domingo, 12 de maio de 2013
Aprendendo com Chico Xavier
Aprendendo com Chico Xavier
Na Prática da Solidariedade
Corria o ano de 1928, Francisco Cândido Xavier estava nac reunião do Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, quando algumas pessoas chegaram pedindo socorro para um mendigo cego que, sendo guiado por um companheiro embriagado, caira de um viaduto, de uma altura de quatro metros.
O cego sem ninguém, pois o guia tinha sumido, vertia sangue pela boca.
Chico atendeu imediatamente e, mesmo sendo muito pobre, alugou pequeno pardieiro, a fim de abrigar o doente, que foi atendido, gratuitamente, por caridoso médico.
Trabalhando no comércio, o médium ficava junto ao mendigo à noite, porém o enferemo precisava ser assistido durante o dia. Chico Xavier providenciou a publicação de um apelo em pequeno jornal da cidade, de circulação semanal, rogando a presença de alguém que pudesse atender ao cego Cecílio, durante o dia. Poderioa ser espírita, católico, ateu, não importava.
Decorridos seis dias e nada. Nenhum voluntário se apresentou.
Entretanto, no final da semana, duas meretrizes, muito conhecidas na cidade, se apresentaram, dizendo àquele jovem espírita:
- Chico, lemos o pedido e aqui estamos. Se pudermos servir...
- Ah! Como não? Entrem, irmãs! Jesus há de abençoar-lhes a caridade.
Todas as noites, antes de sair, elas oravam com o Chico, perto do enfermo.
Um mês depois o velhinho estava restabelecido e feliz. Reuniram-se, pela última vez, em prece de agradecimento a Jesus. Quando Chico Xavier terminou a oração, os quatro choravam.
- Chico - disse uma das mulheres - a prece modificou a nossa vida. Estamos a despedir-nos. Mudamo-nos para Belo Horizonte, a fim de trabalhar.
Uma foi servir numa tinturaria; a outra conquistou o título de enfermeira.
(do livro "Lindos Casos de Chico Xavier", de Ramiro Gama).
Dívida e Resgate
Uma das cunhadas do Chico teve um filho anormal. Braços e pernas atrofiadas. Os olhos, cobertos por uma espessa névoa, mantinham-no mergulhado na mais completa escuridão. Inspirava medo às pessoas que o viam. Era tão deformado que a mãe ao vê-lo teve um choque e foi internada num hospital de doentes mentais.
O Chico ficou com o sobrinho.
Cuidar dele não era fácil. Medicá-lo, banhá-lo e aplicar-lhe um clister diariamente. O menino não deglutia e para alimentá-lo, o Chico tinha que formar uma pequena bola com a comida, colocar em sua garganta e empurrar com o dedo.
Isto, durante doze anos aproximadamente.
Quando o sobrinho piorava, o Chico rezava muito para que ele não desencarnasse. Já o amava como um filho.
Um dia o Espírito Emmanuel lhe disse:
_ Ele só vai desencarnar quando o pulmão começar a desenvolver e não encontrar espaço. Aí, então, qualquer resfriado pode se transformar numa pneumonia e ele partirá.
Quando estava próximo dos doze anos, foi acometido de uma forte gripe e começou a definhar.
Na hora do desencarne, seus olhos voltaram a enxergar. Ele olhou para o Chico e procurou traduzir toda a sua gratidão naquele olhar.
Emmanuel, presente, explicou:
_ Graças a Deus. É a primeira vez, depois de cento e cinquenta anos, que seus olhos se voltam para a luz. As suas dívidas do passado foram liquidadas. Louvado seja Jesus.
(do livro "Chico, de Francisco, de Adelino da Silveira, Ceu, 1987).
A Bênção da Chuva
Na tarde de 28 de março de 1981, chovia muito em Uberaba.
Pacientemente, Chico esperava que o aguaceiro passasse.
A copa frondosa do abacateiro oferecia precário abrigo para todos os que ali nos reuníamos ávidos por aprender.
A reportagem do programa "Fantástico", da TV Globo, do Rio de Janeiro, filmava tudo de dentro de um carro de aluguel.
Como sempre, várias caravanas de diversos Estados, estavam presentes, notadamente de Curitiba, Paraná.
A chuva amaina e o Sr. Weaker convida-nos ao início da reunião na Vila dos Pássaros Pretos.
A prece, como de hábito, é proferida pelo prof. Thomaz.
Chico toma a palavra e explica que o culto se divide em duas partes: a primeira, dos comentários em torno de uma página do Evangelho; a segunda, "o encontro com os amigos que nos hospedam...".
"O Evangelho Segundo o Espiritismo" convida-nos a examinar o cap. 25, "Buscai e Achareis".
Cada companheiro convidado aos comentários por orientação de Chico, não deve exceder ao tempo de quatro minutos, "para que tenhamos um maior número de opiniões em torno do texto lido".
Uma confreira, fazendo uso da palavra, observa que "é pelo trabalho que caminhamos rumo à conquista do amor"; alguém assinala que o trabalho, conjugado à oração, constitui excelente antídoto contra a tentação; por nossa vez, acentuamos que o trabalho longe de ser uma expiação, é uma bênção de Deus. Gasparetto, também presente à tarefa, destaca o trabalho como terapia; D. Zibia Gasparetto, médium de psicografia que todos admiramos, adverte-nos para o trabalho de nos conhecermos intimamente; Langerton, o amigo de Peirópolis, diz que "o trabalho é a nossa âncora"; Márcia comenta que o "ajuda-te" é mensagem para que tenhamos iniciativa própria e que "o céu te ajudará" traduz a confiança que devemos depositar na providência divina...
Apesar da chuva, os nossos irmãos carentes, entre eles muitas crianças e velhinhos, não arredaram o pé da fila que daí a instantes seria beneficiada com os óbulos da fraternidade, numa demonstração eloquente de que ali estão por necessidade e não por ociosidade, como divulgam alguns adversários da caridade.
Agora, era chegado o grande momento: Chico Xavier, inspirado por Emmanuel, ia falar.
Apesar de completamente ensopados, inclusive o Chico molhara-se um pouco, procuramos colocar-nos na máxima condição de receptividade para ouvir.
Aos beijos do sol, um arco-íris emoldura o templo da natureza.
Chico fala:
"Estamos aqui reunidos, sob a chuva, para nos conhecer com mais segurança. Estamos numa hora de confrontação...Quantos não gostariam de estar trabalhando sob a chuva? Quantos enfrentam o problema da terra ressequida? A calamidade da seca é comparável a dos terremotos. Há mais de dois anos não chovia em sete Estados da Federação. Em João Molevade, Minas Gerais, centenas de operários lidam com o aço em fogo, nas grutas. Eu conheço moças que trabalham em boates para sustentar mães que estão em sanatórios.
