No Centro Espírita devemos manter a mais plena naturalidade de comportamento, dentro das normas naturais do respeito humano. As modificações exteriores, precisamente por serem forçadas e, portanto, mentirosas, não exercem nenhuma influência em nosso interior. O contrário é que vale: quem exercitar-se na prática das boas ações, da verdade e da sinceridade, modificará sem querer e perceber o seu comportamento, sem nenhum dos sintomas desagradáveis de fingimento e hipocrisia.
Citações de J. Herculano Pires, retirados da obra: O Centro Espírita.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Viver com naturalidade
Viver com naturalidade
"... Vivei com os homens de vossa época, como devem viver os homens..."
"... Fostes chamados a entrar em contato com espíritos de natureza diferente,
de caracteres opostos; não choqueis nenhum daqueles com os quais vos
encontrardes. Sede alegres, sede felizes, mas da alegria que dá uma boa
consciência..."
(Cap. XVII, item 10.)
Viver "felizes segundo as necessidades da Humanidade",¹ é viver com naturalidade, ou seja, participar efetivamente na sociedade usando nosso jeito natural de ser.
Todos nós fomos abençoados com determinadas vocações, e o mundo em que vivemos precisa de nossa cooperação individual, para que possamos, ao mesmo tempo, desenvolver nossas faculdades inatas na prática social e aumentar nossa parcela de contribuição junto à comunidade em que vivemos, no aperfeiçoamento da humanidade.
Possuímos talentos que precisam ser exercitados para que possam florescer, mas poucos de nós damos o real valor a essa tarefa. Esses mesmos talentos estão esperando nosso empenho de "se dar força", a fim de colocá-los em plena ação no intercâmbio das relações com as pessoas e com as coisas.
Não podemos então olvidar que viver no mundo é "entrar em contato com espíritos de natureza diferente, de caracteres opostos"², reconhecedno que cada um dá o que tem, vive do jeito que pode, percebe da maneira que vê, admitindo que, por se tratar de tendências, talentos e vocações, todos nós temos a peculiar necessidade de "ser como somos" e "estar onde quisermos" na vida social.
Talentos são impulsos naturais da alma adquiridos pela repetição de fatos semelhantes, através das vidas sucessivas. Vocação é a "voz que chama", palavra oriunda do latim vocatus, que quer dizer chamado ou convocação.
Pelo fato de a Natureza ser uma verdadeira "vitrina" de biodiversidade ou multiplicidade de seres, é que cada indivíduo tem suas próprias ferramentas, úteis para laborar na lida social.
Todas as árvores são árvores, mas o pessegueiro não tem as mesmas peculiaridades do limoeiro, nem o abacateiro as da mangueira. Por isso, cada pessoa também se exprime em níveis diversos segundo as múltiplas formas com que a Sabedoria Divina nos plasmou na criação universal.
Assim, todos somos convocados a "agir no social", não com "um aspecto severo e lúgubre, repelindo os prazeres que as condições humanas permitem"³, mas felizes, fazendo uso de nossos potenciais e faculdades prazerosamente.
Jesus de Nazaré vivia, à sua época, uma vida mística e distante da sociedade?
O Cristo de Deus se integrava intensamente no social, "participando das festas de casamento"4, "do relacionamento fraterno, amando intensamente os amigos"5. "Sem preconceito algum fazia visitas e tomava refeições em companhia de variadas criaturas"6, percorrendo cidades, campos e estradas sempre acompanhado dos amigos queridos e das multidões que O cercavam.
Em vista disso, devemos entender que as leis do Criador deram às criaturas inclinações e aptidões íntimas e originais para que elas pudessem conviver entre si, oferecendo a cada uma participação também original na vida comunitária de maneira sui generis.
Devemos, sim, viver no mundo com a consciência de que somos espíritos imortais em crescimento e progresso, e de que o nosso "ânimo de viver" em sociedade depende de colocarmos em prática as nossas verdadeiras capacidades e vocações da alma.
Lembremo-nos, contudo, de que a palavra "ânimo" quer dizer "alma", do latim animus, e de que devemos, cada um de nós, "viver com alma" no círculo social do mundo.
______________________
¹, ², ³ "O Evangelho Seg. o Espiritismo" - cap. XVII, item 10.
4 João 2:1 e 2.
5 João 15:13.
6 Mateus 9:10.
Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto
Livro: Renovando Atitudes
"... Vivei com os homens de vossa época, como devem viver os homens..."
"... Fostes chamados a entrar em contato com espíritos de natureza diferente,
de caracteres opostos; não choqueis nenhum daqueles com os quais vos
encontrardes. Sede alegres, sede felizes, mas da alegria que dá uma boa
consciência..."
(Cap. XVII, item 10.)
Viver "felizes segundo as necessidades da Humanidade",¹ é viver com naturalidade, ou seja, participar efetivamente na sociedade usando nosso jeito natural de ser.
Todos nós fomos abençoados com determinadas vocações, e o mundo em que vivemos precisa de nossa cooperação individual, para que possamos, ao mesmo tempo, desenvolver nossas faculdades inatas na prática social e aumentar nossa parcela de contribuição junto à comunidade em que vivemos, no aperfeiçoamento da humanidade.
Possuímos talentos que precisam ser exercitados para que possam florescer, mas poucos de nós damos o real valor a essa tarefa. Esses mesmos talentos estão esperando nosso empenho de "se dar força", a fim de colocá-los em plena ação no intercâmbio das relações com as pessoas e com as coisas.
Não podemos então olvidar que viver no mundo é "entrar em contato com espíritos de natureza diferente, de caracteres opostos"², reconhecedno que cada um dá o que tem, vive do jeito que pode, percebe da maneira que vê, admitindo que, por se tratar de tendências, talentos e vocações, todos nós temos a peculiar necessidade de "ser como somos" e "estar onde quisermos" na vida social.
Talentos são impulsos naturais da alma adquiridos pela repetição de fatos semelhantes, através das vidas sucessivas. Vocação é a "voz que chama", palavra oriunda do latim vocatus, que quer dizer chamado ou convocação.
Pelo fato de a Natureza ser uma verdadeira "vitrina" de biodiversidade ou multiplicidade de seres, é que cada indivíduo tem suas próprias ferramentas, úteis para laborar na lida social.
Todas as árvores são árvores, mas o pessegueiro não tem as mesmas peculiaridades do limoeiro, nem o abacateiro as da mangueira. Por isso, cada pessoa também se exprime em níveis diversos segundo as múltiplas formas com que a Sabedoria Divina nos plasmou na criação universal.
Assim, todos somos convocados a "agir no social", não com "um aspecto severo e lúgubre, repelindo os prazeres que as condições humanas permitem"³, mas felizes, fazendo uso de nossos potenciais e faculdades prazerosamente.
Jesus de Nazaré vivia, à sua época, uma vida mística e distante da sociedade?
O Cristo de Deus se integrava intensamente no social, "participando das festas de casamento"4, "do relacionamento fraterno, amando intensamente os amigos"5. "Sem preconceito algum fazia visitas e tomava refeições em companhia de variadas criaturas"6, percorrendo cidades, campos e estradas sempre acompanhado dos amigos queridos e das multidões que O cercavam.
Em vista disso, devemos entender que as leis do Criador deram às criaturas inclinações e aptidões íntimas e originais para que elas pudessem conviver entre si, oferecendo a cada uma participação também original na vida comunitária de maneira sui generis.
Devemos, sim, viver no mundo com a consciência de que somos espíritos imortais em crescimento e progresso, e de que o nosso "ânimo de viver" em sociedade depende de colocarmos em prática as nossas verdadeiras capacidades e vocações da alma.
Lembremo-nos, contudo, de que a palavra "ânimo" quer dizer "alma", do latim animus, e de que devemos, cada um de nós, "viver com alma" no círculo social do mundo.
______________________
¹, ², ³ "O Evangelho Seg. o Espiritismo" - cap. XVII, item 10.
4 João 2:1 e 2.
5 João 15:13.
6 Mateus 9:10.
Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto
Livro: Renovando Atitudes
Naturalidade Evolutiva (Parte 2)
Naturalidade Evolutiva (Parte 2)
Essa é a segunda parte da entrevista com o escritor e palestrante Manolo Quesada. Ainda falando sobre o tema de seu novo livro “Evoluir é simples, nós é que complicamos”, ele nos oferece uma reflexão sobre desenvolvimento espiritual.
Mas, antes de refletir nas palavras do autor, vamos pensar em situações do nosso dia a dia, como por exemplo, nos caminhos que percorremos seja para escola, trabalho ou qualquer outra atividade cotidiana.
Agora, é natural que após feito isso um determinado número de vezes é comum realizarmos o percurso praticamente de maneira automática.
Esse automático significa que pelo hábito e condicionamento em realizar determinada ação temos a tendência a não empregar todo nosso potencial naquilo, utilizando apenas uma atenção periférica, ou se preferir, superficial.
Dessa forma, com um nível de atenção menor é possível que muitos detalhes nos escapem aos sentidos como uma árvore florida, um aperfeiçoamento na maneira de dirigir ou mesmo um caminho alternativo.
É claro que não estamos incentivando o motorista a infringir o código de trânsito e dirigir sem a devida atenção, mas pensemos em como estamos ‘dirigindo’ a nossa vida. Será que estamos no automático e assim apenas passando por algumas oportunidades de evolução?
Nas perguntas seguintes, Manolo nos coloca para pensar como seres imortais e como a atenção e o exercício ajudam no caminhar evolutivo.
Como podemos nos preparar para aproveitarmos da melhor maneira possível as oportunidades de evolução?
Manolo Quesada: As oportunidades nos são oferecidas todos os dias, pois com essas oportunidades nós vamos fixando em nós as características que queremos ter. A medida que vamos exercitando, mais capazes vamos ficando. Isso quer dizer que não adianta simplesmente sermos bonzinhos, temos que exercitar. O preparo está simplesmente em nos colocarmos à disposição, ou seja, estarmos sempre em condição de ajudar o próximo, seja ele muito próximo ou mais distante. Os familiares, que são nossos próximos mais próximos, nos oferecerem oportunidades todos os dias para esse exercício, pois é o que pedimos. Ao pedirmos que Deus nos dê paciência ele coloca em nosso caminho os exercícios para que consigamos desenvolver em nós essa paciência. Assim se dá com todas as virtudes que deveremos conquistar em nossas vidas. Por isso, o ideal é que fiquemos sempre atentos, pois não sabemos exatamente quando as oportunidades surgirão em nossas vidas.
