segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Caminho da Iluminação


O Caminho da Iluminação

Rogério Coelho
"Brilhe a vossa luz".
Jesus. (Mt., 5:16.)
"Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da Vida", afirmou1 o Meigo e Singular Zagal Celeste.
Todos os Espíritos fomos criados simples e ignorantes2, mas, sem embargo, somos lucigênitos, pois, ao criar-nos, Deus implantou a Luz Divina na intimidade de cada um de nós. A busca dessa dimensão divina é o fanal de nossa existência e, sendo Jesus a Luz do Mundo, só tendo-O como Modelo e Guia é que lograremos localizar o Reino dos Céus dentro de nós...
Uma lâmpada elétrica não ilumina apenas o interior do bulbo que a contém, mas espraia-se à sua volta. Da mesma forma, a Luz Divina, ínsita em todos nós deverá irradiar-se à nossa volta, vez que ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo da cama e sim no velador. (Mt., 5:15.)
Tal como na lâmpada elétrica cuja luz interior espraia-se para o exterior, o processo de iluminação do Espírito embora sendo interno, desdobra-se em conseqüências externas, pois interage no campo social em que vivemos.
Como encontrar e trilhar o caminho da iluminação?
Com a resposta o confrade psicólogo Adenáuer Novaes3:
"(...) O caminho da iluminação, meta inalcançável numa única existência, não implica tornar-se perfeito, mas descobrir e realizar a personalidade integral, oculta no estreito conhecimento de si mesmo. Pressupõe atravessar obstáculos, enxergar os próprios limites, agindo na Vida para transformar-se a cada momento. Nesse contexto, os problemas não são atestados de fracassos, mas oportunidades preciosas de iluminação.
Iluminar-se é tornar-se dotado de luz, que brilha em si mesmo e em sua volta, isto é, que não está escondida, e que, portanto extrapola os limites da consciência pessoal. O brilho próprio, inerente a todos, naturalmente atrai a quantos se aproximem. O brilho pessoal, sem que se deseje aparecer, atinge a quem interage com seu portador.
O processo de iluminação requer consciência de transformação, de desenvolvimento da personalidade na direção das qualidades superiores do espírito. É um processo interno com conseqüências externas.
O caminho na direção da iluminação se assemelha à jornada de um herói que anseia encontrar seu tesouro oculto em algum lugar de si mesmo. Contará com auxílios diversos, inclusive espiritual, porém terá que retornar sozinho a fim de instalar, paradoxalmente, o reino interior no mundo externo. Todos temos uma jornada em busca de si mesmo, em realizar sua própria Vida, na procura de sua singularidade. Ao cabo da jornada retornamos a um novo início e, como numa espiral, encetamos novo destino, ao encontro, desta feita, com Deus.
Para iniciar essa grande viagem interior é preciso primeiramente desfazermo-nos da ilusão de nossa própria inferioridade, pois somos filhos de Deus, e como tais, fadados à felicidade plena. Isto quer dizer que não devemos permitir a idéia de que somos insignificantes perante a Vida. Não basta descobrir-se, mas ir em busca do que se acredita que poderia ser, caso as circunstâncias fossem outras.
A caminhada do espírito na busca de si mesmo requer otimismo confiança no sucesso, bem como ausência de receio de estar só, pois o processo sempre se dará com auxílios diversos que, muito embora presentes, nunca tomarão o lugar do indivíduo. Nessa caminhada é preciso ter coragemdisciplina e a certeza de que o processo é pessoal e intransferível. Ninguém crescerá por ninguém. Outros, durante o processo de ascensão, se apresentarão nas mesmas circunstâncias e deverão merecer nossa ajuda. Devemos ter compaixão e generosidade para com os outros.
Deve o espírito não esquecer que o conformismo, a inércia e a acomodação surgirão na caminhada, induzindo o desejo de conclusão imediata sem se chegar ao termo do processo. Muitos param no meio sem forças e motivação para irem adiante. É preciso ter determinação. O compromisso com os objetivos que se pretende atingir é fundamental. É desejável a humildade para não se considerar vitorioso antes do tempo. A felicidade de se perceber caminhando e aprendendo com a Vida, nos permite sentir amor e paixão pelo que fazemos. É desejável se sentir apaixonado pela Vida, pelas pessoas e por si mesmo.
criatividade é outra marca durante a caminhada. Deve-se dar livre curso à inspiração como instrumento de descoberta das saídas dos conflitos inerentes ao processo.
Mesmo considerando que todo controle pode prejudicar a visão da totalidade, é desejável que não se perca a organização e a ordem durante o processo de caminhada.
consciência não deve estar fora da jornada da alma na direção da iluminação. Deve-se crer num certo poder pessoal para transformar as coisas, pois somos frutos do desejo de Deus, portanto capazes de operar "milagres" na Vida. Essa certeza de identidade com o Criador nos confere a sabedoria para discernir entre o que nos convém ou não no processo. (Paulo. I Cor., 6:12.)
