terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ilusão I - Hammed

Somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que as criaturas dêem o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir.

A criatura humana modela suas reações emocionais através dos critérios dos outros, estabelecendo para si própria metas ilusórias na vida. Esquece-se, entretanto, de que suas experiências são únicas, como também únicas são suas reações, e de que o constante estado de desencontro e aflição é subproduto das tentativas de concretizar essas suas irrealidades.
      Constantemente, criamos fantasias em nossa mente, bloqueamos nossa consciência e recusamos aceitar a verdade. Usamos os mais diversos mecanismos de defesa, seja de forma consciente, seja de forma inconsciente, para evitar ou reduzir os eventos, as coisas ou os fatos de nossa vida que nos são inadmissíveis. A “negação” é um desses mecanismos psicológicos; ela aparece como primeira reação diante de uma perda ou de uma derrota. Portanto, negamos, invariavelmente, a fim de amortecer nossa alma das sobrecargas emocionais.
      Quanto mais sonhos ilógicos, mais cresce a luta para materializá-los, levando certamente os indivíduos a se tornarem prisioneiros de um círculo vicioso e, como resultado, a sofrerem constantes frustrações e uma decepção crônica.
      Um exemplo clássico de ilusão é a tendência exagerada de certas pessoas em querer fazer tudo com perfeição, aliás, querer ser o “modelo perfeito”. Essa abstração ilusória as coloca em situação desesperadora. Trata-se de um processo neurótico que faz com que elas assimilem cada manifestação de contrariedade dos outros como um sinal do seu fracasso e a interpretem como uma rejeição pessoal.
      O ser humano supercrítico tem uma necessidade compulsória de ser considerado irrepreensível. Sua incapacidade de aceitar os outros como são é reflexo de sua incapacidade de aceitar a si próprio. Sua busca doentia da perfeição é uma projeção de suas próprias exigências internas. O perfeccionismo é, por certo, a mais comum das ilusões e, inquestionavelmente, uma das mais catastróficas, quando interfere nos relacionamentos humanos. Uma pessoa perfeita exigirá apenas companheiros perfeitos.
      A sensação de que podemos controlar a vida de parentes e amigos também é uma das mais freqüentes ilusões e, nem sempre, é fácil diferenciar a ilusão de controlar e a realidade de amar e compreender.
      A ação de controlar os outros se transforma, com o passar do tempo, em um nó que estrangula, lentamente, as mais queridas afeições. Se continuarmos a manter essa atitude manipuladora, veremos em breve se extinguir o amor dos que convivem conosco. Eles poderão permanecer ao nosso lado por fidelidade, jamais por carinho e prazer.
      Em outras circunstâncias, agimos com segundas intenções, envolvendo criaturas que nos parecem trazer vantagens imediatas. Em nossos devaneios e quimeras, achamos que conseguiremos lograr êxito, mas, como sempre, todo plano oportunista, mais cedo ou mais tarde, será descoberto. Quando isso acontece, indignamo-nos, incoerentemente, contra a pessoa e não contra a nossa auto-ilusão.
      Escolhemos amizades inadequadas, não analisamos suas limitações e possibilidades de doação, afeto e sinceridade e, quando recebemos a pedra da ingratidão e da traição por parte deles, culpamo-nos. Certamente, esquecemo-nos de que somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que as criaturas dêem o que não podem e que ajam como imaginamos que devam agir.
      Gostamos de alguém imensamente e alimentamos a idéia de que esse mesmo alguém pudesse corresponder ao nosso amor e, assim, criamos sonhos românticos entre fantasias e irrealidades.
      As histórias infantis sobre príncipes encantados socorrendo lindas donzelas em perigo são úteis e benéficas, desde que não se transformem em ilusórias bases de existência. Elas podem incitar os delírios de uma espera inatingível em que somente um “príncipe de verdade” tem o privilégio de merecer uma “princesa disfarçada”, ou vice-versa.
      A consciência humana está quase sempre envolvida por ilusões, que impossibilitam, por um lado, a capacidade de auto-percepção; por outro, dificultam o contato com a realidade das coisas e pessoas.
      Não culpemos ninguém pelos nossos desacertos, pois somos os únicos responsáveis – cada um de nós – pela quantidade de vida que experimentamos aqui e agora.
      “O sentimento de justiça está em a Natureza (...) o progresso moral desenvolve esse sentimento, mas não o dá. Deus o pôs no coração do homem...”
      Procuremos auscultar nossas percepções interiores, usando nossos sentidos mais profundos e observando o que nos mostram as leis naturais estabelecidas em nossa consciência. Confiar no sentimento de justiça que sai do coração, conforme asseveram os Guias da Humanidade, é promover a independência de nossos pensamentos e viver com senso de realidade. Aliás, são essas as características mais importantes das pessoas espiritualmente maduras.
      Estamos na Terra para estabelecer uma linha divisória entre a sanidade e a debilidade; portanto, é imprescindível discernir o que queremos forçar que seja realidade daquilo que verdadeiramente é realidade. Muitas vezes, podemos estar nos iludindo a ponto de negar fatos preciosos que nos ajudariam a perceber a grandiosidade da Vida Providencial trabalhando em favor de nosso desenvolvimento integral.


Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ilusão II - Hammed

É mais produtivo para a evolução das almas acreditar naquilo que se sente do que nas palavras que se ouvem.
 
As ilusões que criamos servem-nos, de certo forma, de defesas contra nossas realidades amargas. Embora possam, por um lado, nos poupar das dores momentaneamente, por outro, nos tornam prisioneiros da irrealidade. Para possuir uma mente sã, é preciso que tenhamos a capacidade de aceitação da realidade, jamais fugindo dela.
Muitos de nós conservamos a ilusão de que a posse material proporciona a felicidade; de que o poder e a fama garantem o amor; de que a força bruta lhes protegerá de uma possível agressão; e de que a prática sexual lhes daria uma integral gratificação na vida. Quase sempre, desenvolvemos essas ilusões na infância com nossos pais, professores, outros parentes, como sendo reais ensinamentos, quando, em verdade, não passam de crenças distorcidas de indivíduos que tinham o dinheiro e o sexo como divindades supremas.
Mesmo quando crescidos e maduros, sentimos medo de abandoná-las. Não será fácil renunciarmos a essas ilusões, se não nos conscientizarmos de que alegria e o sofrimento não estão nos fatos e nas coisas da vida, mas sim na forma como a mente os percebe. Enquanto usarmos nossa mente, sem que ela esteja ligada a nossa sentidos mais profundos, ficaremos agarrados a esses valores ilusórios.
Às vezes, na denominada educação ou norma social, assimilamos as ilusões dos outros como sendo realidades. Aprendemos, desde a mais tenra idade, que certas emoções são ruins, enquanto outras são boas. Importa considerar, no entanto, que as emoções são amorais e que senti-las é muito diferente do agir com base nelas, eis quando passam a ser uma questão moral/social.
Os costumes sociais não obrigam muitas vezes o homem a enveredar por um caminho de preferência a outro (...) O que se chama respeito humano não constitui óbice ao exercício do livre-arbítrio (...) São os homens e não Deus quem faz os costumes sociais. Se eles a estes se submetem, é porque lhes convêm. Tal submissão, portanto, representa um ato de livre-arbítrio (...)
Colocar restrições às emoções é como querer segurar as ondas do mar, enquanto colocar restrições ao comportamento humano é perfeitamente possível e válido. São os comportamentos adequados que promovem o bem-estar dos grupos sociais e, inquestionavelmente, são necessários à harmonia da comunidade.
As emoções são simplesmente emoções. É importantíssimo aprendermos a perdoar e sermos compreensivos, desde que façamos isso agindo por livre escolha, não por medo ou por autonegação emocional. Na maioria dos casos, damos a outra face, não por uma capacidade de livre expressão e consciência, mas usando falsas atitudes de compreensão e espontaneidade.
Para que nossos atos e comportamentos sejam verdadeiros, as emoções devem ser percebidas como são e totalmente reconhecidas pela nossa personalidade, a fim de que nossa expressão seja natural, fácil e apropriada às situações.
Identificar uma emoção é diferente de suportá-la. Na identificação, nós a reconhecemos e, a partir daí, agimos ou não; suportar a emoção significa ignorá-la ou simplesmente tentar eliminá-la.
Censurar as emoções é ilusão; seria o mesmo que censurar a própria Natureza. Habitualmente, os pais costumam repreender o filho dizendo que não deveria ter raiva ou medo. Por certo, condenam as crianças por essas emoções e as obrigam a escondê-las, porém eles não conseguem extirpá-las. Ao punirem seus filhos, por estes expressarem suas emoções naturais, talvez não estejam usando o melhor método educativo. Não seria melhor ensinar-lhes os códigos do bom comportamento social, deixando que seu modo de ser flua com naturalidade e equilíbrio, sem anular a personalidade ou torná-los submissos?
 Todos os seres humanos nascem com reações emocionais. Encontramos nos bebês emoções de raivo, quando estão impedidos de andar, pegar, brincar, ou seja, movimentar-se livremente. Verificamos também emoções de medo, quando ficam sem apoio, quando se sentem abandonados ou diante de barulhos fortes.
Na infância, se as emoções forem impedidas de se manifestar, irão ocasionar sérios danos no desenvolvimento psicoemocional do adulto, constituindo-se-lhe um obstáculo para atingir a auto-segurança.
A raiva ou o medo são emoções que proporcionam um certo “estado de alerta”, que nos mantêm despertos. Sem eles, ficamos impotentes e não conseguimos proteger nossa integridade física nem a psicológica das ameaças que enfrentamos na vida. São eles que nos orientam para a defesa ou para a fuga em situações de risco.
Obviamente, não estamos fazendo alusão às emoções patológicas e irracionais, mas àquelas que, naturais, são essenciais ao crescimento e desenvolvimento dos seres humanos.
Nossos sentidos são tudo o que temos para perceber os recados da vida; contê-los seria o mesmo que destruir o elo com nossa intimidade.
Não sentir é viver em constante ilusão, distanciando do verdadeiro significado da vida. A repressão das emoções inibe o ritmo e a pulsação interna, limita a vitalidade e reduz a percepção. Quando reprimimos uma emoção, por certo estaremos reprimindo muitas outras. Ao reprimirmos nossas emoções básicas (medo e raiva), certamente estaremos reprimindo também as emoções da afetividade. Infelizmente, não conseguiremos lidar com as dificuldades e encontrar soluções, se perdermos o contato com as leis da Natureza, aliás, criadas por Deus e que nos regem a todos. É mais produtivo para a evolução das almas acreditarem naquilo que se sente do que nas palavras que se ouvem.
 