Como podemos ver a vida de maneira mais simples?
MQ: Uma das maneiras mais eficientes para isso é entendermos que temos uma programação reencarnatória que fizemos do lado de lá. Nessa programação estão as linhas mestras do trabalho que termos que fazer para melhorar o Espírito que somos. Infelizmente quando chegamos por aqui, esquecemos de muitas coisas e mostramos ainda quem somos… quando nos lembramos e corrigimos a rota é sinal que estamos conscientes dessa programação e que estamos de acordo com ela para prosseguir adiante. Isso não quer dizer que não possamos modificar nossa programação, pois com a melhora nos vão sendo oferecidas novas oportunidades de aproveitamento e isso vale para todos os setores. De repente, nos qualificamos para sermos usufrutuários de extensa fortuna pelo nosso comportamento e retidão de caráter. A espiritualidade nos oferece essa oportunidade para que mostremos, realmente, que é possível ter dinheiro sem apego e utiliza-lo para oferecer melhores condições para a Humanidade, através do emprego correto dessa fortuna que, a princípio, não estaria em nossa trajetória.
Essa é a segunda parte da entrevista com o escritor e palestrante Manolo Quesada. Ainda falando sobre o tema de seu novo livro “Evoluir é simples, nós é que complicamos”, ele nos oferece uma reflexão sobre desenvolvimento espiritual.
Mas, antes de refletir nas palavras do autor, vamos pensar em situações do nosso dia a dia, como por exemplo, nos caminhos que percorremos seja para escola, trabalho ou qualquer outra atividade cotidiana.
Agora, é natural que após feito isso um determinado número de vezes é comum realizarmos o percurso praticamente de maneira automática.
Esse automático significa que pelo hábito e condicionamento em realizar determinada ação temos a tendência a não empregar todo nosso potencial naquilo, utilizando apenas uma atenção periférica, ou se preferir, superficial.
Dessa forma, com um nível de atenção menor é possível que muitos detalhes nos escapem aos sentidos como uma árvore florida, um aperfeiçoamento na maneira de dirigir ou mesmo um caminho alternativo.
É claro que não estamos incentivando o motorista a infringir o código de trânsito e dirigir sem a devida atenção, mas pensemos em como estamos ‘dirigindo’ a nossa vida. Será que estamos no automático e assim apenas passando por algumas oportunidades de evolução?
Nas perguntas seguintes, Manolo nos coloca para pensar como seres imortais e como a atenção e o exercício ajudam no caminhar evolutivo.
Como podemos nos preparar para aproveitarmos da melhor maneira possível as oportunidades de evolução?
Manolo Quesada: As oportunidades nos são oferecidas todos os dias, pois com essas oportunidades nós vamos fixando em nós as características que queremos ter. A medida que vamos exercitando, mais capazes vamos ficando. Isso quer dizer que não adianta simplesmente sermos bonzinhos, temos que exercitar. O preparo está simplesmente em nos colocarmos à disposição, ou seja, estarmos sempre em condição de ajudar o próximo, seja ele muito próximo ou mais distante. Os familiares, que são nossos próximos mais próximos, nos oferecerem oportunidades todos os dias para esse exercício, pois é o que pedimos. Ao pedirmos que Deus nos dê paciência ele coloca em nosso caminho os exercícios para que consigamos desenvolver em nós essa paciência. Assim se dá com todas as virtudes que deveremos conquistar em nossas vidas. Por isso, o ideal é que fiquemos sempre atentos, pois não sabemos exatamente quando as oportunidades surgirão em nossas vidas.
Como podemos ver a vida de maneira mais simples?
MQ: Uma das maneiras mais eficientes para isso é entendermos que temos uma programação reencarnatória que fizemos do lado de lá. Nessa programação estão as linhas mestras do trabalho que termos que fazer para melhorar o Espírito que somos. Infelizmente quando chegamos por aqui, esquecemos de muitas coisas e mostramos ainda quem somos… quando nos lembramos e corrigimos a rota é sinal que estamos conscientes dessa programação e que estamos de acordo com ela para prosseguir adiante. Isso não quer dizer que não possamos modificar nossa programação, pois com a melhora nos vão sendo oferecidas novas oportunidades de aproveitamento e isso vale para todos os setores. De repente, nos qualificamos para sermos usufrutuários de extensa fortuna pelo nosso comportamento e retidão de caráter. A espiritualidade nos oferece essa oportunidade para que mostremos, realmente, que é possível ter dinheiro sem apego e utiliza-lo para oferecer melhores condições para a Humanidade, através do emprego correto dessa fortuna que, a princípio, não estaria em nossa trajetória.
Naturalidade Evolutiva (Parte 1)
Naturalidade Evolutiva (Parte 1)
É bem provável que você que está lendo este texto em algum momento de sua vida já parou para refletir em alguma situação do passado e ao se dar conta de erros ou oportunidades perdidas exclamou em tom melancólico: “se eu soubesse do que sei hoje, seria diferente” ou “se tivesse feito aquilo, não estaria assim hoje”.
Esses tipos de pensamentos deixam transparecer uma lamentação e incerteza sobre nossas ações consumadas, induzindo-nos a questionar se faltou algo que poderia ter feito e consequentemente mudado a realidade, fazendo da vida atual diferente.
Mas o que nunca paramos para pensar é se naquele tempo nós tínhamos a lucidez com a qual hoje avaliamos o momento passado para chegar a esta conclusão, ou seja, se possuíamos condições e capacidade de agir naquela situação como agiríamos atualmente.
No filme “Chico Xavier” (2010), Emmanuel nós dá uma valiosa lição sobre o tempo que se passou, com uma frase que se tornaria muito difundida e conhecida: “Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim”.
Agora com as palavras de Emmanuel parece que ficou mais simples, mas porque não nos atentamos a simplicidade com que as coisas se processam? Em uma palavra: orgulho!
E pensando em nos mostrar essa simplicidade, o escritor Manolo Quesada em sua mais recente obra “Evoluir é simples, nós é que complicamos” nos traz a razão de que a evolução é para todos e todas as fases da vida são necessárias para a nossa evolução como seres humanos.
Nesta obra, o autor propõe a reflexão para o leitor, ajudando-o a progredir e evoluir. Em entrevista ao blog A Luz do Espiritismo, Manolo fala sobre o livro e evolução espiritual. A primeira parte você confere neste post.
Conheça o trabalho do autor em seu site AQUI
Como surgiu a ideia de escrever o livro com este tema?
Manolo Quesada: A ideia do livro surgiu pelo nosso editor Flávio Machado, ele achou o título muito bom. O título era de uma palestra que normalmente nós fazemos em centros espíritas e que aborda de maneira mais simples a nossa evolução. A partir dai começamos a trabalhar em mais alguns pontos para que o leitor tivesse a ideia de que somos capazes de evoluir mais rapidamente e, ao mesmo tempo, de maneira mais simples, precisando apenas tomarmos alguns cuidados para que não nos percamos nas facilidades da vida. As facilidades da vida estão na parte material, superimportante sim, mas que deve ser encarada com cuidado para que não nos envolva tanto a ponto de ficarmos apegados.
O titulo “Evoluir é simples, nós é que complicamos” sugere que a evolução se processa de maneira natural, como podemos perceber isso no cotidiano?
MQ: A evolução é natural do ser humano, todos nós fomos criados para evoluir, pois esse é o plano que o Criador tem para suas criaturas. Ele não cria para que o adoremos simplesmente, ele nos cria para que saibamos quem somos, de onde viemos e para onde vamos. De maneira simples, podemos dizer que o Criador nos dá todas as condições para que descubramos dentro de nós todo o potencial que temos e para que o exercitemos, através dos exercícios que nos oferece durante as nossas várias encarnações.
Ainda em relação ao título, como complicamos nossa trajetória evolutiva?
MQ: A nossa trajetória evolutiva é prejudicada principalmente pelo orgulho. O orgulho é dos males da humanidade o pior, pois nos oferece muitas faces, fazendo com que muitas vezes não percebamos que ele está agindo em nosso interior. O orgulho faz, por exemplo, que nos sintamos melhores em relação a outras pessoas. Isso faz com que nós não demos o valor que as pessoas tem. Ao pensarmos que somos melhores imediatamente passamos a discriminar e a fazer com que o outro sinta-se em piores condições. Lutar contra o orgulho é das melhores atitudes que tomamos para facilitarmos o nosso trabalho rumo à conquista do status de Espírito puro que um dia seremos.
Ficha Técnica
Petit Editora
Autor: Manolo Quesada
Livro: Evoluir é simples, nós é que complicamos
Páginas: 184
É bem provável que você que está lendo este texto em algum momento de sua vida já parou para refletir em alguma situação do passado e ao se dar conta de erros ou oportunidades perdidas exclamou em tom melancólico: “se eu soubesse do que sei hoje, seria diferente” ou “se tivesse feito aquilo, não estaria assim hoje”.
Esses tipos de pensamentos deixam transparecer uma lamentação e incerteza sobre nossas ações consumadas, induzindo-nos a questionar se faltou algo que poderia ter feito e consequentemente mudado a realidade, fazendo da vida atual diferente.
Mas o que nunca paramos para pensar é se naquele tempo nós tínhamos a lucidez com a qual hoje avaliamos o momento passado para chegar a esta conclusão, ou seja, se possuíamos condições e capacidade de agir naquela situação como agiríamos atualmente.
No filme “Chico Xavier” (2010), Emmanuel nós dá uma valiosa lição sobre o tempo que se passou, com uma frase que se tornaria muito difundida e conhecida: “Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim”.
Agora com as palavras de Emmanuel parece que ficou mais simples, mas porque não nos atentamos a simplicidade com que as coisas se processam? Em uma palavra: orgulho!
E pensando em nos mostrar essa simplicidade, o escritor Manolo Quesada em sua mais recente obra “Evoluir é simples, nós é que complicamos” nos traz a razão de que a evolução é para todos e todas as fases da vida são necessárias para a nossa evolução como seres humanos.