Na dimensão criativa incluímos nossa capacidade de estabelecer uma identidade pessoal naquilo que fazemos. Criar, no nível humano, significa imprimir sua forma singular de fazer e sentir as coisas da Vida. Todos podemos encontrar formas pessoais de fazer as coisas sem exagerar pelo desejo exclusivo de ser apenas diferente dos outros. Criar algo significa buscar o melhor que possa ser feito. É também saber encontrar as saídas para os complexos problemas da Vida de uma maneira própria; é usar a criatividade em todas as situações da Vida. Dentro da dimensão criativa deve-se buscar desenvolver a intuição como ferramenta poderosa, não só na solução de conflitos como também no próprio crescimento espiritual. Estar resolvido nessa dimensão é buscar cada vez mais estabelecer conexão profunda com sua essência divina interna, que, em nome de Deus, promove o encanto da Vida.
desapego é exercício essencial na jornada de iluminação. À medida que contatamos com nossa própria criatividade e autonomia, precisamos nos desligar das exigências para com as pessoas e as situações da Vida. Os sentimentos de posse decorrentes do medo de sermos abandonados por aqueles aos quais entregamos a responsabilidade de nos fazer felizes, deturpam a natureza das relações afetivas e geram padrões escravizantes. Ao desenvolvermos o desapego, amando com liberdade, poderemos cultivar a alegria de viver em paz...
Somos todos caminhantes ao nos colocarmos em busca da realização interior, motivados pelo desejo de encontrar o significado da própria existência. Nessa estrada, inexorável e invariavelmente, nos depararemos com sombras ameaçadoras, representantes de nosso passado [desta e de outras encarnações], das quais não devemos fugir ou nos proteger, evitando-as. Elas são sinalizadoras de que é chegada a hora de questionar os valores sobre os quais alicerçamos a nossa Vida até o momento. A crise é o início da jornada, e deveremos estar dispostos a sacrificar certas características pessoais, pois daí virá a reformulação dos aspectos da personalidade que perpetuam as repetições do passado.
O caminho da iluminação é árduo e difícil para quem estabelece como paradigma de Vida a matéria e tudo que lhe diga respeito. A percepção da Vida espiritual e suas conseqüências, possibilita tornar a jornada menos penosa e sacrificial. Iluminação no caminho é consciência de eternidade e de presença divina consigo.
A jornada longa não é uma via crucis, nem tampouco um mar de rosas; é o caminho traçado por cada um, que lhe dará forma própria, de acordo com seus méritos e seu passado. (Mateus, 16:27.)
Iluminar-se é ter confiança em si mesmo, é viver sem ressentimentos, sem vínculos desnecessários, sem exigências às pessoas. É trilhar nos próprios passos a estrada que a Vida oferece, procurando enxergar os outros como companheiros de viagem. É compartilhar a própria Vida, colocando-a a serviço de Deus junto à Humanidade, em favor de si e do próximo. A Vida é um dom de Deus que merece ser dividida com as pessoas à nossa volta.O viver egoísta, isolado em si mesmo, não possibilita a iluminação.
O caminho da iluminação pessoal leva-nos a compreender as verdades possíveis, a falar pelo coração, a entender poeticamente a Vida e a agir com amorosidade. É a paz que tanto almejamos e que ainda não percebemos que se situa tão perto de nós.
A fé não deve levar-nos a pensar que já ultrapassamos as várias fases da Vida. Algumas etapas têm que ser vividas a fim de alcançarmos certos valores necessários ao espírito feliz. Para entrar no caminho da iluminação não basta a fé, é preciso o contato com a nossa natureza material, bem como viver os processos inerentes a ela. Iluminar-se é estar resolvido nas várias dimensões da Vida. É aprender a lidar com o que efetivamente não se tem, isto é, com a ausência de tudo, mesmo se tendo alguma coisa, pois nada pertence ao ser humano que não esteja nele mesmo, que não seja ele mesmo.
É preciso objetivar, isto é, ter objetivos na Vida além do desejo de solucionar os problemas comuns. Não se determinar para uma única tarefa na Vida, mas para a própria Vida como um todo. Buscar finalidades e objetivos para a Vida além de resolver conflitos, por mais graves que sejam, isso é dar um passo a mais para se viver bem e feliz.
Iniciar um processo de autoiluminação é espiritualizar o próprio olhar sobre o mundo, colocando o amor na consciência, inundando a razão do sentimento de amorosidade. Nossas idéias e raciocínios passam a ser dinamizados pelos sentimentos superiores oriundos do espírito, dotado de amor e sabedoria. Nesse momento alcançaremos a prosperidade e tranqüilidade na Vida. Ser próspero é estar resolvido nas várias dimensões, e isto ocorre quando atuamos no mundo com amor e sabedoria".
1 - Jesus. (Jo., 8:12.)
2
 - Kardec, A. "O Livro dos Espíritos" - Questões 115 e 121
3
 - Novaes, Adenáuer Marcos Ferraz de "Psicologia e Evangelho"
(Jornal Mundo Espírita de Setembro de 2000)

