segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Não Julgueis...

“Não julgueis, e não sereis julgados. Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. Por que olhas a palha que está no olho de teu irmão e não vês a trave que está no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão”.
Jesus                  

Mateus, 7:1 a 5

Esclarecimentos iniciais:

Julgar (do Latim Judicare) significa:

verbo transitivo: decidir como juiz ou árbitro; sentenciar; entender; avaliar; formar juízo; lavrar ou pronunciar sentenças; apreciar;

verbo intransitivo: formar opinião, conceito a respeito de pessoa ou coisa; ajuizar.

Existe aí uma pequena confusão. A palavra crítico (do Latim. criticu , do Grego. Kritikós) tem como significado “capaz de julgar”, mas no sentido de avaliar.

Daí decorre que geralmente pensamos na palavra “criticar” num sentido negativo - destacar falhas nos outros. Mas a palavra “criticar” significa simplesmente “avaliar”.

Entendendo as palavras do Mestre

Neste passo, as palavras de Jesus não significam estar contra o julgamento civil.

O próprio Mestre, apesar da grandiosidade de seu espírito, a despeito de ser o maior que veio a Terra (questão 625 de “O Livro dos Espíritos”), que estava em condições de exercer qualquer espécie de julgamento, não concordou em desempenhar o papel de juiz:

"Disse-Lhe então alguém do meio do povo: “Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança”. Jesus respondeu-lhe: “Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós?”
Lucas, 12:13 e 14

Pedro, discípulo ocular de Jesus, em sua Primeira Epístola, no capítulo II, versículos 13 e 14, relembra o ensino do Mestre:

“Por amor do Senhor, sede submissos, pois, a toda autoridade humana, quer ao rei como soberano, quer aos governadores como enviados por ele para castigo dos malfeitores e para favorecer as pessoas honestas”.

Como a Bíblia não se contradiz, Paulo, Apóstolo dos Gentios, reafirma:

“Admoesta-os a que sejam submissos aos magistrados e às autoridades, sejam obedientes, estejam prontos para qualquer obra boa”.
Epístola a Tito, 3:1

e

“Cada qual seja submisso às autoridades constituídas. Porque não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram instituídas por Deus”.
Epístola aos Romanos, 13:1


Então qual o propósito de Jesus ao “ordenar”: precisamos parar de julgar?



Em Mateus, 5:17, Ele deixa claro que não queria modificar a lei ou os profetas, mas dar-lhes novo entendimento. Dessa forma Ele falava aos judeus:

1)    Os judeus já estavam seguindo Jesus por onde quer que Ele fosse, na tentativa de achar alguma falha para acusá-Lo (Lucas, 6:1 a 7);

2)    Os escribas e fariseus eram culpados do tipo de julgamento que Jesus estava denunciando (Lucas, 18:9 a 14);

3)    Em Mateus, 5:20, Ele disse: “(…) Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”

Quando Jesus nos disse: não julgueis para não serdes julgados, Ele quis nos dizer para não condenarmos a criatura, e não a sua atitude. Ele quis nos dizer para não denegrir a criatura, não condenar a criatura e sim o mal que ela possa ter feito.

Então, reprimir o mal é nosso dever. Censurar o mal, também, mas não as criaturas. É através do exemplo que devemos educar. As palavras, até convencem, mas os exemplos arrastam.

De um modo geral, somos benevolentes para com os nossos erros e muito severos para com os erros dos outros.

A nossa tendência é nos acharmos as criaturas mais perfeitas da face da Terra. Sempre estamos certos e os outros sempre errados.

As palavras de Jesus ensinam que existe um determinado tipo de julgamento que devemos evitar:

Tendencioso: Uma deficiência comum é permitir que nossa formação, nossos preconceitos e preferências influenciem nosso julgamento. É difícil evitar isto. Dizem que os gregos antigos às vezes realizavam julgamentos no escuro para serem influenciados somente pelos fatos.

Precipitado: Acontece com freqüência de julgarmos os outros precipitadamente, sem ter todos os fatos ou conhecer todas as circunstâncias. Muitas vezes, não temos as informações completas sobre o que realmente aconteceu. Pode ser que não entendamos o histórico ou a motivação do indivíduo acusado. Talvez não saibamos se aquele ato foi a regra ou uma exceção na vida dele. Antes de instruir a multidão a “julgar com reta justiça”, Jesus disse: “Não julgueis segundo a aparência” (João, 7:24).

Severo: Como resultado das perspectivas negativas acima citadas, ao se formular um julgamento, não raro somos severos e hipercríticos em nosso parecer, quando deveríamos temperar nossa análise com misericórdia e amor. Pedro disse: “Antes de tudo, mantenham entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão de pecados” (1 Pedro, 4:8).

Dar-se bem com os outros é em grande parte uma questão de espírito. Por um lado, há um espírito amoroso e compassivo que acredita no melhor e tenta elevar e ajudar o outro. Por outro lado, há um espírito severo, insensível e julgador que se deleita em ver alguém “receber o que merece”. Este conflito está representado na espada a nós prometida pelo Mestre dos Mestres em Mateus 10:34.

Insensível: Jesus também estava condenando a atitude de pensar o pior sobre o que as pessoas fazem, em vez de pensar no melhor. Em 1 Coríntios 13:4 a 7, Paulo diz, em outras palavras, que o amor está “sempre ávido para crer no melhor”.

É verdade que podemos conhecer uma pessoa pelo que ela faz, mas geralmente seus atos estão sujeitos a pelo menos duas interpretações diferentes: uma boa e outra má. Nesse caso, qual interpretação geralmente consideramos para o que essa pessoa fez?

E Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Lucas, cap. 23:34

Com estas palavras Jesus nos ensina em primeiro lugar, que ao Pai compete o nosso julgamento;.em segundo, Ele se apresenta como defensor daqueles que O ofendem.

Isto implica dizer que, no âmbito da lei de causa e efeito, seremos bitolados pelo mesmo gabarito que usarmos contra o nosso irmão no desenrolar das nossas vidas terrenas.

Que Paz do Senhor seja com todos.

Fraternal abraço.

Marcos José Ferreira da Cruz Machado
Belo Horizonte - FEV/2009

Crítica 1 - Hammed

No Evangelho de Lucas, capítulo VI, versículo 42, o Mestre propõe: "Hipócritas, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás bem para tirar o argueiro que está no olho do teu irmão".

Por projeção psicológica entende-se a atitude de perceber nos outros, com certa facilidade, nossos conflitos e dificuldades, com recusa, no entanto, de vê-los em nós mesmos.

Dependendo do grau de distorção que fazemos dos fatos, para atender a nossas teorias e irrealidades, é que se inicia em nossa intimidade o processo da paranóia. Os paranóicos possuem uma caraterística peculiar: relacionar qualquer acontecimento do mundo consigo mesmos, ou, melhor dizendo, trazem para o nível pessoal tudo o que ocorre em seu redor.

Quanto mais conscientizada for a pessoa, tanto mais entende a ordem das coisas e mais as questionará em seu simbolismo. Estar perfeitamente harmonizado e centrado em tudo o que existe é o requisito primordial para atingirmos a plenitude da vida.

Tudo o que criticarmos, veementemente, no exterior encontraremos em nossa intimidade. Isso nos leva a entender que o ambiente em que vivemos é, em verdade, um espelho onde nos vemos exata e realmente como somos.

Se, na exterioridade, algo de inoportuno, é justamente porque ainda não estamos em total harmonia na interioridade. Significa que devemos analisar melhor e estudar ainda mais a área correspondente ao nosso mundo íntimo.

Eis o que dizem os Embaixadores do Bem sobre quem analisa os defeitos alheios "Incorrerá em grande culpa, se o fizer para criticar e divulgar; porque será faltar com a caridade. Se o fizer, para tirar daí proveito, para evitá-los, tal estudo poderá ser-lhe de alguma utilidade..."

Todas as maldades e eventos desagradáveis que visualizamos fora são somente mensageiros ou intermediários que tornam consciente a nossa parte inconsciente. Tudo o que, realmente estamos vivenciando no presente é tudo aquilo que estamos precisando neste momento.

Lemos a respeito de um assunto e logo atraímos pessoas que também se interessam pelo mesmo tema. Impressionamo-nos com um artigo de revista e, logo em seguida, sem nunca comentar esse fato com ninguém, aparecem pessoas nos presenteando com livros que abrangem essa matéria.

Esse encadeamento de fatos ou "elos do acaso" tem sua razão de ser, pois se baseia na lei das atrações ou das afinidades. Portanto, todo conhecimento, informação, acontecimento ou aproximação de que verdadeiramente precisamos, por certo, vivenciaremos.

"... Antes de censurardes as imperfeições dos outros, vede se de vós não poderão dizer o mesmo..."

Nossas afirmações diante da vida retornarão sempre de maneira inequívoca  Carmas são estruturados não somente sobre nossos feitos e atitudes, mas também sobre nossas sentenças e juízos, críticas e opiniões.

Os efeitos sonoros do eco são reflexos de ondas que incidem sobre um obstáculo e retornam ao ponto de origem. Analogicamente, poderemos entender o mecanismo espiritual de funcionamento da lei de ação e reação em nossas existências. Atos ou palavras, repetidas sucessivamente, voltarão ecoando sobre nós mesmos; são "veredictos" resultantes de nossas apreciações e estimativas vivenciais.

Todas as nossas suspeitas sistemáticas têm raízes na falta de confiança em nós mesmos, e não nos outros. Por isso:
se condenamos a hipocrisia dos outros, talvez não estejamos sendo leais com nossas próprias vocações e ideais;
se criticamos o comportamento sexual alheio, podemos estar vivendo enormes conflitos afetivos dentro do próprio lar;
se tememos a desconsideração, é possível termos desconsiderado alguma coisa muito significativa dentro de nossa intimidade;
se desconfiamos de que as pessoas querem nos controlar, provavelmente não estamos na posse do comando de nossa vida interior;
Projetar nossas amizades e infortúnios sobre alguma coisa ou pessoa não resolve a nossa problemática existencial. Somente quando reconhecermos nossas "traves" dispositivos interiores que limitam nossa marcha evolutiva, é que poderemos ver com lucidez que, realmente, são elas as verdadeiras fontes de infelicidade, que nos distanciam da paz e da harmonia que tanto buscamos.

Hammed - as dores da alma

Crítica 2 - Hammed

O crítico, por vigiar e espreitar sem interrupção os problemas alheios, permanece inconsciente e imobilizado em relação à própria aprendizagem evolucional.

Os dicionários definem crítica como sendo um exame detalhado que visa a salientar as qualidades ou os defeitos do objeto a ser julgado. É comum encontramos alguém criticando o trabalho de outro sem tê-lo vivenciado pessoalmente, isto é, desaprovando o que nem sequer tentou fazer. Tudo isso faz parte da incoerência humana.
A crítica nociva é característica de indivíduos que não realizam nada de importante, não enfrentam desafios nem se arriscam a mudanças. Ficam sentados, observando o que as pessoas dizem, fazem e pensam para, depois, filosofar improdutivamente sobre as realizações alheias, usando suas elucubrações dissociadas do equilíbrio. As discordâncias são perfeitamente saudáveis e normais, desde que estejam fundamentadas em fatos concretos e não nos vapores das suposições ou das projeções da consciência.
Há quem diga que a crítica é profissionalizada, por ser um meio fácil e rentável para destacar os incapazes e inabilidosos, tomando-os pessoas importantes e formidáveis. Porém, não por muito tempo.
Os verdadeiros realizadores deste mundo não têm tempo para censuras e condenações, pois estão sempre muito ocupados na concretização de suas tarefas. Ajudam os fracos e inexperientes, ensinando os que não são talentosos, em vez de maldizê-los.
A crítica pode ser construtiva e útil. Cada um de nós pode, livremente, optar entre o papel de ironizar e o de realizar.
A crítica pode ser empregada como forma de inocentar-nos da responsabilidade de nossa própria ineficiência e de atribuir nossas frustrações e fracassos aos que, realmente, são criativos e originais.
Em verdade, para se viver com equilíbrio mental, emocional e social, é necessário, acima de tudo, respeitar os direitos dos outros, assim como queremos que os nossos sejam respeitados.
De acordo com o pensamento da Espiritualidade Maior:
“Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais (...) a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes (...) Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. (Questão 877 – Livro dos Espíritos / Allan Kardec).
As “represálias” evidenciadas nesta questão podem ser consideradas como as desforras ou as vinganças que, comumente, os indivíduos fazem através de críticas, injúrias, sátiras e depreciações. Nesse tema, é oportuno ressalvar que, em muitas ocasiões, em decorrência das emoções patológicas, é perfeitamente possível pessoas sentirem-se humilhadas, vendo atitudes de arrogância e insulto onde não existem.
No mundo interior dos críticos implacáveis, pode existir uma intimidação, originalmente adquirida na infância, em virtude da autoridade e ameaça dos pais. Vozes do passado eco em suas mentes, solicitando, insistentemente, que sejam “pontuais e infalíveis”, “exatos e bem informados”, “super-responsáveis e controlados”.
As exigências do pretérito criaram-lhes um padrão de comportamento mental, caracterizado por constante cobrança e acusação, fazendo com que projetem tudo isso sobre os outros. O medo de cometerem erros e o fato de desconfiarem de si mesmos, conferem-lhes uma existência ambivalente.  Vivem, ao mesmo tempo, entre a sensação de perseguição e a de superioridade. Além do mais, quem critica imagina-se sensacional e em vantagem.
Desesperadamente, observam e desconfiam de si mesmos. Exteriorizam e transferem toda essa sensação de auto-acusação, condenando os outros. Essa operação emocional funciona como uma válvula de escape, a fim de compensar a autoperseguição e aplacar as cobranças convulsivas do seu mundo interior.
Os críticos são especialistas em detectar e resolver os problemas que não lhes dizem respeito, mas, contrariamente, possuem uma grave dificuldade em aceitar a sua própria problemática existencial.
A Lei Divina nos dá o livre-arbítrio para escolhermos e concretizarmos nosso programa de aprendizagem, ou seja, livre opção para elegermos o caminho a ser percorrido, para expandirmos nossa consciência. O plano de instrução nos oferecerá duas possibilidades básicas, a saber: a aprendizagem consciente e a inconsciente.
A aprendizagem consciente é aquela em que estamos prontos para agir e resolver as coisas, mediante uma assimilação atuante ou uma participação voluntária.
A aprendizagem inconsciente é a que entrará em vigor, automaticamente, quando desprezamos, conscientemente, a resolução e compreensão do nosso roteiro de instrução. Em resumo: o sofrimento sempre entra em ação, quando não aprendemos espontaneamente.
O crítico, por vigiar e espreitar sem interrupção os problemas alheios, permanece inconsciente e imobilizado em relação à própria aprendizagem evolucional; portanto, sua possibilidade de integralizar novos conceitos e experiências é quase nula. Quanto mais ele projeta a culpa e a acusação ao mundo exterior, recusando cumprir sua aprendizagem conscientemente, mais sofrerá com os reflexos de suas atitudes.
Jesus Cristo, conhecendo os traços de caráter da humanidade terrena em evolução, advertiu-os: “Ouvi-me, vós todos, e compreendei. Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele, isso é que contamina o homem.” (Jesus / Marcos 7:.4 e 15).
A tendência em julgar e criticar os outros, com intenção maldosa, recebe a denominação de malícia; em outras palavras, o indivíduo nessas condições vê os outros com os olhos da “própria maldade”.

Livro: As dores da Alma
Hammed / Francisco do Espirito Santo Neto

Estudando O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Questão 877 – Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais?
Resposta:  Certo e a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça. Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e impõe deveres recíprocos.

domingo, 6 de outubro de 2013

Autoconhecimento e Reforma Íntima

Escrito por Victor Rebelo

Jorge era um sujeito comum. Tinha um bom emprego, relacionava-se bem com os colegas e era um profissional exemplar. Não menos dedicado à família, era um pai respeitado e marido compreensivo. Claro que também cometia erros e tinha problemas, como todo ser humano.
Às vezes, também reclamava da vida. Como toda pessoa, tinha sonhos e desejos irrealizados. O problema é que, com o tempo, sem que se soubesse o porquê, essas reclamações se tornaram cada vez mais constantes. As menores dificuldades que surgiam o aborreciam profundamente, ao mesmo tempo em que o desânimo com o trabalho aumentava. Os conselhos o deixava irritado e os filhos já não lhe despertavam a ternura de antes. Só conseguia relaxar da tensão e da ansiedade do dia a dia na hora na cervejinha com os amigos.

Com o tempo, perdeu completamente o interesse pelo trabalho, chegando, mesmo, a odiar o emprego. O convívio com a família se tornava cada vez mais insuportável e sua válvula de escape era beber... cada vez mais.
A esposa, temendo a ruína total do lar, sugeriu que o marido procurasse orientação psicológica. Jorge, num lampejo de lucidez, aceita, mas não comparece a mais do que uma sessão. Cada vez mais ausente e apático, só encontrava forças para brigar, enfurecido, com a família, o que fazia com um certo prazer ao ver seus entes queridos magoados. Isso acabava gerando um complexo de culpa, o que o deixava preso ao círculo vicioso e doentio da depressão.
À noite, quase não dormia. Tinha pesadelos constantes, escutava passos e via vultos pela casa. Não admitia, mas no fundo começava a acreditar que estava enlouquecendo. É claro que seu corpo começou a manifestar doenças cada vez mais difíceis de serem diagnosticadas, devido à perturbação espiritual em que se encontrava.
Com a situação cada vez mais fora de controle e o casamento ameaçado, a família resolveu levá-lo, por indicação de terceiros, a um centro espírita. Jorge, surpreso com a ideia, parecia uma fera presa por correntes indefiníveis. Mal assiste a palestra. Irrita-se, debocha e, por fim, cochila, mas após os passes energéticos sente-se mais calmo e sereno.
Na semana seguinte, quando retorna, após o trabalho de desobsessão, já começa a apresentar sinais de melhora. Afirma sentir-se mais leve... chega a sorrir e abraçar a esposa.
Passados dois anos, Jorge é outra pessoa. Iniciou, com sinceridade, a longa jornada do autoconhecimento e reforma íntima, vivendo com mais lucidez. Passou a frequentar o centro espírita que tanto o ajudou e, com o estudo da doutrina, se tornou palestrante e voluntário na casa, sendo um valioso médium nos trabalhos de desobsessão.
Este é um caso que se repete aos milhares, todos os dias. Precisamos entender que toda sintonia espiritual, seja com encarnados ou desencarnados, tem suas raízes na alma de cada um. Diante desta realidade, conhecermos o nosso mundo interior, mudando em nossas vidas aquilo que nossa consciência nos indica, é o começo do processo de equilíbrio. Nossos hábitos são moldados por aquilo que pensamos e sentimos, definindo, dessa forma, nossa companhia espiritual.
Transformemos nossa vida, começando por nós mesmos. O resto, é consequência!

http://trespontasparasempre.blogspot.com.br/2013/10/autoconhecimento-e-reforma-intima.html

sábado, 5 de outubro de 2013

Necessidade de controle

Necessidade de controle
::Teresa Cristina Pascotto::



Cansaço, exaustão, falta de energia, desânimo, apatia. Dentre outros motivos, isto se deve a uma excessiva necessidade de controle. 

Muitas pessoas, não conseguem confiar - em nada e em ninguém. As dores que viveram na infância fizeram com que acreditassem que o mundo é hostil. Assim, tiveram que criar um mecanismo de defesa "poderoso" para sobreviverem a esse mundo: o controle absoluto sobre tudo e todos. Impossível, claro, mas acreditaram que conseguiriam. Assim, para controlar o mundo, aprenderam a manipular; a se esquivar; a se deixar vitimizar; a se retrair; a se disfarçar de bondosos; a fazer de conta que não se importavam com as coisas; a reagir agressivamente, quando se sentiam ameaçados; a explicar ou a justificar, minuciosamente um fato, quando queriam se defender ou evitar um julgamento; enfim, criaram vários jogos, atitudes e dissimulações, na tentativa de controlar tudo à sua volta. 

Quanto mais tentam controlar a vida, mais esforço fazem nesse sentido e, com isso, menos controle tem. Ao sentirem que estão perdendo o controle, sentem medo e mais esforço fazem no sentido de resgatá-lo. Obviamente, isso vira uma bola de neve e se torna cada vez mais impossível se obter o real controle que desejam. Quanto mais forçam a barra nesse sentido, mais obtém a ruptura de sua estrutura emocional e mental. 

O resultado? Frustração, decepção, tristeza e exaustão. Isto na forma mais suave, sem mencionar estados mais graves em que levam à depressão, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico, dentre outros. 

Batalha perdida. E o pior, é que a maior perda nessa batalha é da própria vitalidade. As pessoas perdem o viço, a alegria, perdem o rumo e o poder sobre si mesmas. 

A partir do exposto, dá para perceber que se uma pessoa assim, continuar no caminho do controle, as conseqüências serão cada vez mais desastrosas. 

A única saída para isso é abrir mão do controle e se entregar para a vida. Mas como fazer isso e se sentir seguro? 

Infelizmente, num primeiro momento, será impossível abrir mão do controle, com sensação de segurança. Para uma pessoa excessivamente controladora, que faz isso justamente por conta de sua extrema insegurança, isto não será possível de imediato, mas será uma conquista gradativa, à medida que for buscando formas de confiar mais. Este é o aprendizado: confiar na vida e se entregar. 

No início poderá experimentar uma sensação de confusão e de perda total de controle. Isso será natural, pois o novo assusta e a pessoa habitualmente controladora, sente-se confusa diante dessa nova experiência. Com a consciência e aceitação de que isto poderá ocorrer, a pessoa poderá perseverar em sua escolha, tendo mais coragem de se entregar a esse processo e, aos poucos, começará a perceber os resultados positivos e isso a fará se soltar e se entregar ainda mais. 

A sensação de confusão poderá ser um indicador de que a pessoa está tentando controlar a situação. Quanto mais se perceber, em cada momento, mais consciente se tornará de suas próprias manipulações para com a vida. 

Entrega. Esta é a palavra que define esse processo. Obviamente, esta palavra assusta qualquer controlador. 

Porém, é mais fácil do que se possa imaginar, basta que a pessoa ligue seu "observador interno" e viva da forma habitual, mas com um grau de atenção saudável - não controlado - sobre si. Desta forma, ao perceber alguma tensão se manifestando, poderá se perguntar: por que estou tenso? Neste contexto, tensão significa medo de não atingir algum objetivo e isto indica que provavelmente está tentando controlar a situação para alcançá-lo. Eis aqui o controle sendo percebido no momento em que acontece. 

O que fazer então? ACEITAR que está tentando controlar e acolher-se. Em seguida, desejar (apenas um desejo, não é uma ação) encontrar um meio de se entregar e deixar a vida acontecer. 

Quando uma pessoa se fixa em um único resultado que a satisfaça e se excede em ações, nunca se dá a chance de se colocar numa atitude receptiva, para perceber os sinais que indicam que seus movimentos trouxeram resultados e, assim, nunca está aberta para receber. É seu Ego, com sua percepção distorcida, que acredita que "tal resultado" é o certo, o ideal. Muitas vezes, valiosos resultados se perdem porque não são percebidos. 

Não temos a capacidade de saber qual resultado é verdadeiramente ideal para a nossa alma, não enquanto o Ego dominar. Assim, a pessoa deverá fazer sua parte, mas deverá estar atenta para perceber até onde já fez o que era necessário no que diz respeito à sua ação para a vida. O resto deverá ficar por conta da própria vida. Aqui é o momento de se abrir para receber. Na atitude de entrega, a intuição mostra o que deve ser feito para alcançar os objetivos. A pessoa então, parte para a ação em busca disso, porém, sem controle sobre os resultados. Este é o caminho.

Como umas pessoas controlam outras

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Pessoas que se fazem de vítima

PESSOAS QUE SE FAZEM DE VITIMA


Aposto que todo mundo já se deparou com uma pessoa que se coloca como a injustiçada do mundo, se ainda não, há possibilidade de você ser essa pessoa. Reclamar, lamentar, lastimar se torna tão habitual a pessoas que se enxergam como vítimas do universo que quem convive junto a estas nem leva em consideração mais suas lamúrias. Afinal, o ocorrer de eventuais adversidades desperta a solidariedade dos colegas, amigos, familiares, mas quem transforma tudo em adversidade só angaria descrédito.
 As pessoas só têm defeitos, nenhum trabalho é bom, nenhuma amizade é verdadeira, nenhuma atividade é agradável, ninguém é admirável, nada dá certo, nada está legal, tudo é difícil, desprazeroso, chato, problemático, estressante, relatos contínuos de doenças, dores, sofrimento, infortúnios são comuns, enfim, encontrar motivos pra reclamar de tudo e de todos é um comportamento nítido de quem tem o mundo como inimigo. Estas pessoas constroem histórias tão convictas que passam a acreditar que realmente são coitadinhas e os outros carrascos, muitas vezes chegando a convencer alguém disso.
Se posicionando como vítima, além de desviar a culpa de si mesmo acerca das mazelas da qual reclama, existe a possibilidade de culpar um outro ser por tudo aquilo que se esta passando. É tão mais fácil culpar o funcionário e atribuir a ele erros do que assumir as próprias falhas enquanto chefe, é tão mais fácil culpar o outro por não nos amar do que assumir as atitudes nada amáveis que adotamos diante destas pessoas, é tão mais fácil julgar os alunos do que perceber a própria falha enquanto professor, é tão mais fácil apontar os marginais na rua do que assumir nossa própria contribuição para a marginalidade, é mais fácil culpar os colegas, a secretária, o motorista ao lado, o filho, os parentes por inúmeras coisas que não são muito agradáveis, mas que tem nossa parcela de culpa, ou total culpa pelo que vem a acontecer. Tudo que eclode em nossa vida esta sob nossa responsabilidade, se vitimizar é uma tentativa de fugir desta.
O ponto mantenedor do comportamento vitimizado é que este furta a atenção e misericórdia de pessoas que, mesmo que por pouco tempo, despende energia psíquica acreditando que a pessoa realmente foi injustiçada por alguém ou algo. Mesmo isso não sendo a verdade plena, ser vítima implica em um aglomerado de ganhos secundários, além da atenção das pessoas: o apoio, o amparo, a solidariedade, a disposição em lhe ajudar, enfim, muitas coisas satisfatórias. Se não existissem vantagens o comportamento não seria mantido.
Conviver com gente que se acostumou a ser ‘pobre coitada’ não é algo muito fácil, porque qualquer tentativa que tenhamos de lançar um olhar mais positivo para animá-la, confortá-la ou incentivo a ela sair deste movimento passivo de derrota logo é bombardeado pelas justificações das desgraças vividas. Concordar que a vida da pessoa é uma desgraceira mesmo é uma alternativa valida quando se cansa de vê-la tentando convencer de que é digna de pena. Afinal, chantagem emocional só comove o próprio chantagista, geralmente causa irritação no ouvinte.
Quem consegue identificar em si mesmo esta característica já esta em vantagem, pois não é algo muito fácil assumir os próprios pontos que merecem atenção. Se perceber é o primeiro passo em direção à mudança. A frase Lacaniana ‘Qual a tua contribuição na desordem da qual te queixas?’ é importante de ser lembrada continuamente diante das vicissitudes da vida.
As pessoas só colhem aquilo que plantam. Cada pensamento, ação, palavra que lançarmos ao mundo é uma semente que, querendo ou não, vai implicar em resultados. É má-fé ficar culpando aos outros, culpar o mundo, culpar o destino e se fazer de vítima. A culpa pelo que escolhemos projetar no mundo nunca é do outro, é só nossa. Cada um só é vítima de si mesmo. Quem não gosta do que está recebendo do “destino” deve refletir sobre o que fez lá no passado para estar hoje nesta situação, sem se fazer de coitadinho, porque isso é desprezível. A vida é apenas consequência do que fazemos ou que deixamos de fazer, ou seja, resultado de nossas escolhas pessoais.
Psicóloga Katree Zuanazzi

CRP 08/17070

Artigo publicado no Jornal de Notícias impresso “A Folha de Saltinho” no dia 11-05-2013. Também disponível nos sites www.saltinhoweb.com e www.afsaltinho.com.br

Ser eterna vítima. Desvantagens.

Eterna vítima / Prejuízos em se colocar nesse papel

Se colocar na posição de vítima traz muitos prejuízos. A pessoa torna a vida “pesada”, supervaloriza e intensifica os acontecimentos negativos do seu dia a dia. Ela também pode levar os outros:

A olharem como fraca, incapaz, coitada. Assim, com frequência, quem se coloca no papel de vítima não consegue estabelecer limites com o outro.
Com o tempo tendem a evitá-la, afastam-se, pois pensam que ela sempre trará carga melancólica ao lugar.
A se irritarem, cansarem, ficarem magoados .
Passam a vê-la como manipuladora, porque de alguma forma sempre culpa o outro
Sem perceber, alguns amigos, familiares e colegas reforçam essa postura na pessoa.

É comum ela acreditar que recebe atenção ou amor através do seu sofrimento.

A pessoa sofre e perde muito. Sua vida poderia ser outra, muito mais interessante, divertida, leve, com pessoas ao seu lado de forma mais positiva e verdadeira.

Para transformação é necessário refletir:

Será que se coloca no papel de vítima? Em quais situações?
Será que tem dificuldade de ver o lado do outro? Qual é o lado dele?
Costuma responsabilizar os outros por seus próprios problemas ou infelicidade?
Pensa com frequência que é injustiçada, estão falando de você ou querem te prejudicar?
É importante:

Assumir sua vida, incluindo as suas escolhas, comportamentos e erros.
Estabelecer limites, dizer “não” para o outro e para si.
Entenda que por mais que o outro tenha feito algo que levou a sensação de dor, é você quem vai permitir essa dor continuar ou não.
É você quem tem que tornar sua vida interessante e prazerosa. Apesar dos acontecimentos tristes, é você quem cria e torna o seu dia a dia melhor ou cheio de problemas.
Alimente os pensamentos que te fortalecem, não o contrário.
Se fortaleça e enfrente a si e aos outros. A vida começará a fluir melhor quando não se colocar mais nesse papel de vítima.
Se você tenta e não consegue fazer essa mudança, é fundamental o acompanhamento com o psicólogo.

Complexo de vítima

Complexo de vítima

por RICARDO CERATTI em 27. NOV, 2011 em CAMINHOS E ESCOLHAS

Para muitos de nós o mundo deveria deixar de ser ruim e bobão e precisaria fazer todas nossas vontades, nos apresentar só caminhos fáceis, sem complicação e sem problemas.

Não toleramos frustrações e reclamamos de tudo, nos sentindo as maiores vítimas, mesmo levando uma vida sem grandes dificuldades ou traumas.

Não sabemos usar as situações como formas de crescer, como possibilidades para inovar ou enxergar outros caminhos.

Temos uma miopia que não nos permite encarar nada além do presente. Pare e pense: quantos erros e desgraças acabaram se tornando grandes acertos ou bênçãos?

Cada evento, por maior ou menor, melhor ou pior, que ocorre em nossas vidas, bem como a forma que os encaramos, as decisões que tomamos e a maneira como os interpretamos, é uma peça que vai construindo quem somos.

E se não sabemos como lidar, se não temos forças ou não vemos como, é sempre válido e nenhum demérito pedir ajuda.

Só não vale a vitimização, que não leva ninguém pra frente.

 

Ricardo Ceratti - Psicólogo Clínico

Largue o papel de vítima

Largue o papel de vítima

Você está constantemente se perguntando "por que tudo acontece comigo?"

Já acorda de mal com o mundo e com as pessoas que fazem parte dele? Está sempre pensando no que mais falta te acontecer depois de tudo que já passou? Já perdeu a esperança de acreditar que pode melhorar? Sente que tudo que faz não é reconhecido? Está sempre se lamentando de tudo e de todos?

Todos os acontecimentos e pessoas parecem apenas te prejudicar?

A vida às vezes nos coloca em situações que realmente machucam muito, mas será que ficar se lamentando pelos cantos, ligando para um e para outro, buscando alívio em remédios, bebida, comida, enfim, em fugas inconscientes, podem fazer realmente mudar os fatos? Podem no máximo servir como paliativos durante um tempo, mas com certeza e através de outros motivos, o sofrimento pode voltar. Será que não está na hora de pensar sobre o significado de tudo isso?

E qual o aprendizado que esses acontecimentos podem estar querendo te trazer? Sim, sempre há o que aprender, ainda que aconteça a pior tragédia, a maior decepção.

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Por que não olhar para tudo que te fizeram ou te machucaram e parar de fugir ao se colocar como vítima? Com certeza manter o papel de vítima onde ninguém te ama ninguém te quer, não altera absolutamente nada.
O papel de vítima, aquele em que dizemos, "oh, meu Deus, por que comigo?" faz com que permanecemos no mesmo lugar, como se estivéssemos numa porta giratória e que não conseguimos sair. Mesmo que o mundo lá fora continue em toda velocidade, dentro de você tudo se mantém igual. Passam-se anos e continua a sentir os mesmos sentimentos, como se o fato de chorar e se lamentar fosse o suficiente para parar de sofrer.

Com certeza chorar pode aliviar, mas depois de algum tempo chorando, só acentuará o sofrimento. Beber pode aliviar, comer também, mas adianta? Ou só faz acentuar dentro de você cada vez mais o sentimento de não ser capaz? E depois vem a culpa e conseqüentemente, a autopunição.

Pessoas que se consideram vítimas geralmente dão mais do que recebem, pois em algum momento da vida, aprenderam a dar, confiar e sacrificarem-se pelos outros. Estão sempre computando o mundo entre o bem e o mal, o que deram e o que receberam e o resultado dessa conta é que sempre deram muito mais, ou ainda, receberam apenas a parte ruim. São pessoas que se sobrecarregam, porque nunca conseguem dizer "não". Ao se sacrificarem, acabam sempre manipulando ou controlando quem as cercam.

As pessoas sempre acreditam que não devem entrar em contato com aquilo que as machucam, mas só entrando em contato com nossas dores é que podemos nos libertar delas. Enquanto buscar respostas no externo, em conselhos, em comida, bebida e outro tantos paliativos, não encontrará respostas, pois elas estão sempre muito mais perto, estão dentro de cada um de nós.

Seus esforços constituem uma tentativa, consciente ou inconsciente, de obter o que quer que seja desesperadamente. O sacrifício por tudo que fazem pode representar um pedido de que alguém perceba seu real valor, porque ela mesma não o reconhece. Não há permissão para encontrar a si mesma nem para lutar por aquilo que deseja.

Um bom exercício para perceber esse processo é perceber quais evoluções obteve nos últimos anos. Você continua reclamando dos mesmos problemas há quanto tempo? O que mudou? Depois pergunte para si mesma como estará daqui a cinco anos, se continuar agindo com os mesmos comportamentos. Estará como gostaria de estar? Se a resposta for não, faça uma reflexão de quais padrões estão se repetindo em sua vida e o que gostaria de mudar. O que fazer para chegar ao resultado que deseja? Será que se continuar plantando sementes de feijão, irá colher arroz? Com certeza não.

Vítima? Do quê? Para quê? Qual o objetivo de estar sempre se lamentando por tudo que acontece ao invés de estar refletindo sobre os aprendizados? Enquanto seu sofrimento seja por qual motivo for, não for capaz de transformar seus sentimentos, podem ser destruidores para você mesma. Pare de acreditar que só será reconhecida através do seu sofrimento. É preciso entender que você pode se dar, mas sem se perder! Nesse momento perceberá que sua vida depende de você e que nada a fará mudar enquanto não se permitir se libertar de tudo que a faz permanecer no mesmo lugar.

Por:
Rosemeire Zago 
Psicóloga clínica com abordagem jungiana, especialização em psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento e ministra palestras motivacionais. Contato: (011) 9950-5095