Nesta obra, o autor propõe a reflexão para o leitor, ajudando-o a progredir e evoluir. Em entrevista ao blog A Luz do Espiritismo, Manolo fala sobre o livro e evolução espiritual. A primeira parte você confere neste post.
Conheça o trabalho do autor em seu site AQUI
Como surgiu a ideia de escrever o livro com este tema?
Manolo Quesada: A ideia do livro surgiu pelo nosso editor Flávio Machado, ele achou o título muito bom. O título era de uma palestra que normalmente nós fazemos em centros espíritas e que aborda de maneira mais simples a nossa evolução. A partir dai começamos a trabalhar em mais alguns pontos para que o leitor tivesse a ideia de que somos capazes de evoluir mais rapidamente e, ao mesmo tempo, de maneira mais simples, precisando apenas tomarmos alguns cuidados para que não nos percamos nas facilidades da vida. As facilidades da vida estão na parte material, superimportante sim, mas que deve ser encarada com cuidado para que não nos envolva tanto a ponto de ficarmos apegados.
O titulo “Evoluir é simples, nós é que complicamos” sugere que a evolução se processa de maneira natural, como podemos perceber isso no cotidiano?
MQ: A evolução é natural do ser humano, todos nós fomos criados para evoluir, pois esse é o plano que o Criador tem para suas criaturas. Ele não cria para que o adoremos simplesmente, ele nos cria para que saibamos quem somos, de onde viemos e para onde vamos. De maneira simples, podemos dizer que o Criador nos dá todas as condições para que descubramos dentro de nós todo o potencial que temos e para que o exercitemos, através dos exercícios que nos oferece durante as nossas várias encarnações.
Ainda em relação ao título, como complicamos nossa trajetória evolutiva?
MQ: A nossa trajetória evolutiva é prejudicada principalmente pelo orgulho. O orgulho é dos males da humanidade o pior, pois nos oferece muitas faces, fazendo com que muitas vezes não percebamos que ele está agindo em nosso interior. O orgulho faz, por exemplo, que nos sintamos melhores em relação a outras pessoas. Isso faz com que nós não demos o valor que as pessoas tem. Ao pensarmos que somos melhores imediatamente passamos a discriminar e a fazer com que o outro sinta-se em piores condições. Lutar contra o orgulho é das melhores atitudes que tomamos para facilitarmos o nosso trabalho rumo à conquista do status de Espírito puro que um dia seremos.
Ficha Técnica
Petit Editora
Autor: Manolo Quesada
Livro: Evoluir é simples, nós é que complicamos
Páginas: 184
terça-feira, 16 de junho de 2015
5 feridas emocionais da infância que podem persistir na idade adulta
5 feridas emocionais da infância que podem persistir na idade adulta
http://www.contioutra.com/5-feridas-emocionais-da-infancia-que-podem-persistir-na-idade-adulta/
Embora não seja regra absoluta, não podemos negar que nossa infância e primeiras experiências afetivas podem influenciar na maneira como lidamos com os relacionamos posteriores e na leitura que temos das coisas que acontecem ao nosso redor.
As boas e más experiências infantis afetam sim nossa qualidade de vida quando adultos. Influenciam também, depois, em como trataremos nossos filhos tanto do ponto de vista do afeto quanto do enfrentamento de adversidades. Agiremos reproduzindo os comportamentos que conhecemos ou seremos diferentes?
Abaixo, estão descritas 5 feridas emocionais segundo a especialista em comportamento canadense Lisa Bourbeau. Para a autora, são elas algumas das mais determinantes nas dificuldades de relacionamentos que as pessoas podem carregar ao longo da vida adulta posterior.
1- O medo do abandono
Um dos medos frequentes nas crianças é o medo da ausência de seus pais, o medo do abandono. A criança, nos primórdios de sua vida, ainda não consegue separar fantasia de realidade, e, por também não conseguir quantificar o tempo, entente que as ausências podem ser sinônimos do abandono absoluto.
Se a aprendizagem dessa separação necessária já é complexa em ambientes onde os pais lidam com o fato com tranquilidade, no caso de pessoas que tiveram experiências de negligência na infância, as marcas deixadas podem acarretar um medo de solidão e rejeição contínuos todas as vezes em que a pessoa não tiver perto de si (fisicamente) a pessoa amada.
A ferida causada pelo abandono não é fácil de curar. A pessoa saberá que está curada quando os momentos de solidão não forem vistos como desamor e rejeição, e, dentro de si, existirem diálogos positivos e esperançosos.
2- O medo da rejeição
É uma ferida profunda que é formada quando, durante o desenvolvimento, a criança não se sentiu suficientemente amada e acolhida pelas figuras de referência que estavam ao seu redor assim como, posteriormente, pode ser afetada também por rejeições em ambiente escolar.
Como a pessoa, no começo, forma sua identidade a partir da maneira como é tratada, se ela for desvalorizada e depreciada constantemente, pode internalizar em si uma autoimagem de que não é merecedora de afeto e de que não possui atributos suficientes para ser aceita em sociedade.
O rejeitado passa, então, a rejeita-se, e, na idade adulta, muitas vezes, mesmo frente ao sucesso e obtento bons resultados, essa pessoa pode apresentar grande fragilidade frente a qualquer crítica que exponha seus medos internos de insucesso.
3- A humilhação
Esta ferida é gerada no momento em que sentimos que os outros nos desaprovam e criticam. Podemos criar esses problemas em nossos filhos dizendo-lhes que eles são estúpidos, maus ou mesmo exagerando em comparações; isso destrói a criança e sua autoestima.
Uma pessoa criada em um ambiente assim pode desenvolver uma personalidade exageradamente dependente. Outra possibilidade é o desenvolvimento da “tirania” também em si, um mecanismo de defesa em que a pessoa passa a humilhar aos outros para se sertir mais valorizada.
4- Traição ou medo de confiar
Uma criança que se sentiu repetidamente traída por um de seus pais, principalmente quando o mesmo não cumpria as suas promessas, pode nutrir uma desconfiança que, mais tarde, pode ser transformada em inveja e outros sentimentos negativos. Quem não recebe o que foi prometido pode não se sentir digno de ter os que os outros têm.
Pessoas que passaram por isso desenvolvem uma tendência maior a tentar controlar tudo e todos ao redor em uma tentativa de trazer para si o comando de variáveis que, antigamente, faziam com que se sentissem preteridas e injustiçadas. Quando perdem o controle ficam nervosas e sentem-se perdidas.
5- Injustiça
A ferida da injustiça surge a partir de um ambiente no qual os cuidadores primários são frios e autoritários. Na infância, quando existe uma demanda além da capacidade real da criança, ela pode ter sentimentos de impotência e inutilidade que depois pode carregar ao longo dos anos.
Em ambientes assim, a criança pode desenvolver um fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo como tentativa de minimizar os erros e as cobranças. Soma-se a isso a incapacidade de tomar decisões com confiança.
Nota da CONTI outra:
Como dito no começo, existem feridas da infância que aumentam a probalidade de sequelas emocionais na vida adulta. Entretanto, nada é regra e existem pessoas que desenvolvem mecanismos adaptativos e superam essas questões. Outras, entretanto, não se saem tão bem. Se você for uma delas, procure ajuda de um profissional da saúde mental. Nunca é tarde para rever questões mal resolvidas. O passado não muda, mas o futuro ainda é um livro em branco.
Traduzido e ADAPTADO por Josie Conti.
Do original em espanhol: 5 heridas emocionales de la infancia que persisten cuando somos adultos
http://www.contioutra.com/5-feridas-emocionais-da-infancia-que-podem-persistir-na-idade-adulta/
Embora não seja regra absoluta, não podemos negar que nossa infância e primeiras experiências afetivas podem influenciar na maneira como lidamos com os relacionamos posteriores e na leitura que temos das coisas que acontecem ao nosso redor.
As boas e más experiências infantis afetam sim nossa qualidade de vida quando adultos. Influenciam também, depois, em como trataremos nossos filhos tanto do ponto de vista do afeto quanto do enfrentamento de adversidades. Agiremos reproduzindo os comportamentos que conhecemos ou seremos diferentes?
Abaixo, estão descritas 5 feridas emocionais segundo a especialista em comportamento canadense Lisa Bourbeau. Para a autora, são elas algumas das mais determinantes nas dificuldades de relacionamentos que as pessoas podem carregar ao longo da vida adulta posterior.
1- O medo do abandono
Um dos medos frequentes nas crianças é o medo da ausência de seus pais, o medo do abandono. A criança, nos primórdios de sua vida, ainda não consegue separar fantasia de realidade, e, por também não conseguir quantificar o tempo, entente que as ausências podem ser sinônimos do abandono absoluto.
Se a aprendizagem dessa separação necessária já é complexa em ambientes onde os pais lidam com o fato com tranquilidade, no caso de pessoas que tiveram experiências de negligência na infância, as marcas deixadas podem acarretar um medo de solidão e rejeição contínuos todas as vezes em que a pessoa não tiver perto de si (fisicamente) a pessoa amada.
A ferida causada pelo abandono não é fácil de curar. A pessoa saberá que está curada quando os momentos de solidão não forem vistos como desamor e rejeição, e, dentro de si, existirem diálogos positivos e esperançosos.
2- O medo da rejeição
É uma ferida profunda que é formada quando, durante o desenvolvimento, a criança não se sentiu suficientemente amada e acolhida pelas figuras de referência que estavam ao seu redor assim como, posteriormente, pode ser afetada também por rejeições em ambiente escolar.
Como a pessoa, no começo, forma sua identidade a partir da maneira como é tratada, se ela for desvalorizada e depreciada constantemente, pode internalizar em si uma autoimagem de que não é merecedora de afeto e de que não possui atributos suficientes para ser aceita em sociedade.
O rejeitado passa, então, a rejeita-se, e, na idade adulta, muitas vezes, mesmo frente ao sucesso e obtento bons resultados, essa pessoa pode apresentar grande fragilidade frente a qualquer crítica que exponha seus medos internos de insucesso.
3- A humilhação
Esta ferida é gerada no momento em que sentimos que os outros nos desaprovam e criticam. Podemos criar esses problemas em nossos filhos dizendo-lhes que eles são estúpidos, maus ou mesmo exagerando em comparações; isso destrói a criança e sua autoestima.