Amorosidade e Paz - Bezerra de Menezes


Transcrevemos, abaixo, mensagem de Bezerra de Menezes, recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da conferência pública em torno da maternidade, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 13 de agosto de 2009.


Cristãos Decididos
 …Estamos sendo convocados pelos Espíritos nobres para ser os lábios pelos quais a palavra de Jesus chegue aos corações empedernidos.
Estamos sendo convocados para ser os braços do Mestre, que afaguem, que se alonguem na direção dos mais aflitos, dos combalidos, dos enfraquecidos na luta.
Estamos colocados na postura do bom samaritano, a fim de podermos ser aquele que socorra o caído na estrada de Jericó da atualidade.
Nunca houve na história da sociedade terrena tantas conquistas de natureza intelectual e tecnológica!
Nunca houve tanta demonstração de humanismo, de solidariedade, tanta luta pelos direitos humanos!
É necessário, agora, que os cristãos decididos arregacem as mangas e ajam em nome de Jesus.
Em qualquer circunstância, que se interroguem: - em meu lugar que faria Jesus?
E, faça-o, conforme o amoroso Companheiro dos que não têm companheiros, faria.
Filhos da alma!
Estamos saturados de tecnologia de ponta, graças à qual, as imagens viajam no mundo quase com a velocidade do pensamento, e a dor galopa desesperada o dorso da humanidade em desalinho.
O Espiritismo veio como Consolador para erradicar as causas das lágrimas.
Sois os herdeiros do Evangelho dos primeiros dias, vivenciando-o à última hora.
Estais convidados a impregnar o mundo com ternura, utilizando-vos da compaixão.
Periodicamente, neste planeta de provas e expiações, as mentes em desalinho vitalizam microorganismos viróticos que dão lugar a pandemias destruidoras.
Recordemo-nos das pestes que assolaram o mundo: a peste negra, a peste bubônica, as gripes espanhola, a asiática e a deste momento de preocupações, porque as mentes dominadas pelo ódio, pelo ressentimento, geram fatores propiciatórios à manifestação de pandemias desta e de outra natureza.
Só o amor, meus filhos, possui o antídoto para anular esses terríveis e devastadores acontecimentos, desses flagelos que fazem parte da necessidade da evolução.
Sede vós aquele que ama.
Sede vós, cada um de vós, aquele que instaura o Reino de Deus no coração e dilata-o em direção da família, do lugar de trabalho, de toda a sociedade.
Não postergueis o dever de servir para amanhã, para mais tarde.
Fazei o bem hoje, agora, onde quer que se faça necessário.
As mães afro-descendentes, as mães de todas as raças, em um coro uníssono, sob o apoio da Mãe Santíssima, oram pela transformação da Terra em Mundo de Regeneração.
Sede-lhes filhos dóceis à sua voz quão dócil foi o Crucificado galileu que, ao despedir-se da Terra, elegeu-a mãe do evangelista do amor, por extensão, a Mãe Sublime da Humanidade.

Muita paz, meus filhos.
Que o Senhor de bênçãos nos abençoe.
O servidor humílimo e paternal de sempre,

                                                Bezerra

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Amor Sempre - Adenáuer

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Mateus, 22:39.

O amor é a emoção  máxima que o ser humano consegue sentir no atual estágio de evolução em que se encontra. Ao reafirmar a regra áurea bíblica, o Cristo nos trouxe a certeza de que, por enquanto, nenhum outro sentimento se sobrepõe ao amor.

O próximo mais próximo de nós é a  personalidade interna e oculta em nosso íntimo, que nos exige atenção e equilíbrio. Isso não se constitui em justificativa para nos isolarmos das pessoas com as quais estejamos em relação direta. O próximo com quem nos relacionamos externamente terá sempre primazia em relação ao “próximo” interno.

O  como a ti mesmo significa a necessidade de nos amarmos como somos, a fim de podermos entender o amor ao próximo. Só verdadeiramente ama o próximo quem se conhece o suficiente para não realizar projeções enganosas.

Quem ama, ama as virtudes e os defeitos do outro, conseguindo transcender as exigências sociais, alcançando a alma. Amar é enxergar o Espírito. Sem as restrições e barreiras humanas. O defeito porventura existente no outro não é empecilho para o sentimento.

Podemos tomar a afirmação acima num sentido psicológico estabelecendo que o amor a si mesmo predispõe a mente a permanecer num estado de consciência que permite a compreensão da totalidade à sua volta. Amar a si mesmo é entrar em contato com sua essência íntima, assumindo-se como ser no universo, responsável total e de forma consciente pelos próprios atos, sem transferir sua responsabilidade para terceiros. É a consciência de ser deus e ter Deus em si mesmo.

Psicologicamente, é mais sensato entregar-se  à busca do amor universal do que do amor particular. Enquanto este traz predisposições momentâneas e se presta facilmente às projeções, aquele capacita à vida eterna e elimina projeções inconscientes.

Quem ama a si mesmo percebe suas próprias limitações evitando as atitudes enganosas motivadas pela
vaidade e pelo orgulho. Compreende melhor as situações provacionais e expiatórias que a Vida coloca, agindo com naturalidade e predisposição de aprender. Não se coloca em teste na vida, pois nada tem a provar a  ninguém, tendo consciência de si mesmo e de suas próprias limitações e potencialidades.

Amar a si mesmo é colocar a psiquê em estado de poder assimilar os  complexos inconscientes sem ser tomado por eles. Quem se ama, aceita sua sombra sem projetá-la nos outros, cuidando em adequar os efeitos colaterais de sua integração à consciência.