...os que trabalham no clima da calúnia, em busca do numerário para obtenção do pão de cada dia...
Nós não vamos esquecer essa chuva como lição-advertência.
Hoje vamos retornar aos nossos lares com um conhecimento mais amplo de uns para com os outros...
Pela primeira vez, há quinze dias, aconteceu um desastre com algumas companheiras nossas quando retornavam a São Paulo, após orarmos no Grupo Espírita da Prece. Muitos, certamente, irão falar...Mas estarão se esquecendo de agradecer os milhares de reuniões, dos dias em que não houve nada...
A chuva é uma amiga que também veio enfeitar o nosso culto, para termos a sensação dos que estão debaixo das pontes, dos casebres, dos andarilhos...Esta, ao meu ver - encerrou o Chico - é a nossa maior lição desta tarde".
Sim, não havia o que reclamar.
E a chuva, na voz de Chico Xavier, transformara-se em lição.
A água das nuvens lavara-nos o exterior, mas a água dos Céus carreara, com o enxurro, mais alguns dos detritos que enodoam as nossas almas.
(Do livro "Chico Xavier, à Sombra do Abacateiro", de Carlos Baccelli).
O Evangelho, A Busca E A Organização
O Evangelho, A Busca E A Organização 12/04/2010
Wellington Balbo
Wellington Balbo – Bauru - SP
Capítulo XXV de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á.
O capítulo XXV de O Evangelho Segundo o Espiritismo “Buscai e Achareis”, traz uma notável máxima que, mesmo após dois mil anos se aplica tranqüilamente ao nosso dia a dia.
Se em tempos remotos algumas leis eram temporais, instituídas para determinada época e povo, o mesmo não ocorre com as lições legadas pelo Cristo.
Elas transportaram as barreiras do tempo, transcendendo povos, voando como verdades incontestáveis pelos séculos, e há mais de 2.000 anos situam-se como referência para uma convivência pacífica, que quando praticada em plenitude implicará numa perfeita harmonia social e sublime roteiro para o homem atual.
“Buscai e Achareis” encerra em seu princípio a lei do trabalho e do progresso, e entendamos trabalho como algo muito mais abrangente do que apenas nossas atividades profissionais.
Trabalho, como ensina a espiritualidade, é toda ocupação útil. A leitura edificante, o auxílio em obras sociais, o estudo e pesquisa , o cuidado que dedicamos ao corpo físico, a conversa fraterna e edificante, enfim, quando bem empregamos o tempo estamos trabalhando, melhorando e, conseqüentemente, evoluindo.
Um dos grandes enganos que cometemos é julgarmos que as lições contidas no Evangelho são somente de cunho religioso e obedecem a uma ordem transcendental. Nada disso, são lições para o cotidiano da humanidade, perfeitamente aplicáveis dentro e fora do seio da religião, ensinamentos de grande profundidade que devem ser observados para uma melhor organização da vida em sociedade.
Com o avançar das idéias humanas o “Buscar e Achareis contido no Evangelho, que podemos definir também como procura pelos nossos objetivos, pode ser melhor direcionado se bem utilizarmos a ferramenta da organização.
Sim, ser mais organizados em nossa existência, definindo metas e buscando-as, porquanto, quando definimos o ponto onde queremos chegar nosso empenho será melhor direcionado, e as energias empregadas terão rumo certo, menos tempo desperdiçado e, com isso, aumentam as chances de sucesso nos empreendimentos que formos realizar em todos os campos de atuação que estivermos inseridos.
A título de ilustração lembro-me de interessante história.
Um jovem extremamente inteligente prestou vestibular para medicina. Foi aprovado, cursou dois anos e desiludiu-se com as lições de Hipócrates.
Após algum tempo atreveu-se a estudar Direito, também não era seu sonho, considerava um sacrifício estudar as leis. Mais alguns anos e depositou suas fichas no curso de Psicologia.
Descobriu após alguns meses que não levava jeito para a coisa.
Após alguns anos descobriu-se no curso de Administração de Empresas, apaixonou-se por Taylor e Fayol e hoje é hábil diretor de respeitável multinacional.
Ele costuma dizer que perdeu 10 anos de sua vida profissional por pura falta de organização. Não tinha metas e ideais bem definidos. Desorganizado, levava uma vida ao sabor do vento, guiado pelos modismos ou pela opinião de colegas. Buscava e achava, mas nada o preenchia.
No mundo contemporâneo em que informações jorram facilmente por todos os cantos e as opções são inúmeras, imperioso que, além de buscar, ou seja, trabalhar, organizemo-nos, a fim de que não nos percamos nos vários caminhos a seguir.
Por falta de organização muitas pessoas começam cursos que nada tem a ver com seu perfil, por falta de organização muita gente reclama da falta de tempo, por falta de organização muitas pessoas sentem-se frustradas por não conseguirem realizar seus objetivos.
Mas o que seria essa organização?
Podemos definir a organização como um direcionamento coerente ao nosso empenho, evitando desvios que comprometem a conquista do alvo que queremos alcançar.
E quando o assunto é organização, destaque à notável figura de Kardec.
Quem se apodera das obras da codificação da Doutrina Espírita, sua seqüência lógica, sua metodologia ímpar, descobre no caráter do codificador a admiração pela organização.
Kardec, à semelhança do que diz o Evangelho, Buscava, ou seja, trabalhava, mas se organizava para isso.
Seus esforços tinham objetivo certo, havia a certeza de onde queria chegar, e prova isso no livro “ Viagem Espírita em 1862” , livro este que narra as viagens do codificador pelo interior da França visitando Centros Espíritas, conferindo o desabrochar das flores plantadas pela espiritualidade e cultivadas por sua inesquecível figura.
Foram mais de vinte cidades visitadas em sete semanas, 193 léguas, ou melhor dizendo, 1.158 quilômetros percorridos. Pessoas que primam pela organização procuram averiguar os resultados de suas labutas, de seus esforços, não desistem no meio do caminho, não se entregam ao desalento quando as portas se fecham, assim era o codificador: trabalhador, organizado e fiel ao Evangelho.
Assim podemos ser nós, trabalhadores, esforçados, organizados e, também, fieis ao Evangelho.
A jornada humana na Terra é curta, portanto, quanto mais organizados formos, maiores serão as chances de lograrmos êxito nos objetivos que traçamos à nossa existência.
Por isso, caro leitor, importante anotar seus objetivos, colocar as idéias em ordem, traçar metas e buscá-las. Sem esquecer de raciocinar em torno de seus ideais, sem deixar a organização de lado para que não haja grande perda de tempo na conquista do alvo que almeja alcançar.