Uma pessoa criada em um ambiente assim pode desenvolver uma personalidade exageradamente dependente. Outra possibilidade é o desenvolvimento da “tirania” também em si, um mecanismo de defesa em que a pessoa passa a humilhar aos outros para se sertir mais valorizada.
4- Traição ou medo de confiar
Uma criança que se sentiu repetidamente traída por um de seus pais, principalmente quando o mesmo não cumpria as suas promessas, pode nutrir uma desconfiança que, mais tarde, pode ser transformada em inveja e outros sentimentos negativos. Quem não recebe o que foi prometido pode não se sentir digno de ter os que os outros têm.
Pessoas que passaram por isso desenvolvem uma tendência maior a tentar controlar tudo e todos ao redor em uma tentativa de trazer para si o comando de variáveis que, antigamente, faziam com que se sentissem preteridas e injustiçadas. Quando perdem o controle ficam nervosas e sentem-se perdidas.
5- Injustiça
A ferida da injustiça surge a partir de um ambiente no qual os cuidadores primários são frios e autoritários. Na infância, quando existe uma demanda além da capacidade real da criança, ela pode ter sentimentos de impotência e inutilidade que depois pode carregar ao longo dos anos.
Em ambientes assim, a criança pode desenvolver um fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo como tentativa de minimizar os erros e as cobranças. Soma-se a isso a incapacidade de tomar decisões com confiança.
Nota da CONTI outra:
Como dito no começo, existem feridas da infância que aumentam a probalidade de sequelas emocionais na vida adulta. Entretanto, nada é regra e existem pessoas que desenvolvem mecanismos adaptativos e superam essas questões. Outras, entretanto, não se saem tão bem. Se você for uma delas, procure ajuda de um profissional da saúde mental. Nunca é tarde para rever questões mal resolvidas. O passado não muda, mas o futuro ainda é um livro em branco.
Traduzido e ADAPTADO por Josie Conti.
Do original em espanhol: 5 heridas emocionales de la infancia que persisten cuando somos adultos
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Lucidez Espiritual
Lucidez Espiritual
Saúde, Enfermidade e Auto-Amor
Além da Matéria - Joseph Gleber – Robson Pinheiro
As enfermidades são o resultado da desarmonia dentre o espírito e o corpo, a vida e a forma. A consciência encerra toda a expressão da vida em sua própria intimidade. É o espírito imortal. Quando essa consciência assume o campo da forma através da reencarnação, passa a expressar-se no mundo fenomênico com uma parcela de sua lucidez espiritual.
Mas o homem encarnado não traz em si, nessa interação espírito-corpo, toda a manifestação de sua consciência. A expressão máxima da vida e da lucidez espiritual encontra-se no espírito. Semelhante verdade é de grande importância para que se compreenda as relações de equilíbrio e desequilíbrio, harmonia e desarmonia ou de saúde e enfermidade.
Entre o campo consciencial e o corpo físico existe um mundo de energias, cuja existência está demonstrada na revelação espírita, como nas modernas descobertas da ciência terrena. Nesse campo energético, também representado pelo duplo etérico e pelo psicossoma, é onde se originam, muitas vezes, os conflitos que geram as enfermidades.
A doença é, por isso mesmo, efeito do acúmulo ou do desgaste de energias que atingem os corpos superiores. É preciso desenvolver certos sentidos espirituais a fim de compreender a linguagem do corpo. Cada manifestação de enfermidade traz uma mensagem com endereço certo e com a linguagem necessária para o aprendizado do homem.
Sendo a doença o resultado de um conflito no campo energético ou emocional, ela pode ser vista como um processo de evolução ou de expurgo dos fluidos densos. Tais fluidos ou energias poderão, através da doença, liberar o organismo espiritual da carga tóxica que o oprime.
Como fator evolutivo, a enfermidade que desarmoniza o homem transforma-se em objeto de despertamento da consciência para a solução de conflitos íntimos. Uma vez solucionado o conflito com a reeducação dos impulsos da alma, a enfermidade perde a sua razão de ser. Com o cessar do desequilíbrio íntimo, a energia mórbida que impregna o psicossoma é redirecionada e paulatinamente deixa de fluir; assim, é restabelecido o equilíbrio interior.
É dessa forma que a postura evangélica do amor resolve por completo os bloqueios energéticos da alma em trânsito evolutivo.
As posturas equivocadas, as emoções descontroladas, podem emergir do passado espiritual em forma de conflitos psicológicos ou enfermidades físicas, mas, uma vez que o homem se reeduca de acordo com as leis da vida, no desenvolvimento do auto-amor, tais energias em desequilíbrio encontram novamente a harmonia.
A fonte dos males ou das desarmonias que são conhecidas como enfermidades pode ser encontrada em qualquer dos corpos de manifestação da consciência. Quando à desarmonia nasce no “campo emocional” mais facilmente se transfere para o corpo denso através dos chacras, que automaticamente distribuem o fluido mórbido nos locais mais sensíveis do corpo somático.
Quando é o “corpo mental” que está desorganizado, as enfermidades se manifestam no campo psicológico ou mental, exigindo também grandes dispêndios de energia, a fim de reequilibrar o indivíduo.
Como o homem terreno tem seus campos etérico e psicossomático mais desenvolvidos que os corpos superiores, é natural que as enfermidades que atualmente assolam a humanidade encontrem sua gênese exatamente no perispírito ou psicossoma.
As emoções e os desejos contidos de modo irrefletido e desordenado dão origem a profundas angústias; os desequilíbrios emocionais e as paixões desenfreadas, muitas vezes reprimidos apenas pelas imposições sociais, deixam marcas profundas nas células sutis do corpo espiritual.
Isso requer longo tempo no trabalho de reajuste. Normalmente, nestes casos, os chacras inferiores e os seus plexos correspondentes encontram-se desajustados pelo acúmulo de energia ou fluido mórbido. Essa vibração desarmônica transfere-se para o corpo somático em forma de enfermidades.
A integração entre espírito-perispírito e corpo-físico é tão grande e se manifesta em tal intensidade que o sistema nervoso responde de forma automática aos impulsos advindos do espírito.
As energias e emoções vividas pelo espírito encarnado influem profundamente nas funções vegetativas, atingindo o sistema simpático e parassimpático com a densidade característica desses focos de desarmonia.
O acúmulo de energia densa pode gerar distúrbios e toda forma de enfermidades inflamatórias, envolvendo o órgão afetado com uma carga de fluido denso e uma aura densa e sem brilho, que é absorvida pelo órgão, causando a enfermidade local.
A falta de energia que ativa a vitalidade pode ser o resultado de um bloqueio que impede a circulação do fluido vital, deixando o órgão correspondente atrofiado ou sem o campo energético que o mantém ativo. Observa-se então um certo enfraquecimento do órgão, com um embaçamento da aura ou campo energético que o circunda.
Isso tudo nos leva a reavaliar certos conceitos modernos a respeito da saúde e das enfermidades. O organismo físico apenas reflete o estado dos outros campos de manifestação da consciência espiritual. O estado psicológico está sempre em relação com o estado físico, interagindo com este de forma perfeita e gerando situações que podem ser classificadas de saúde ou doença.
Quando o individuo é hiper-ativo, utilizando-se em demasia do fluido vital, provoca um desequilíbrio externo, que, com o tempo, passa para outras pessoas que o rodeiam, contaminando aqueles que entram em contato com ele. É o excesso de energia que o ser não sabe direcionar. Tal excesso se manifesta na hiperatividade, na sexualidade desregrada, nas agitações íntimas que se alastram como vírus.
Por outro lado, quando o individuo passa a dirigir suas energias exclusivamente para o seu íntimo, não consegue adaptar-se à realidade em que se situa, gerando traumas e fugas, que são outras causas de enfermidades do corpo e da alma.
Tais focos de desarmonia requerem um ponto de equilíbrio, que a terapia evangélica aconselha acontecer através da reeducação. Reeducar-se é procurar o ponto de equilíbrio entre a matéria e o espírito. Nunca a reeducação significa fuga ou excesso. Sempre o Evangelho nos aconselha o método do amor ágape e do auto-amor.
Saúde, Enfermidade e Auto-Amor
Além da Matéria - Joseph Gleber – Robson Pinheiro
Lucidez espiritual: Segundo algumas pesquisas, o homem utiliza apenas uma pequena porcentagem de sua capacidade mental.
Considerando o ser espiritual, compreende-se que apenas uma parcela de todo o seu potencial se faz perceptível para a consciência encarnada, já que o corpo físico e, portanto, o cérebro, amortece as impressões que o espírito envia ao corpo. O organismo físico funciona como um transformador vivo que diminui lembranças e a freqüência vibratória do ser.
Linguagem do corpo: O corpo é um espelho altamente revelador do inconsciente. Ele mostra flashes da personalidade, expõe crenças, valores, preconceitos, forças e fragilidades do caráter.
As mensagens que emitimos por meio do nosso corpo constroem aquilo que temos demais verdadeiro e substancial. A linguagem corporal, quando bem utilizada, ajuda a dizer o indizível, a dar forma a um sentimento e a concretizar as imagens das emoções mais verdadeiras.
Envolvemos, além da palavra, o jogo fisionômico, a postura cênica, a flexibilidade dos músculos, o domínio das expressões faciais, dos movimentos de braços, pernas e quadris.
Energia mórbida: É a qualidade dos fluidos mais densos, que impregnam o duplo etérico e o perispírito, causando um aumento de vibração de natureza doentia.
Ordinariamente, esse fluido mórbido apresenta-se como uma fuligem que se adere às células do corpo espiritual e extravasa para o corpo físico em forma de enfermidade.
Quando o homem adoece, em geral, é o resultado do descenso vibratório desse fluido, que se somatiza e faz fluir para o corpo o resíduo de cargas tóxicas aderidas ao perispírito.
Chacras: A palavra chacra significa roda. Sua principal função é absorver e distribuir o prana ou energia vital para o corpo etérico e, através deste, para o corpo físico.
Atuam como transmissores e transformadores de energia, que é distribuída por canais etéricos – as nadis – que correm paralelos ao sistema nervoso.
Focos de desarmonia: Esses focos de desarmonia poderão ser identificados como emoções desequilibradas, excesso de energia que produz irritabilidade, nervosismo e hiperatividade sexual. Também podem ser identificados como estados alterados de permanente alheamento da vida social, introspecção, tristeza, melancolia, depressão, etc.
