terça-feira, 14 de julho de 2015

MISERICÓRDIA

MISERICÓRDIA

Bem-aventurados os que são misericordiosos porque obterão misericórdia. (Mateus, 5:7)

Misericórdia é compartilhar do sofrimento alheio. É aquela dor que sentimos no coração diante do sofrimento do outro. É o mesmo que compaixão, piedade, dó, ter pena. O oposto de misericórdia é indiferença, dureza de coração.
A misericórdia é obrigação de todos. Todos sofremos e precisamos que Deus nos ampare e que as outras pessoas nos ajudem. Não é justo pedir a misericórdia de Deus se não nos dispomos a agir da mesma forma para com o próximo. Como esperar a compaixão alheia se não nos condoemos dos outros? É dando que se recebe.
A compaixão leva à benevolência. Temos a obrigação de auxiliar a todos, na medida de nossas possibilidades. Quando nos condoemos do próximo fica mais fácil tomar a iniciativa de ser útil. A compaixão é a virtude dos grandes heróis da caridade. Tocados em seus corações foram ao encontro dos sofredores. É o sentimento que levou o bom samaritano a ajudar o homem caído à beira da estrada.
A compaixão ajuda-nos a ser indulgentes com as imperfeições alheias. Toda imperfeição leva a algum sofrimento. Devemos nos lembrar de como nossas imperfeições nos fazem sofrer e como é difícil libertarmos delas.
A compaixão ajuda a perdoar. Saber perdoar é fundamental para a conquista da felicidade. O agressor está plantando sofrimento para o futuro. Está em pior situação do que o ofendido. É uma pessoa doente, digna de piedade.
A prática da misericórdia evita muito sofrimento. Muitas vezes precisamos passar por dificuldades para amolecer nosso coração. Quem já desenvolveu a misericórdia não necessita mais da dor para aprender a lição.
Para desenvolver a misericórdia lembremos de que todos sofrem. Independente da condição social, econômica ou de saúde todos sofrem. Todos têm suas dores, mesmo que os outros não vejam. Este é um planeta de expiação e provas. Estamos resgatando débitos e lutando com nossas imperfeições. O sofrimento é condição natural do planeta. Quando compreendemos que somos companheiros de dor vemos a vida com outros olhos. Deixamos de ser tão rigorosos com as outras pessoas e enxergamos todos com compaixão.
Para desenvolver a compaixão devemos nos colocar no lugar de quem sofre. Devemos pensar: e se fosse comigo? Deus nos fez com a mesma sensibilidade para a dor. Podemos avaliar o sofrimento alheio a partir de nossas experiências.
Podemos lembrar de nossos familiares e afetos para desenvolver a compaixão. Sofremos com as dores daqueles que amamos e mesmo quando erram não os abandonamos. Podemos perguntar: e se fosse meu filho, minha mãe, minha esposa ou meu amigo?
A prece é um importante exercício para desenvolver a compaixão. A prece aproxima-nos de Deus e de nossos irmãos. Devemos orar por todos e lembrar-nos de seus sofrimentos. Devemos orar por aqueles com as quais não simpatizamos ou que nos prejudicaram. Jesus ensina a orar pelos inimigos.
A misericórdia prepara nosso coração para outros sentimentos. Abre as portas para a prática da caridade. Os Espíritos ensinam que caridade é benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas.

Relação: O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo X

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