O amor ao próximo não se resume ao sentimento de afeição e ternura que temos para com um companheiro ou companheira, para com um parente ou alguém especial em nossa vida. Ele extrapola os limites da consanguinidade e da sexualidade. O amor ao próximo é o amor indiferenciado, sem face nem rótulo, sem restrições, sem bandeira e sem países. É o amor à Vida em toda sua plenitude. É aquele que se tem ao ser humano na sua  humanidade e que possibilita a percepção da obra de Deus através dele mesmo.

Nossos pensamentos e sentimentos, bem como nossa visão de mundo, são determinantes poderosos para o nosso destino. O que sentimos, muito mais do que o que pensamos, interfere em nossas vidas. Nossos sentimentos são capazes de atingir nosso corpo pela vibração específica que possuem. O corpo humano serve de anteparo às emoções reprimidas, tornando-se uma espécie de mata borrão  manifestando, através de doenças psicossomáticas, o que vai na alma e que não encontrou outra forma de manifestar-se. O sentimento de amor nos permite a manifestação de nossas emoções evitando a transferência para o corpo físico. O sentimento de amor evita a psicossomatização dos conflitos psíquicos. Amar o próximo como a si mesmo é um preventivo às doenças do corpo e da alma.

Esse sentimento de amor para consigo mesmo serve, ao mesmo tempo, para permitir à mente um estado de paz e felicidade, como também para uma espécie de autoterapia preventiva dos estados psíquicos que impedem o bom desenvolvimento da personalidade. Amar alguém como a si mesmo garante, do ponto de vista psíquico, clareza nas percepções dos próprios processos conscientes e, principalmente, inconscientes.

Quando realizamos projeções, isto é, quando notamos, de forma inconsciente, nos outros, características de personalidade que são nossas, não nos damos conta de que a simpatia ou antipatia que nutrimos por aquela pessoa se refere a nós mesmos. Por este ângulo, quem ama ou detesta alguém, o faz a si mesmo. Amar o próximo como a si mesmo pressupõe que as duas atitudes estão intrinsecamente relacionadas. Quanto mais amo o próximo, indistintamente, mais a mim mesmo amo. Quanto mais amo a mim mesmo, sem exagero narcisista, mais sou capaz de amar meu semelhante.

Do ponto de vista psicológico, amar o próximo como a si mesmo é predispor-se ao equilíbrio psíquico e à possibilidade de trabalhar seus conteúdos emocionais, desta ou de outras encarnações, com a certeza de que será bem sucedido no intento.

Dentro da mesma linha de raciocínio poderemos entender a resposta do Cristo a respeito do pagamento dos impostos. Ele disse:  “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”,  cuja interpretação clara é a consciência que se deve ter sobre os valores materiais, que se prestam aos fins a que se destinam, isto é, à dinâmica comercial da sociedade, diferentemente dos valores espirituais, eternos e essenciais.

Ainda sob o ponto de vista psicológico, poderemos perceber que a colocação do Cristo nos leva à compreensão das escolhas e motivações da vida. Quais os motivos que nos levam a fazer determinadas escolhas? Eles são internos e pessoais ou são externos e coletivos? É César (coisas materiais) quem nos motiva ou é Deus (coisas espirituais)? As coisas materiais  não cabem dentro de nós, são externas, portanto não são essenciais e geram dependência. As coisas espirituais são internas, ficam conosco, fazem parte de nós, não geram dependência.

O Cristo nos ensina a buscar motivações dentro de nós a partir da vivência espiritual, do contato com a
espiritualidade da Vida. Essa motivação interna não está nas coisas nem nas crenças, mas no que já internalizamos como emoções e sentimentos superiores. Em resumo, é dizer:  eu me motivo porque sei e porque sinto que o que faço de minha vida é bom para mim, para o próximo e para Deus.
                                             
Temos um desejo de poder, de ocupar um lugar de destaque no mundo de César, o que consome nossa energia psíquica, impedindo seu uso em melhores formas de crescimento. O desejo de poder responde pelo consumo de energia psíquica voltada excessivamente para o exterior. Onde o poder ocupa lugar de destaque, o amor se encontra esquecido.

A energia da Vida voltada excessivamente para a posse das coisas materiais nos obriga a adicionar força ao ego para que ocupemos um lugar de destaque no mundo. Com isso, sem o percebermos, adicionamos poder irreal a ele. Ficamos ansiosos em obter os objetos materiais e o destaque que achamos merecer. A ansiedade da posse incentiva a inflação do ego.

Amar o próximo como a si mesmo é permitir a manifestação de Deus em nós.

Amorosidade - Adenáuer

“Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” Mateus, 5:7.

Desde cedo, logo na adolescência, ao entrar em contato com o Espiritismo, vi que a reencarnação não deveria ser encarada como um mecanismo punitivo da evolução, mas uma forma educativa de fazer o Espírito evoluir. Vi também, diante do testemunho de várias entidades espirituais, que as expiações não ocorrem na mesma medida das atitudes equivocadas do passado. Elas sempre se dão de forma mais amena que a atitude anterior. A lei de Causa e Efeito, da Física Clássica, funciona de forma diferente para o Espírito, quando o amor entra em cena. O motivo é a misericórdia divina. Os misericordiosos são aqueles bem-aventurados por estarem seguindo uma lei de Deus: a de amor.

