sexta-feira, 27 de março de 2015

Processo do autoconhecimento não tem fim

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/processo_autoconhecimento.htm

Autoconhecimento - Marisa Psi



http://www.marisapsicologa.com.br/autoconhecimento.html

Kardec e o auto conhecimento

Kardec e o auto conhecimento

Autor: Wellington Balbo

Complicado andar por terras estranhas, em uma viagem onde falta conhecimento do caminho a seguir. Quando isso ocorre as chances de erro são grandes. Imprescindível, portanto, se munir de todas as condições para que essa viagem transcorra da melhor forma possível.
A viagem que nos referimos aqui é o retorno do Espírito ao mundo da matéria, pelas portas sagradas da reencarnação.
Mas e o planejamento? Não planejamos essa viagem de retorno ao mundo físico? Se planejamos, não será algo tão estranho, afinal, é como se relembrássemos os caminhos a percorrer, basta seguir o planejado e não nos perderemos.
Sim, é verdade, se seguirmos o planejamento elaborado, procurando cumpri-lo, tudo é mais fácil, contudo, todo planejamento está sujeito à mudança de rumo, porquanto, depende de nossas escolhas.
Podemos seguir o que foi planejado no plano dos Espíritos, como podemos, entorpecidos pelos sentidos da carne, adentrarmos outros caminhos.
Então, como lograr êxito em nossa jornada terrena se não cumprimos o que nos foi traçado outrora, no plano espiritual? Afinal, se optamos por outros caminhos que não os estudados e planejados, nossas chances de sucesso ficam mais difíceis.
Sim, podem até ficar mais difíceis, mas não impossíveis, a saída do que foi planejado não quer dizer fracasso existencial.
Entretanto, há em toda essa história um ingrediente que faz a diferença em nosso favor: o auto conhecimento!
Auto conhecimento que está explícito na codificação da Doutrina Espírita, mais precisamente na questão de nº 919, de “O livro dos Espíritos”, onde os benfeitores indicam o auto conhecimento como condição essencial para o sucesso nos palcos da vida.
Quem exercita o auto conhecimento sabe as virtudes que possui e limitações a superar. E diga-se de passagem, conhecer as virtudes não quer dizer ser prepotente, mas sim saber as conquistas efetuadas, ou alguém duvida que temos muitas conquistas?
Sim, temos muitas virtudes, muitas habilidades que desenvolvemos ao longo de nossas existências. O grande problema é que muitos consideram que saber da existência dessas virtudes é se vangloriar.
Nada disso, isso é se auto conhecer, saber o que já foi conquistado. O que não pode é descambar aos excessos e idolatrar a própria figura, ou utilizar as conquistas efetuadas no campo da cultura, por exemplo, para constranger o semelhante, ai é outra história.
Quem se considera professor da vida, ser efetivamente pronto a ocupar digníssimo lugar ao lado do PAI, entra em marco passo existencial deixando de avançar pela simples razão de se considerar pronto. Somos todos seres em constante construção, inseridos em um incessante processo de aquilatar virtudes e superar limitações, contudo, é necessário conhecer as virtudes que faltam conquistar e as mazelas que se deve depurar.
É ilustrativo o caso do alcoolismo, uma doença que só é vencida quando o alcoólatra toma ciência de sua condição. Precisa o alcoólatra primeiro admitir que está doente, para depois vencer o vício. Enquanto o alcoólatra tenta se enganar, considerando que nada tem, persistirá doente por um simples motivo: ignorância!
Esse exemplo apenas demonstra a necessidade constante que temos de cultivar o auto conhecimento, nos estudando permanentemente para que não fiquemos a mercê de nossas mazelas.
E no quesito auto conhecimento, vale a pela lembrar Kardec, porquanto, se auto conhecia e sabia das virtudes que possuía, como também tinha plena ciência de que não era o único capaz de desempenhar o trabalho de organização da Doutrina Espírita.
E demonstra isso de maneira objetiva e segura, sem ares de superioridade que caracteriza o ser prepotente. Nos diz em “Obras Póstumas”, referindo-se a caridade: (...) “Certamente não me cabe fazer o inventário do bem que pude fazer; mas, num momento em que parece tudo esquecer-se, é-me muito permitido, creio, chamar à minha lembrança que a minha consciência me diz que não fiz mal a ninguém, que fiz todo o bem que pude, e isso o repito sem ostentação; sob esse aspecto, a minha consciência está tranqüila”(...)
E na mesma obra acima citada, extraímos outra prova de auto conhecimento que possuía o codificador, que não se considerava insubstituível, deixando explícito que uma obra gigantesca como o Espiritismo, não fica subordinada à apenas um homem, prova cabal da magnitude divina: (...) “Não tenho a pretensão de ser o único ser indispensável; que Deus é muito sábio para fazer repousar o futuro de uma doutrina, que deve regenerar o mundo, sobre a vida de um homem; que, aliás, sempre me foi dito que a minha tarefa era constituir a Doutrina, e que me será dado o tempo necessário”(...)
Na família, na sociedade, no trabalho e nas atividades voluntárias que desempenhamos, somos todos importantes, contudo, não insubstituíveis. Ter consciência da condição de eternos alunos da vida é o segredo para que não estagnemos na prepotência, nem nos afundemos nas obscuras águas da falta de confiança em nós mesmos. Todos temos virtudes, é importante saber disso. Todos temos limitações, e é mais importante ainda não ignorá-las, para que cumpramos fielmente os desígnios do criador, que almeja a todos um futuro promissor.
Pensemos nisso.