Saúde, Enfermidade e Auto-Amor
Além da Matéria - Joseph Gleber – Robson Pinheiro
As enfermidades são o resultado da desarmonia dentre o espírito e o corpo, a vida e a forma. A consciência encerra toda a expressão da vida em sua própria intimidade. É o espírito imortal. Quando essa consciência assume o campo da forma através da reencarnação, passa a expressar-se no mundo fenomênico com uma parcela de sua lucidez espiritual.
Mas o homem encarnado não traz em si, nessa interação espírito-corpo, toda a manifestação de sua consciência. A expressão máxima da vida e da lucidez espiritual encontra-se no espírito. Semelhante verdade é de grande importância para que se compreenda as relações de equilíbrio e desequilíbrio, harmonia e desarmonia ou de saúde e enfermidade.
Entre o campo consciencial e o corpo físico existe um mundo de energias, cuja existência está demonstrada na revelação espírita, como nas modernas descobertas da ciência terrena. Nesse campo energético, também representado pelo duplo etérico e pelo psicossoma, é onde se originam, muitas vezes, os conflitos que geram as enfermidades.
A doença é, por isso mesmo, efeito do acúmulo ou do desgaste de energias que atingem os corpos superiores. É preciso desenvolver certos sentidos espirituais a fim de compreender a linguagem do corpo. Cada manifestação de enfermidade traz uma mensagem com endereço certo e com a linguagem necessária para o aprendizado do homem.
Sendo a doença o resultado de um conflito no campo energético ou emocional, ela pode ser vista como um processo de evolução ou de expurgo dos fluidos densos. Tais fluidos ou energias poderão, através da doença, liberar o organismo espiritual da carga tóxica que o oprime.
Como fator evolutivo, a enfermidade que desarmoniza o homem transforma-se em objeto de despertamento da consciência para a solução de conflitos íntimos. Uma vez solucionado o conflito com a reeducação dos impulsos da alma, a enfermidade perde a sua razão de ser. Com o cessar do desequilíbrio íntimo, a energia mórbida que impregna o psicossoma é redirecionada e paulatinamente deixa de fluir; assim, é restabelecido o equilíbrio interior.
É dessa forma que a postura evangélica do amor resolve por completo os bloqueios energéticos da alma em trânsito evolutivo.
As posturas equivocadas, as emoções descontroladas, podem emergir do passado espiritual em forma de conflitos psicológicos ou enfermidades físicas, mas, uma vez que o homem se reeduca de acordo com as leis da vida, no desenvolvimento do auto-amor, tais energias em desequilíbrio encontram novamente a harmonia.
A fonte dos males ou das desarmonias que são conhecidas como enfermidades pode ser encontrada em qualquer dos corpos de manifestação da consciência. Quando à desarmonia nasce no “campo emocional” mais facilmente se transfere para o corpo denso através dos chacras, que automaticamente distribuem o fluido mórbido nos locais mais sensíveis do corpo somático.
Quando é o “corpo mental” que está desorganizado, as enfermidades se manifestam no campo psicológico ou mental, exigindo também grandes dispêndios de energia, a fim de reequilibrar o indivíduo.
Como o homem terreno tem seus campos etérico e psicossomático mais desenvolvidos que os corpos superiores, é natural que as enfermidades que atualmente assolam a humanidade encontrem sua gênese exatamente no perispírito ou psicossoma.
As emoções e os desejos contidos de modo irrefletido e desordenado dão origem a profundas angústias; os desequilíbrios emocionais e as paixões desenfreadas, muitas vezes reprimidos apenas pelas imposições sociais, deixam marcas profundas nas células sutis do corpo espiritual.
Isso requer longo tempo no trabalho de reajuste. Normalmente, nestes casos, os chacras inferiores e os seus plexos correspondentes encontram-se desajustados pelo acúmulo de energia ou fluido mórbido. Essa vibração desarmônica transfere-se para o corpo somático em forma de enfermidades.
A integração entre espírito-perispírito e corpo-físico é tão grande e se manifesta em tal intensidade que o sistema nervoso responde de forma automática aos impulsos advindos do espírito.
As energias e emoções vividas pelo espírito encarnado influem profundamente nas funções vegetativas, atingindo o sistema simpático e parassimpático com a densidade característica desses focos de desarmonia.
O acúmulo de energia densa pode gerar distúrbios e toda forma de enfermidades inflamatórias, envolvendo o órgão afetado com uma carga de fluido denso e uma aura densa e sem brilho, que é absorvida pelo órgão, causando a enfermidade local.
A falta de energia que ativa a vitalidade pode ser o resultado de um bloqueio que impede a circulação do fluido vital, deixando o órgão correspondente atrofiado ou sem o campo energético que o mantém ativo. Observa-se então um certo enfraquecimento do órgão, com um embaçamento da aura ou campo energético que o circunda.
Isso tudo nos leva a reavaliar certos conceitos modernos a respeito da saúde e das enfermidades. O organismo físico apenas reflete o estado dos outros campos de manifestação da consciência espiritual. O estado psicológico está sempre em relação com o estado físico, interagindo com este de forma perfeita e gerando situações que podem ser classificadas de saúde ou doença.
Quando o individuo é hiper-ativo, utilizando-se em demasia do fluido vital, provoca um desequilíbrio externo, que, com o tempo, passa para outras pessoas que o rodeiam, contaminando aqueles que entram em contato com ele. É o excesso de energia que o ser não sabe direcionar. Tal excesso se manifesta na hiperatividade, na sexualidade desregrada, nas agitações íntimas que se alastram como vírus.
Por outro lado, quando o individuo passa a dirigir suas energias exclusivamente para o seu íntimo, não consegue adaptar-se à realidade em que se situa, gerando traumas e fugas, que são outras causas de enfermidades do corpo e da alma.
Tais focos de desarmonia requerem um ponto de equilíbrio, que a terapia evangélica aconselha acontecer através da reeducação. Reeducar-se é procurar o ponto de equilíbrio entre a matéria e o espírito. Nunca a reeducação significa fuga ou excesso. Sempre o Evangelho nos aconselha o método do amor ágape e do auto-amor.
Saúde, Enfermidade e Auto-Amor
Além da Matéria - Joseph Gleber – Robson Pinheiro
Lucidez espiritual: Segundo algumas pesquisas, o homem utiliza apenas uma pequena porcentagem de sua capacidade mental.
Considerando o ser espiritual, compreende-se que apenas uma parcela de todo o seu potencial se faz perceptível para a consciência encarnada, já que o corpo físico e, portanto, o cérebro, amortece as impressões que o espírito envia ao corpo. O organismo físico funciona como um transformador vivo que diminui lembranças e a freqüência vibratória do ser.
Linguagem do corpo: O corpo é um espelho altamente revelador do inconsciente. Ele mostra flashes da personalidade, expõe crenças, valores, preconceitos, forças e fragilidades do caráter.
As mensagens que emitimos por meio do nosso corpo constroem aquilo que temos demais verdadeiro e substancial. A linguagem corporal, quando bem utilizada, ajuda a dizer o indizível, a dar forma a um sentimento e a concretizar as imagens das emoções mais verdadeiras.
Envolvemos, além da palavra, o jogo fisionômico, a postura cênica, a flexibilidade dos músculos, o domínio das expressões faciais, dos movimentos de braços, pernas e quadris.
Energia mórbida: É a qualidade dos fluidos mais densos, que impregnam o duplo etérico e o perispírito, causando um aumento de vibração de natureza doentia.
Ordinariamente, esse fluido mórbido apresenta-se como uma fuligem que se adere às células do corpo espiritual e extravasa para o corpo físico em forma de enfermidade.
Quando o homem adoece, em geral, é o resultado do descenso vibratório desse fluido, que se somatiza e faz fluir para o corpo o resíduo de cargas tóxicas aderidas ao perispírito.
Chacras: A palavra chacra significa roda. Sua principal função é absorver e distribuir o prana ou energia vital para o corpo etérico e, através deste, para o corpo físico.
Atuam como transmissores e transformadores de energia, que é distribuída por canais etéricos – as nadis – que correm paralelos ao sistema nervoso.
Focos de desarmonia: Esses focos de desarmonia poderão ser identificados como emoções desequilibradas, excesso de energia que produz irritabilidade, nervosismo e hiperatividade sexual. Também podem ser identificados como estados alterados de permanente alheamento da vida social, introspecção, tristeza, melancolia, depressão, etc.
Lucidez
Mais um artigo de nosso amigo e leitor Marcus Braga
Em 9.12.68, o cantor e compositor Chico Buarque – ao se defrontar com a polêmica pelo fato de ele fazer samba, o que seria para a época um ritmo ultrapassado, em relação às inovações, como o movimento da Tropicália – escreveu um artigo no periódico “Última hora”, que termina com uma frase de sua autoria que se tornou consagrada, sintetizando o seu pensamento sobre a questão: nem toda loucura é genial, como nem toda lucidez é velha.
Passados mais de 40 anos, a genialidade e a lucidez desta frase nos remetem ao assunto desse artigo, visando ao público jovem. De onde vem essa ideia de que por sermos jovens temos que fazer loucuras? Parece-nos que existe uma cota, um número mínimo e máximo de loucuras e inconsequências que devemos efetuar na nossa juventude, para que esta seja vivida em plenitude… Pois quando ficarmos velhos e caretas, teremos que desempenhar aqueles papéis chatos e sérios, tendo que encarar o batente como cordeirinhos. Uma grande tentativa de compensação, então!
Ora, crer nisso dentro do contexto da realidade espírita é ignorar a finalidade de nossa passagem pelo Planeta Terra e as questões ligadas à nossa evolução espiritual no momento da juventude. Ah, é bem verdade, quando jovens temos o nosso processo de autoafirmação, de construção da nossa identidade no contexto social, de busca de caminhos. E isso nos demanda uma certa dose, diria até natural, de contestação. Mas, daí, para vivermos uma ciranda de loucuras…, muito distante.
Digo isso, pois vejo as consequências funestas dessa ideia nos noticiários e no cotidiano. Vários jovens ferindo-se ou perdendo a vida nos famosos “rachas” com automóveis, nas guerras de “gangues”, no uso e abuso de álcool e de drogas ilícitas, nos esportes de altíssimo risco sem supervisão profissional, entre outras loucuras geniais.