Como isso funciona do ponto de vista psicológico? A misericórdia é semelhante a amorosidade, pois permite ao Espírito vivenciar de forma recompensadora a lei de amor. A misericórdia é a vivência do amor de Deus nas relações com as pessoas, principalmente com as que se encontram emocionalmente desajustadas. Agir com misericórdia é colocar a mente em estado de doação da energia do amor.

Esse estado inibe a ação de ataques psíquicos externos, atraídos pelos nossos desequilíbrios internos. É uma proteção às obsessões, comuns a todos que nos encontramos encarnados. As obsessões são agressões psíquicas decorrentes da existência de complexos no inconsciente. São eles que possibilitam as influências espirituais, as quais nem sempre conseguimos evitar.

A misericórdia, quando acionada pelo indivíduo, permite a manifestação do Self, em lugar dos atributos e desejos do ego. O Espírito consegue atuar de forma mais direta, mais organizada e harmoniosa, sem a interferência do ego.

Nesse mesmo sentido, pode-se perceber que as disposições psicológicas alcançadas pela prática da mensagem espírita colocam o indivíduo em condições de manifestar as qualidades já alicerçadas pelo Espírito, evitando as influências dos núcleos arquetípicos oriundos das vidas passadas, que se encontram interferindo em suas relações com o mundo.

O Cristo ao afirmar  “Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho,....” , convida-nos, referindo-se à necessidade de apaziguarmos nosso mundo interior face aos complexos e projeções que fazemos, a alterar nosso estado psíquico. Logicamente somos levados a pensar que o convite feito é para buscarmos tão somente uma relação de boa vizinhança com as pessoas, porém  cremos que a acepção tem um alcance maior. Não fazer inimigos é uma arte, porém,  podese não tê-los e, no entanto, ser atormentado. O convite do Cristo vai além das circunstâncias externas indo diretamente ao mundo das nossas imperfeições internas, muitas  vezes, inconscientes. Não basta não ter inimigos externos, é preciso desfazer as inimizades internas, inclusive aquelas pessoas das quais não gostamos, e que não sabem disso.
                                               
O grande adversário que temos está sempre conosco, mora e dorme constantemente em nós. Ele se apresenta como nossas culpas, nossos complexos, nossa sombra, nossas projeções negativas, e como o grande ser desconhecido que somos. O inimigo mora dentro de nós, embora teimamos em acreditar que são aqueles que se interpõem em nosso caminho, contrariando-nos. Os inimigos externos que encontramos geralmente nos servem para sinalizar aqueles pontos obscuros em nós, dificilmente percebidos fora da presença deles. Geralmente apontamos nos outros os erros que existem em nós e que não os percebemos.

Para nos reconciliarmos com esse adversário interno são necessários alguns passos.

Primeiro:  confessar-se a si mesmo, isto é, admitir suas próprias imperfeições e dificuldades internas. É
vasculhar a própria vida, suas emoções, seus pensamentos e seus atos, identificando os próprios equívocos. É admitir seu próprio lado negativo, seus limites e incapacidades. É reconhecer suas imperfeições sem projetá-las nos outros. Embora se deva ter uma boa imagem de si mesmo, não se deve, no entanto, distanciá-la da personalidade que se é. A imagem real, que contém os aspectos considerados negativos, não deve, porém, prevalecer sobre a imagem positiva, bem como sobre a que se pretende ter de si mesmo. É não negar a si mesmo, assumindo totalmente as responsabilidades quando cometer atos equivocados.

Segundo:  confessar-se ao próximo, isto é, dividir com alguém o peso da culpa, relatando os atos equivocados cometidos e que ainda estejam atormentando a consciência. Muitas vezes, o equívoco cometido não é tão grave como tem  parecido. É assumir perante um outro a sua verdadeira personalidade, buscando a transparência no agir. É não camuflar a vida, procurando conciliar o agir com o pensar e com o sentir. Na confissão ao próximo deve-se fazer a escolha certa sobre com quem se fala, a fim de não agredir quem ouve, não ser tripudiado ou influenciar-lhe a conduta. Confessar-se espontaneamente e de forma a quebrar a obrigação em seguir um modelo de atuação coletivo e rígido. Há quem, por força da incapacidade em se confessar, viva a vida de acordo com as expectativas criadas pelos outros, ou seja, viva a vida ditada pelas exigências externas, coletivas, abdicando da vivência da própria singularidade. E o faz tão inconsciente que acredita estar agindo de acordo com a sua escolha pessoal.

Todos temos um adversário interior. Uma soma de personalidades construídas nas encarnações pregressas, cujos resíduos se agrupam e ainda agem dentro de nós sem que lhes voltemos a atenção. São  egos passados que deixam suas marcas perispirituais, exigindo reparos e dissolução. Na medida em que passamos a reconhecer esse adversário interior, a assumi-lo como componente estrutural de nós
mesmos e a gostar dele, ele perde sua condição de adversário para tornar-se aliado. Esse passo significa a mobilização da energia de um objetivo negativo para outro positivo, transformando o que parecia aversivo em algo mobilizador e catalisador de realizações superiores.