AUTOCONHECIMENTO - Hammed 2


Só tememos o que desconhecemos. O autoconhecimento requer um constante exercício,
no reino do pensamento reflexivo, sobre as sensações externas e internas. Viver uma
vida sem reflexão é como escutar uma música sem melodia.
Aqueles que não conhecem a si mesmos dificilmente terão um bom relacionamento
com os outros. O ser humano deve afastar de sua vida hábitos e crenças que o tornam
inconsciente da própria vida íntima. Só tememos o que desconhecemos. O
autoconhecimento requer um constante exercício, no reino do pensamento reflexivo,
sobre as sensações externas e internas. Viver uma vida sem reflexão é como escutar
uma música sem melodia.
Examinando o Novo Testamento com os olhos da psicologia, chegamos à conclusão de
que Jesus Cristo foi uma criatura extraordinária e fascinante, um psicoterapeuta por
excelência, além de significativamente moderno. As palavras, os atos e a vida do
Mestre possuem, sob muitos aspectos, um significado oculto que é desvendado por
todos aqueles que possuem "olhos de ver e ouvidos de ouvir".
Narra-nos o apóstolo Mateus: "(...) ele dirigiu-se a eles, caminhando sobre o mar. Os
discípulos, porém, vendo que caminhava sobre o mar, ficaram atemorizados e diziam:
É um fantasma! E gritaram de medo. Mas Jesus lhes disse logo: Tende confiança, sou
eu, não tenhais medo. Pedro, interpelando-o, disse: Senhor, se és tu, manda que eu vá
ao teu encontro sobre as águas. E Jesus respondeu: Vem." 1
A água é a imagem da dinâmica da vida, das energias e dos conteúdos desconhecidos
da alma, das motivações secretas e ignoradas. Ela é o simbolismo da "sombra"2
, da
vida inconsciente, ou "além-mar" de nossa existência de Espíritos imortais. A água
representa tudo aquilo que está contido impercepti-velmente na alma, e que o homem
se esforça para trazer à superfície porque pressente que poderá alimentá-lo e sustentá-
lo seguramente.
O Mestre pairava sobre as águas, ou seja, dominava o lado escuro da natureza
humana. Ele entendia o medo e a insegurança em que viviam os homens - efeitos da
sombra pessoal e coletiva - e os motivos da desunião ou segregação da maioria das
pessoas e dos grupos sociais.
Renegamos ou não percebemos de forma lúcida essa área oculta e profundamente
influente que existe em nossa intimidade. Por essa razão, projetamos nossa sombra "lá
fora", nas qualidades ou nas atitudes desagradáveis dos outros. Quando sentimos
grande admiração por uma criatura, ou quando reagimos intensamente contra alguém,
isso talvez seja a manifestação de nossa sombra.
A negação da sombra faz com que abominemos as deficiências alheias, evitando vê-las
em nós. Também atribuímos aos outros nossos potenciais não desenvolvidos, fazendo
deles heróis ou gurus - nutrimos enigmáticas alianças ou paixões desmedidas.
A sombra surge sempre em nosso cotidiano; por exemplo, quando lançamos nossas
emoções ocultas, nossa fragilidade, nossa insegurança e nossos medos em algo ou
alguém.
"Diabo" - do grego diábolos e do latim diabolus - significa literalmente "o que separa", "o
que desune". A "separação" é que nos impede de ver a unidade que há em nós e a
unidade de todos nós, porquanto dificulta a percepção dos diferentes aspectos
evolutivos em nossa intimidade. Ao aceitarmos nossos "opostos" (autoritarismosubserviência,
bajulação-desprezo, futilidade-desleixo, artimanha-credulidade,