Toda essa aventura, essa loucura que inunda as veias de adrenalina, traz em si uma dose de risco que nos permite qualificá-las como situações que beiram o suicídio. Ninguém enxerga a genialidade de descobrir novos conhecimentos, ajudar ao próximo, lutar pelas questões sociais, engajar-se na causa ecológica. Vemos o novo e genial apenas nas loucuras!
Seria prudência uma coisa dos mais velhos? Seria se preocupar com a sua integridade física uma caretice? Lucidez é monótona? Genial é se arriscar e acabar com a sua vida? Esses questionamentos são interessantes para a mente juvenil, por vezes seduzida por essas ideias, como quem busca sorver a vida em um único gole.
A vida como Espírito encarnado tem suas riquezas e suas dores, nos seus vários momentos. Na infância e na madureza, na adolescência e na velhice, cada época tem seus frutos e seus dissabores. A vida é isso, essa trajetória, esse caminho cujas preocupações oscilam entre o passado, o presente e o futuro. Entre o individual e o coletivo. Não podemos esquecer o que fomos, nem desprezar o que queremos ser. Porém, o presente é a hora de fazer e acontecer.
Na espiritualidade, bilhões de Espíritos se amontoam na busca da oportunidade da reencarnação, na ânsia de aprender a amar, de resgatar as suas dívidas e de crescer, nos ditames da Lei maior. O que pensam esses Espíritos quando veem a vida sendo desperdiçada assim? Será que eles acham isso tudo genial?
O leitor encontra este artigo aqui www.oconsolador.com.br/ano4/204/marcus_braga.html
domingo, 10 de maio de 2015
O que é Humanização
O que é Humanização:
Humanização é a ação ou efeito de humanizar, de tornar humano ou mais humano, tornar benévolo, tornar afável.
A humanização é um processo que pode ocorrer em várias áreas, como Ciências da Saúde, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas, etc. Sempre que ocorre, a humanização cria condições melhores e mais humanas para os trabalhadores de uma empresa ou utilizadores de um serviço ou sistema.
O processo de humanização implica a evolução do Homem, pois ele tenta aperfeiçoar as suas aptidões através da interação com o seu meio envolvente. Para cumprir essa tarefa, os indivíduos utilizam recursos e instrumentos como forma de auxílio. A comunicação é uma das ferramentas de grande importância na humanização.
Humanização na Saúde
A humanização na saúde implica uma mudança na gestão dos sistemas de saúde e seus serviços. Essa mudança altera o modo como usuários e trabalhadores da área da saúde interagem entre eles. A humanização na área da saúde tem como um dos seus principais objetivos fornecer um melhor atendimento dos beneficiários e melhores condições para os trabalhadores.
Humanizar a saúde também significa que as mentalidades dos indivíduos vão sofrer mudanças positivas, criando novos profissionais mais capacitados que melhoram o sistema de saúde.
Humanização e SUS
A humanização é um assunto tão importante na área da saúde que em 2003 foi lançado o HumanizaSUS, que representa a Política Nacional de Humanização (PNH), que tem como objetivo melhorar o Sistema Único de Saúde.
Para alcançar um patamar mais elevado na área da saúde, o HumanizaSUS pretende inovar na área da saúde. De acordo com o Ministério da Saúde as principais inovações são:
Valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores;
Fomento da autonomia e do protagonismo desses sujeitos e dos coletivos;
Aumento do grau de co-responsabilidade na produção de saúde e de sujeitos;
Estabelecimento de vínculos solidários e de participação coletiva no processo de gestão;
Mapeamento e interação com as demandas sociais, coletivas e subjetivas de saúde;
Defesa de um SUS que reconhece a diversidade do povo brasileiro e a todos oferece a mesma atenção à saúde, sem distinção de idade, etnia, origem, gênero e orientação sexual;
Mudança nos modelos de atenção e gestão em sua indissociabilidade, tendo como foco as necessidades dos cidadãos, a produção de saúde e o próprio processo de trabalho em saúde, valorizando os trabalhadores e as relações sociais no trabalho;
Proposta de um trabalho coletivo para que o SUS seja mais acolhedor, mais ágil e mais resolutivo;
Compromisso com a qualificação da ambiência, melhorando as condições de trabalho e de atendimento;
Compromisso com a articulação dos processos de formação com os serviços e práticas de saúde;
Luta por um SUS mais humano, porque construído com a participação de todos e comprometido com a qualidade dos seus serviços e com a saúde integral para todos e qualquer um.
http://www.significados.com.br/humanizacao/
Humanização é a ação ou efeito de humanizar, de tornar humano ou mais humano, tornar benévolo, tornar afável.
A humanização é um processo que pode ocorrer em várias áreas, como Ciências da Saúde, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas, etc. Sempre que ocorre, a humanização cria condições melhores e mais humanas para os trabalhadores de uma empresa ou utilizadores de um serviço ou sistema.
O processo de humanização implica a evolução do Homem, pois ele tenta aperfeiçoar as suas aptidões através da interação com o seu meio envolvente. Para cumprir essa tarefa, os indivíduos utilizam recursos e instrumentos como forma de auxílio. A comunicação é uma das ferramentas de grande importância na humanização.
Humanização na Saúde
A humanização na saúde implica uma mudança na gestão dos sistemas de saúde e seus serviços. Essa mudança altera o modo como usuários e trabalhadores da área da saúde interagem entre eles. A humanização na área da saúde tem como um dos seus principais objetivos fornecer um melhor atendimento dos beneficiários e melhores condições para os trabalhadores.
Humanizar a saúde também significa que as mentalidades dos indivíduos vão sofrer mudanças positivas, criando novos profissionais mais capacitados que melhoram o sistema de saúde.
Humanização e SUS
A humanização é um assunto tão importante na área da saúde que em 2003 foi lançado o HumanizaSUS, que representa a Política Nacional de Humanização (PNH), que tem como objetivo melhorar o Sistema Único de Saúde.
Para alcançar um patamar mais elevado na área da saúde, o HumanizaSUS pretende inovar na área da saúde. De acordo com o Ministério da Saúde as principais inovações são:
Valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores;
Fomento da autonomia e do protagonismo desses sujeitos e dos coletivos;
Aumento do grau de co-responsabilidade na produção de saúde e de sujeitos;
Estabelecimento de vínculos solidários e de participação coletiva no processo de gestão;
Mapeamento e interação com as demandas sociais, coletivas e subjetivas de saúde;
Defesa de um SUS que reconhece a diversidade do povo brasileiro e a todos oferece a mesma atenção à saúde, sem distinção de idade, etnia, origem, gênero e orientação sexual;
Mudança nos modelos de atenção e gestão em sua indissociabilidade, tendo como foco as necessidades dos cidadãos, a produção de saúde e o próprio processo de trabalho em saúde, valorizando os trabalhadores e as relações sociais no trabalho;
Proposta de um trabalho coletivo para que o SUS seja mais acolhedor, mais ágil e mais resolutivo;
Compromisso com a qualificação da ambiência, melhorando as condições de trabalho e de atendimento;
Compromisso com a articulação dos processos de formação com os serviços e práticas de saúde;
Luta por um SUS mais humano, porque construído com a participação de todos e comprometido com a qualidade dos seus serviços e com a saúde integral para todos e qualquer um.
http://www.significados.com.br/humanizacao/
HUMANIZAÇÃO
http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/hum.html
Eduardo Henrique Passos Pereira Regina Duarte Benevides de Barros
No campo das políticas públicas de saúde ‘humanização’ diz respeito à transformação dos modelos de atenção e de gestão nos serviços e sistemas de saúde, indicando a necessária construção de novas relações entre usuários e trabalhadores e destes entre si.
A ‘humanização’ em saúde volta-se para as práticas concretas comprometidas com a produção de saúde e produção de sujeitos (Campos, 2000) de tal modo que atender melhor o usuário se dá em sintonia com melhores condições de trabalho e de participação dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde (princípio da indissociabilidade entre atenção e gestão). Este voltar-se para as experiências concretas se dá por considerar o humano em sua capacidade criadora e singular inseparável, entretanto, dos movimentos coletivos que o constituem.
Orientada pelos princípios da transversalidade e da indissociabilidade entre atenção e gestão, a ‘humanização’ se expressa a partir de 2003 como Política Nacional de Humanização (PNH) (Brasil/Ministério da Saúde, 2004). Como tal, compromete-se com a construção de uma nova relação seja entre as demais políticas e programas de saúde, seja entre as instâncias de efetuação do Sistema Único de Saúde (SUS), seja entre os diferentes atores que constituem o processo de trabalho em saúde. O aumento do grau de comunicação em cada grupo e entre os grupos (princípio da transversalidade) e o aumento do grau de democracia institucional por meio de processos co-gestivos da produção de saúde e do grau de co-responsabilidade no cuidado são decisivos para a mudança que se pretende.
Transformar práticas de saúde exige mudanças no processo de construção dos sujeitos dessas práticas. Somente com trabalhadores e usuários protagonistas e co-responsáveis é possível efetivar a aposta que o SUS faz na universalidade do acesso, na integralidade do cuidado e na eqüidade das ofertas em saúde. Por isso, falamos da ‘humanização’ do SUS (HumanizaSUS) como processo de subjetivação que se efetiva com a alteração dos modelos de atenção e de gestão em saúde, isto é, novos sujeitos implicados em novas práticas de saúde. Pensar a saúde como experiência de criação de si e de modos de viver é tomar a vida em seu movimento de produção de normas e não de assujeitamento a elas.
Define-se, assim, a ‘humanização’ como a valorização dos processos de mudança dos sujeitos na produção de saúde.
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GÊNESE DO CONCEITO
Por ‘humanização’ entende-se menos a retomada ou revalorização da imagem idealizada do Homem e mais a incitação a um processo de produção de novos territórios existenciais (Benevides & Passos, 2005a).
Neste sentido, não havendo uma imagem definitiva e ideal do Homem, é preciso aceitar a tarefa sempre inconclusa da reinvenção da humanidade, o que não pode se fazer sem o trabalho também constante da produção de outros modos de vida, de novas práticas de saúde.