O Cristo funcionou como um autêntico psicólogo da alma humana, ao perguntar:  “Por que vês tu o argueiro  no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?”  Isso significa apontar para o aspecto psíquico, subjetivo e psicológico das atitudes. É mais do que preocupar-se com o externo. É dizer que se deve estar atento à intenção, ao que  se pensa e ao que se sente, e não julgar pelas aparências. É questionar o conteúdo psicológico do julgamento que se faz do outro. O Cristo conhecia o mecanismo das projeções e apontava para o cuidado em não se deixar vencer por elas, cujo perigo é impossibilitar o autoconhecimento.

O argueiro é um cisco e a trave é uma madeira maior, isto significa vermos o mínimo no outro e não vermos o máximo em nós. É projetar o próprio defeito em outra pessoa, fugindo de si mesmo. Geralmente essas projeções começam na  infância, quando não queremos que nossos pais descubram os equívocos que cometemos ou quando, à procura de uma identidade, fixamo-nos nas pessoas e objetos externos a fim de nos vermos. Na formação do eu, as projeções são importantes; depois de formada a identidade, elas são desnecessárias.

Ver a trave no próprio olho é caminhar para integrar a própria  sombra pessoal. Integrar é considerar parte estrutural de si mesmo e não ter medo de assumir a condição de Espírito em processo de crescimento que ainda carrega imperfeições. É não se exigir espiritualidade sem assumir sua própria humanidade. Antes de nos espiritualizarmos temos que nos humanizar.

Às vezes, preferimos enxergar os defeitos e atos inadequados do outro, para não admitir os próprios, face ao complexo inconsciente de inferioridade que temos. Para não nos apresentarmos como seres inferiores, preferimos nos mostrar superiores, como se tivéssemos um complexo de superioridade consciente. O de inferioridade se manifesta, dentre outras formas, através de  sentimentos de inadequação, menos valia, insegurança, iminência de fracasso e pessimismo, em decorrência, muitas vezes, de uma negação narcísica anterior. O de superioridade decorre de uma necessidade compensatória que se manifesta, dentre outras formas, através de desejos de reconhecimento e de poder.

Talvez o grande desafio da Vida e das relações com as pessoas seja a atitude mental de não julgar os outros de acordo com nossa medida pessoal. Sabendo dessa dificuldade de todas as pessoas, o Cristo disse: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.”  Ele sabia que a mente humana funciona como um espelho, e que o ego busca sempre comparar suas próprias disposições com as atitudes externas dos outros. Ele nos previne contra essa disposição mostrando-nos que, o que vemos nos outros faz parte de nossa personalidade. Sua segurança em convidar a que alguém atirasse uma pedra, caso estivesse completamente isento de ter cometido algum equívoco, mostra-nos a sabedoria de que era portador e o conhecimento da psicologia humana a respeito das projeções que fazemos. O que acusamos em alguém, ou notamos de negativo em sua personalidade, provavelmente seríamos  capazes de fazer ou ser da mesma forma, se estivéssemos no seu lugar. Julgamos os outros exatamente porque somos capazes de cometer os mesmos equívocos. Ninguém está livre de agir de forma inadequada diante de circunstâncias adversas. Daí por que devemos ter misericórdia para com os outros, bem como agir com tolerância diante dos equívocos de nosso próximo.

Mais do que observar os equívocos do próximo, devemos voltar nosso olhar sobre nossos pensamentos e sentimentos ocultos inadequados. Estes, sim, são fatores de perturbação e desequilíbrios e se constituem nos principais responsáveis pelo que nos ocorre na vida. Conscientizar-nos das atitudes do próximo pode ser importante para vivermos em sociedade, mas a consciência de si mesmo é o desafio para o crescimento pessoal.

O principal desafio que temos a ultrapassar no mundo é vencer a batalha que se trava em nosso íntimo, da qual ninguém está isento de atravessar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Relações Tóxicas - Wanderley Oliveira


Relações Tóxicas

Tóxico é aquilo que sufoca, que intoxica, que produz efeitos nocivos.
Relações tóxicas são aquelas nas quais foram construídos elos de afeto no início do relacionamento e que não estão mais nos proporcionando crescimento e amadurecimento. A tal ponto chegam os conflitos da relação que transformam esse afeto em um relacionamento doentio, pesado e com riscos de se tornar destrutivo.

Devemos distinguir RELAÇÕES TÓXICAS de RELAÇÕES DESTRUTIVAS. A convivência, sempre que difícil, pode intoxicar a relação em algum momento e nem por isso deixa de ser educativa. Relacionar é um aprendizado contínuo e enquanto existe crescimento é natural que haja desafios e labirintos que vão testar os nossos valores e desenvolver nossas qualidades. Por sua vez, as chamadas relações destrutivas, não só não ensejam crescimento, como ainda tornam possíveis os acontecimentos e contextos que podem ser trágicos e traumáticos.

Para ampliar mais nossas reflexões digamos que, quando as relações difíceis não se harmonizam nos pontos de conflito mais graves, caminham para um relacionamento tóxico, mas são ainda possíveis de investimento pessoal e emocional, e portanto, recuperáveis. Quando as relações tóxicas não se encerram ou reciclam, caminham para os relacionamentos destrutivos. A sequência de desenvolvimento dos relacionamentos podem ser nessa ordem, dependendo da história de cada criatura.