Como vemos, o Evangelho e o Espiritismo andam lado a lado com o mundo contemporâneo, cabe a nós estudar e meditar nas lições de Jesus e no exemplo de Kardec. “Buscai e Achareis” de mãos dadas com o “Raciocinai e Organizareis”.
Buscai e achareis - ESE cap. 25
Buscai e achareis
Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudara - Observai os pássaros do céu - Não vos afadigueis pela posse do ouro
Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará
1. Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á.
Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? - Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? -Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem? (S. MATEUS, cap. VII, vv. 7 a 11.)
2. Do ponto de vista terreno, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta outra: Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em ação as forças da inteligência.
Na infância da Humanidade, o homem só aplica a inteligência à cata do alimento, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos. Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejo incessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas, a inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura. As necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. E assim que o homem passa da selvageria à civilização.
Mas, bem pouca coisa é, imperceptível mesmo, em grande número deles, o progresso que cada um realiza individualmente no curso da vida. Como poderia então progredir a Humanidade, sem a preexistência e a reexistência da alma? Se as almas se fossem todos os dias, para não mais voltarem, a Humanidade se renovaria incessantemente com os elementos primitivos, tendo de fazer tudo, de aprender tudo. Não haveria, nesse caso, razão para que o homem se achasse hoje mais adiantado do que nas primeiras idades do mundo, uma vez que a cada nascimento todo o trabalho intelectual teria de recomeçar. Ao contrário, voltando com o progresso que já realizou e adquirindo de cada vez alguma coisa a mais, a alma passa gradualmente da barbárie à civilização material e desta à civilização moral. (Vede: cap. IV, nº 17.)
3. Se Deus houvesse isentado do trabalho do corpo o homem, seus membros se teriam atrofiado; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira serás filho das tuas obras, terás delas o mérito e serás recompensado de acordo com o que hajas feito.
4. Em virtude desse princípio é que os Espíritos não acorrem a poupar o homem ao trabalho das pesquisas, trazendo-lhe, já feitas e prontas a ser utilizadas, descobertas e invenções, de modo a não ter ele mais do que tomar o que lhe ponham nas mãos, sem o incômodo, sequer, de abaixar-se para apanhar, nem mesmo o de pensar. Se assim fosse, o mais preguiçoso poderia enriquecer-se e o mais ignorante tornar-se sábio à custa de nada e ambos se atribuírem o mérito do que não fizeram. Não, os Espíritos não vêm isentar o homem da lei do trabalho: vêm unicamente mostrar-lhe a meta que lhe cumpre atingir e o caminho que a ela conduz, dizendo-lhe: Anda e chegarás. Toparás com pedras; olha e afasta-as tu mesmo. Nós te daremos a força necessária, se a quiseres empregar. (O Livro dos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXVI, nº 291 e seguintes.)
5. Do ponto de vista moral, essas palavras de Jesus significam: Pedi a luz que vos clareie o caminho e ela vos será dada; pedi forças para resistirdes ao mal e as tereis; pedi a assistência dos bons Espíritos e eles virão acompanhar-vos e, como o anjo de Tobias, vos guiarão; pedi bons conselhos e eles não vos serão jamais recusados; batei à nossa porta e ela se vos abrirá; mas, pedi sinceramente, com fé, confiança e fervor; apresentai-vos com humildade e não com arrogância, sem o que sereis abandonados às vossas próprias forças e as quedas que derdes serão o castigo do vosso orgulho.
Tal o sentido das palavras: buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á.
Observai os pássaros do céu
6. Não acumuleis tesouros na Terra, onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam; - acumulai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os comem; - porquanto, onde está o vosso tesouro aí está também o vosso coração.
Eis por que vos digo: Não vos inquieteis por saber onde achareis o que comer para sustento da vossa vida, nem de onde tirareis vestes para cobrir o vosso corpo. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes?
Observai os pássaros do céu: não semeiam, não ceifam, nada guardam em celeiros; mas, vosso Pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles? - e qual, dentre vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um côvado a sua estatura?
Por que, também, vos inquietais pelo vestuário? Observai como crescem os lírios dos campos: não trabalham, nem fiam; - entretanto, eu vos declaro que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. - Ora, se Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que existe hoje e amanhã será lançada na fornalha, quanto maior cuidado não terá em vos vestir, ó homens de pouca fé!
Não vos inquieteis, pois, dizendo: Que comeremos? ou: que beberemos? ou: de que nos vestiremos? - como fazem os pagãos, que andam à procura de todas essas coisas; porque vosso Pai sabe que tendes necessidades delas.
Buscai primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo. - Assim, pois, não vos ponhais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu mal. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 19 a 21 e 25 a 34.)
7. Interpretadas à letra, essas palavras seriam a negação de toda previdência, de todo trabalho e, conseguinte-mente, de todo progresso. Com semelhante princípio, o homem limitar-se-ia a esperar passivamente. Suas forças físicas e intelectuais conservar-se-iam inativas. Se tal fora a sua condição normal na Terra, jamais houvera ele saído do estado primitivo e, se dessa condição fizesse ele a sua lei para a atualidade, só lhe caberia viver sem fazer coisa alguma. Não pode ter sido esse o pensamento de Jesus, pois estaria em contradição com o que disse de outras vezes, com as próprias leis da Natureza. Deus criou o homem sem vestes e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los. (Cap. XIV, nº 6; cap. XXV, nº 2.)
Não se deve, portanto, ver, nessas palavras, mais do que uma poética alegoria da Providência, que nunca deixa ao abandono os que nela confiam, querendo, todavia, que esses, por seu lado, trabalhem. Se ela nem sempre acode com um auxílio material, inspira as idéias com que se encontram os meios de sair da dificuldade. (Cap. XXVII, nº 8.)
Deus conhece as nossas necessidades e a elas provê, como for necessário. O homem, porém, insaciável nos seus desejos, nem sempre sabe contentar-se com o que tem: o necessário não lhe basta; reclama o supérfluo. A Providência, então, o deixa entregue a si mesmo. Freqüentemente, ele se torna infeliz por culpa sua e por haver desatendido à voz que por intermédio da consciência o advertia. Nesses casos, Deus fá-lo sofrer as conseqüências, a fim de que lhe sirvam de lição para o futuro. (Cap. V, nº 4.)