Tais afirmações indicam que na gênese do conceito de ‘humanização’ há uma tomada de posição de que o homem para o qual as políticas de saúde são construídas deve ser o homem comum, o homem concreto. Deste modo, o humano é retirado de uma posição-padrão, abstrata e distante das realidades concretas e é tomado em sua singularidade e complexidade. Há, portanto, na gênese do conceito, tal como ele se apresenta no campo das políticas de saúde, a fundação de uma concepção de ‘humanização’ crítica à tradicional definição do humano como “bondoso, humanitário” (Dicionário Aurélio). Esta crítica permite argüir movimentos de ‘coisificação’ dos sujeitos e afirmar a aventura criadora do humano em suas diferenças. ‘Humanização’, assim, em sua gênese, indica potencialização da capacidade humana de ser autônomo em conexão com o plano coletivo que lhe é adjacente.
Para esta capacidade se exercer é necessário o encontro com um ‘outro’, estabelecendo com ele regime de trocas e construindo redes que suportem diferenciações. Como o trabalho em saúde possui “natureza eminentemente conversacional” (Teixeira, 2003), entendemos que a efetuação da ‘humanização’ como política de saúde se faz pela experimentação conectiva/ afectiva entre os diferentes sujeitos, entre os diferentes processos de trabalho constituindo outros modos de subjetivação e outros modos de trabalhar, outros modos de atender, outros modos de gerir a atenção.
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DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
Nos anos 90, o direito à privacidade, a confidencialidade da informação, o consentimento em face de procedimentos médicos praticados com o usuário e o atendimento respeitoso por parte dos profissionais de saúde ganham força reivindicatória orientando propostas, programas e políticas de saúde. Com isto vai-se configurando um “núcleo do conceito de humanização [cuja] idéia [é a] de dignidade e respeito à vida humana, enfatizando-se a dimensão ética na relação entre pacientes e profissionais de saúde” (Vaitsman & Andrade, 2005, p. 608).
Cresce o sentido que liga a ‘humanização’ ao campo dos direitos humanos referidos, principalmente ao dos usuários, valorizando sua inserção como cidadãos de direitos. As alianças entre os movimentos de saúde e os demais movimentos sociais, como por exemplo, o feminismo, desempenham aí papel fundamental na luta pela garantia de maior eqüidade e democracia nas relações.
A XI Conferência Nacional de Saúde, CNS (2000), que tinha como título “Acesso, qualidade e humanização na atenção à saúde com controle social”, procura interferir nas agendas das políticas públicas de saúde. De 2000 a 2002, o Programa Nacional de Humanização da Atenção Hospitalar (PNHAH) iniciou ações em hospitais com o intuito de criar comitês de ‘humanização’ voltados para a melhoria na qualidade da atenção ao usuário e, mais tarde, ao trabalhador. Tais iniciativas encontravam um cenário ambíguo em que a humanização era reivindicada pelos usuários e alguns trabalhadores e, por vezes, secundarizada por gestores e profissionais de saúde. Por um lado, os usuários reivindicam o que é de direito: atenção com acolhimento e de modo resolutivo; os profissionais lutam por melhores condições de trabalho. Por outro lado, os críticos às propostas humanizantes no campo da saúde denunciavam que as iniciativas em curso se reduziam, grande parte das vezes, a alterações que não chegavam efetivamente a colocar em questão os modelos de atenção e de gestão instituídos (Benevides & Passos, 2005a).
Entre os anos 1999 e 2002, além do PNHAH, algumas outras ações e programas foram propostos pelo Ministério da Saúde voltados para o que também foi-se definindo como campo da ‘humanização’. Destacamos a instauração do procedimento de Carta ao Usuário (1999), Programa Nacional de Avaliação dos Serviços Hospitalares (PNASH –1999); Programa de Acreditação Hospitalar (2001); Programa Centros Colaboradores para a Qualidade e Assistência Hospitalar (2000); Programa de Modernização Gerencial dos Grandes Estabelecimentos de Saúde (1999); Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (2000); Norma de Atenção Humanizada de Recém-Nascido de Baixo Peso – Método Canguru (2000), dentre outros. Ainda que a palavra ‘humanização’ não apareça em todos os programas e ações e que haja diferentes intenções e focos entre eles, podemos acompanhar a relação que vai-se estabelecendo entre humanização qualidade na atenção-satisfação do usuário (Benevides & Passos, 2005a).
Com estas direções foram definidos norteadores para a Política Nacional de Humanização (Brasil, 2004): 1) Valorização das dimensões subjetiva e social em todas as práticas de atenção e gestão no SUS, fortalecendo o compromisso com os direitos do cidadão, destacando-se o respeito às questões de gênero, etnia, raça, orientação sexual e às populações específicas (índios, quilombolas, ribeirinhos, assentados etc); 2) Fortalecimento de trabalho em equipe multiprofissional, fomentando a transversalidade e a grupalidade; 3) Apoio à construção de redes cooperativas, solidárias e comprometidas com a produção de saúde e com a produção de sujeitos; 4) Construção de autonomia e protagonismo de sujeitos e coletivos implicados na rede do SUS; 5) Co-responsabilidade desses sujeitos nos processos de gestão e de atenção; 6) Fortalecimento do controle social com caráter participativo em todas as instâncias gestoras do SUS; 7) Compromisso com a democratização das relações de trabalho e valorização dos profissionais de saúde, estimulando processos de educação permanente.
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EMPREGO NA ATUALIDADE
A ‘humanização’ enquanto política pública de saúde vem-se afirmando na atualidade como criação de espaços/tempos que alterem as formas de produzir saúde, tomando como princípios o aumento do grau de comunicação entre sujeitos e equipes (transversalidade), assim como a inseparabilidade entre a atenção e a gestão. Este movimento se faz com sujeitos que possam exercer sua autonomia de modo acolhedor, co-responsável, resolutivo e de gestão compartilhada dos processos de trabalho.
Podemos dizer que se trata de uma
“estratégia de interferência no processo de produção de saúde, através do investimento em um novo tipo de interação entre sujeitos, qualificando vínculos interprofissionais e destes com os usuários do sistema e sustentando a construção de novos dispositivos institucionais nessa lógica” (Deslandes, 2004, p. 11).
“Trabalharmos em prol da transdisciplinaridade, buscarmos relações mais horizontalizadas de poder entre os diversos saberes (...) não descartar a clínica (...)” (Onocko Campos, 2005, p. 578), [indicam que] “em saúde (...) é sempre necessário não separar, nem dissociar a questão clínica das formas de organização do trabalho e sua (...) gestão” (Onocko Campos, 2005, p. 579).
Com a desestabilização do caráter unitário e totalitário de ‘homem’ e com a valorização da dimensão concreta das práticas de saúde, o conceito de ‘humanização’ ganha capacidade de transformação dos modelos de gestão e atenção.
Assim, ao ser proposto como política pública, o conceito de ‘humanização’ se amplia, por um lado, incorporando concepções que procuram garantir os direitos dos usuários e trabalhadores e, por outro, apontando diretrizes e dispositivos clínico-políticos concretos e comprometidos com um SUS que dá certo.
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PARA SABER MAIS
BENEVIDES DE BARROS, R. & PASSOS, E. Humanização na saúde: um novo modismo?. Interface, 9(17): 389-394, 2005a.
BENEVIDES DE BARROS, R. & PASSOS, E. A humanização como dimensão pública das políticas públicas de saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 10(3): 561- 571, 2005b.
BRASIL/MINISTÉRIO DA SAÚDE. Política Nacional de Humanização, 2004. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/saude/area.cfm?id_area=390. Acesso em: 25 ago 2006.
CAMPOS, G. W. Um Método para Análise e Co-Gestão dos Coletivos: a construção do sujeito, a produção de valor de uso e a democracia em instituições – o método da roda. São Paulo: Hucitec, 2000.
CASATE, J. C. & CORRÊA, A. K. Humanização do atendimento em saúde: conhecimento veiculado na literatura brasileira de enfermagem. Rev. Lat-Am. Enfermag., 13(1): 105-111, 2005.
DESLANDES, S. F. Análise do discurso oficial sobre humanização da assistência hospitalar. Ciênc. Saúde Colet., 9(1): 7-13, 2004.
DESLANDES, S. F. A ótica de gestores sobre a humanização da assistência nas maternidades municipais do Rio de Janeiro. Ciênc. Saúde Colet., 10(3): 615-626, 2005.
ONOCKO CAMPOS, R. Humano, demasiado humano: uma abordaje del malestar em la institución hospitalaria. In: SPINELLI, H. (Org.) Salud Colectiva. Buenos Aires: Lugar Editorial, 2004.
ONOCKO CAMPOS, R. O encontro trabalhador-usuário na atenção à saúde: uma contribuição da narrativa psicanalítica ao tema do sujeito na saúde coletiva. Ciênc. Saúde Colet., 10(3): 573-583, 2005.
PUCCINI, P. T. & CECÍLIO, L. C. O. A humanização dos serviços e o direito à saúde. Cad. Saúde Pública, 20(5): 1342-1353, 2004.
TEIXEIRA, R. R. Acolhimento num serviço de saúde entendido como uma rede de conversações. In: PINHEIRO, R. & MATTOS, R. A. (Orgs.) Construção da Integralidade: cotidiano, saberes e práticas em saúde. Rio de Janeiro: IMS/Uerj/Abrasco, 2003.
TEIXEIRA, R. R. Humanização e atenção primária à saúde. Ciênc. Saúde Colet., 10(3): 585- 598, 2005.
VAITSMAN, J. & ANDRADE, G. Satisfação e responsividade: formas de medir a qualidade e a humanização da assistência à saúde Ciênc. Saúde Colet., 10(3): 599-613, 2005.
Eduardo Henrique Passos Pereira Regina Duarte Benevides de Barros
No campo das políticas públicas de saúde ‘humanização’ diz respeito à transformação dos modelos de atenção e de gestão nos serviços e sistemas de saúde, indicando a necessária construção de novas relações entre usuários e trabalhadores e destes entre si.
A ‘humanização’ em saúde volta-se para as práticas concretas comprometidas com a produção de saúde e produção de sujeitos (Campos, 2000) de tal modo que atender melhor o usuário se dá em sintonia com melhores condições de trabalho e de participação dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde (princípio da indissociabilidade entre atenção e gestão). Este voltar-se para as experiências concretas se dá por considerar o humano em sua capacidade criadora e singular inseparável, entretanto, dos movimentos coletivos que o constituem.
