quinta-feira, 28 de abril de 2011

Oficina dos Sentimentos - novos caminhos na educação espiritual - PARTE I

Educação: um conceito em mutação


A educação, assim como todas as áreas do conhecimento humano, passa por mudanças rápidas e profundas. A escola moderna, mais que nunca, vem atualizando seus métodos de ensino em função das necessidades emergentes do ser humano nos dias de hoje. 
Um ponto fundamental nesse cenário é o próprio conceito de educação que foi construído ao longo dos séculos, focado em transmitir conhecimento. Percebe-se hoje que isso necessariamente não é educação, mas sim uma ferramenta educacional chamada instrução. Educar vai muito além de armazenar saberes. A prova disso é que hoje temos uma sociedade intelectualizada e primariamente capacitada em valores e habilidades que sejam suficientes para propagar a justiça, o bem e a ética.
A palavra educare que vem do latim quer dizer "ex" (fora) + "ducere" (conduzir, levar), ou seja, extrair para fora, retirar de dentro, vir à luz. Educar é oferecer condições para que o homem descubra seus próprios talentos e vocações e os desenvolva. É fazer contato com os potenciais latentes que Deus depositou em cada um de nós. Portanto, somente com instrução esse objetivo central da arte de educar fica incompleto.
Uma pergunta tornar-se imprescindível, a nós espíritas, diante deste contexto social: temos acompanhado esse ciclo de progresso? Estamos educando espiritualmente o ser humano que busca o Espiritismo? O conhecimento espírita colabora na formação de homens de bem ou apenas oferece subsídios informativos sobre assuntos espirituais? Somente a poder de conhecimento espírita consegue-se oferecer condições ao ser humano para ser mais feliz e capaz de promover sua libertação consciencial? 

Divulgação ou educação?
Começa a ficar mais claro que anos e mais anos de instrução doutrinária não são sinônimos de paz interior ou conduta moralizada. É comum amealharmos décadas de Espiritismo e, ainda assim, trazer a alma aflita e conturbada. Constata-se após um longo período de intensa divulgação da doutrina que a instrução não foi suficiente para apontar soluções aos dramas íntimos da vida emocional.
Falta um investimento maduro e consciente na aplicação prática da sabedoria do autoconhecimento e, mais que isso, na arte de nos educar para aprender a amar de verdade, inclusive a nós próprios.
Mais que informação espírita, estamos carentes de transformação espírita. Mais do que ser espíritas que atuam em tarefas, ser homens que ajudam a melhorar a vida em toda parte, incluindo o nosso próprio bem-estar. Mais que instrução doutrinária, precisamos de soluções aplicáveis para erradicar nossas dores, desenvolver nossos talentos e construirmos o homem de bem que Allan Kardec se refere em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII, itens um e dois.  
Afinal, usando bom senso e amor, nós viemos aqui na Terra foi para isso: superar os sofrimentos, colocar nossa luz para fora, extrair de dentro o ser maravilhoso que todos possuímos latente na intimidade. Quem ainda dorme nos braços da aflição com justificativas de pagar débitos e resgatar faltas corre o risco de enquadrar-se em provas das quais já podia ter saído há bom tempo, além de tornar sua própria existência um mar de tormenta a título de melhoria espiritual.  
A divulgação esclarece, mas só a educação pode salvar!

Onde entra a oficina dos sentimentos?
Quero agora preparar o terreno para a parte II desse artigo na qual vou falar sobre o que é a oficina dos sentimentos, como aplicá-la e quais foram os resultados educacionais desse método na mudança desse cenário em que se encontra o ensino espírita. 
Não se trata de um método de substituição da instrução espírita, mas sim complementar, já que lida com todas as bases do Espiritismo dirigidas para a vida subjetiva do homem. Basicamente a proposta da oficina é educar a alma para ser feliz.
A oficina dos sentimentos é uma experiência inspirada no relato do espírito Ermance Dufaux, em seus livros “Escutando Sentimentos” e “Lírios de Esperança”, nos quais são discorridos sobre métodos e técnicas usadas no Hospital Esperança no tratamento de seus internos. O Hospital Esperança é uma obra de amor erguida por Eurípedes Barsanulfo no mundo espiritual para socorrer religiosos cristãos falidos que não conseguiram erguer a libertação de suas consciências à luz do evangelho.
Considerando que o os benfeitores realizam essa tarefa do “lado de lá”, surgiu a idéia de trazer para cá a experiência que se espalhou por vários grupos espíritas no Brasil e no exterior.
É um projeto e uma vivência que nos leva a conhecer Espiritismo nos conhecendo, nos incluindo no processo de ensinar. O diferencial da Oficina dos Sentimentos é a educação em um dos focos mais emergentes para nossa paz e felicidade, ou seja, nos sentimentos, na educação emocional do ser.
Para uma noção inicial do tema que será concluída no próximo artigo, vamos analisar o quadro ilustrativo que faz uma distinção bem didática sobre os caminhos da instrução e da educação, isto é, do aprimoramento dos potenciais humanos que ainda não sabemos como administrar coerentemente com os princípios que fundamentam a teoria espírita.
Voltarei a abordar o quadro ilustrativo com mais detalhes, porém, observe que tudo parte da mudança de conceito entre ensinar Espiritismo através de conteúdos e práticas e ensinar o ser humano a se libertar onde ele mais necessita consolidar seus valores pela educação: na vida emocional que se expressa na convivência.