8. A Terra produzirá o suficiente para alimentar a todos os seus habitantes, quando os homens souberem administrar, segundo as leis de justiça, de caridade e de amor ao próximo, os bens que ela dá. Quando a fraternidade reinar entre os povos, como entre as províncias de um mesmo império, o momentâneo supérfluo de um suprirá a momentânea insuficiência do outro; e cada um terá o necessário. O rico, então, considerar-se-á como um que possui grande quantidade de sementes; se as espalhar, elas produzirão pelo cêntuplo para si e para os outros; se, entretanto, comer sozinho as sementes, se as desperdiçar e deixar se perca o excedente do que haja comido, nada produzirão, e não haverá o bastante para todos. Se as amontoar no seu celeiro, os vermes as devorarão. Daí o haver Jesus dito: "Não acumuleis tesouros na Terra, pois que são perecíveis; acumulai-os no céu, onde são eternos." Em outros termos: não ligueis aos bens materiais mais importância do que aos espirituais e sabei sacrificar os primeiros aos segundos. (Cap. XVI, nº 7 e seguintes.)
A caridade e a fraternidade não se decretam em leis. Se urna e outra não estiverem no coração, o egoísmo aí sempre imperará. Cabe ao Espiritismo fazê-las penetrar nele..
Não vos afadigueis pela posse do ouro
9. Não vos afadigueis por possuir ouro, ou prata, ou qualquer outra moeda em vossos bolsos. - Não prepareis saco para a viagem, nem dois fatos, nem calçados, nem cajados, porquanto aquele que trabalha merece sustentado.
10. Ao entrardes em qualquer cidade ou aldeia, procurai saber quem é digno de vos hospedar e ficai na sua casa até que partais de novo. - Entrando na casa, saudai-a assim: Que a paz seja nesta casa. Se a casa for digna disso, a vossa paz virá sobre ela; se não o for, a vossa paz voltará para vós.
Quando alguém não vos queira receber, nem escutar, sacudi, ao sairdes dessa casa ou cidade, a poeira dos vossos pés. - Digo-vos, em verdade: no dia do juízo, Sodoma e Gomorra serão tratadas menos rigorosamente do que essa cidade. (S. MATEUS, cap. X, vv. 9 a 15.)
11. Naquela época, nada tinham de estranhável essas palavras que Jesus dirigiu a seus apóstolos, quando os mandou, pela primeira vez, anunciar a boa-nova. Estavam de acordo com os costumes patriarcais do Oriente, onde o viajor encontrava sempre acolhida na tenda. Mas, então, os viajantes eram raros. Entre os povos modernos, o desenvolvimento da circulação houve de criar costumes novos. Os dos tempos antigos somente se conservam em países longínquos, onde ainda não penetrou o grande movimento. Se Jesus voltasse hoje, já não poderia dizer a seus aposto-los: "Ponde-vos a caminho sem provisões."
A par do sentido próprio, essas palavras guardam um sentido moral muito profundo. Proferindo-as, ensinava Jesus a seus discípulos que confiassem na Providência. Ao demais, eles, nada tendo, não despertariam a cobiça nos que os recebessem. Era um meio de distinguirem dos egoístas os caridosos. Por isso foi que lhes disse: "Procurai saber quem é digno de vos hospedar" ou: quem é bastante humano para agasalhar o viajante que não tem com que pagar, porquanto esses são dignos de escutar as vossas palavras; pela caridade deles é que os reconhecereis.
Quanto aos que não os quisessem receber, nem ouvir, recomendou ele porventura aos apóstolos que os amaldiçoassem, que se lhes impusessem, que usassem de violência e de constrangimento para os converterem? Não; mandou, pura e simplesmente, que se fossem embora, à procura de pessoas de boa vontade.
O mesmo diz hoje o Espiritismo a seus adeptos: não violenteis nenhuma consciência; a ninguém forceis para que deixe a sua crença, a fim de adotar a vossa; não anatematizeis os que não pensem como vós; acolhei os que venham ter convosco e deixai tranqüilos os que vos repelem. Lembrai-vos das palavras do Cristo. Outrora, o céu era tomado com violência; hoje o é pela brandura. (Cap. IV, nº 10 e 11.)
Buscai e Acharei - Calligaris
Buscai e Acharei
Autor: Rodolfo Calligaris
Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á;
porque todos os que pedem, recebem; os que buscam, acham;e a quem bate, se abre."
(Mateus, 7:7-8.)
Com essas palavras, Jesus exortou à oração e à confiança em Deus, na certeza de que Ele não deixará, jamais, de atender às nossas necessidades, sejam elas coisas materiais ou espirituais, desde que façamos a nossa parte, diligenciando por obtê-las.
Para não deixar a menor dúvida sobre esse ponto, após fazer aquela tríplice referência à solicitude com que devemos conduzir-nos, para que o céu nos ajude, o Mestre repete-a, afirmando, categoricamente, que "todos os que pedem, recebem; os que buscam, acham; e a quem bate, se abre".
Muitos homens supõem que, sendo Deus onisciente, sabe perfeitamente o de que carecemos e tudo fará por nós sem que precisemos pedir-Lhe nada, nem dar-nos a qualquer incômodo.
Demonstram, com essa atitude, que não compreenderam as promessas do Evangelho.
Primeiramente, a razão do "pedir" não é informar a Deus do que havemos mister, nem lembrá-Lo de algo que, porventura, tenha esquecido, porque, de fato, Ele sabe de tudo a nosso respeito e não é de Sua natureza fazer-se rogado para derramar-nos as Suas bênçãos.
Com o "pedir", confessamos nossa indigência, nossa fraqueza, e, com esse ato de humildade e de fé, teríamos aquelas condições de receptividade indispensáveis para que a graça divina possa atuar sobre nós, fortalecendo-nos o ânimo, de modo a levarmos a bom termo os nossos empreendimentos, inspirando-nos soluções adequadas aos problemas que nos aflijam, assim como infundindo-nos paciência e resignação, quando se trate de vencermos uma prova difícil.
Não basta, porém, pedir. É preciso, em complemento, "procurar" e "bater", isto é, que nos mexamos, que trabalhemos persistentemente, até atingirmos o objetivo colimado.
Assim, quer almejemos a conquista de uma situação mais confortável, quer desejemos vencer nossas inferioridades morais a fim de formarmos um caráter reto, seja o benefício que for, os esforços próprios são absolutamente necessários.
Esperar que Deus nos dê esses bens, dispensando-nos de qualquer colaboração, fora insensatez, porquanto, neste ou naquele terreno, "o progresso é filho do trabalho".
Há outra classe de homens que, igualmente, nada pedem a Deus. É a dos auto-suficientes, que, confiando apenas em si mesmos, julgam tudo poderem conseguir só com os recursos de sua inteligência e operosidade.
A esse Deus não castiga, como erroneamente se afirma por aí, mas abandona-os às próprias forças. As quedas e frustrações que, na certa, virão a sofrer, incumbir-se-ão de abater-lhes o orgulho, fazendo que reconheçam suas limitações e se voltem para o Alto.
Não sejamos, portanto, nem dos que se mantêm apáticos, inertes, esperando que Deus preveja e proveja tudo para eles; nem destes outros, arrogantes, presunçosos, que acreditam poderem prescindir do auxílio de Deus.
Oremos, confiantes, e trabalhemos, perseverantes; assim procedendo, sempre acharemos quem nos estenda mãos amigas, e todas as portas abrir-se-nos-ão, pois não há obstáculos que não sejam removidos ante o empenho de uma vontade inquebrantável, aliada a uma fé viva e operante.
UM ROTEIRO PARA A AUTODESCOBERTA
UM ROTEIRO PARA A AUTODESCOBERTA
Joanna de Ângelis, através do médium Divaldo P. Franco, é um dos Espíritos que mais tem insistido na necessidade que cada um de nós têm de autodescobrir-se.
Em uma das suas obras mais interessantes, O Homem Integral, ela se expressa da seguinte maneira:
“O grande desafio contemporâneo para o homem é o seu autodescobrimento.
Não apenas identificação das suas necessidades, mas principalmente, da sua realidade emocional, das suas aspirações legítimas e reações diante das ocorrências do cotidiano.
Mediante o aprofundamento das descobertas íntimas, altera-se a escala de valores e surgem novos significados para a sua luta, que contribuem para a tranquilidade e a autoconfiança1.”
Enaltecendo a importância e a urgência do nosso autodescobrimento, Joanna de Ângelis, a partir da perspectiva espírita, apresenta-nos uma sugestão de roteiro para empreendê-lo desde já, não adiando-o ainda mais do que já o temos adiado.
1° Passo – Identificar as nossas necessidades.
Nem sempre é fácil fazer a distinção entre o necessário e o supérfluo, daí a premência de identificarmos as nossas necessidades reais. Muitas vezes, o supérfluo tem recebido de nós o status de necessidade, galvanizando nossa atenção e interesse, acabando por causar, assim, uma série de transtornos infundados e que poderiam ser evitados se repensássemos as nossas prioridades.
A nossa condição de Espíritos momentaneamente ligados a um corpo físico é que determina as nossas verdadeiras necessidades. Devemos sempre lembrar que o Espírito é imortal, vive sempre, enquanto o corpo é mortal – nasce, vive e morre, num ciclo bem conhecido. O que acontece na atualidade é que temos enfocado predominantemente as necessidades do corpo e deixado de lado as necessidades do Espírito. É justamente isto que precisamos mudar.
De um lado, temos que identificar as necessidades do corpo e, de outro lado, temos que identificar as necessidades do Espírito, procurado atendê-las na medida das nossas possibilidades.
Encontrar o ponto de equilíbrio entre as nossas diferentes necessidades, tanto as do Espírito quanto as do corpo físico, é uma tarefa muito difícil, mas que se impõem em caráter de urgência.
Abraham Maslow, pai da Psicologia Humanista, ao estudar o quadro variado das necessidades humanas propôs uma hierarquização das mesmas, começando pelas necessidades de subsistência e avançando até as de auto-realização. Segundo ele, a satisfação das necessidades corporais é fundamental para que se possa atender as necessidades de ordem psicológica, nas quais inserimos as necessidades espirituais.
2° Passo – Identificar a nossa realidade emocional.
A nossa realidade íntima é essencialmente emocional, revelando o estado em que o nosso Espírito se encontra. Ela se manifesta na forma como sentimos ou vivenciamos as coisas do mundo de fora e as do mundo de dentro, experimentando alegria ou tristeza, calmaria ou raiva, prazer ou descontentamento, etc.
Conhecer esta realidade, portanto, é imprescindível para a nossa autodescoberta.
Não podemos mais ignorar o que se passa em nossa intimidade, cabendo-nos identificar as sensações e os sentimentos que caracterizam o nosso modo de ser e de se comportar.
Após a constatação e o estudo minucioso da nossa realidade emocional, poderemos atuar nela com firmeza e segurança, reforçando o que está bom e modificando o que precisa ser modificado.
Se, por acaso, identificarmos em nós a frequência repetida da irritação, da raiva, do ódio, etc., teremos descoberto os focos de desajustes responsáveis pela nossa desarmonia e infelicidade, dando início ao trabalho moroso da nossa auto-transformação.
3° Passo – Identificar as nossas aspirações legítimas.
Sabedores de que somos Espíritos, é importante sempre nos fazermos a seguinte pergunta: o que nos trouxe a este mundo? Por que estamos aqui? A resposta a esta pergunta fará luz sobre os objetivos da nossa atual encarnação e nos auxiliará no processo de avaliação das nossas aspirações, daquilo que mais desejamos.
Não é raro termos sonhos e desejos que nos acompanhem desde a infância, teimando em se manifestar em nosso ser. De onde ele vêem?! Na maioria das vezes, guardam relação estreita e profunda com as razões que nos trouxeram ao mundo. Não podemos, deste modo, em hipótese nenhuma, menosprezá-los, muito pelo contrário, devemo estar atentos às suas manifestações, pois são fontes preciosas para o nosso autodescobrimento.
Quantas pessoas se acham frustradas e tristes, vivendo simplesmente por viver, sem uma motivação que as emulem e animem! Caso atentassem mais às suas aspirações, aos seus sonhos aparentemente impossíveis, aos seus desejos mais recônditos, possivelmente suas vidas seriam diferentes, porque embaladas e dirigidas pelo fio condutor dos ideais nobres.
Devemos sempre estar atentos, pois podemos estar passando pelo mundo, infiéis à nossa programação espiritual, não realizando aquilo que tínhamos que realizar...
Alinhados às nossas aspirações legítimas, concretizando nossos sonhos e desejos, estaremos crescendo e evoluindo pessoalmente, contribuindo, assim, para o crescimento e a evolução deste mundo e de todos os seus habitantes.
4° Passo – Identificar as nossas reações diante das ocorrências do cotidiano.
O mundo que nos é exterior e os relacionamentos que mantemos, servem-nos de espelho para o ser espiritual, pois neles é que percebemos o impacto da nossa identidade e do nosso comportamento.
Por intermédio de um processo dialógico (nós, o mundo e os outros), formamos uma visão precisa sobre nós mesmos, a partir do momento que identificamos as nossas respostas aos estímulos advindos do mundo e as nossas reações ao comportamento dos nossos semelhantes.
Em nossas vivências diárias, portanto, as nossas reações aos outros, dão conta da nossa realidade interior, que acabam se tornando uma espécie de índice da nossa elevação espiritual.
Como estamos reagindo às agressões, aos ataques e às intrigas que invariavelmente recebemos?! Estamos reagindo da mesma forma, com novas agressões, ataques e intrigas, ou estamos agindo com superioridade, sabendo compreender, tolerar, perdoar e amar?!
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1FRANCO, Divaldo P. (Espírito Joanna de Ângelis). O Homem Integral. 4.ed. Salvador (BA): LEAL Editora, 1990. p.18-19.
por Carlos G. Steigleder
Autodescoberta - Adenáuer Novaes
“Buscai e achareis.” Mateus, 7:7.
Este é um dos grandes imperativos do evangelho, onde o Cristo categoricamente afirma algo que, se tomado ao pé da letra, levaria-nos a equívocos. O sentido externo, isto é, quando aplicado ao mundo fora do ser humano, nem sempre se torna possível, pois nem tudo que buscamos, literalmente achamos. Porém, num sentido psicológico podemos aceitar a colocação como verdadeira, pois, a depender da interpretação que dermos, teremos a resposta adequada.
Buscar é procurar, é motivar-se para algum objetivo. Subentende intencionalidade e não passividade. É um ato deliberado em que se visa um alvo específico. Nesse sentido, a recomendação é por uma ação, uma saída de dentro para fora; uma atitude para com a Vida, eliminando a inércia e a espera de que algo mágico aconteça por nós.
O psiquismo humano é constituído de matéria sutil, como um tecido de extrema plasticidade e flexibilidade em que, com a ação do ego e o direcionamento do Self, construímos cenários que servem de base para percebermos o mundo de tal forma que não vemos outra maneira de enxergar a realidade. Pensamos e sentimos de tal forma que adotamos um modo de ver em que se torna impossível não acreditar que aquilo é real e absoluto. Buscamos e achamos o que queremos. Os estados de espírito são responsáveis pela forma como o mundo nos parece ser. Se estivermos psicologicamente felizes, o mundo nos parecerá um mar de rosas. Por outro lado, se estivermos deprimidos, o mesmo mundo nos parecerá distanciado de nós. Construímos nosso mundo interior e ele será nossa caixa de mágicas de onde tudo poderá sair. Acharemos aquilo que construirmos com nossas idéias e emoções.
Como sempre o Cristo falava para o Espírito, através do Self, visando atingir a essência mais íntima do ser humano. Suas palavras têm um sentido espiritual e agem qual bisturi, rasgando a superficialidade da personalidade, penetrando a alma imortal.
Buscai e achareis nos alerta para a capacidade que temos de mobilizar a energia psíquica a favor do Espírito. Essa energia não é física, mas psíquica e está a serviço do processo de aperfeiçoamento do Espírito. Ela se apresenta como: desejo, motivação, determinação, persistência, força de vontade, entusiasmo, etc. Ela não se perde nem se ganha, simplesmente a utilizamos ou não.
O alcance da frase está além da vontade imediata e da busca direta. Trata-se de uma mensagem que nos deve levar ao longo do tempo que dura uma ou várias encarnações. Encontramos, em última análise, aquilo que sempre buscamos, sem perceber que fomos construindo, ao longo das encarnações, uma forma de viver de acordo com nossos desejos inconscientes.
Nosso modo de pensar e sentir, são determinantes para o resultado do que achamos, independente do que conscientemente buscamos. Muitas vezes não achamos o que buscamos pela não percepção de que o psiquismo está configurando algo diferente do desejo do ego. Buscai e achareis não deve ser aplicado ao ego como senhor do processo, mas sim ao Self, centro de comando da Vida psíquica.
A persistência e a força de vontade são importantes fatores de cura, pois mobilizam a energia psíquica em favor do processo de desenvolvimento do Espírito. Buscar algo é movimentar-se, saindo da apatia e do imobilismo doentio. Quem deseja curar-se deve buscar a própria cura, a do corpo e, principalmente, a da alma. Esta última, implica numa mudança de atitude diante da Vida, considerando-a eterna, e vivendo de forma otimista, esperançosa e positivamente.
A busca interior é tão importante quanto a necessidade da vida social. O buscar se aplica ao autoconhecimento, autodescobrimento, a autotransformação, tanto quanto à necessidade de se realizar em sociedade, de construir e vivenciar processos comuns aos seres humanos. Buscar e achar é causa e efeito, ação e reação. A ação é a busca, isto é, a construção no mundo. A reação é o achar, o encontrar as leis de Deus. Quem vivencia constrói a realidade social e apreende as leis de Deus. Devemos fazer a marcha para fora e para dentro simultaneamente. São faces de uma mesma moeda, inseparáveis. Sua integração é fundamental à evolução do Espírito.
Disse o Cristo: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam; - porque, onde está o teu tesouro aí estará também o teu coração.”
Os tesouros da Terra são as buscas e investidas do ego que não estão sintonizadas com o desejo do Espírito. São as experiências acumuladas de vidas passadas e da atual encarnação, as quais não são mais úteis ao Espírito. São ‘restos’ que atrasam a evolução. São mágoas não esquecidas e traumas não trabalhados, pertencentes à vida consciente, bem como outros oriundos de outras vidas.
Os tesouros do céu são as experiências enriquecedoras que nos permitem apreender as leis de Deus de forma harmoniosa. Via de regra ocorrem quando desarmamos o espírito e nos dispomos a encarar as coisas da vida como elas são, sem julgamentos preconcebidos ou receios de lidar com suas ocorrências.
Acumular tesouros não é encher-se de informações ou de conhecimento intelectual. Os tesouros são atributos da alma, enraizados na psiquê, de tal forma que passam a ser um padrão de percepção da realidade. Nesse sentido não há esquecimento ou possibilidade de perda. Alicerçar essas percepções é vivenciar as experiências da vida buscando senti-las com amor e com senso de responsabilidade, acreditando-se capaz de reproduzi-las em outro momento, diante de alguém, de tal forma que venha a proporcionar felicidade e paz.
Ao afirmar: “Por isso vos digo: não andeis ansiosos por vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes?” , sem sombras de dúvidas o Cristo está se referindo às preocupações excessivas e exclusivas com o corpo, em detrimento dos cuidados com a alma. Porém, podemos fazer uma análise também psicológica e daí tirar conclusões num sentido mais restrito. Chamou-me a atenção a definição de Vida, comparando-a a algo que é superior ao alimento, da mesma forma que o corpo é superior às vestes. Parece óbvio, porém podemos tomar o corpo como a forma e o Espírito como o conteúdo ou a essência. Preocupamo-nos demasiadamente com a forma das coisas e muito pouco com sua essência. As coisas são como elas são, muito mais do que suas aparências indicam.
Pelas propriedades estruturais da psiquê, temos a tendência a classificar o que vemos e associar a coisas já conhecidas, impossibilitando penetrar, à primeira vista, na essência do que observamos. Assim se dá com certas situações, em que associamos a outras, desta ou de vidas passadas, julgando-as segundo valores superficiais que nos impedem de entrar em contato real com o que experimentamos. As experiências emocionalmente vividas em vidas passadas impregnam a psiquê de clichês que nos condicionam a responder e entender o mundo de uma forma mais ou menos padronizada, e isto pode ser um grande prejuízo ao Espírito, que poderá permanecer por muito tempo vinculado a uma mesma maneira de ser e viver.
O Cristo quis também dizer que como sentimos e pensamos a Vida é muito mais importante para a nossa evolução do que como materialmente vivemos. Nossas crenças e valores internos, conscientes e inconscientes, são mais importantes do que os desejos do ego.
A mensagem do Cristo também veio em forma poética e cheia de beleza. Todo o Sermão do Monte é um exemplo disso. Ele disse:
“Observai os pássaros do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai
celeste os sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual, de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?”
A poesia existente neste trecho do evangelho é de uma beleza inquestionável. Mas o que ele quer dizer além do que está explícito? Talvez se refira, psicologicamente falando, ao afirmar que somos mais do que os pássaros, que somos mais do que imaginamos conscientemente que somos. Não percebemos que a vida que levamos, com as vicissitudes inerentes ao estágio de evolução em que nos encontramos, é muito menor do que efetivamente somos espiritualmente. Isto se estende à psiquê, com suas capacidades espirituais desconhecidas, limitadas pelos condicionantes estabelecidos pelo ego.
Desenvolver-se psiquicamente torna-se possível a partir da percepção dos limites estabelecidos pelo ego, que detém, até então, o comando da vida consciente. Realmente temos limitações em aumentar um centímetro à nossa altura corporal, mas não há limites para a evolução espiritual. Não devemos aumentar os poderes do ego, porém temos de fazê-lo em relação ao Self. O comando da vida psíquica passa pelo Self e pelo ego, cabendo ao Espírito torná-los suficientemente estruturados para atender suas necessidades.
Continuando a falar poeticamente, sem deixar de trazer as verdades eternas e a mensagem diretamente ao Espírito, ele afirmou:
“E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios dos campos: eles não trabalham nem fiam; Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?”
Vestir-se como os lírios dos campos é fazer resplandecer a beleza divina que existe em cada um de nós.
O ser humano costuma depreciar-se diante da Vida. Não percebe que somos seres da luz e para a luz fomos criados. Embora não neguemos a existência de sombras em nós, não podemos deixar que elas nos dominem. Somos luz e sombra ao mesmo tempo, mas destinados à luz. Embora nossa fé seja pequena, face aos véus que cobrem as possibilidades intuitivas, encobertas pelos complexos no inconsciente, alcançaremos, um dia, a consciência de que Deus está em nós e nós estamos Nele.
Procurando incutir na psiquê humana a busca da felicidade, bem como diminuir o medo e a consciência culpada, característicos da infância espiritual, ele colocou:
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.”
Buscar o reino de Deus é trabalhar em favor da instalação, ao redor de sua própria vida, de uma sociedade justa, equilibrada e onde vigorem princípios éticos fundamentados no amor. É colocar-se num estado de espírito capaz de entender e assimilar suas leis, em paz e em harmonia. Esse estado de espírito é alcançado pela percepção de si mesmo, acolhendo sua própria personalidade sem culpas e sem medos. Preocupamo-nos demasiadamente com as coisas materiais e muito pouco com as do Espírito. O Cristo vem garantir que as coisas materiais não são tão importantes quando nos ocupamos com as do Espírito. Mais do que isso, ele buscava, ao trazer suas parábolas, preparar o psiquismo do ser humano para que se acostumasse a enxergar a esperança, o amor, a felicidade, de uma forma menos traumática, sofrida e/ou conformada.
sábado, 11 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Reforma intima e vida social
Os seres humanos devem se completar mutuamente por um simples motivo; somos estrelas solitárias que juntas formam o universo. Preste atenção na hierarquia politica do Brasil; temos o presidente, os senadores, os deputados federais, o governador, os deputados estaduais, prefeitos e vereadores; assim funciona também a organização cósmica, começando pelo ser supremo. Somos todos auxiliares diretos de Deus e existe um papel geral a cumprir que é a manutenção da harmonia universal.
Para que esta harmonia seja mantida é necessário que exista por trás de tudo, princípios inteligentes, seres pensantes capazes de organizar. Fazemo-nos parte deste seleto grupo, é uma das grandes dádivas que o Criador nos concedeu, somos seres que evoluindo a partir de pequenos animais chegamos um dia a comandante de um sistema estrelar. Costuma-se dizer que duas cabeças pensam melhor, o que dizer então de milhões de cabeça pensando juntas? É natural que no nosso percurso evolucionista tenhamos problemas de relacionamento, pois como já foi dito escalonamos degraus e por isso sempre haverá momentos na vida de todos em que os defeitos morais e a ignorância dominarão nossa personalidade. Só amor constrói e o amor não pode ser doado para si mesmo porque assim seria um amor egoísta, o amor é o sentimento pelo próximo é a força que mantem unida os elos da corrente, o amor promove a união, a paz e a harmonia, o egoísmo promove o isolamento a desordem e a guerra. Diante do exposto fica fácil perceber então a necessidade de vivermos em sociedade. O alicerce da sociedade é a família exatamente porque é na família que os laços amorosos são mais resistentes. A natureza nos dotou de um instinto básico que garante essa condição, é o instinto de preservação e perpetuação da espécie, assim a fragilidade e a inocência da criança nos estimula a protegê-la na tentativa de preservar sua integridade para que possamos garantir o repasse e a sobrevivência de nossos genes, outra importante lei natural age juntamente com o instinto de perpetuação, é a lei do progresso que tem o objetivo de nos impulsionar para frente. Se prestarmos atenção, à necessidade de proteger está ligada a blindagem, ao aconchego, a ternura, ao carinho e ao amor. A turbulência no lar será sempre um dos maiores fatores contribuintes para o sofrimento do ser humano e não é fácil manter a paz em um ambiente onde muitos compartilham o mesmo espaço; sem o respeito mutuo, a compreensão a paciência, nunca será possível a paz. Temos que saber falar, saber ouvir e saber agir, a responsabilidade assim como o trabalho e a dedicação terão que estar presente. A compreensão gera caridade que gera amor. Não devemos nos transformar em uma criança para falar com uma criança, devemos falar como adultos experientes falando coisas sérias na linguagem que a criança esteja preparada para assimilar. Você já parou para pensar de onde veio o conhecimento que hoje você detém? Se não; reflita sobre isso e perceba que você não aprendeu nada sozinho mesmo para as mais engenhosas descobertas cientificas foi necessário aprendizagem anterior, tanto na escola como na vida em geral, portanto respeite seu professor, respeite seu orientador espiritual, respeite seus vizinhos respeite a todos que cruzaram seu caminho porque de uma forma ou de outra com todos eles você aprendeu um pouco.
O maior desafio da vida é a purificação da alma eliminando o egoísmo e o orgulho e isto só se consegue com a reforma intima, apesar das dificuldades vale a pena, pois quando você se melhora interiormente isso se expressa em sua volta trazendo conforto pra você e para todos os que convivem com você.
Doce lar
Uma só alma divida em duas!
Cada metade em um corpo,
Cuidando da outra e da sua!
Com carinho terno e morno.
Alma-metade bela, perfeita e formosa!
Amo-te com todas as forças que eu possa ter,
Quero tornar-me um contigo agora!
Completando-nos em um só eterno ser.
Duas pessoas que se amam grandemente!
Emanando amor verdadeiro constantemente,
Atmosfera de jubiloso amor radiante!
Abraço unindo corpo e alma eternamente.
Família unida a Deus louvando!
Lar de infinito e eterno amor,
A noite todos juntos rezando!
Vivendo o paraíso divino sem dor.
Casa de taipa de pedra ou de palha!
Repleta do amor de Deus,
Onde a família contente trabalha!
Com carinho cuidando dos seus.
Sala abençoada, aconchego da visita!
Quarto confortável com essência astralina,
Cozinha de cheiro agradável e sempre bem vista!
Varanda ampla com rede masculina e feminina.
Jardim de luz flores e cachoeira!
Brancos unicórnios flutuando levemente,
Com paz e riqueza infinita verdadeira!
Com beija-flor e borboletas esvoaçantes.
Cantinho feliz do reino de Deus!
Em fraternidade alimento da alma,
Amor e bondade elevados aos céus!
Querubins saltitando alegremente e com calma.
Acolhendo o mendigo e o retirante!
Guiados pela sabedoria do Pai Eterno,
Pelo brilho de luz no olhar radiante!
Pela doçura do amor fraterno.
Lar de doçura amor e carinho!
Canal de luz alegria e riquezas mil,
Mão estendida com ternura no caminho!
Pedra fundamental da sociedade febril.
Ninho de amor, doçura e ternura!
Cantinho de real expressão divina,
Branco leitoso coberto de brandura!
Sabedoria infinita que docemente acetina.
Cópia de admirável paraíso eterno!
Fulgurante de brilho e felicidade,
Palco de acolhimento fraterno!
Nobre exemplo de amor e caridade.
kleber lages
REFORMA ÍNTIMA!
SENHOR!
ESCUTO A MIM MESMO, EM MEUS PENSAMENTOS, E SINTO O TEU CONVITE DE AMOR PARA A CONSTRUÇÃO DA PAZ.
NO ENTANTO, PERSISTENTES IMPULSOS INFELIZES ME ATRAEM PARA A PERTURBAÇÃO E A DOR.
O MUNDO EQUIVOCADO DAS FUTILIDADES OCUPAM-ME O TEMPO E AS ENERGIAS, CONSUMINDO OS PRECIOSOS RECURSOS DA SENSIBILIDADE E DA INTELIGÊNCIA.
O COMODISMO VICIOSO ME FAZ ADIAR PROPÓSITOS CONSTRUTIVOS, RETENDO-ME EM DIFICULDADES INTERMINÁVEIS.
O MEDO ME LEVA AO REFÚGIO EM ILUSÕES, QUE REFORÇAM MINHAS NECESSIDADES E AFIRMAM MINHAS ANSIEDADES.
A IRRITAÇÃO INCONTIDA TORNA-ME AGRESSIVO MESMO COM AQUELES A QUEM DEVO AFETO E GRATIDÃO.
CONTRARIEDADES VÃS EVANESCEM A ALEGRIA DE VIVER E ENTREGO MEU CORAÇÃO Á AMARGURA E A TRISTEZA.
MERGULHO EM MINHA ALMA SENHOR, E IDENTIFICO TANTAS COISAS QUE GOSTARIA DE MODIFICAR, PARA AJUSTAR-ME ÁS TUAS AMOROSAS LEIS.
ESQUEÇO AS FORÇAS QUE ME ENTREGAS PARA AS REALIZAÇÕES SUPERIORES DO ESPÍRITO, MAS AINDA ASSIM, ANSEIO PELA FELICIDADE.
APESAR DA MINHA MENTE CONFUSA E DE MINHA VONTADE VACILANTE, COMPREENDO OS IMPOSITIVOS DA VIDA PARA A ASCENSÃO DO MEU ESPÍRITO.
ENTENDO O QUANTO JA CAMINHEI ATRAVÉS DA EXPERIÊNCIA ATÉ CONSEGUIR SER O QUE SOU, DO JEITO QUE SOU, E AINDA DIVISAR O CAMINHO QUE ME LEVARÁ A SER MELHOR.
PERCEBO O TEU AMOR A CONSTRUIR-ME E A DESPERTAR-ME A CONSCIÊNCIA PARA AS ASPIRAÇÕES SUPERIORES E PARA AS CONQUISTAS ENGRANDECEDORAS DA ALMA.
CREIO EM TI, ACEITO AS TUA LEIS,SINTO EM TUDO A EXPRESSÃO DO TEU AMOR INFINITO E ISTO ME RENOVA AS ESPERANÇAS, FORTALECE-ME A VONTADE E A DISPOSIÇÃO DE VIVER.
APESAR DE TANTAS FALHAS, ENCANTO-ME COM OS ENSINAMENTOS DO EVANGELHO DE CRISTO, SINTO-ME IMPULSIONADO A APRENDER A AMAR.
AGRADEÇO-TE, SENHOR, POR FAZER-ME COMO SOU E PELA OPORTUNIDADE DE RENOVAR-ME INTERIORMENTE, DE REFORMAR-ME INTIMAMENTE, SUBLIMANDO POUCO A POUCO OS MEUS SENTIMENTOS.
AJUDA-ME A APROVEITAR O PRÓXIMO MOMENTO, A PRÓXIMA SITUAÇÃO, ESFORÇANDO-ME PARA PENSAR MELHOR, FALAR MELHOR E FAZER MELHOR,EM EXPRESSÕES DA MINHA ALMA QUE SE EDUCA, ILUMINADA PELOS AMOROSOS ENSINAMENTOS DE JESUS, E QUE BUSCA SER FELIZ, CUMPRINDO A TUA DIVINA VONTADE.
ASSIM SEJA!
Extraído do jornal espirita, Chico Xavier. poa rs
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