Orientada pelos princípios da transversalidade e da indissociabilidade entre atenção e gestão, a ‘humanização’ se expressa a partir de 2003 como Política Nacional de Humanização (PNH) (Brasil/Ministério da Saúde, 2004). Como tal, compromete-se com a construção de uma nova relação seja entre as demais políticas e programas de saúde, seja entre as instâncias de efetuação do Sistema Único de Saúde (SUS), seja entre os diferentes atores que constituem o processo de trabalho em saúde. O aumento do grau de comunicação em cada grupo e entre os grupos (princípio da transversalidade) e o aumento do grau de democracia institucional por meio de processos co-gestivos da produção de saúde e do grau de co-responsabilidade no cuidado são decisivos para a mudança que se pretende.
Transformar práticas de saúde exige mudanças no processo de construção dos sujeitos dessas práticas. Somente com trabalhadores e usuários protagonistas e co-responsáveis é possível efetivar a aposta que o SUS faz na universalidade do acesso, na integralidade do cuidado e na eqüidade das ofertas em saúde. Por isso, falamos da ‘humanização’ do SUS (HumanizaSUS) como processo de subjetivação que se efetiva com a alteração dos modelos de atenção e de gestão em saúde, isto é, novos sujeitos implicados em novas práticas de saúde. Pensar a saúde como experiência de criação de si e de modos de viver é tomar a vida em seu movimento de produção de normas e não de assujeitamento a elas.
Define-se, assim, a ‘humanização’ como a valorização dos processos de mudança dos sujeitos na produção de saúde.
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GÊNESE DO CONCEITO
Por ‘humanização’ entende-se menos a retomada ou revalorização da imagem idealizada do Homem e mais a incitação a um processo de produção de novos territórios existenciais (Benevides & Passos, 2005a).
Neste sentido, não havendo uma imagem definitiva e ideal do Homem, é preciso aceitar a tarefa sempre inconclusa da reinvenção da humanidade, o que não pode se fazer sem o trabalho também constante da produção de outros modos de vida, de novas práticas de saúde.
Tais afirmações indicam que na gênese do conceito de ‘humanização’ há uma tomada de posição de que o homem para o qual as políticas de saúde são construídas deve ser o homem comum, o homem concreto. Deste modo, o humano é retirado de uma posição-padrão, abstrata e distante das realidades concretas e é tomado em sua singularidade e complexidade. Há, portanto, na gênese do conceito, tal como ele se apresenta no campo das políticas de saúde, a fundação de uma concepção de ‘humanização’ crítica à tradicional definição do humano como “bondoso, humanitário” (Dicionário Aurélio). Esta crítica permite argüir movimentos de ‘coisificação’ dos sujeitos e afirmar a aventura criadora do humano em suas diferenças. ‘Humanização’, assim, em sua gênese, indica potencialização da capacidade humana de ser autônomo em conexão com o plano coletivo que lhe é adjacente.
Para esta capacidade se exercer é necessário o encontro com um ‘outro’, estabelecendo com ele regime de trocas e construindo redes que suportem diferenciações. Como o trabalho em saúde possui “natureza eminentemente conversacional” (Teixeira, 2003), entendemos que a efetuação da ‘humanização’ como política de saúde se faz pela experimentação conectiva/ afectiva entre os diferentes sujeitos, entre os diferentes processos de trabalho constituindo outros modos de subjetivação e outros modos de trabalhar, outros modos de atender, outros modos de gerir a atenção.
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DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
Nos anos 90, o direito à privacidade, a confidencialidade da informação, o consentimento em face de procedimentos médicos praticados com o usuário e o atendimento respeitoso por parte dos profissionais de saúde ganham força reivindicatória orientando propostas, programas e políticas de saúde. Com isto vai-se configurando um “núcleo do conceito de humanização [cuja] idéia [é a] de dignidade e respeito à vida humana, enfatizando-se a dimensão ética na relação entre pacientes e profissionais de saúde” (Vaitsman & Andrade, 2005, p. 608).
Cresce o sentido que liga a ‘humanização’ ao campo dos direitos humanos referidos, principalmente ao dos usuários, valorizando sua inserção como cidadãos de direitos. As alianças entre os movimentos de saúde e os demais movimentos sociais, como por exemplo, o feminismo, desempenham aí papel fundamental na luta pela garantia de maior eqüidade e democracia nas relações.
A XI Conferência Nacional de Saúde, CNS (2000), que tinha como título “Acesso, qualidade e humanização na atenção à saúde com controle social”, procura interferir nas agendas das políticas públicas de saúde. De 2000 a 2002, o Programa Nacional de Humanização da Atenção Hospitalar (PNHAH) iniciou ações em hospitais com o intuito de criar comitês de ‘humanização’ voltados para a melhoria na qualidade da atenção ao usuário e, mais tarde, ao trabalhador. Tais iniciativas encontravam um cenário ambíguo em que a humanização era reivindicada pelos usuários e alguns trabalhadores e, por vezes, secundarizada por gestores e profissionais de saúde. Por um lado, os usuários reivindicam o que é de direito: atenção com acolhimento e de modo resolutivo; os profissionais lutam por melhores condições de trabalho. Por outro lado, os críticos às propostas humanizantes no campo da saúde denunciavam que as iniciativas em curso se reduziam, grande parte das vezes, a alterações que não chegavam efetivamente a colocar em questão os modelos de atenção e de gestão instituídos (Benevides & Passos, 2005a).
Entre os anos 1999 e 2002, além do PNHAH, algumas outras ações e programas foram propostos pelo Ministério da Saúde voltados para o que também foi-se definindo como campo da ‘humanização’. Destacamos a instauração do procedimento de Carta ao Usuário (1999), Programa Nacional de Avaliação dos Serviços Hospitalares (PNASH –1999); Programa de Acreditação Hospitalar (2001); Programa Centros Colaboradores para a Qualidade e Assistência Hospitalar (2000); Programa de Modernização Gerencial dos Grandes Estabelecimentos de Saúde (1999); Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (2000); Norma de Atenção Humanizada de Recém-Nascido de Baixo Peso – Método Canguru (2000), dentre outros. Ainda que a palavra ‘humanização’ não apareça em todos os programas e ações e que haja diferentes intenções e focos entre eles, podemos acompanhar a relação que vai-se estabelecendo entre humanização qualidade na atenção-satisfação do usuário (Benevides & Passos, 2005a).
Com estas direções foram definidos norteadores para a Política Nacional de Humanização (Brasil, 2004): 1) Valorização das dimensões subjetiva e social em todas as práticas de atenção e gestão no SUS, fortalecendo o compromisso com os direitos do cidadão, destacando-se o respeito às questões de gênero, etnia, raça, orientação sexual e às populações específicas (índios, quilombolas, ribeirinhos, assentados etc); 2) Fortalecimento de trabalho em equipe multiprofissional, fomentando a transversalidade e a grupalidade; 3) Apoio à construção de redes cooperativas, solidárias e comprometidas com a produção de saúde e com a produção de sujeitos; 4) Construção de autonomia e protagonismo de sujeitos e coletivos implicados na rede do SUS; 5) Co-responsabilidade desses sujeitos nos processos de gestão e de atenção; 6) Fortalecimento do controle social com caráter participativo em todas as instâncias gestoras do SUS; 7) Compromisso com a democratização das relações de trabalho e valorização dos profissionais de saúde, estimulando processos de educação permanente.
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EMPREGO NA ATUALIDADE
A ‘humanização’ enquanto política pública de saúde vem-se afirmando na atualidade como criação de espaços/tempos que alterem as formas de produzir saúde, tomando como princípios o aumento do grau de comunicação entre sujeitos e equipes (transversalidade), assim como a inseparabilidade entre a atenção e a gestão. Este movimento se faz com sujeitos que possam exercer sua autonomia de modo acolhedor, co-responsável, resolutivo e de gestão compartilhada dos processos de trabalho.
Podemos dizer que se trata de uma
“estratégia de interferência no processo de produção de saúde, através do investimento em um novo tipo de interação entre sujeitos, qualificando vínculos interprofissionais e destes com os usuários do sistema e sustentando a construção de novos dispositivos institucionais nessa lógica” (Deslandes, 2004, p. 11).
“Trabalharmos em prol da transdisciplinaridade, buscarmos relações mais horizontalizadas de poder entre os diversos saberes (...) não descartar a clínica (...)” (Onocko Campos, 2005, p. 578), [indicam que] “em saúde (...) é sempre necessário não separar, nem dissociar a questão clínica das formas de organização do trabalho e sua (...) gestão” (Onocko Campos, 2005, p. 579).
Com a desestabilização do caráter unitário e totalitário de ‘homem’ e com a valorização da dimensão concreta das práticas de saúde, o conceito de ‘humanização’ ganha capacidade de transformação dos modelos de gestão e atenção.
Assim, ao ser proposto como política pública, o conceito de ‘humanização’ se amplia, por um lado, incorporando concepções que procuram garantir os direitos dos usuários e trabalhadores e, por outro, apontando diretrizes e dispositivos clínico-políticos concretos e comprometidos com um SUS que dá certo.
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PARA SABER MAIS
BENEVIDES DE BARROS, R. & PASSOS, E. Humanização na saúde: um novo modismo?. Interface, 9(17): 389-394, 2005a.
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BRASIL/MINISTÉRIO DA SAÚDE. Política Nacional de Humanização, 2004. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/saude/area.cfm?id_area=390. Acesso em: 25 ago 2006.
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ONOCKO CAMPOS, R. Humano, demasiado humano: uma abordaje del malestar em la institución hospitalaria. In: SPINELLI, H. (Org.) Salud Colectiva. Buenos Aires: Lugar Editorial, 2004.
ONOCKO CAMPOS, R. O encontro trabalhador-usuário na atenção à saúde: uma contribuição da narrativa psicanalítica ao tema do sujeito na saúde coletiva. Ciênc. Saúde Colet., 10(3): 573-583, 2005.
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VAITSMAN, J. & ANDRADE, G. Satisfação e responsividade: formas de medir a qualidade e a humanização da assistência à saúde Ciênc. Saúde Colet., 10(3): 599-613, 2005.
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