Wanderley Oliveira

Onde Começa a Obsessão







“Toda pressão espiritual nasce fora no desejo dos que anseiam nos assediar. Entretanto, o que esta pressão vai desencadear é uma questão de responsabilidade pessoal. Toda obsessão, invariavelmente, começa a partir da postura íntima de adesão aos desatinos que vem de fora. Pressão sofreremos sempre em se tratando da Terra. O que dela vai derivar é conosco. A pressão vem de fora. A obsessão vem de dentro.” - “Quem sabe pode muito. Quem ama pode mais.”, capítulo 9, página 134, Editora Dufaux.

Atendi uma pessoa recentemente em nossa Casa Espírita que tinha a seguinte queixa: “Às vezes tenho a sensação de que há algo está me prejudicando no ambiente de trabalho. Eu estou me sentindo frustrado com minha profissão porque parece que quanto mais faço, menos produzo. Funções que antes desempenhava com facilidade me causam fadiga e estou tomado por um medo inexplicável de perder o emprego. A memória tem falhado com frequência e um clima de irritação tem se tornado constante. E agora para piorar está aparecendo manchas roxas pelo corpo e todos os exames que fiz não deram em nada. Então uma amiga me disse que era obsessão e estou aqui para me livrar disso.”
Acompanhei esse caso por algumas semanas examinando se minha suspeita inicial poderia se confirmar. Encaminhamos a pessoa para tratamento espiritual, fizemos vários diálogos fraternos e não tive mais dúvidas sobre o diagnóstico, era puro estresse e não tinha sequer um obsessor na história.
Quando não sabemos o que está acontecendo por dentro de nós é muito comum chamarmos isso de obsessão ou dizer que são coisas da reencarnação passada. Embora não se tenha como contestar a veracidade desses princípios espíritas em nossas vidas, fica muito claro que conformar-se com essas duas explicações acerca de nossos conflitos, angústias e todo o conjunto de vivências íntimas que experimentamos é, no mínimo, uma atitude conformista de quem não quer ou não está dando conta de avançar na conscientização de sua realidade pessoal.
É muito simplista tentar explicar os fenômenos da vida emocional e mental com reencarnação e obsessão. É como se dessa forma suprimíssemos a responsabilidade pessoal e afirmássemos que são duas coisas que não tem como mudar ou com as quais nada temos a ver.
Em verdade isso é uma fuga. Impressiona-me como nós espíritas usamos esses dois temas abençoados do Espiritismo para tentar explicar ou mesmo justificar o que acontece conosco.
Outro exemplo típico é o casal que passa por momentos difíceis e conjectura que as desavenças, traições e desgastes ocorrem em função de vidas passadas onde um prejudicou o outro. E assim, mais uma vez, quando jogamos as explicações sobre nossos problemas para um “lugar desconhecido”, ao qual não temos acesso, novamente varremos para debaixo do tapete a sujeira que precisava ser devidamente cuidada no presente.
O autor espiritual, José Mario, em seu livro “Quem sabe pode muito. Quem ama pode mais”, tem uma fala curiosa e extremamente prática sobre esses temas, mais especificamente sobre a obsessão. Ele diz que a pressão vem de fora, mas a obsessão nasce em nós. Que verdade prática encerra esse ensino do amigo espiritual!
De fato, aquele estresse daquela pessoa que atendi tinha alguns componentes obsessivos tais como: o ambiente psíquico do seu grupo de trabalho, as companhias espirituais das pessoas que naquele grupo estavam com obsessão, a força dos pensamentos negativos de várias pessoas já exaustas com o que estavam fazendo, e tudo isso adicionado ao clima inamistoso dos clientes que por ali passavam e, sendo mal recebidos, descarregavam sua insatisfação em todos. Todos esses itens são, conforme a explicação de José Mario, apenas pressão. Pressão espiritual, psíquica, emocional e relacional. Entretanto, embora sejam elementos perturbadores, estão presentes na grande maioria dos ambientes da Terra. Quando deixamos que essa pressão seja mais forte que nossos cuidados pessoais de defesa, então a pressão se transforma em obsessão, isto é, somos dominados na vontade que se torna incapaz de reverter o processo. Aliás, esse é o conceito de Allan Kardec para a obsessão, no item 237, em O Livro dos Médiuns“(…) obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas”.
Só é possível que as pressões vibratórias de fora interfiram de forma decisiva em nossas escolhas, venham elas de espíritos ou de outras fontes quaisquer, quando não temos governo sobre o que acontece com a vida interior. E não ter governo sobre si é ignorância, uma das piores doenças da atualidade. E se existe uma forma de ignorância fartamente nociva à nossa vida, ela se chama “analfabetismo emocional”.
O trabalho de amparo e orientação com o ser humano tem me ensinado muito nesse sentido. Creio que, tanto quanto de orientação espiritual, as pessoas estão carentes de orientação emocional para darem conta de seus próprios problemas. O nível de analfabetismo sobre a intrincada rede de emoções que tecemos no dia-a-dia é surpreendente. Assim como o Centro Espírita tem o compromisso de ensinar princípios espíritas, tem também o desafio de oferecer aos que lhe procuram, uma instrução direcionada para o conhecimento de si próprio. Não basta para isso abordar temas de auto-conhecimento com enfoque professoral. Estamos falando aqui de diálogo, oportunidade para falar de si, discutir seus próprios saberes e sentimentos. Transmutar a relação institucional dirigente-assistido e tratarmo-nos como seres humanos em aprendizado. Ter a coragem de largar o “salto alto” da instrução doutrinária e se conduzir como gente em busca de respostas e libertação.
Pois é! Enquanto não soubermos um tanto mais sobre nós mesmos, continuaremos declamando o poema da incompetência. Responsabilizando os outros, as obsessões e a reencarnação por coisas que estão à espera de nossa decisão corajosa por resolvê-las.
Talvez não seja exagero dizer que o nosso mais temível obsessor somos nós mesmos e que toda obsessão, embora venha de fora através das pressões de diverso matiz, é fecundada nas fontes profundas de nossa vida mental onde começa e onde também pode terminar.