 
 
Espírito: HAMMED
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.

Reforma íntima - video sensibilidade

http://www.youtube.com/watch?v=uoLevrae28Q

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Estranho Cansaço - André Luiz - Chico

Quando você estiver pensando:
nas hostilidades do mundo...
nas aflições capazes de surgir...
nos erros das pessoas queridas...
na desorientação de algum parente...
nos críticos que lhe observam a estrada...
na angústia que lhe ensombra o coração...
no desprezo de que se crê vítima...
nas ingratidões que supõe haver sofrido...
na deserção de algum ente amado...
nos seus próprios desejos desatendidos...
Não se admita em doença grave, nem julgue que você esteja querendo socorrer o mundo ou melhorá-lo.
Com semelhantes problemas você apenas demonstra que se cansou de estar unicamente em si mesmo, na concha do "eu", em que se isola.
Quando isso estiver acontecendo consigo, você tão-somente sofre de cansaço emocional e, para curar-se, basta uma indicação:
Busque esquecer-se, fuja de si mesmo, reflita nos problemas dos companheiros em dificuldades maiores do que as nossas e procuremos trabalhar.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

KARMA NÃO É A MESMA COISA QUE PLANEJAMENTO REENCARNATÓRIO

Wanderley Oliveira - Facebook

Se você tem uma relação afetiva complicada com um homem ciumento e controlador, por exemplo. Você pode até ter planejado na sua reencarnação vir ao lado dele para com novas posturas reorientar os excessos desse homem. Isso é uma escolha que realmente pode ser feita antes do renascimento carnal.
Entretanto, isso se chama planejamento reencarnatório. Karma é outra coisa.
Karma é o que você traz por dentro e que dificulta sua relação com essa pessoa difícil. Karma é o aprendizado que você tem que fazer. Karma, nesse caso, é a sua dificuldade em dizer NÃO para esse homem. É também o seu medo de colocar limites para ele e ficar sozinha.
Tem muita gente confundindo Karma com planejamento e sofrendo ao lado de alguém como se Karma fosse pagar uma dívida com alguém. Essa é uma visão incoerente com o Espiritismo, insensata e fonte alimentadora de doenças emocionais terríveis.

No novo livro de Ermance Dufaux, EMOÇÕES QUE CURAM, ela aprofunda esse assunto com uma sabedoria extremamente oportuna.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Significado Espiritual do Relacionamento

Eu Superior, Eu inferior e a Máscara

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CULPA POR SER FELIZ

Por Wanderley Oliveira - facebook

A sensação de não merecer a felicidade é uma programação mental que pode causar prejuízos lamentáveis em sua vida.
Funciona assim: você tem o direito de usufruir de algo bom na vida e quando vê alguém que não tem aquilo, sente culpa por ser feliz e pena da pessoa. Para aliviar esse sofrimento você faz qualquer coisa (mesmo que absurda) para tirar a pessoa daquela dificuldade, principalmente se for um laço afetivo do seu coração.
Essa programação é inconsciente e destrutiva. O nome disso é sabotagem mental. O sabotador interno é um inimigo, é um padrão comportamental que necessita tratamento terapêutico para reciclar. Ele funciona com base na culpa de ser feliz.
As expressões preferidas desse padrão são: “tadinho”, “coitado”, “que dó”, “não aceito o sofrimento de fulano”, “estou sofrendo com o sofrimento dele”, “vou tirá-lo dessa situação”, “estou triste porque sicrano perdeu isso ou aquilo...”
Essa forma de agir, ao contrário do que pensam muitos, não é bondade ou caridade, mas doença. A doença de quem acha que tem que se sentir responsável pelas escolhas e acontecimentos dos outros ou a prepotência de que querer mudar o que acontece com o outro. Lembre-se disso: o que muitas pessoas estão precisando não é de dó, e sim de educação para saírem dos ciclos de dor e problemas que eles mesmo criaram.
Seja feliz, usufrua do direito que você conquistou à felicidade merecida, E, se quer fazer algo por alguém, faça sem retirar de você esse direito. Sua culpa não vai ajudar a ninguém, sua dó não ajuda a ninguém. Faça por amor e não por dor ou piedade.
Escolha o lado feliz da vida e dê ao outro o direito e o dever do outro também fazer as escolhas e viver as e experiência que pertencem a ele.