possessividade-insensibilidade), aprendemos o ponto de equilíbrio das polaridades - é
admitindo os lados que chegamos ao meio-termo.
Ao aceitarmos a "unidade" ou o "caminho do meio", começamos a dar fim à nossa
rivalidade com nós mesmos e com os outros. Ficamos a favor de nossa realidade, ao
invés de hostilizá-la.
Nossa visão de mundo ainda depende dos lados positivo e negativo; da nossa
ambivalência de seres humanos em evolução; em outras palavras, da coexistência de
atitudes, tendências e sentimentos opostos inerentes à condição humana.
A qualidade mediadora para unir os opostos e que nos leva ao equilíbrio se chama
amor. O amor une as pessoas e, ao mesmo tempo, as interliga com as outras criaturas.
Não podemos projetar nossas atitudes rudes, sombrias, insuportáveis e complicadas
sobre entidades exteriores, como os "demônios". A característica básica daqueles que
acreditam em seres criados especificamente para o mal é buscar constantemente um
"bode expiatório" para tudo na vida. As criaturas que assim crêem precisam, no fundo,
negar seu lado fraco ou impulsos inaceitáveis, culpando o mundo pelo desequilíbrio
que elas não vêem em si mesmas. São consideradas caçadoras crônicas de bodes
expiatórios e quase sempre escapam de suas responsabilidades, atos e conseqüências
com uma projeção do tipo: "O diabo ou os maus espíritos me levaram a fazer ou falar
isso."
O Espiritismo ensina que o desequilíbrio reside na intimidade de cada um de nós.
Quando temos a coragem de ouvir os "demônios" interiores - que simbolizam alguns
aspectos de nossa sombra, isto é, aquelas tendências em nós que mais tememos e das
quais fugimos -, atingimos com mais facilidade a auto-melhoria. "Se houvesse demônios,
eles seriam obra de Deus, e Deus seria justo e bom se houvesse criado seres devotados
eternamente ao mal e infelizes? Se há demônios, eles habitam em teu mundo inferior e em
outros semelhantes. São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e
vingativo (...)"3
.
"(...) ele dirigiu-se a eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, porém, vendo que
caminhava sobre o mar, ficaram atemorizados (...)." O Mestre de Nazaré nos convida a
andar sobre as águas, a não sentir medo de olhar para dentro de nós mesmos e de
sondar as nossas profundezas. A sombra parece ser um "espectro horrível" que nos
habita o íntimo; no entanto, ao trazermos nosso lado escuro à luz da consciência,
veremos que se trata apenas de nós mesmos, "viajores do Universo", carentes de
aprendizagem e conhecimento acerca da Inteligência Divina que se manifesta dentro e
fora de nós.
7 Mateus, 14:25 a 29
2Nota da Editora Ver a definição de sombra no capítulo "Afetividade" (pág.57).
3 Questão 131 Há demônios, no sentido que se dá a esta palavra?
"Se houvesse demônios, eles seriam obra de Deus, e Deus seria justo e bom se houvesse criado seres devotados
eternamente ao mal e infelizes? Se há demônios, eles habitam em teu mundo inferior e em outros semelhantes.
São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e vingativo, e crêem lhe serem
agradáveis pelas abominações que cometem em seu nome. "
Nota - A palavra demônio não implica a idéia de Espírito mau senão na sua significação moderna, porque a
palavra grega daimôn, da qual se origina, significa gênio, inteligência e se emprega para designar os seres
incorpóreos, bons ou maus, sem distinção. (...)