Wanderley Oliveira

A Importância Espiritual da Meia-idade

Wanderley


“Inteiramente despreparados, embarcamos na segunda metade da vida... damos o primeiro passo na tarde da vida; pior ainda, damos esse passo com a falsa suposição de que nossas verdades e ideais vão servir-nos como antes. Mas não podemos viver a tarde da vida de acordo com o programa de sua manhã – pois o que foi grande pela manhã vai ser pouco à tarde, e aquilo que pela manhã era verdade, à tarde se tornará mentira.”
Carl Jung, “The Stages of Life” –  Collected Works of CG Jung - 8, § 339.


A crise existencial da meia-idade é um movimento natural da vida mental no qual as feridas, traumas e assuntos pendentes na vida inconsciente emergem ao consciente para serem resolvidos.
Coincidentemente e na maioria dos casos, essa crise ocorre em uma determinada faixa etária, entre os 35 e 55 anos, sendo possível também verificar-lhe a presença antes ou depois dessa idade.
Nessa etapa da vida psíquica, que muito se assemelha ao fenômeno biológico da ovulação feminina, a mente expurga no tempo certo o “óvulo” maduro e que necessita ser trabalhado, reconhecido pelo consciente, no intuito de organizar a vida mental.
É assim que vários assuntos que foram mal conduzidos durante a infância e a juventude regressam em forma de crise inesperada, levando a criatura às mais diversas e imprevisíveis alterações no seu mundo emocional e comportamental.
É questionada a vida profissional, a relação afetiva, os laços de parentesco, os objetivos pessoais, a forma de viver e sobreviver. E diante de todos os questionamentos a criatura talvez, pela primeira vez em sua vida, faça honestamente uma pergunta a si mesma: e eu, o que quero da vida? O certo e o errado começam a ser questionado pela pessoa. O que antes preenchia e dava motivação parece totalmente desconexo, fora de lugar. É um período de muita depressão, porque os conflitos que foram temporariamente negados regressam ou intensificam abruptamente. Nessa fase, muitas pessoas alcançam certa estabilidade financeira, os filhos já são independentes e muitas mudanças contribuem para deixar a criatura mais em contato consigo mesma, depois de muitos anos na luta pela sobrevivência e pelos deveres. Outros que não tiveram a mesma trajetória chegam a essa idade com frustrações dolorosas, em todas as áreas de sua vida e, por essa outra porta, também penetra a crise existencial com outros gêneros de angústia.
Para muitos, a meia idade é o momento de “pendurar as chuteiras”, de acomodar-se. O homem, em muitos casos, já fez as conquistas que almejou, a mulher deu-se quase integralmente aos filhos e eles vão viver as suas vidas, ambos já chegaram ao patamar intelectual que planejavam, e aí, então, são convocados a pensarem com mais assiduidade no que vão fazer. Nessa hora, encontram novamente suas necessidades mais profundas. Já não há distrações e compromissos tão fortes e significativos que os impeçam de pensar em seus desejos, sonhos, dúvidas e conflitos. Ainda que não queiram, são automaticamente conduzidos a esse dinamismo.
E no centro dessa crise acontece uma dolorosa descoberta: a perda de quem achamos que somos, o contato com a realidade profunda e gritante da alma. A perda de quem achávamos que éramos é o núcleo dessa crise. O gatilho emocional subliminar para que deflagre a crise. O inconsciente nos devolve a nós próprios. É um instante muito delicado da existência. A maioria das separações conjugais, dos suicídios, dos abandonos, dos crimes passionais e o surgimento de doenças acontecem nesse momento da vida. É a fase dos encerramentos de muitos ciclos e início de outros. É um intenso e sofrível momento de perdas.
Enquanto a meia idade é vista para muitos como o fim, em razão dessas drásticas mudanças, torna-se necessário dizer que a vida, inegavelmente, somente começa, quando temos a coragem de encerrar com dignidade os ciclos que se fazem necessários. Tudo depende de como vamos encarar esse momento. Muita gente foge e enxerga perdas irreparáveis nas mudanças acontecidas, outros percebem que são chamados ao inadiável e mais importante movimento do ato de viver: o reencontro consigo mesmo e a busca do seu querer maduro e preenchedor.
É um ciclo de muita tristeza, muito medo, muita culpa, muita mágoa e muitas desilusões, podendo causar dores e transtornos mentais e físicos que precisam de acompanhamento, orientação e socorro.
Em meu trabalho, tenho como missão ajudar meus pacientes a descobrirem a importância da meia idade e suprir-lhes com orientações realistas, para atravessarem a tarde da vida de um modo criativo, singular, inspirador e gratificante. Três pontos fundamentais compõe meu projeto de educação emocional nesse assunto: paciência na espera, dignidade nas escolhas e coragem para tomar as decisões que serão pontes para um futuro melhor e mais feliz. O objetivo a alcançar é fazer da meia idade o mais importante momento da nossa reencarnação.
É muito importante aprender a linguagem da alma. Saber o que o inconsciente quer dizer e como se comportar diante de seus apelos. Mais que isso, é essencial tomar contato com o self, o divino dentro de nós, e entender que todo esse conjunto de mudanças é para o nosso próprio bem. Muito além das dores experimentadas nesse ciclo, somos convidados a resgatar os talentos e vocações que se encontravam adormecidos em nós. Muito além de sombras a serem iluminadas, toda essa crise tem como proposta a busca da libertação consciencial e da paz interior.
Como diz Jung: “(…) não podemos viver a tarde da vida de acordo com o programa de sua manhã – pois o que foi grande pela manhã vai ser pouco à tarde, e aquilo que pela manhã era verdade, à tarde se tornará mentira.”  
Dois livros foram muito importantes na minha autodescoberta na meia idade. Eu sugiro que leiam e estudem “Despertando na Meia-idade”, de Kathleen A.Brehony, Editora Paulus, e “Prazer de Viver”, de Ermance Dufaux, Editora Dufaux. 

Uma Comunidade Cinquentona! Que será do futuro das Casas Espíritas?


Wanderley Oliveira
























Onde está o jovem no movimento espírita? Será que houve uma estagnação no movimento de mocidades espíritas?
Estou aqui disparando esse assunto para discussão através de fórum e enquete na minha comunidade no Orkut. Se desejar participar é só procurar o menu comunidade aqui no blog.
Venho observando há algum tempo relatos e notícias de grupos de mocidades que se encontram capengas ou já fecharam as portas.
Recentemente em São Paulo, participei de um evento no qual haviam 4000 pessoas, e fica evidente o quanto temos uma comunidade cinquentona. Nos seminários que ministro, raramente está presente um jovem. Onde está a população espírita na faixa etária de 20 a 30 anos?
Daqui a 25 ou 30 anos como estará a comunidade espírita que hoje já tem um acentuado número de pessoas na 3º idade (entre 60 e 80 anos)? Teremos uma comunidade de 4º idade (80 a 100 anos)?
Nada contra a idade. Minha questão aqui é refletir o que acontecerá com as Casas Espíritas, se o movimento jovem não se fortalecer e regenerar.
Eis algumas conjecturas que lanço apenas para esquentar nossas reflexões e debates no assunto lá no orkut:
1)    Talvez ainda existam grande quantidade de jovens nas mocidades ainda hoje, mas inegavelmente algo mudou em termos de comprometimento e doação pessoal. Concordam? 
2)    Será que teremos outra geração de jovens com o mesmo nível de estudo e interesse pela doutrina? 
3)    Os jovens que estão renascendo nos últimos 20 anos estão mais bem preparados em assuntos espirituais?
4)    Muitos jovens que integram as mocidades o fazem para atender seus pais que são espíritas. Até quando isso vai funcionar? Será que essa imposição faz do jovem alguém melhor? Note-se ai a evasão de jovens espíritas quando vão para faculdade. 
5)    Os ambientes dos centros espíritas estão adequados para atrair essa geração de jovens cujo perfil não aceita a rigidez e a formalidade?

Diante de tudo isso, façamos uma enquete: O que você acha que acontecerá com as Casas Espíritas do futuro? 
1)    O movimento espírita jovem se fortalecerá fora do centro espírita?
2)    Haverá uma volta às raízes do Espiritismo para a prática em grupos familiares?
3)    O jovem realmente vai abandonar o Espiritismo e freqüentar outros círculos espiritualistas?
4)    Você acredita que uma campanha possa mudar esse cenário?
5)     Nenhuma das alternativas. (Neste caso justifique sua opção lá no fórum.) 

Vote na enquete lá no ORKUT, mas antes… Como não poderia deixar de ser, vamos tomar um cafezinho!

domingo, 24 de abril de 2011

A depressão que ninguém vê

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos."  - C. G. Jung


Wanderley Oliveira
Conquanto o alarmante percentual de 15 a 20% de pessoas com depressão, conforme os parâmetros oficiais da medicina, tenho motivos de sobra para pensar que esse índice é assustadoramente maior, se considerarmos que existem as depressões que ninguém vê.

Costumo chamar assim as depressões “silenciosas” ou em estufa, quadros psíquicos que causam enorme sofrimento e que não são ainda diagnosticados oficialmente como doença. Na maioria das vezes, o paciente, e mesmo os profissionais de saúde mental, terão escassos elementos para analisar essa patologia com a atenção e os cuidados terapêuticos que ela exige. Possivelmente, a distimia, grupo F34 no CID 10, também conhecida como depressão crônica, seria a doença com maior proximidade das características dessa depressão silenciosa.

O quadro a que me refiro não é reconhecido como depressão clínica, pois as atividades cerebrais ainda não sofreram alterações a ponto de retirar do doente o controle emocional ou de causar mudanças preocupantes no comportamento. Todavia, a depressão que ninguém vê é capaz de tornar a vida de qualquer pessoa num autêntico inferno interior, com variações dolorosas no humor e outras dores que, em quase nada, a diferencia dos casos mais graves desse transtorno mental.

Podemos entendê-la como o efeito mental de alguns movimentos emocionais envelhecidos nas atitudes do ser ao longo de várias reencarnações. Esse quadro depressivo caracteriza-se por um estado psicológico de insatisfação crônica com a vida, decorrente da rebeldia em aceitar a realidade da vida como ela é. Essa rebeldia consolidada como hábito de conduta em múltiplas existências corporais, catalisa um amplo conjunto de variações emocionais que agride o equilibro do campo mental, provocando intenso sofrimento na alma.

A manifestação mais evidente dessa patologia é a inconformação, um estado afetivo que se estrutura a partir das contínuas reações de contrariedade ante às provas da vida. A inconformação se expressa em forma de raiva e depois, se não é devidamente elaborada, transforma-se em revolta. A revolta, que nada mais é que o desapontamento crônico, enfraquece a vida emocional facilitando o melindre, a irritação e o mal-humor. Esses estados, conjugados alguns deles, levam frequentemente ao pior resultado que está no entorno da depressão severa: a perda da vontade de viver.

Nesse estado, uma pessoa não faz planos de vida, deixa morrer seus sonhos, torna-se muito rígida, inflexível, tem uma compulsiva necessidade de controle, alimenta expectativas muito elevadas consigo e com os outros, desrespeitando todos os seus limites, adere ao costume da teimosia em seus pontos de crença e fica com seu afeto comprometido pela tristeza, pelo desânimo, pelo sentimento de abandono, pelo medo, pela culpa e menos valia; É um constante desassossego íntimo, uma ansiedade não se sabe pelo que ou por conta de que.

As consequências de todo esse conjunto de dores psíquicas e emocionais é a intensa desvitalização energética e muita angústia. No corpo físico surgem alergias, distúrbios endócrinos, cansaço crônico, insônia intermitente, infecções recorrentes, enxaqueca e outras múltiplas desorganizações.

Sob a ótica da reencarnação é uma depressão na estufa. Certamente a criatura está agindo desconectada do centro luminoso essencial, permanecendo em conflito sistemático entre os gritos da alma sábia e suas velhas bagagens ancestrais.

O tratamento de tais quadros, além da mesma rotina psiquiátrica e psicológica indicada para os casos severos da depressão clínica, deve ser complementado por um serviço de acompanhamento de educação emocional cujo objetivo será o aprendizado do paciente para gerenciar seu mundo emotivo.

A doença mental é  por demais agressiva às estruturas sutis do ser, para merecer somente medicações e psicoterapia como propostas terapêuticas. Os remédios tratam o corpo, a psicoterapia regula o psiquismo, mas fica faltando a essência, a alma. A cura real de todas as doenças está na intimidade de cada um de nós. O que ainda não sabemos é como acessar esses talentos e potenciais latentes na vida mental profunda.

Em meu modelo de tratamento complementar da depressão, tenho como foco a educação emocional do paciente para aprender a lidar com sua dor que muito antes de ser mental, é moral. Através da melhor compreensão do dinamismo emocional é possível criar um processo regulador das diversas fontes de energia em conflito na doença mental. Esse trabalho feito com acompanhamento é extremamente oportuno, considerando que nesse quadro doentio o inconsciente se encontra em erupção, subtraindo da criatura o que ela mais necessita, que é saber olhar para dentro de si mesmo com muita compaixão e sabedoria. O trabalho terapêutico começa cuidando do medo e da culpa, dois sentimentos muito importantes para o crescimento, quando se aprende o que eles querem ensinar.

Por que passar uma vida inteira de forma emocionalmente miserável? A vida é bela e viemos a este mundo para sermos tão feliz quanto possível.

Essa depressão que ninguém vê surge, porque não permitimos a expressão criativa de nossos talentos. Uma pessoa em depressão significa que há algo muito bom dentro dela precisando sair, ser expresso. No entanto, a atitude rebelde em não reconhecer o fluxo da vida, impede que essa manifestação divina seja colocada em ação.

Talvez só nos falte mesmo acreditar e saber que está em nossas mãos o direito e o dever de construir os caminhos para nossa felicidade. Minha missão é ajudar a sinalizar esses caminhos para que cada um de meus pacientes possa trilhá-los e achar o tesouro de seus talentos pessoais depositados na consciência.

Como diz Jung: "Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos." 

A CASA MENTAL E A REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO – parte II

Wanderley Oliveira

“Sem dúvida, todos sofremos para crescer; martírio, no entanto, é o excesso que nasce da incapacidade de gerir com equilíbrio o mundo emotivo, assumindo proporções e facetas diversificadas conforme o temperamento e as necessidades de cada qual.” – Reforma Íntima sem Martírio, capítulo 1, autora espiritual Ermance Dufaux, Médium Wanderley Oliveira. 

Sinopse da Parte I deste Artigo

Na primeira parte deste artigo, estudamos os níveis da casa mental abordados por André Luiz no livro No Mundo Maior, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
André Luiz compara os três níveis da mente a uma casa. No porão (cor preta na ilustração) é guardado todo material utilizável ou não de uma residência e representa o subconsciente. É o depósito da vida mental onde são arquivadas as experiências, os fracassos e toda trajetória evolutiva da alma.
O ambiente social da casa é composto por quarto, banheiro, cozinha e sala. É a parte na qual mais transitamos no nível mental, representando o consciente (cor branca na ilustração), a atuação do presente momento.
E o sótão de uma moradia é parte menos freqüentada cujos fins são relax ou atividades de refazimento, simbolizando o superconsciente (cor amarela na ilustração) ou a parte nobre da mente, somente alcançada pelos estados elevados de consciência como, por exemplo, a oração e meditação.

Ninguém Mata o Homem Velho

O subconsciente, assim como o superconsciente da casa mental estudada por André Luiz, pode ser designado como sendo a sombra da mente, isto é, aquela parte ignorada, ainda pouco explorada ou quase completamente desconhecida por nós.
Vou abstrair da conceituação técnica da sombra, uma terminologia usada pelo Dr. Carl Gustav Jung, para facilitar nosso entendimento prático. Sombra não significa algo ruim dentro de nós. Existe também a sombra positiva. Nessa divisão didática da casa mental, poderíamos dizer que a sombra negativa é o subconsciente, conquanto também nela encontramos muitas qualidades e registros positivos. E o superconsciente seria a sombra positiva, onde residem todos os germens da perfeição humana que um dia alcançaremos.
Entre outros conceitos, a sombra é o que nós espíritas chamamos de “homem velho” ou aquilo que necessita ser transformado em nós. Costumamos usar a expressão “matar o homem velho” e é sobre isso que hoje quero refletir. Ninguém elimina partes de si para alcançar a reforma íntima. Temos que aplicar ao nosso mundo íntimo o conceito de destruição contido em O Livro dos Espíritos. Nada pode ser destruído, mas transformado, aprimorado, reciclado.
Vamos dar uma olhadinha em nosso gráfico ilustrado. O superconsciente representa a individualidade do Ser e o subconsciente é o repositório das personalidades arquivadas ao longo de várias existências. Uma forma mais comum de entender a reforma íntima seria usar de vontade férrea (a tesoura na ilustração) para podar os hábitos negativos ou infelizes, entretanto, somente por esse caminho da disciplina ficaremos na superfície da tarefa de melhoria moral. Mais do que a “tesoura”, temos que aprender como manejar a “lupa” da amorosidade para conhecer com sabedoria o nosso mundo íntimo. A lupa amplia nossa capacidade de enxergar o mundo interior e nos capacita com mais acuidade, percepção e sensibilidade.   
Portanto, quando se trata de nossa melhoria interior estamos falando de criar uma relação amigável, conciliadora e pacífica com nossa sombra. Aprender a conquistar essa parte da vida mental que ainda não conhecemos suficientemente reciclagem maus hábitos (subconsciente) e desenvolvendo valores (superconsciente).

