais importante, com a prepotência e o autoritarismo, etc.
A gratuidade é uma forma de se viver melhor e num estado de espírito harmônico e preparado para os dificultadores naturais da Vida. Dar de graça não significa ser perdulário ou premiar a ociosidade alheia; é, em realidade, predispor a psiquê a aprender a lidar com as perdas e os limites do Espírito.
Dar de graça o que de graça recebeu é utilizar a energia psíquica que temos em favor do nosso crescimento, em favor do outro em nossa Vida e em favor do próprio universo. Essa energia, a serviço da cura, é fator que contribui para a felicidade pessoal e do outro em nossa Vida. O ser humano em sua trajetória evolutiva acumula o potencial de curar a si mesmo e o de auxiliar seu próximo a crescer.
O bem que se tem é o bem que se faz. A gratuidade que recebemos da Vida é aquela que nós mesmos fizemos no passado reencarnatório como também a que fazemos hoje.
A atitude psicológica de dar de graça o que não se sabe como se obteve ou como chegou às nossas mãos, significa estar sempre disponível para continuar recebendo os mesmos recursos doados.
Fazer o bem gratuitamente alicerça no psiquismo o sentido de viver a Vida como um dom de Deus.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
A Tal da Resiliência
Lucieli Dornelles
Eu lembro com muita clareza, há alguns anos, quando ouvi falar no título deste post pela primeira vez.
- Resili… o quê?
- Resiliência, respondeu um amigo. Uma das palavras mais bonitas do dicionário.
- Como assim? Continuei, curiosa.
- Ser resiliente é ter a capacidade de se adaptar a um momento de adversidade. De crescer e de se tornar alguém melhor depois de passar por uma situação difícil.
Na física, o dicionário explica que resiliência tem a ver com flexibilidade. É a propriedade que um determinado corpo tem de recuperar a forma original após sofrer um choque ou uma deformidade. É a capacidade de se adaptar e evoluir positivamente.
Na vida real, eu poderia resumir em uma palavra: superação.
- Superar problemas, oras, mas isso eu já faço o dia inteiro, você pode ter pensado.
E é, né? A gente enfrenta o trânsito, o mau humor das pessoas, os nossos medos, as nossas angústias. Nos viramos em dez pra fechar as contas e pagar tudo direitinho no final do mês. Educamos nossos filhos, cuidamos da casa, preservamos o nosso relacionamento. Viver é superar, eu diria.
Mas o ponto onde eu quero chegar, o da tal da resiliência, ultrapassa uma simples superação. Tem a ver com transformação, com uma reforma íntima mesmo. Com algo que mexe com a gente, toca na ferida e promove uma mudança verdadeira, uma mudança pra melhor.
Confessemos: quantas vezes nos pegamos tirando lição nenhuma de uma fase difícil? Lembrando dela como uma pequena dor qualquer do passado? Quantas vezes olhamos pra uma situação do presente e percebemos que estamos tomando as mesmas atitudes e repetindo os mesmos erros de tempos atrás? Dá pra perceber como é tênue a linha que separa uma coisa da outra?
Resiliência. Será que somos capazes de sair, de fato, pessoas mais amadurecidas e preparadas de um acontecimento doloroso? Conseguimos nos tornar flor em meio ao deserto? Não seria muito mais fácil se acomodar diante da fraqueza? Fingir que o mundo só é cruel com a gente? Ô.
Admitir que estamos no fundo do poço, hoje tenho certeza, também é um ato de coragem. Principalmente quando demoramos a encontrar escadas pra sair de lá. Ser resiliente assusta, inquieta, aguça o nosso lado mais ansioso. Queremos respostas. Queremos crescimento imediato. E a vida é mais, bem mais do que isso.
Que tal então nos contentarmos em mudar as nossas atitudes, quando não conseguimos mudar as circunstâncias?
Que tal pararmos pra pensar nas mil e uma chances de crescimento que talvez tenhamos deixado escapar durante a vida?
Que tal?
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Relembrando um pequeno trecho dos ensinamentos do Cristo, quando nos alerta para não vendermos nada do que nos foi dado de graça.