AFETIVIDADE - Hammed 3


Tudo o que existe tem sua origem no amor - essência fundamental de todas as coisas
que vivem sobre a Terra. A busca do amor é o principal anseio de todo ser humano.
A história da vida de cada criatura é um relato sobre seus antecedentes vivenciais; o
conjunto de suas experiências pretéritas somadas às de sua existência atual. Quando
um indivíduo conta sua história pessoal e única, estamos apenas ouvindo sua própria
interpretação, filtrada por suas crenças, valores, argumentos, pressuposições, cultura,
elementos de que ele se utiliza para nos apresentar seu modo de pensar e de ver o
mundo.
Podemos contar muitos fatos e ocorrências sobre nós, dando maior importância a
alguns aspectos e ignorando outros, ou mesmo selecionando diferentes atos e
comportamentos que tivemos nas mais diversas ocasiões. Somos seletivos por
natureza, e tudo o que falamos, pensamos ou fazemos tem certa relatividade quando
comparado com outros momentos, situações ou fases evolutivas.
Cada um de nós possui uma individualidade original e exclusiva. Utilizando-nos de
uma singela metáfora, podemos dizer: Toda vez que Deus cria um Espírito, Ele quebra
o molde".
A alma passa por um grande número de encarnações no curso dos séculos, sendo
diversificadas suas experiências na área da afetividade. Como resultado disso, adquire
um conjunto peculiar de conhecimentos, pelas inúmeras situações e ocorrências que
vivenciou.
Não somos o que pensamos, somos o que sentimos, busca do amor é o principal anseio
de todo ser humano. Ele legítimo e saudável, e nos incentiva ao despertar da
inteligênc! e dos talentos inatos, a fim de criarmos, renovarmos e crescermos, quer no
campo da religião, da filosofia, quer no campo da ciência, da arte e em outros tantos
setores do conhecimento.
Tudo o que existe tem sua origem no amor - essência fundamental de todas as coisas
que vivem sobre a Terra.
O ponto de partida das ações humanas é a alma - nosso mais profundo centro amoroso
-, que transmite energeticamente a afetuosidade para nossos sentidos físicos
periféricos, para o nível físico-sensitivo.
A aspiração do amor causa em inúmeros indivíduos uma sensação de inadequação ou
medo; por esse motivo, eles a reprimem, de modo inconsciente ou voluntário. No
entanto, apesar de tentarem recalcar ou "apagar" a emoção, eles nunca conseguirão
silenciar por muito tempo o sentimento amoroso que flui da intimidade da própria
alma.
Nosso grande equívoco é acreditar que o desejo de amar é motivo de fraqueza,
vergonha, submissão ou domínio. Esse anseio, quando reprimido, acarreta
conseqüências angustiantes e desastrosas, tanto na área física como na psicológica.
Os Espíritos não têm sexos "(...) como o entendeis, pois os sexos dependem do organismo. Entre
eles há amor e simpatia baseados na identidade de sentimentos." 1
A soma de todos os atos de nossa história de vida poderia ser resumida unicamente no
fato de que não somos nem santos nem vilões, apenas criaturas em busca do amor. Por
certo, po-
deríamos dizer que, apesar dos mais diversificados "pontos de vista" e "modelos de
mundo" que possuímos, o desejo de amar ou a "identidade de sentimentos", repetimos, é
o mais sublime propósito de todo ser humano.
Usamos mecanismos de evasão: por exemplo, a robotiza-ção - serviços automáticos
sem prazer ou criatividade -, para compensar nossa insatisfação no amor, trabalhando
incessante e exaustivamente. Em outras ocasiões, aspiramos à completa aprovação
alheia de tudo que fazemos ou acreditamos, para preencher a sensação de falta e
incompletude que toma conta de nosso universo afetivo.
Queremos ser compreendidos a qualquer preço, parecer perfeitos, importantes,
impressionar as pessoas. A máscara é a vontade de ser aceito plenamente por todos;
em última análise, querer forçar as pessoas a nos aceitarem, custe o que custar. A
atitude de compreender e de amar só é satisfatória quando sincera e espontânea.
A concepção junguiana de sombra representa o modelo de tudo aquilo que não
admitimos ser e que nos esforçamos por ocultar e/ou valores inconscientes e
qualidades em potencial esquecidas nas profundezas de nossa intimidade, os quais
precisamos despertar dentro de nós .
Nesse sentido, disse Lucas: "Pois nada há de oculto que não se torne manifesto, e nada em
segredo que não seja conhecido e venha à luz do dia."2
Quando um indivíduo vai gradativamente tomando contato com os aspectos de sua
sombra, ele se torna cada vez mais consciente de seus impulsos, emoções, sentimentos
e atributos que ignorava ou negava em si mesmo. A partir daí, consegue perceber
claramente nos outros os mesmos conteúdos inconscientes que não via ou não admitia
em si mesmo. Afinal, pensa consigo mesmo: "Não me importo, todos somos iguais.
Possuímos a mesma estrutura humana, só precisamos aprender achar o equilíbrio,
pois a virtude está no caminho do meio".
No amor ou afetividade está incluída a habilidade de ver e reconhecer a relatividade
da vida em toda a sua validade e perfeito equilíbrio. "Entre eles (os Espíritos) há amor e
simpatia baseados na identidade de sentimentos".
A dignidade da pessoa humana não está fundamentada em "parecer amar", e sim em
"amar verdadeiramente". O verniz encobre o mal, mas não o suprime; um sepulcro
pintado de branco parecerá menos lúgubre, todavia continuará sendo um sepulcro.
O hipócrita dissimula ser o que não é, buscando no fingimento uma cobertura para
continuar sendo aquilo que de fato quer parecer aos olhos do mundo.
No lugar em que o amor reina, não há imposição e repressão; onde a imposição e a
repressão prevalecem, o amor está ausente. A autêntica afetividade está associada a
uma ampliação de consciência e a um amadurecimento espiritual. Quem a possui
aprende a ser caridoso, generoso, benevolente, deixando os outros livres não apenas
para errar, para aprender, para discordar, mas também para amar, reconhecendo que
as fragilidades que muitas vezes recriminamos nos outros podem ser as nossas
amanhã.
' Questão 200
Os Espíritos têm sexos?
"Não como o entendeis, pois os sexos dependem do organismo. Entre eles há amor e simpatia
baseados na identidade de sentimentos. "
2 Lucas, 8:17
AUTOCONHECIMENT