Vejamos algumas características pertinentes à intoxicação de uma convivência:

Sensação de sufocamento pois no relacionamento uma das partes se anula, e não consegue se tornar e ser ela mesma.
Dependência emocional, submissão, autoritarismo.
Desrespeito aos princípios básicos de uma relação saudável.
Viciação de hábitos corretivos que não obtém resultados satisfatórios.
Frequentes contextos de mágoa.
Orgulho em não pedir ajuda especializada e fora do relacionamento para a sobrevivência da coexistência harmoniosa.
Ausência do dialogo que é o sintoma capital de como a convivência não anda bem.
Presença de disputa.
Indiferença como tentativa de melhorar da relação.
As relações tóxicas podem envenenar casamentos, sociedades comerciais, famílias, centros espíritas e todo tipo de convivência humana. Quando se atinge esse nível de dificuldades, que não levam a lugar nenhum, sem buscar a superação dos desafios de crescimento que elas propõem, a experiência de conviver se transforma em desgaste e peso. Quando algum aspecto da relação se intoxica entre duas pessoas é porque há um ciclo ou vários ciclos de aprendizado que não se fecharam ou foram mal resolvidos, gerando sofrimento.

Para quem partilha a visão do Espiritismo, há um componente nesse assunto que merece ponderação: ao entrar em um ciclo de intoxicação da convivência, muitos espíritas atribuem tais desarmonias a causas do passado reencarnatório e adotam uma postura de ilusória resignação como se a situação fosse um dia se resolver por automatismo. É como se a pessoa tivesse que passar pela experiência em função de algo que fez em outra vida. Eis uma análise muito perigosa, por dois motivos:

1º) Essa forma de entender costuma levar à acomodação de esperar a hora em que a provação de quem sofre neste tipo de relacionamento se extinguirá, como se isso estivesse completamente fora do âmbito de sua escolha e decisão em fazer algo. Nessa visão, a pessoa se acomoda e aceita a dor imposta por outrem.

2º) Essa acomodação impede o indivíduo de lançar um olhar para o presente, nublando e limitando as chances dos envolvidos na toxicidade da relação, de perceberem a que aprendizado estão sendo chamados, qual o objetivo daquele momento de sofrimento e como dele sair.

Existem relações tóxicas que não têm outro caminho a não ser a ruptura, porque correm risco de se tornarem destrutivas. Outras não necessitam de ruptura, mas de reposicionamento para que se recupere sua condição educativa. Enfim o que marca uma relação tóxica é que ela necessita ser reciclada e tratada, seja por qual caminho for.

Sejamos práticos na forma de analisar o assunto. O que intoxica uma relação é a nossa incapacidade em lidar com o que acontece dentro de nós, a partir de uma convivência. São os sentimentos que orientam ou desorientam a nossa conduta. O analfabetismo a respeito de nossa vida emocional possibilita uma série de efeitos nocivos à arte de amar e se relacionar. Sem lucidez sobre o que fazer com o ciúme, a inveja, a malquerença, o desejo, a tristeza, a mágoa, a antipatia e outras tantas emoções, fica muito escassa a chance de enriquecer nosso conviver e expressar nosso amor com a grandeza e liberdade que gostaríamos.

Algumas vezes, a pretexto de fidelidade ao amor, princípio máximo de nossa Doutrina, e bem intencionados no ideal de superação e crescimento, permanecemos em relações que não avançam ou amadurecem, sem saber como lidar com tais vivências desgastantes. O amor é mesmo uma meta, contudo, para que o apliquemos também a nós, teremos que admitir a quem e como damos conta de amar agora, respeitando nossos limites, solicitando ajuda, nos esforçando em direções diferentes daquelas que não apresentam resultados satisfatórios para melhoria das condições de uma convivência. A isso chamamos de reciclagem.

Vejamos algumas características pertinentes à relação iluminada por uma reciclagem:

Respeito aos limites pessoais.
Busca da leveza como única condição aceitável para uma relação madura.
Desenvolvimento da capacidade de dizer “não”.
Enfrentamento aos abusos de outrem a respeito de cobranças e expectativas.
Cultivo da autonomia como ponto fundamental da ética de conviver.
Afetividade abundante.
O prazer do diálogo.
Enaltecimento dos valores um do outro.
Sem dúvida, tomando por base essas características e mais algumas que poderíamos acrescentar, estamos nos direcionando para construir relações libertadoras de amor.

Livro Gente Tóxica

http://books.google.com.br/books?id=b7h9Uns_kEgC&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false

Vários Temas sobre auto-estima

http://www.vaidarcerto.com.br/site/artigos.php?id=1&t=43

Mantenha-se a salvo das pessoas tóxicas.


Autoestima - Identificando pessoas tóxicas
Jael Coaracy
Mantenha-se a salvo das pessoas tóxicas.

No lugar onde lerá, a seguir, o termo “essa pessoa”, coloque o nome de alguém  e responda:
Eu me sinto confortável sendo eu mesmo diante desssa pessoa?
Quando estou em contato com essa pessoa, sinto fluir uma energia positiva entre nós?
Percebo que essa pessoa não se interessa  pelos assuntos que não dizem respeito a ela?
 
Essa pessoanão perde oportunidade para me criticar e apontar minhas falhas? 
 