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Auto-conhecimento somente não basta para se Libertar


Na questão 919-a de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec demonstrou curiosidade sobre qual seria o método mais eficaz para se melhorar nessa vida, e os Sábios Guias lhe apontaram o caminho do auto-conhecimento como resposta.
Inegavelmente o auto-conhecimento é a porta de entrada para a investigação dessa sombra desconhecida na nossa intimidade. Porém, além disso, precisamos aprender algo que o estudo de si não nos oferece automaticamente: o ato de aprender a amar o que você vai conhecer em você mesmo.
Muitas pessoas buscam o auto-conhecimento e terminam tendo comportamentos mais cruéis ainda consigo e, o pior, não alcança a pacificação de seu íntimo, tombando no que Ermance Dufaux chama de martírio ou as dores adicionadas ao processo da auto-analise, pelo motivo de não sabermos como gerir a vida interior. Isso pode aumentar ainda mais os nossos conflitos.

A Sombra Amigável

O estudo da casa mental de André Luiz, conciliado com o livro “Escutando Sentimentos”, de Ermance Dufaux, é um bom caminho para aprendermos a atitude de amar-nos como merecemos, usando a “lupa” do amor a si na analise cuidadosa da vida mental.
Temos que usar a “tesoura” da boa vontade para evitar que os hábitos infelizes tomem conta do nosso consciente, entretanto, isso é apenas uma parcela da verdadeira transformação íntima, porque chegará um momento em que seremos chamados a usar menos a “tesoura” e aprender a usar mais a “lupa” da amorosidade na investigação de nossa sombra, fazendo dela uma aliada na lenta e árdua tarefa de nossa melhoria moral e espiritual.
A lupa é a nossa capacidade de olhar com cuidado para o nosso “eu real” e aprender a criar uma relação de amor com o que somos. Isso não significa conformidade com nossa parcela menos nobre ou ter que assumir as personalidades enfermas que ainda carregamos, mas apenas olhar com compaixão sem julgamentos ou punição a nós mesmos. 
Esse, sem dúvida, é nosso primeiro e mais importante passo para iniciarmos uma reforma íntima sem martírio e com resultados mais motivadores. 
Diante disso, temos urgência de métodos nos Centros Espíritas que auxiliem a estudar Espiritismo com um objetivo muito além do que hoje é estudado. É preciso estudar doutrina para compreender melhor a si mesmo. Que hajam estudos básicos e sistematizados de Espiritismo e Evangelho, todavia comecemos a pensar também em estudos sistematizados de si mesmo à luz da doutrina espírita. Sem isso, corremos um risco lamentável de acumular muito saber sobre o que nos cerca, sem noções claras sobre como nos comportar diante do que verdadeiramente somos.
Não é o conhecimento para fora que liberta. A esse respeito, no estudo da casa mental, Calderaro afirma a André Luiz:
“Porque, se o conhecimento auxilia por fora, só o amor socorre por dentro – acrescentou o instrutor tranqüilamente –. Com a nossa cultura retificamos os efeitos, quanto possível, e só os que amam conseguem atingir as causas profundas.” – No Mundo Maior, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Editora FEB.

A CASA MENTAL E A REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO – parte I

Wanderley Oliveira
“Não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares: no primeiro situamos a residência de nossos impulsos automáticos, simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o domicílio das conquistas atuais, onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos a casa das noções superiores, indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatismo; no outro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada. Distribuímos, deste modo, nos três andares, o subconsciente, o consciente e o superconsciente. Como vemos, possuímos, em nós mesmos, o passado, o presente e o futuro.” – André Luiz,  capítulo 3, No Mundo Maior, FEB.


ENTENDENDO A CASA MENTAL

O estudo deste tema é fundamental em quaisquer assuntos da reforma íntima. É um tema de fácil entendimento e usaremos da ilustração para ajudar a compreensão.  
André Luiz fez uma comparação dos níveis mentais com uma casa. O porão é onde guardamos tudo aquilo que poderá nos servir em algum momento. É o armazém ou depósito da mente, denominado pelo autor espiritual como subconsciente, no qual se encontram todas as experiências boas ou infelizes, representando todo o nosso passado desde que fomos criados por Deus. Tudo que nós fazemos é registrado nessa parte da mente.  
A parte social da residência é o local no qual mais movimentamos, assim como a cozinha, quarto, sala e demais cômodos mais usados em uma casa. É o nível chamado de consciente e corresponde a todas as operações relativas ao momento presente, constituindo a personalidade atual desde o renascimento na matéria até o momento atual. 
O sótão é a parte da casa que mais raramente utilizamos no intuito de relaxar, descansar ou refletir. Representa o superconsciente ou região nobre da mente onde se encontram todos os germens divinos da perfeição, em estado latente. É o nosso futuro.
Na ilustração você pode ver uma relação entre as cores amarelo, branco e preto como sendo superconsciente, consciente e subconsciente e os respectivos andares da casa.
Os três níveis mentais têm correspondência com três áreas da vida cerebral no corpo físico, mas não vamos aqui aprofundar esse aspecto que poderá ser estudado no livro de André Luiz.   

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OS MORADORES DOS TRÊS NÍVEIS 

Segundo o autor espiritual André Luiz, no subsconsciente mora o automatismo e o hábito. No consciente reside o esforço e a vontade e no superconsciente encontramos o ideal e a meta.
A compreensão dos mecanismos de interação entre estes moradores auxilia-nos imensamente entender como se opera o grande objetivo espiritual da reforma íntima.

CONCEITUANDO REFORMA ÍNTIMA

Essas três partes da vida mental estão em constante interatividade. Do subsconsciente partem apelos automatizados que foram consolidados ao longo de várias reencarnações e que podem dominar nossas ações, pensamentos e sentimentos. Por exemplo: quem já tenha fumado em outras reencarnações ou tenha desenvolvido o talento de tocar piano terá impulsos para fumar novamente e grande facilidade para aprender piano na presente existência corporal.
Na reforma íntima, como temos que superar muitos impulsos ou tendências do passado é necessário que os moradores do consciente, ou seja, o esforço e a vontade, sejam manejados decididamente para tomar conta da vida mental e escolher com sabedoria o que queremos fazer, pensar e sentir, diante dos ideais de transformação moral. Aqui temos um primeiro conceito de reforma íntima: a ascendência da vontade e do esforço sobre nossos milenares hábitos cristalizados no subconsciente.
O conflito interior nasce dessa luta entre consciente e subconsciente. É preciso muita disciplina para conter os impulsos, nem sempre nobres, dessa parte subconsciente da vida mental. 
Outro conceito importante de reforma íntima é o aprendizado de despertar os valores divinos que se encontram adormecidos no superconsciente. Educação é exatamente esse ato de extrair ou colocar para fora os tesouros de nossa divindade que se encontram adormecidos nesse nível. Todos nós os temos guardado nesse campo da vida mental superior. Por exemplo: quando buscamos a calma, a alegria, a fé e tantos outros patrimônios espirituais, em verdade todos eles já se encontram no superconsciente. 
A meditação, a oração, o desenvolvimento da honestidade em relação aos nossos sentimentos, o hábito do auto-amor através do cuidado conosco e o serviço do bem são algumas das muitas formas de acessar essa zona mental nobre, e recolher o conteúdo energético que nos fará sentir o bem-estar de uma vida saudável e plena. 


A CASAMENTAL E A REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO

O estudo da casa mental lança uma luz sobre o tema reforma íntima, porque auxilia-nos a entender que não destruímos nada daquilo que fomos, apenas transformamos para melhor.
O subconsciente não morre, não acaba. Ele faz parte do processo de ascensão do Espírito. Ali estão gravadas as experiências felizes e infelizes e, ambas, serão importantes para seu progresso.
Portanto, focar o conceito da melhoria espiritual ou reforma íntima apenas na ótica de “matar o homem velho” ou exterminar o passado (subconsciente), pode conduzir-nos a um esforço de contenção e disciplina muito acentuado ao ponto de criarmos o martírio.
Mais do que contenção ou repressão, precisamos de educação, isto é, aprender a trabalhar o desenvolvimento das potencialidades que estão no superconsciente. Ninguém faz reforma íntima legítima apenas disciplinando o subconsciente. 
É sobre esse ponto que quero refletir com os leitores e amigos no próximo número da revista, quando desenvolverei a parte 2 deste artigo.
Procure fazer um estudo da obra “No Mundo Maior”, de André Luiz e conjugue-a com a obra “Reforma Íntima sem Martírio”, de Ermance Dufaux. Você verá o quanto aprenderá sobre seu mundo mental em favor da construção de uma pessoa nova e melhor a partir de você mesmo.