Autoconhecimento - Conviver e melhorar

AUTO-CONHECIMENTO
Inúmeros mitos revelam a complexidade da luta íntima vivida pelas criaturas, isto é, a necessidade de enganar a si próprio ou a outras pessoas, por falta de total compreensão de si mesmo.

Os mitos podem significar a análise do conteúdo real dos acontecimentos, ou os sentimentos envolvidos nesses mesmos fatos.

Você só se tornará saudável quando começar a se auto-observar e a certificar-se de que é o agente de seus pensamentos, ações e reações. Quando se tornar um espectador imparcial de tudo o que ocorre dentro e fora de você, chegará à conclusão de que está forjando sua misteriosa doença.

As pessoas não criam intensionalmente um sintoma: sua motivação é inconsciente. Em diversos casos, o paciente escolhe uma determinada moléstia porque ela representa a melhor simbologia para o mal que o golpeia.

As percepções são o portal da alma. É através delas que você se liga ao mundo exterior, e como resultado passa a compreender melhor tudo o que acontece em seu íntimo.

Se quiser findar essa longa crise turbulenta, deve aprender a ficar aberto e receptivo a todas as suas emoções – origem de seu sintoma pungente. Seus sentimentos devem ser expressos, quer dizer, dirigidos para fora, não para dentro.

São considerados inadequados tanto ao ato de conter-se como o de exceder-se na demonstração dos sentimentos. O ideal será aprender a equilibra-los e lidar mais conscientemente com seu mundo interior.

Certas agitações da alma atrapalham a capacidade do ser humano de “ingerir”. Há coisas da vida que não se pode e também não se quer engolir. A ingestão compulsória pode causar uma sensação de estrangulamento e muitas horas de amargura. Existem questões que ficam engasgadas – verdadeiros nós na garganta.

Isso está entalado em mim é uma frase comumente usada na dor oculta; mostra a relação entre os processos orgânicos e os somáticos. É preciso que você aprenda o que deve e pode aceitar em seu reino interno.

O remédio para lhe restaurar as chagas do coração fatigado vem da farmácia da vida – dentro de si mesmo.



Do Livro: CONVIVER E MELHORAR – Como lidar com os encontros,reencontros e desencontros – Francisco do Espírito Santo Neto – Espíritos Lourdes Catherine e Batuíra

Autoconhecimento e Iluminação interior - Palestra de Nazareno



https://vimeo.com/16716468