Eu me sinto sobrecarregado  pelas exigências dessa pessoa?
 
Essa pessoa  demonstra se importar com meus desejos?
 
O relacionamento entre mim e essa pessoa  é uma troca saudável em que ambos compartilhamos bons momentos?
 
Essa pessoa fica feliz com meus sucessos?
 
Posso contar com essa pessoa se precisar?
 
Eu me sinto valorizado e apreciado por essa pessoa?
 
Se não cuidamos dos nossos  relacionamentos, nos tornamos responsáveis pelas consequencias das interações que estabelecemos.
 
Deixar que alguém drene  a sua energia  é uma escolha que  prejudica  diretamente sua capacidade de agir na direção dos seus  objetivos.
 
Fonte:

Autoestima -Pessoas tóxicas fazem mal à saúde


Autoestima -Pessoas tóxicas fazem mal à saúde
Se depois de estar com certas pessoas, você se sente sem energia e desgastado(a), cuidado. Pessoas tóxicas não apoiam seus planos de vida e não se importam com que o faz feliz. Sugam energia e atacam sua autoestima. O melhor a fazer é se afastar desses tipos.
Jael Coaracy
Examine sua vida
 
Pode ser que você esteja cercado(a) de pessoas  que que constantemente  criticam seu modo de agir, o sufoquem com suas carências e necessidades, critiquem seus pontos de vista , aproveitando qualquer oportunidade para atacar sua autoestima. 
 
Essas pessoas têm a mira apontada para a sua vulnerabilidade. Podem agir sutilmente,  disfarçando suas estratégias de ataque.  Ou, se colocam ostensivamente,  agredindo  o outro com palavras e atos.
 
 
O confronto necessário
 
O medo pode impedir que você se confronte com pessoas tóxicas, quando essas fazem parte da sua família, ou participam diretamente da sua vida. 
 
Quem sente necessidade imensa de aprovação e aceitação das outras pessoas também pode ficar prisioneiro de pessoas tóxicas, por não conseguir cortar  vínculos, mesmo quando esses  fazem mal a si mesmo.
 
 
Reconhecendo pessoas tóxicas
 
Em geral, são indivíduos que fazem com que você se sinta  errado(a) , despertando sentimentos de culpa  e fazendo com que seus desejos e decisões pareçam falhos e inadequados.
 
Identificando pessoas tóxicas. Vamos ver, a seguir, algumas características que ajudam a identificar pessoas tóxicas:
 
- Gosto pela intriga
 
Esse tipo não gosta de ver as pessoas a sua volta se dando bem entre si.
 
Sua necessidade doentia de ser o centro das atenções, faz com que lance mão da fofoca e da mentira  para causar constrangimentos  ao outro. Não suporta  ver a harmonia entre os que estão a sua volta. Por isso, se tornam perigosas e podem  caluniar a difamar sem a menor culpa.
 
-  Exigentes e cobradores
 
São pessoas que não aceitam a idéia de que cada um tem direito a escolher como quer viver sua vida. Quando estão na posição de autoridade, perseguem  os que não pensam como elas.
 
Punem  o outro emocionalmente quando não são atendidos em suas exigências e cobram  o tempo todo.  A convivência com esse tipo  faz com que você se sinta eternamente culpado e em dívida.
 
 
- Carentes
 
Essas pessoas acham que você tem que atender suas necessidades infindáveis de amor e de atenção. Estão sempre em busca de conselhos, apoio, informação, ou o que quer que  os fará sentir melhor naquele momento.
 
São sugadores de atenção e  só se interessam em falar sobre si mesmos. Costumam alugar os ouvidos e falar ininterruptamente, despejando em você seu lixo emocional. Esse tipo costuma se colocar como coitadinho. 
 
O carente sugador é um dos tipos mais exaustivos de pessoas tóxicas.
 
 
- O acusador
 
Essas pessoas  culpam os outros por seus fracassos.
 
Nunca se responsabilizam pelo que lhes acontece. Ao contrário, estão sempre acusando e apontando o dedo para o que você fez e não devia ter feito. Ou, ao contrário, acusando-o do que você não fez e deveria ter feito.
 
 
- O egocêntrico
 
Esse tipo de pessoa  costuma ter carisma e fazer sucesso socialmente. Na intimidade, só se preocupa com seu bem estar. 
Quando algo o contraria, ou não atende aos seus desejos, reage agressivamente.  O egocêntrico acha que o mundo deve funcionar para atendê-lo. 
 
 
- O crítico feroz
 
Esse tipo se acha superior e dono da verdade.
 
São pessoas prontas para fazer com que você se sinta culpado por tudo o que não corre exatamente como o previsto. 
 
Estão constantemente apontando suas falhas, e zombam da suas dificuldades sem se importar com seus sentimentos.
 
Costumam ser desgastantes e usam a conversação como um rinque de luta  com o objetivo de derrubar você a  fim de se sentirem vitoriosas.
 
 
Estabelecer e manter relacionamentos  saudáveis  é uma construção que demanda investimento de energia. Dar e receber é um dos princípios fundamentais das relações gratificantes. 
 
Portanto, escolha suas companhia cuidadosamente.  E lembre-se que os relacionamentos que mantém com outros, refletem o seu relacionamento com você.

Fonte: