terça-feira, 1 de maio de 2012

JESUS PSICÓLOGO DA ALMA


JESUS PSICÓLOGO DA ALMA

 

 

 

DE QUEM ESTAMOS FALANDO

Conhecedor da Alma.
Senhor dos Espíritos.
Psicólogo do Amor.

 

VISÃO SUBJETIVA DAS PARÁBOLAS

A Consciência.
O Inconsciente.
A Psiquê. O Espírito.
 
A PSICOTERAPIA DO CRISTO
Exemplo e Autoridade Moral.
Característica da Mensagem do Cristo - Preventiva. Curativa. Código de Ética Espiritual e Felicidade pessoal.
ALLAN KARDEC - Roteiro infalível para a Felicidade
E.S.E. Introdução, Item I.

 

FASES DA MENSAGEM

O Cristão primitivo.
Transformação em Religião Oficial do Estado e obrigatória. Catolicismo.
Sectários e Inquisidores. Punição e terror.
Questionadores e Reformadores. Reforma.
A Mensagem Cristã na visão Espírita.

LEIS PSÍQUICAS

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”  Mateus 5:17.

 

LEIS

SOCIAIS - HUMANAS.
ESPIRITUAIS – MORAIS.
LEIS UNIVERSAIS - GRAVITAÇÃO. LEIS FÍSICAS. OUTRAS.
LEI INTERIOR - PSIQUISMO.

REVOLUÇÃO DO CRISTO
POLÍTICO SOCIAL.
PSÍQUICO ESPIRITUAL.
MOISÉS 1º REVELAÇÃO - Justiça.
CRISTO 2º REVELAÇÃO - Amor.
KARDEC - 3º Revelação - Verdade e Amor.
JUNG. PSIQUIATRA - Psicólogo Suíço.
PSICOLOGIA - Analítica.
CONSCIENTE - EGO.
INCONSCIENTE - SELF.
INCONSCIENTE - COLETIVO.


FELICIDADE INTERIOR


“O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse entregue aos Judeus; mas agora o meu reino não é daquí” . João, 18:36.

REINO
1.   FORMA DE GOVERNO.
2.   LUGAR MAIS IMPORTANTE ONDE SE LOCALIZA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL.
3.   CENTRO DAS ATENÇÕES DA VIDA: EXTERNO. INTERNO. FÍSICO. ESPIRITUAL. CONCRETO. OBJETIVO. SUBJETIVO.
4.   LUGAR MAIS PRECIOSO DAS ENERGIAS PSÍQUICAS: REINO INTERIOR. CHAMADO DE DIÁLOGO INTERNO. GUIA ESPIRITUAL. MENTOR. ARQUÉTIPO DO VELHO SÁBIO. SELF. ALMA ETERNA. EU SUPERIOR.

MUNDO
1.   GALÁXIAS.  CONSTELAÇÃO.  SISTEMAS.
2.   TERRA.
3.   COLÔNIAS  ESPIRITUAIS.
4.   MENTAL.
5.   INTERNO. SUBJETIVO.
6.   EXTERNO.  OBJETIVO.    

AUTOTRANSFORMAÇÃO

“Quem diz o povo ser filho do homem? Em Verdade, em Verdade te digo que se alguém não nasce de novo, não pode ver o Reino de Deus”. João, 3:3.

NASCER DE NOVO - REENCARNAÇÃO.

RENOVAÇÃO INTERNA - RENASCER CADA DIA COMO A NECESSIDADE DE TORNAR CONSCIENTE O INCONSCIENTE.
NASCER - ÁGUA. MATÉRIA. EXTERNAMENTE.

ESPÍRITO - ESSÊNCIA DO BEM. INTERNAMENTE.

NASCER DE NOVO

1.   DISPOSIÇÃO CONSTANTE DE CONFESSAR-SE ELIMINANDO AS CULPAS INCONSCIENTES QUE TRAZEMOS AO RENASCER.
2.   CONFESSAR-SE A SI MESMO ( AUTOAMOR ).
3.   DESLIGAMENTO DAS RELAÇÕES ESCRAVIZANTES.
4.   ACREDITAR EM SUAS POTENCIALIDADES, ESPIRITUAIS E EMOCIONAIS.
5.   ELIMINAR OS MEDOS CONSCIENTES E INCONSCIENTES.
6.   ELIMINAR AS CULPAS E OS REMORSOS QUE TRAZEMOS NO INCONSCIENTE.


CURA INTERIOR

“Bem - Aventurados os que choram porque serão Consolados”. Mateus 5:4.

QUERES SER CURADO

Levanta-te toma o teu leito e anda? “Toma o teu leito“

CURAR O ESPÍRITO
CURAR O CORPO

CRISES
RELACIONAMENTO COM OUTRO.
ESCOLHA PROFISSIONAL.
EQUILÍBRIO FINANCEIRO.
RELAÇÕES PARENTAIS (CRISE EM MEIA IDADE).

Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus. JESUS”.

Arrepender-se é Autoconhecer-se.




O TERAPEUTA MAIOR

“Se me amais guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre conosco. O Espírito de Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, vós o conhecereis, porque ele habita convosco e estará em vós.” João 14:15 a 17.

O CONSOLADOR PROMETIDO

1.  Energia psíquica interior a serviço Bem e do Amor.
2.  A sua mensagem de consolo que estaria para sempre conosco
3.  Suas palavras dar a entender que é algo que precisa ser internalizado a ponto de não afastar-se de nós.
4.  O Espírito da Verdade (ou de Verdade) pode ser também considerado o conhecimento das Leis de Deus. A Verdade em nós.
5.   A Interpretação clássica que é o Espiritismo.

O CRISTO CONSOLADOR
1.  Está dentro de nós, constituindo-se numa consciência plena da nossa capacidade de renovação e modificação das circunstâncias que nos afligem.
2.   Capacidade de harmonização com o mundo interno.

CONCEITOS

EGO - Centro da Vida Consciente.
SELF - Centro de gravidade da vida Psíquica.
EGO / SELF - Instâncias Psíquicas do Espírito imortal. O sujeito e o objeto da vida.
MENTE - Palavra de origem Latina que significa - Alma ou Espírito.
PSIQUÊ - Palavra de origem Grega que significa - Alma ou Espírito.
ALMA - Um Espírito Encarnado L. E. Pergunta - 134. Allan Kardec.
ESPÍRITO - Pode dizer-se que os espíritos são os seres inteligentes da Criação. Povoam o Universo fora do mundo material. L.E. Resposta - 76.
DEFINIÇÃO - André Luiz - Envoltório Sutil.
DEFINIÇÃO MENTE - Emmanuel - O Espelho da Vida.
PENSAMENTO - Emoção. Vontade.
ARQUÉTIPO - Significa Protótipo. Modelo. Imagem Primordial.  Primeiro Original.
ENERGIA PSÍQUICA - Energia da PSIQUÊ conhecida por LIBIDO, mas que tem outro sentido, energia capaz de realizar na Psicologia de JUNG, Todo trabalho da PSIQUÊ.
ENERGIA - Tem origem na palavra Grega Energéia que significa forças em ação. A energia define-se com a capacidade de realizar trabalho, que em física é o produto da intensidade de uma força pela distância percorrida pela fonte de aplicação da força.
ENERGIA - Potencial. Energia Armazenada.
ENERGIA – Cinética associada ao fluxo energético. Energia Elétrica. (corrente). A Energia Eletromagnética.

ENCONTRO COM O SELF


Bem-Aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-Aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de DEUS”.  Mateus 5:5 e 9.
EMOÇÃO - Comoção. Abalo Moral
SENTIMENTO - Ação ou efeito de sentir. Sensibilidade. Qualidade Moral.
 NÃO VIOLÊNCIA - Comportamento - Interno.  Externo
A paz interior é o maior bem pessoal
ALINHAR O EGO COM O SELF - Garantia de Equilíbrio.
Ambos, EGO e SELF devem estar sintonizados a serviço do Espírito, verdadeiros Pilotos da Mente.
Quando o ESPÍRITO toma a decisão de orientar pela onda da paz e do amor, o SELF passa a estabelecer princípios de organização e direção voltada para o BEM.
HOMO SAPIENS - SAPIENS - Hoje.
HOMO SAPIENS - EMOTIONES - Hoje e amanhã.
ANTES DE FALAR PERGUNTAR:
1 -     O que vai dizer é construtivo ou não?
2 -     Vai melhorar a relação vigente entre nós?
3 -     Vai favorecer a mim mesmo e ao outro?
CARINHOSO E DOCE COM AS PESSOAS
É  o mesmo que não expormos os nossos conflitos íntimos. Sem submeter-lhes ao fígado dos nossos desequilíbrios internos.  
AMOROSIDADE

Bem-Aventurados os que são misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.  Mateus 5:7.

REENCARNAÇÃO - Não deve ser encarada como mecanismo punitivo da Evolução, mas como forma Educativa de fazer o Espírito evoluir.
EXPIAÇÕES - Não ocorrem com as mesmas atitudes equivocadas do passado.
LEI DE CAUSA E EFEITO - Funciona suavemente quando o amor entra em cena.
AS OBSESSÕES - São agressões psíquicas decorrentes da existência de complexos no inconsciente.
O CRISTO AO AFIRMAR:
Entra em acordo, sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho. Convidando a nos apaziguarmos o nosso mundo interior face aos complexos e projeções que fazemos, que alteram o nosso estado Psíquico“.

OS NOSSOS ADVERSÁRIOS INTERNOS ACORDAM E DORMEM CONOSCO
1 -     Culpas. 2. Remorsos. 3. Complexos. 4. Sombra. 5. Projeções.

O ADVERSÁRIO INTERIOR
É a soma de personalidades construídas nas reencarnações pregressas cujos resíduos se agrupam dentro de nós. São os egos passados que deixam suas marcas Perispirituais, exigindo reparos e dissolução.
DEUS IMANENTE

“Não se turbe o vosso coração; Crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas, se assim não fora, eu não vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos o lugar”. João, 14:1 e 2.

CASA DE DEUS
1.   É o Universo infinito mais os diversos corpos celestes, e o próprio espaço coexistem em harmonia.
2.   Universo - Deus está dentro através de suas Leis. Deus está dentro de nós, no mundo psíquico. Porque somos seus filhos.
3.   Casa Mental é a Morada de Deus.
4.   Em meu Psiquismo, que evolui sem cessar, existe uma parte singular que o Selo de Deus em mim mesmo.
5.   Deus está na singularidade da Psiquê o Eu profundo ou a individualidade humana, é Deus no ser humano para sentir Deus em você.

VIVENCIAR EXPERIÊNCIAS
1.   A doação desinteressada.
2.   O amor ao próximo.
3.   A caridade anônima.
4.   O carinho fraterno.
5.   A amorosidade para com as pessoas.
6.   A alegria sincera.
7.   A amizade sentida.
8.   Lidar com a inocência da criança.
9.   Admirar a Natureza.
10.               Devolver a esperança a alguém.
11.               Sentir a presença Espiritual de um ente querido.
12.               Perceber o crescimento de um ser vivo.
13.               Sentir a Espiritualidade na vida.
14.               Sentir a Saudade construtiva.
15.               Sentir com empatia, no lugar de alguém.
16.               Refletir ao som de uma música elevada.
17.               Orar e perceber a resposta de Deus.
LUGAR QUE O CRISTO
1.   Lugar de crescimento feliz e harmonizado consigo mesmo.
2.     Com a natureza si com Deus.
AMOR SEMPRE
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.  Mateus, 22:39.
O AMOR - É a emoção máxima que ser humana consegue sentir no atual estágio de evolução em que se encontra. Ao reafirmar a regra áurea Bíblica, o Cristo nos trouxe a certeza de que, por enquanto, nenhum outro sentimento se sobrepõe ao amor.

O PRÓXIMO - O próximo mais próximo de nós é a personalidade interna e oculta em nosso íntimo, que nos exige atenção e equilíbrio. O próximo que nos relacionamos terá sempre primazia do “próximo interno”.

COMO A TI MESMO - Significa a necessidade de nos amarmos como somos a fim de podermos entender o amor ao próximo. Só verdadeiramente ama o próximo quem se conhece o suficiente para não realizar projeções enganosas.

AMAR A SÍ MESMO - Quem ama, ama as virtudes e os defeitos do outro, conseguindo transcender as exigências sociais, alcançando a alma. Amar é enxergar o Espírito e entrar em contato com a sua essência íntima, assumindo-se como ser no universo, responsável total e de forma consciente pelos próprios atos, sem transferir sua responsabilidade para terceiros. É a consciência de ser Deus e ter Deus em si mesmo.

AMOR UNIVERSAL - É mais sensato entregar-se à busca do amor Universal do que do amor particular. Amor universal elimina projeções inconscientes.
O DESEJO DE PODER E DE DESTAQUE - Responde pelo consumo de Energia Psíquica.

RAZÃO E EMOÇÃO

“Tu, porém ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua direita”.  Mateus: 6.3.

FUNÇÕES DISTINTAS DOS LOBOS CEREBRAIS.
O Esquerdo - Vida Objetiva.
O Direito - Vida Subjetiva - É órgão distinto sob o comando do mesmo Centro Diretor.
O Espírito - No esquerdo se situa o campo cognitivo motor - Objetividade.
No Direito - A Subjetividade: A Música, as Artes em gerais, as Emoções Equilibradas, as Relações Interpessoais, a Meditação, a Oração e a Mediunidade.
NO INCONSCIENTE - Encontram-se arquivadas as experiências acumuladas nas sucessivas encarnações e que fazem parte da personalidade Espiritual.
INFLUÊNCIAS QUE SOFREMOS DA VIDA INCONSCIENTE:
Traumas - Culpas - Complexos - Frustrações - Ódios - Paixões - Egoísmo.

NÃO PERCEBIDAS NA VIDA CONSCIENTE:
Separar o que vem do Inconsciente do que vem do Consciente Externo.
DISCERNIR ESCOLHAS PESSOAIS E DISCERNIR ESCOLHAS COLETIVAS.

Separar o esquerdo do direito é entender quando é que o inconsciente passa a superar o Consciente.

A HUMANIDADE VEM PASSANDO POR CINCO FASES:
O MITO - O DOGMA - A RAZÃO - O SENTIMENTO - A INTUIÇÃO.

INSTINTO - Força de origem biológica inerente aos Homens e aos Animais superiores e que atuam em geral de modo inconsciente.

MENTE RACIONAL - Lógica Racional.
MENTE EMOCIONAL - Sensibilidade Emocional.

O GRANDE OUTRO EM MIM MESMO

“Eu, porém vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelo que vos perseguem”.  Mateus 5:44
ANTIGO TESTAMENTO - Escrito no antigo Testamento essência de todos as religiões
VIVÊNCIA DO AMOR - Encontra-se radicada no Inconsciente de todos, a maneira de um arquétipo. Uma espécie de Selo Divino. Somos forçados a amar em todas as experiências que atravessamos.
DIFICULDADES DAS VIVÊNCIAS - A tendência natural do inconsciente é amar, encontramos dificuldades na consciência para realizá-lo.
A principal dificuldade está quando permitimos que o sentimento contrário a ele predomine na consciência: O Egoísmo. Esse egoísmo decorre da Ignorância que temos em relação ao nosso mundo interior. Quanto mais nos conhecermos menos egóicos seremos e mais capazes de amar para superar a dificuldade em realizar essa tendência inconsciente. O Cristo propôs o amor ao inimigo. A palavra inimigo resume os diversos sentimentos contrários ao amor que obrigamos internamente. A barreira que impede a realização do amor se constitui de sentimentos inamistosos, face as imperfeições que possuímos e às dificuldades em que nos relacionarmos com aqueles que se nos opõem.
Amar ao inimigo é abrir um canal de percepção do mal que existe em nós sem receio de que ele nos tome.
O mal não tem existência real, pois é fruto apenas das censuras introjetadas. Bem e Mal sãs faces de uma mesma moeda. O amor ao inimigo é o mais alto grau de amor que se pode alcançar.
O CRISTO - Trouxe o  preceito a fim de atingir  mais a consciência do  ser humano.
AMOR AO PRÓXIMO - Está no Inconsciente Coletivo, portanto, profundo e deve ser trazido através das experiências reencarnatórias, que se constituem em lições educativas. O amor ao inimigo é um comportamento e um sentimento que exige muito mais que a tendência arquetípica do amor ao próximo.
Enquanto o amor é realização de Deus em nós, Amar ao inimigo é a realização do nosso amor no próximo.
A TENDÊNCIA DO AMOR - É Coletiva.
A SUA MATERIALIZAÇÃO - Pessoal. Singular.
AMAR O INIMIGO - É superar seus próprios conceitos internos conscientes bem como sua tendência inconsciente a satisfação egóica.
SER HUMANO - É o seu próprio inimigo. Por instinto ele enxerga no outro o que desconhece ou nega a si mesmo. Ele carrega em si mesmo a própria sombra.


DESARME DO EGO

“Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso, e não assistimos? Então lhes responderá; Em verdade vos digo que sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos a mim o deixastes de fazer”.  Mateus: 25: 44 e 45.

SALVAÇÃO - ALLAN KARDEC - CAP. XV - E.S.E.
1.     Ameaça Externa.
2.     Atitude para com o semelhante.
3.     Ameaça grave ou abismo.
4.     Inimigos que ameaçam a perda da vida.
5.     Doenças Graves.
6.     Compreende o Estado de Consciência.
7.     Predispõe-se a viver a vida com maturidade e Equilíbrio.
8.     Mudança de atitude Psíquica.
9.     Estabelecer um Estado de Espírito possibilitando compreensão da Lei de Deus.
  1. Salvação  é  lidar com o inimigo interno (Sombra).
INIMIGO:  OCULTO - INTERNO - INCONSCIENTE.
FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO
1.     Caridade não é só atitude externa.
2.     Estado de Espírito. Atitude Psíquica.
3.     Predispôe a outra atitude mais elevada.
4.     A Caridade é um meio - Como uma ponte.
5.     Não se trata de atividade externa - Como compromisso social ou preceito religioso.
6.     O Sentido oculto com a internalização da mensagem.
NO SENTIDO PSÍCOLÓGICO
1.     A Caridade elimina as projeções.
2.     Possibilita enxergar o outro naquilo que ele necessita.
  1. Não deslocando a minha personalidade e projeção no próximo.
DOAÇÃO
1.     Doar algo a alguém  é  desprender-se de si mesmo vendo o outro como ele  é.
2.     Perceber o outro no momento evolutivo em que se encontra.
3.     Sair dos limites do EGO - E em direção ao SELF.
4.     Deslocamento em direção a o outro - Ë um sentimento  - Um estado interior.
5.     Não é só estar Caridoso  - Mas  é  ser  Caridoso.
AMOR COM AMOR

“De graça recebestes de graça daí”.  Mateus: 10:8.

OBJETIVOS QUE TRAÇAMOS
1.   Determinam o modo como possamos por ela e como sentimos as experiências vivenciadas.
2.   Ganhar dinheiro e perder dinheiro.
3.   Agredir alguém, necessariamente, passaremos pela dor, para nos educarmos.
4.   Quando endereçamos algo para alguém, receberemos de volta o que emitimos de acordo com o objetivo que empregamos inicialmente.
5.   Quando usamos a malícia nas relações que estabelecemos com o mundo, teremos de volta, em resposta, a mesma malícia que empregamos.
6. Ter ou não ter recursos são estados a serem enfrentados, que nos capacitam a entender a gratuidade do Universo a nosso favor.
EGOÍSMO
1.   Decorre da excessiva valorização que atribuímos ao EGO e seus processos de aquisição de poder. De tanto agirmos em proveito próprio acabamos por acreditar que a Psiquê funciona dessa forma.
2.   Quanto mais cobiça, mais dificuldade se terá em obter o que se deseja.
3.   Isto vale para recursos financeiros como para o relacionamento a dois. Quanto mais se quer ter a posse, mais dificuldades se apresentam na relação.
4.   Quem ama liberta, desejando a felicidade própria e, principalmente, a do outro.
5.   O desejo de posse, ou à vontade de obter vantagem, aprisiona a Psiquê no processo de autopreservação que dificulta a percepção da vida.
6.   Dar de graça o que é de graça recebeu é objetivar que a lei de Deus aja conosco como estamos agindo com a vida. E na cura Espiritual que contribui com a felicidade pessoal e a vida.
7. A Psiquê age por compensação: Preenchemos o vazio interior com as coisas materiais.


EMOÇÃO E RAZÃO

“Pois em Verdade vos digo, se tiverdes como um grão de mostarda, diríeis a este monte. Passa daqui para acolá e ele passará” Mateus, 17:20.
1.   É um sentimento no qual estão envolvidas a razão e a intuição,
2.   Ambas oriundas do Espírito. Ter é está liberto dos receios, quanto à morte, ao destino pessoal. As provas reencarnatórias.
3.   A FÉ é uma atitude psíquica consciente que coloca através do SELF, O EGO em contato com a essência divina no próprio psiquismo.
4.   De um ponto de vista psicológico, a permite a condição psíquica de redirecionar a ação dos complexos sobre a consciência.
5.   Nossos complexos existem em face dos processos vividos na atual e encarnações anteriores.
6.   O Cristo sinalizou para a como um mecanismo capaz de removê-los, isto é, removimentá-los para dissolvê-los.
7.   A é uma importante âncora psíquica, e consegue mover o complexo auxiliando a retirá-lo do inconsciente para a consciência, retirando os medos e as angústias acumuladas nas vidas sucessivas.
8.   A remove as montanhas do orgulho, da vaidade, dos medos e incertezas futuras.
9.   Por ser um sentimento não se alcança sem a experiência.
10.               É conquista nobre do Espírito que já viveu situações onde ela foi aos poucos estruturada.
11.               A bruta, cega é fruto da ignorância, porém ela, ao ser vivida repetida vezes possibilita o surgimento da raciocinada e sentida. A cega embora, seja um desvio, pode ser considerado um embrião da raciocinada.
12.               A cega cedeu lugar a raciocinada que será completada com a emoção superior e a intuição do Espírito. A racionada não é o ápice da , é apenas uma modalidade superior a dogmática.
13.               A possui a propriedade de mobilizar a energia psíquica a serviço do Espírito. A e o Amor se constituem no mais alto grau de sentimento humano.
A SERVIÇO DO SELF

“Acautelai-vos dos falsos Profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”. Mateus, 7:15.

OS FALSOS CRISTOS
1.   São aqueles que, embora divulguem a mensagem Cristã, não se propõem conscientemente a vivenciá-la, usado-a para fins pessoais e visando a obtenção do poder.
2.   Pregam falsas Doutrinas, em nome do Cristo, de acordo com os seus próprios interesses.
3.   São comerciantes da e aproveitadores da credulidade alheia. Usam a religião para servir como alternativa aos seus propósitos inconfessáveis, é, por vezes, inconsciente. São as falsas verdades que adotamos.
“Os mecanismos de defesas, ou bengalas psíquicas atuam psiquicamente em nós como os falsos Cristos”.
1.   Quando transferimos para o mundo externo as responsabilidades que nos competem, adjetivando as pessoas com nossas próprias características não percebidas.
2.   Quando nos atribuímos qualidades superlativas pertencentes a pessoas as quais admiramos.
3.   Quando ampliamos uma qualidade ou defeito de alguém para outras pessoas que com ele convivem.
O PRINCIPAL FALSO CRISTO
1.   Quando damos mais atenção aos apelos do EGO e suas exigências de Poder em detrimento da valorização do SELF. Devemos viver em função do SELF e não do EGO. O Eu eterno - O Espírito.
2.   Os falsos Cristos são velhas concepções arcaicas a respeito da vida e do futuro.
3.   Quando acreditamos que a vida termina com a morte.
4.   São Personas ou máscaras sociais - Grande identificação do EGO com a Persona.

SEGUIR O VERDADEIRO CRISTO

É descobrir a tendência divina contida na estrutura do SELF, onde repousam as Leis de Deus. Balizadores do destino humano.

SEPARATIVIDADE


“Então respondeu ele: Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não mais sois uma só carne. Portanto, o que Deus juntou não o separe o homem “.  Mateus, 19: 4 a 6.

CASAMENTO
1.   Constituiu um avanço e uma atribuição do progresso social.
2.   Muitas uniões constituem prejuízo ao Espírito, gerando ódios e ligações cármicas por várias existências.
3.   Muitos Espíritos necessitam da união conjugal para refrear impulsos inferiores ao processo Espiritual.

DIVÓRCIO
1.   Felizmente o ser humano entendeu que o divórcio não atentava contra a família, mais favorecia a possibilidade de se constituir uma nova.
SEPARATIVIDADE
1.   O ser humano jamais conseguirá separar o que foi consolidado no Espírito, isto é, o que já aprendeu das leis de Deus.
2.   Ao Espírito só chega a lei de Deus.
3.   As experiências traumáticas ou mesmas aquelas ditosas se encontram em camadas superficiais da PSIQUÊ, no inconsciente Períspiritual.
4.   A separatividade é conseqüência da estrutura do EGO.
5.   A função do Espírito é a Totalidade. Conta com um elemento cujo modus operandi, é oposto a essa função - EGO na integração dos opostos.
CONECTAR-SE A DEUS
1.   Não separar o que Deus juntou é também entender o Universo como um todo interligado e conectado consigo mesmo. Trabalhando de acordo com os seus desígnios e vontade.
2.   No Universo não há espaços vazios e que o nada não existe. Fazer entender a interligação psíquica de todos os processos existentes. O elo que une as coisas indefinidamente é o amor.


TEMPO DE DESPERTAR A ALMA

Porque o Reino dos Céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para sua vinha” Mateus, 20:1.

TRABALHADOR DA ULTIMA HORA
1.   A primeira vista é um contra-senso.
2.   Salário igual ao que trabalhou o dia inteiro
3.   Seria pertinente o pagamento do mesmo salário independente da produção do operário.

DO PONTO DE VISTA PSÍCÓLOGICO
1. Escolher aquilo que está mais próximo da consciência.
2. O que é mais importante para o Espírito.
3. As escolhas recaem: Profissão, Filhos, Dinheiro, etc.
4. Relega-se na maioria das vezes a ultimo plano as questões ligadas à Espiritualidade.
5. Na visão Jungniana existe uma zona psíquica Consciente e outra Inconsciente, sendo esta mais abrangente que aquela.
6. Na Inconsciência - Sabe que se trata de um processo mais longo e mais difícil. Fazer um mergulho maior na sua essência. Tendo que buscar aspectos profundos da sua personalidade: Motivações Espirituais, suas capacidades evolutivas, sua tendência arquetipica.
7. Na Consciência – Aspectos mais recentes da vida: Infância, Relacionamento familiar, Escolha profissional, Vivência afetiva, todos estes da atual reencarnação.
8. Na idade adulta, é dar atenção as questões transcendentes do SELF, além de cuidar das questões ligadas ao EGO.
9. O Cristo acertava quanto ao tempo e a sua necessidade.
10. Nunca é tarde para buscarmos a transformação dos nossos hábitos equivocados em atitudes positivas.
11.               Nesta fase de transição: De provas é expiações para uma outra de renovação moral.
12.               O trabalhador da ultima hora não perde tempo em disputas estéreis, em vez que enxerga em si mesmo o seu próprio adversário interior.


A MENSAGEM EM ORAÇÃO

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso...”. Mateus, 6:9.

A ORAÇÃO OU PRECE
1.   Forma Terapêutica de aliviar o sofrimento, as angústias, os conflitos, e de trazer paz e equilíbrio psíquico mesmo tendo o elemento ligado ao Criador.
2.   Assemelha um apelo do EGO ao SELF para entrar em contato com aquilo que existe de superior na natureza, que se situa nos planos superiores da vida.
3.   O Cristo, convidado a ensinar aos apóstolos, iniciou pela rogativa ao PAI, símbolo do SELF DIVINO, a fim de que o ser humano entrasse em contato com o seu princípio ordenador da evolução. Éum eficaz instrumento para se entrar em contato com o Inconsciente e suas potencialidades.
4.   É uma excelente componente para o desenvolvimento da Inteligência Emocional. Face às suas propriedades de permitir a autopercepção.
5.   A ORAÇÃO abre os canais de ligação do EGO com o SELF permitindo ao Espírito melhor condução de sua evolução.
6. A ORAÇÃO auxilia no processo de dissolução dos complexos pelo seu poder de aclarar e penetrar nas questões emotivas da alma.
“PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU”
1.   Em primeiro plano pode se afirmar categoricamente que o Cristo se refere a Deus.
2. Do ponto de vista psicológico está indicando que o Espírito deve apelar ao seu próprio SELF que se encontra no Céu, do inconsciente, na Psiquê.
 “SANTIFICADO SEJA TEU NOME”
1.   Elevar o pensamento a Deus.
2.   O Criador em nós.
3. A Psiquê. O SELF. A relação com o seu mundo interior.
“VENHA A TEU REINO”
1.   Solicitação que surja o Reino de Deus e dará na rogativa que o Cristo pregava a instalação em nós.
2.   O Reino - O Foco Divino - em nós.
3. Invocação do SELF para aproximar-se da Consciência.

“FAÇA-SE A TUA VONTADE”
1.   Esta Vontade Divina a qual devemos aprender a perceber e seguir habita no próprio ser humano.
2.   Habita na intimidade da criatura na forma de Leis Universais constituindo-se na marca do Criador.
3.   Presença Divina no inconsciente revelada na Psiquê, através do SELF.
4.   O Cristo convida a seguirmos a esta tendência Divina.
“ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU”
1.   Tanto no Consciente como no Inconsciente.
2.   Fazer na Consciência como está no Inconsciente, tornando o ser humano responsável de forma Consciente pelos seus atos.
3.   O Cristo nos convida, durante a Oração a reforçar a necessidade de estabelecer a meta de agirmos de forma livre, Conscientes dos nossos processos de crescimento Espiritual.
“O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE”
1.   Pedir o sustento material parece-nos simplório numa Oração.
2.   O Cristo talvez quisesse nos convidar a reforçar na Consciência, e sabermos utilizar a Energia Psíquica, fonte de alimento da Psiquê.
3.   Pedir o Pão é reforçar a utilização das próprias energias internas a serviço da Felicidade.
‘PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS"
1.   É a necessidade de não se culpar demais pelo passado.
2.   É entender que a vida prossegue sempre na direção do equilíbrio.
3.   Reforça a necessidade de atender ao desejo do EGO.
4.   Perdão às dívidas nos remete a que entremos em contato com os nossos complexos, sem medo e sem culpas.
5.   O EGO após reconhecer sua submissão ao SELF, arrepende-se de suas escolhas equivocadas, estando disposto a agir com o  CENTRO DIRETOR da totalidade.
“ASSIM COMO NÓS TEMOS PERDOADO AOS NOSSOS DEVEDORES”
1.   É uma afirmação ao EGO para que ele aja como o SELF da mesma forma que o Centro Funcional da vida psíquica.
2.   É um convite a que o indivíduo aja externamente como age consigo mesmo.
3.   É entender o outro como se justifica e entende a si mesmo. Ser verdadeiro com o mundo e consigo próprio.
 “NÃO NOS DEIXE CAIR EM TENTAÇÕES
1.   Não nos permita repetir os equívocos passados, nem seguir as tendências coletivas que nos afastam do encontro com a nossa individualidade.
2.   Tentações são atitudes repetitivas atávicas, que nos condicionam a viver uma vida por imitação.
3.   A afirmação do Cristo vai do encontro da necessidade, no momento da Oração, não agir por condicionamento na prece, como se repete coletivamente.
“MAS LIVRA-NOS DO MAL”
1.   O Mal não tem existência real e é fruto dos costumes e da concepção que temos do mundo.
2.   A Oração nos convida a que nos livremos desse mal que consideramos como real, porém que só existe enquanto considerarmos externo a nós e possível de nos atingir.
3.   O Mal que existe é a nossa ignorância sobre nós mesmos, bem como aquilo que impede o nosso progresso.
“POIS TEU É O REINO O PODER E A GLÓRIA”
1.   A finalização da Oração nos convida a retornarmos ao seu início, quando o Cristo nos incentiva a invocarmos o Pai.
2.   O Espírito, ao orar, invoca sua máxima crença que representa sua necessidade de acreditar em si mesmo, morada de Deus.
3.   Não se trata simplesmente de glorificar Deus, mas principalmente de perceber que Ele se realiza psicologicamente no Espírito.
4.   Nesse momento o EGO reconhece a supremacia do SELF.
5.   No momento em que não mais necessitar utiliza-la, Ele se tornará Espírito Puro.
6.   A Psiquê funciona a serviço dos processos educativos do Espírito. Funciona a base dos desejos e motivações do Espírito. Seu “Alimento” origina-se da essência Divina, sua Matéria, vem das raízes da criação.
7.   Que lida com o Psiquê está entrando em contato com a Matéria de Deus.
8.   Quando nos utilizamos a Oração para mantermos contato com Deus, estamos retroalimentando o Psiquê. A Oração nutre a Psiquê a fim de que melhor funcione a serviço do Espírito.
9.   Oração é luz na alma.
10.A mensagem do Cristo é o roteiro de amor para o Espírito.

ENTUSIASMO


“Vós sois a Luz do Mundo não se pode esconder a casa edificada sobre um monte; nem se esconde uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos que se encontram na casa”.  Mateus, 5: 14 a 16.


LUZ DO MUNDO

1.  Essa é uma das afirmações mais positivas que o Mestre nos trouxe, nos convida viver a Vida de forma plena, verdadeira e confiante no futuro.
2.  Concita-nos a que, através de nossa potencialidade interior, realizamos e construamos em favor da harmonia do Universo. Mostrar a expressão superior do aspecto Espiritual da vida.
3.  É preciso que façamos brilhar uma Luz interior a fim de que nos próprios percebamos que ela existe e que é importante que nos sintamos filhos de Deus, em face de manifestação de Deus em nós.
4.  Nossa Luz interna chama Divina que habita em nosso mundo interior, é Deus presente que nos impulsiona à realização no mundo.
5.  O Sentido de fazer brilhar a nossa Luz é o de construir uma vida digna de realizações nobres e o de estimular o próximo a também a crescer.
6.  É também o de não temer o futuro nem qualquer circunstância que a Vida nos coloque, tendo  consciência de que tudo que nos ocorre, mesmo aquilo  que nos faz sofrer, é para o nosso  bem.
7.   Nada que ocorre com o ser humano é para seu Prejuízo. O Universo, isto é, a Vida está sempre a favor do Espírito imortal.

SE ALGUÉM QUER VIR APÓS MIM, A SÍ MESMO SE NEGUE.
Marcos 8:34.


1.   O Desenvolvimento Espiritual é um processo pessoal e intransferível. Ninguém substitui ninguém no processo de Crescimento Espiritual.
2.   Renunciar a Si Mesmo ao EGO e a Separatividade da Consciência.
3.   Ir nas pegadas do Cristo é colocar a Mente a Serviço do Bem, da Paz, da Harmonia, confiante do destino superior da alma humana.
4.   A PSIQUÊ humana foi estruturada, ao longo da Evolução Espiritual, para que o Espírito se adaptasse adequadamente à vida e aprendesse as Leis de Deus.

O CRISTO NOS FALOU

Assim brilhe também a vossa Luz. Convidando-nos a iniciar um programa de reabilitação e reerguimento Moral. Pode-se começar esse programa em Etapas, da seguinte forma:

1.   Procure alguém para desabafar. Um amigo que disponha a ouvi-lo.
2.   Comemore os seus feitos. Relacione as suas vitórias.
3.   Acredite em você. Acredite no sucesso.
4.   Reafirme seus propósitos de Felicidade. Relembre os ideais Juvenis.
5.   Utilize o seu encanto pessoal.
6.   Conscientize-se de sua destinação Espiritual.   

DO PONTO DE VISTA PSÍQUICO

1. Do ponto de vista psíquico pode-se perceber que a mensagem implícita nessa Parábola vai ao encontro da necessidade de se colocar o SELF, no comando da vida consciente. Por a candeia no velador quer dizer colocar o principio organizador do SELF à frente do EGOO Amor à frente do Egoísmo. 

AUTODESCOBERTA

“Buscai e Achareis”. Mateus, 7:7.

BUSCAR NO SENTIDO EXTERNO
1.   Tomado ao pé da letra  leva-nos a equívocos,  pois procuramos sempre as coisas materiais.
2.   Buscar e procurar é motivar-se para algum objetivo.
3.   Uma saída de dentro para fora.
4.   Uma atitude para com a vida, eliminando a inércia e a espera  de algo.
5.   O Psiquismo humano constroem os cenários da Vida.
6.   Os de Estados de Espírito são responsáveis pela forma como o mundo nos parece ser.
7.   Se Estivermos Psicologicamente felizes o mundo nos parecerá um mar de rosas. Se estivermos deprimidos, o mesmo parecerá distanciado de nós.
8.   Construímos nosso mundo Interior e ele será o nossa caixa de mágicas de onde tudo poderá sair.
9.   Como sempre O CRISTO falava para o SELF, visando atingir a essência mais íntima  do  ser  humano.

BUSCAI E ACHAREIS

1.   Alerta-nos para a capacidade que temos de mobilizar a Energia Psíquica a favor do Espírito. Está a serviço do processo de aperfeiçoamento do Espírito.  Apresenta-se como: Desejo, Motivação, Determinação, Persistência, Força de Vontade, Entusiasmo, etc. Buscai e Achareis, não deve ser aplicado ao EGO, como senhor do processo, mas sim ao SELF, centro de comando da vida Psíquica.
2.   A Persistência e a força de Vontade são importantes fatores de CURA. Quem deseja Curar-se deve buscar a própria CURA, esta implica  em mudança de atitudes diante  da Vida.
3.   A Busca Interior é tão importante quanto à necessidade da Vida Social.
4.   Nela se Aplica: Autoconhecimento. AutodescobrimentoAutotransformação. E Autoiluminação.
5.   Buscar e achar é Causa e Efeito, Ação e Reação.
6.   Ação é a busca, isto é, a construção no Mundo.  A reação é o achar e encontrar, as Leis de Deus.
7.   Quem vivencia constrói a realidade social e aprende  as Leis de Deus. Devemos fazer a marcha para fora e para dentro simultaneamente. São faces da mesma moeda, inseparáveis. Sua integração é fundamental à Evolução do Espírito.

DISSE O CRISTO:

“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam: Mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu, onde a traça nem ferrugem corroem, e onde ladrões não escavam nem roubam; - Porque, onde está o teu tesouro estará o teu coração”.  Mateus, 6:19 a 21.
1.   Os Tesouros da terra são as buscas e investidas do EGO. Que não estão sintonizadas com o desejo do Espírito. São as experiências acumuladas de vidas passadas e da atual encarnação, as quais não são mais úteis ao Espírito. São restos que atrasam a evolução. São mágoas não esquecidas e traumas não trabalhados, pertencentes à vida consciente, bem como  outros oriundos de outras vidas.
2.   Os Tesouros do Céu são as experiências enriquecidas que nos permitem aprender as leis de Deus de forma harmoniosa.
3.   Acumular tesouros não é encher-se de informação ou conhecimento intelectual.
4.   Os Tesouros são atribuídos da Alma, enraizadas na Psiquê, de tal forma que passam a ser um padrão de percepção da realidade.
5.   “Por isso vos digo: Não andeis ansiosos para vossa vida, quando ao que haveis de comer ou beber; Nem pelo vosso corpo quando ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que alimento, e o corpo mais do que as vestes? Mateus, 6:25”.
6.   Sem Sombra de dúvidas referindo às preocupações excessivas e exclusivas com o corpo, em detrimento dos cuidados com a Alma.
7.   A mensagem do Cristo também veio em forma prática e cheia de beleza. Todo o Sermão do Monte é um exemplo disso.


PSÍCOLOGIA SUBJETIVA

“Tu és mestre em Israel, e não compreendes essas coisas”.  João, 3:10.

COMPREENSÃO DIFICIL

1.   Há passagens no evangelho cuja compreensão se torna difícil se não buscarmos uma análise subjetiva. Desvinculada da época e da cultura em que fim citado. A análise subjetiva visa buscar o sentido psicológico por detrás das palavras metaforicamente utilizadas.
2. O Cristo quis passar uma mensagem  colocada nas Leis de Deus, e o fez através de frases cuja construção permitisse flexibilidade e maleabilidade de compreensão ao longo da evolução do ser humano.

SE ANALISARMOS A SEGUINTE COLOCAÇÃO

“Se alguém vem a mim e não aborrecer a seu Pai, e Mãe, e Mulher,  e  filhos, irmãos e irmãs, e ainda a sua própria vida, não pode ser meu  discípulo”. Mateus, 10:37.

1.   Durante muito tempo, e por várias encarnações, seguimos os ditames da cultura explícita nos sentimentos ligados à noção de Pátria ou Nação, nas tradições de clãs e famílias, nos sectanismo de grupos, partidas, castas e sociedades exclusivistas.  Essa ligação, muitas vezes, nos impede de avançar ao encontro de sentimento, idéias e emoções superiores e da valorização de sentimentos altruísticos de fraternidade, igualdade e amor.
2.   Aos poucos e a partir de experiências significativas nas diversas culturas, o Espírito percebe sua inserção numa família maior, a família cósmica. Esse sentido de integração numa família maior, Não o afasta de continuar vinculado a uma família, clã ou nação, etc.
3.   A desvinculação psicológica das ligações parentais é fundamental para o desenvolvimento Espiritual do ser humano.
4.   O Cristo, com palavras atingia o Espírito buscado facultar-lhe o desenvolvimento dessas faculdades. Para conseguir isso teria que aprender a nos desvincular das influências parentais que nos afastam do encontro conosco mesmos, com o próximo e com Jesus.
5.   A vida que deve ser sacrificada e a do EGO com os seus desejos de poder.
6.   Ir ao Cristo, aborrecendo a família e sacrificando a Vida e o processo da individuação a que se refere.
7.   A Psiquê é uma estrutura do Espírito que executa funções complexas a serviço do processo evolutivo.
 8. O Cristo falava com a consciência de que poderia alcançar aquela estrutura.

O CRISTO

Deixai os mortos sepultar os seus próprios mortos”. Lucas, 9:60.
1.   Allan Kardec diz-nos que o sentido desta colocação se referia aos excessivos cuidados não só do corpo do falecido, como também com os seus pertences.

A SOMBRA

1.   No aspecto psicológico podemos entender que temos aspectos desconhecidos ou negados.
2.   Ha conteúdos psíquicos que fazem parte de nossa personalidade e que são responsáveis por atitudes aversivas é inadequadas que ainda temos aos quais permitimos que continuem influenciando nosso comportamento, cujo valor que lhes atribuímos permite que permaneçamos em estágios evolutivos infantis.
3.   Embora nossa sombra possua conteúdos bem vivos e atuantes em nós, tornam-se mortos pela forma como os relegamos.
4. Muitas vezes choramos ou lamentamos exageradamente alguma dor ou perda, esquecendo-nos que estamos passando por uma “Morte” necessária. Algum aspecto do EGO precisa morrer para permitir a expressão do Espírito. Durante a vida enfrentamos varias mortes e, aprender a dar o valor adequado, nem maior nem menor, as nossas dores é sinal de maturidade psicológica.

O DESEJO OCULTO
“Pedi, e dar-se-vos-á; Buscai e achareis; Batei e abrir-se-vos-á”. Mateus, 7:7.
VIDAS SUCESSIVAS:
1.   Estabelecemos metas que nem sempre alcançamos.
2.   Desejos reprimidos, frustrações não resolvidas que acabam por ocupar um grande espaço na Psiquê.
3.   Os grandes feitos e as conquistas morais do Espírito acabam por reduzir gradativamente o tamanho daquele complexo.
4.   As desencarnações prematuras (Crianças, Jovens, adultos), ocorridas principalmente por acidentes, mesmo que obedecendo ao necessário planejamento provocam, após o desencarne a frustração de planos que foram cuidadosamente elaborados e que se constituíram na razão de viver do ex-encarnado.
5.   Face ao esquecimento do passado, tornam-se núcleos de ansiedade e tristeza cuja erradicação necessitará de realização no bem.
6.   Na medida que evoluímos cada vez reestruturamos a nossa Psiquê, que passa a atender a novos modos de executar as emoções, pensamento e desejos do Espírito.
7.   Pedir é, em certo sentido novo modo de execução.
8.   A afirmação do Cristo se dirige também à intimidade psíquica do Espírito.
9.   A vontade gera emoções, que por sua vez, geram pensamentos, estes, atitudes que nos situam no mundo. Somos responsáveis pelo que queremos, sentimos, pensamos e fazemos ou deixamos de fazer.
10.               A mente humana executa os nossos desejos mais íntimos a uma função estrutural, enraizada no Espírito.
11.               Pedir a Deus à Vida, ou ao Universo, não importa o nome que se dê, torna-se dessa forma algo importante.
12.O pedido que fazemos, nem sempre é atendido como queremos. Situam-se sempre na esfera do EGO e se destina a atender as necessidades materiais. Muito cuidado devemos ter ao pedir, pois estaremos modificando nossa estrutura Psíquica, face à força do desejo e aos poderes que atribuímos ao EGO.     

EGOÍSMO

1.   Acertadamente responderam os Espíritos codificadores a Allan Kardec sobre o maior obstáculo ao progresso, como sendo o Egoísmo ao lado do Orgulho.  Esse desejo interno que todos temos e que às vezes se manifesta como o de possuir, de viver, de amar, de crescer, vem do Espírito, porém, quando o fazemos para a satisfação exclusivamente pessoal, ele provém do EGO, tornando-se Egoísmo.
2.   O Universo do ser humano nasce como sua consciência da própria existência. Não há vida real sem consciência da existência e do motivo para o qual se existe. O Evangelho ou a mensagem transformadora do Espiritismo possibilita, quando vivida a consciência da existência. 


AFIRMAÇÃO DO CRISTO


1.   Pedi e dar-se-vos-á, possibilita a percepção de que o mundo se configura na forma como enxergamos. Ele passa a ter os contornos dos nossos desejos e das nossas atitudes. O mundo é o que vemos e  que sentimos.
2.   Quanto à realidade total não sabemos, com certeza, ela é mais do somos capazes de concebê-la. Essa parcela da realidade que não somos capazes de captar representa o que necessitamos ir em busca.
3.   Quando conquistarmos veremos que nos faltava muito, mas muito mais do que imaginávamos. Possibilitando finalmente, aquela visão completa.
4.   Nesse sentido podemos entender a afirmação categórica do Cristo: Aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço e outra maior fará, isto é, há muito mais a se  conhecer sobre nós mesmos do  que imaginamos do que já sabemos. É um processo continuo que jamais cessa.   


BIBLIOGRAFIA:
ALMEIDA, João Ferreira, Bíblia Sagrada, Antigo e Novo Testamento, 1969-Sociedade Bíblica do Brasil – Brasília-DF.
LEAL, José Carlos, Jung Na Fronteira do Espírito, Leymarie Editora, 1ª. Edição, 1999, Rio de Janeiro, Brasil.
NOVAES, Adenáuer, Psicologia do Evangelho, Fundação Lar Harmonia, 1ª. Edição, 1999, Salvador-Bahia-Brasil.
ADE-SERGIPE, Pesquisas.

João Batista Cabral
ADE-SERGIPE
Em: 01.07.2005.
Aracaju-Sergipe-Brasil

O “JESUS INTERNO” NA PSICOLOGIA ESPÍRITA


O “JESUS INTERNO” NA PSICOLOGIA ESPÍRITA


Dr. Vilson Aparecido Disposti (Araçatuba-SP)
O Espiritismo ao aprofundar a análise do homem terrestre, revela nele, a presença da alma imortal que o anima, carregando imensurável arquivo de suas vivências passadas.
Nem por isso, se deve inquietar quanto o que fomos ou realizamos. Porque, os fatos que tiveram importância emocional, sejam agradáveis ou não, estão assinalados nas zonas mais profundas do Espírito, em forma de núcleos energéticos, conforme lição do ilustre médico psiquiatra espírita Jorge Andréa[1].
Pois bem, são estes núcleos de energias que pulsam incessantemente nos centros da alma, a irradiarem forças para a zona da consciência, onde deságuam os conteúdos emocionais que lhe são próprios.
É compreensível, que tais emoções estejam ligadas a fatos ou desejos, que respectivamente as produziram e se mantém vivas, caso sigam realimentadas. Geralmente, são inquietações que se prendem á satisfação dos instintos humanos, como a agressividade, medo, dominação (poder), inquietação sexual etc.
No entanto, ainda que, tais vontades sejam repelidas pela consciência, elas não deixam de provocar uma onda de pensamentos permeados de emoções, por vezes, perturbadoras.
Só pelo fato de a consciência repelir uma vontade emergente do inconsciente, surge aí uma resistência que se opõe, portanto, capaz de gerar tensões internas. É o conflito! Porém, se o indivíduo não suportando a intensidade dessas tensões e venha realizar o desejo, dando-se, portanto, o deságue na zona física, em seguida, poderá arrepender-se. Porque se sentirá reprovado ou acusado por algo que pulsa em seu mundo interior.
A eterna luta entre o instinto e a razão, diga-se consciência e o inconsciente, opera-se na arena da intimidade do Espírito, que pode ser traduzida na luta do presente com o passado espiritual, que deseja repetir-se, mas, que nos cumpre o dever corrigi-lo, dando-lhe direção diversa.
Todavia é intrigante, a censura interna que o ser humano tem de si mesmo, ou seja, a auto-reprovação de seus pensamentos e mais severamente de suas condutas, a imporem perturbações ainda maiores, em face do sofrimento decorrente da culpa.
Mas, em qual instância residiria esse juiz, quase sempre, implacável que nos acusa? Jung a nomeou de “Deus interno” [2]. Mas, Allan Kardec, ao indagar os Espíritos da Codificação: “Onde está escrita a Lei de Deus?” Foram eles taxativos ao responderem: “Na Consciência”. (O Livro dos Espíritos, questão, 621) [3]
Assim, é de se reconhecer que em nossa consciência, pulsa também o senso da Lei Divina e tudo o que ela pode e deve representar, segundo o estágio espiritual de cada um. Seria nesta “superconsciência” que polarizam as nossas metas, sonhos de ideal, onde teríamos sim, o nosso “Deus interno”.
Mas, dada a nossa incorrigível inclinação em tomar Deus, por um Ser humanizado, o que de imediato O diminuiríamos, recorreremos á figura majestosa de Jesus, com quem identificamos melhor, porque Ele, embora divinizado, humanizou-se para nos ensinar mais de perto.
É indubitável que temos um “Cristo interno”, o qual fora construído pela educação religiosa durante as fases de nosso desenvolvimento nesta e noutras vidas. E Jesus seguirá, por muito tempo, sendo edificado no curso do tempo... Aí se pergunta: Como será mesmo, o nosso “Jesus interno”? E o seu? Só você poderá responder.
Porém, ousaria dizer, que esse Jesus interno não seria o mesmo, que Jesus Real. O interno é um Jesus quase temido, que censura, julga e até mesmo condena. Porque assim, Ele fora construído no inconsciente do ontem poderá seguir, desse modo, na consciência de hoje.
Enquanto, Jesus Real é o amor numa dimensão que ainda temos dificuldade em compreender. Jesus sabia que temos um futuro de luz, quando nos asseverou: “Vós sois deuses, pois brilhe a vossa luz”, tanto quanto, os Anjos tiveram um passado de sombras[4].
Em razão disso, a pessoa não pode se envergonhar de seu lado sombra, porque as imperfeições são da natureza humana. Como também não devemos nos envergonhar de Jesus, por essa condição de humanidade, que nela demoramos. Considerando-se que Jesus, nos empresta o tesouro do tempo para que façamos a transição do homem velho para o homem novo á caminho da luz.
Jesus, O Psicopedagogo por excelência, sabe que a aprendizagem se faz pelo inevitável processo de erros e acertos, por meio do mergulho do Espírito na densidade do corpo, de tempos em tempos.
Por certo, Jesus sabia que aumentaria os nossos conflitos, quando nos recomendou a observância da Lei de Amor. E Paulo, em carta aos Romanos, confessa: “Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço”.[5]
Por isso, Jesus reconheceu: “Não penseis que vim trazer a paz á Terra; não vim trazer a paz, e, sim a espada. Vim lançar o fogo sobre á Terra, e o que mais desejo, senão que ele se acenda?” (Mateus, 10:34 a 36) [6].
Enquanto Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, acolhe esta magna declaração registrada por Mateus, no capítulo 23, sob o título de Moral Estranha, onde esclarece que Jesus apresentava idéias novas e revolucionárias para os costumes bárbaros, os quais repercutem até hoje no homem do mundo.
Os ditos e os feitos de Jesus não se consolidarão sem que haja lutas! Lutas que se travam na intimidade silenciosa de cada um. Lutas que emergem dos desejos do ontem em litígio com as possibilidades do hoje. A reclamarem projeções para o exercício da caridade, da renúncia e da entrega a Jesus, para que o egoísmo das paixões humanas se sublime no Amor Universal.

Vilson Disposti - vilsondi@terra.com.br
(Artigo publicado na revista “O Semeador” – ed. n. 888, p. 06. Nov, 2011- Feesp)
REFERÊNCIAS
ALLAN KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Ed. Petit, São Paulo, 2001.
ALLAN KARDEC, O Livro dos Espíritos, Ed FEB, Rio de Janeiro, 2009.
DEEPAK CHOPRA, O Efeito Sombra, Ed Lua de Papel, São Paulo, 2010.
FREUD e JUNG, Sobre Religião, Ed. Loyola, São Paulo, 2001.
JORGE ANDRÉA, Psicologia Espírita, vol., II, Ed. Societo Lorenz, 1998.
FONTE: http://amigoespirita.ning.com/group/artigosespiritas/forum/topic/show?id=2920723%3ATopic%3A516416&xgs=1&xg_source=msg_share_topic
Postado por Grupo de Estudo e Trabalho João Batista às 12:59

JESUS: TERAPEUTA DOS ENFERMOS DA ALMA


Em 1978, uma psicóloga chamada Hanna Wolff (1910-2001), nascida na cidade de Essen, Alemanha, e que estudou Ciências Jurídicas e Sociais em Munique, Heidelberg e Berlim, Teologia em Tubingen, Psicologia Profunda em Zurique, na Suíça, tendo vivido mais de 20 anos na Índia, publicou um livro intitulado Jesus Psicoterapeuta. Antes, ela havia publicado, em 1955, o livro Jesus Universal – A imagem de Jesus no contexto da cultura hindu e, em 1975, a obra Jesus na Perspectiva da Psicologia Profunda. Neste último, destaca ser Jesus um Homem Inconfundível.
No livro Jesus Psicoterapeuta, ela declara que durante o atendimento de seus clientes no consultório citava, involuntariamente, textos evangélicos, os quais eles registravam e refletiam sobre o seu conteúdo, sobre sua proposta ética transformadora e então... melhoravam. Ao ouvir dos pacientes que eles “haviam se apegado às palavras que ela lhes dissera e de ter recebido total ajuda das mesmas”, a Dra. Hanna Wolff concluiu que os atos da vida e os ensinos de Jesus eram terapêuticos e o considerou o maior terapeuta que jamais conhecera. 1.
As palavras, os atos e a vida de Jesus têm um significado terapêutico. “É a terapia de sua própria pessoa”. É a palavra, aliada à ação (sua e do paciente). Ele sempre indagava: “Queres ficar curado?”. Era a palavra terapêutica. E o paciente respondia: “Quero!”. Era a ação da vontade do paciente, desde que livre de motivos cármicos. João (7:37-38) relata que durante a festa dos tabernáculos, em Jerusalém, Jesus falava no Templo:
Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Porque quem crê em mim, do seu interior fluirão rios de água viva.
Dentro desse contexto, podemos citar, também, o livro Jesus, o maior Psicólogo que já Existiu, um best-seller da chamada autoajuda, de autoria do terapeuta e psicólogo americano Mark W. Baker, que tem uma clínica na Califórnia. “Com base em sua experiência como terapeuta e no seu conhecimento da Bíblia, Baker demonstra porque a mensagem de Jesus é perfeitamente compatível com os princípios da Psicologia: ela contém a chave da saúde emocional, do bem-estar e do crescimento pessoal”. 2 O livro apresenta dezenas de lições de “como a sabedoria de Jesus pode ajudar a repensar atitudes e a praticar o perdão, a solidariedade e a lealdade, valorizando nossas vidas e nossos relacionamentos com mais amizade e amor”. 2.
Qual a técnica que Jesus utilizava? A técnica baseada na lei de causa e efeito:
Não precisava que alguém o informasse a respeito dos homens, pois sabia muito bem o que havia no coração de cada um. 3.
Era, portanto, o terapeuta da lei de causa e efeito. Essa qualificação de Jesus encontraremos nas anotações feitas por Mateus (16:27): “Pois o Filho do Homem virá [...] e, então, recompensará a cada um segundo as suas obras”. Ser terapeuta, portanto, com base na lei de causa e efeito é mergulhar nas regiões e paisagens abissais do ser humano, para identificar origens e significados de suas carências e dos seus distúrbios emocionais, como o fazia Jesus.
Pode-se observar o mecanismo da lei de causa e efeito na terceira lei de Isaac Newton (1642-1727), na Mecânica: “Toda força impulsionada numa dada direção origina outra força de igual intensidade, mas de sentido contrário”. O Espírito Manoel Philomeno de Miranda usa uma metáfora para simbolizar a lei de causa e efeito: o “efeito bumerangue”, 4 ou choque de retorno. Essa Lei do Universo, também chamada ação e reação, é o mecanismo das Leis de Deus atuando na dinâmica dos destinos humanos, em suas trajetórias evolutivas, segundo o Espiritismo. Doutrinas orientais chamam-na carma que, em sânscrito, significa o conjunto das ações dos homens e suas consequências.
Discorrer acerca da lei de causa e efeito leva-nos a examinar o postulado espírita que afirma ser “o perispírito agente da justiça divina”, 5 e que as qualidades ou distúrbios registrados nesse corpo espiritual “reaparecem no corpo físico, o qual é uma cópia daquele; e que as faltas, os abusos, as desvirtudes, os vícios e os crimes de existências passadas, gravados no perispírito, determinam enfermidades, moléstias, idiotismo, organismos incompletos e corpos disformes e sofredores, ante a reencarnação; que o Espírito ilumina-se a cada pensamento altruísta, a cada impulso de solidariedade e de amor puro”. 5.
Carlos Toledo Rizzini (1921-1992), em sua obra Evolução para o Terceiro Milênio, sintetiza que “o sofrimento é resultante de violações, erros e abusos no curso dos quais a Lei Divina é desrespeitada e os deveres negligenciados”, 6 e que “a prática do mal, a repetição de abusos, a acumulação de erros, os vícios, enfraquecem os centros de força do perispírito e geram lesões nele, que é sensível ao estado moral do Espírito”, 6 citando o Espírito André Luiz, que declara, no livro No Mundo Maior: “O espírito delinquente pode receber os mais variados gêneros, de colaboração, mas será imperiosamente o médico de si mesmo. [...]”. 7.
Quando falamos em cura vêm-nos à mente duas conexões com essa palavra: doença e saúde. Cura seria mudança de estado. Sair do estado de doença para o estado de saúde. O que é que cura as doenças? Quais são os agentes curadores das doenças? Medicamentos, cirurgia, terapias, dietas, exercícios, exames para formulação de diagnósticos etc. Isso tudo através da Medicina alopática, da Homeopatia e da chamada Medicina alternativa.
O Dr. Bernie S. Siegel, médico cirurgião em New Haven, Connecticut, EUA, relata em sua obra Amor, Medicina e Milagres 8 que os franceses Louis Pasteur (1822-1895) e Claude Bernard (1813-1878), dois gigantes da Biologia do século XIX, um dia polemizaram a respeito do fator mais importante na causa das doenças. Seria o terreno (ou seja, o organismo humano) ou seria o germe, um micro-organismo, um micróbio (vírus, bactérias, fungos)? Em seus últimos momentos de vida, Pasteur teria admitido que Bernard tinha razão ao declarar que era o terreno! Esse terreno, na visão espírita, ao invés do corpo físico, seria o corpo espiritual, o perispírito!
Entretanto, muitos observadores holísticos e espiritualistas destacam que a Medicina ortodoxa ainda se concentra na doença, enveredando por uma orientação falsa, segundo o Dr. Siegel, e que muitos profissionais da saúde “continuam procedendo como se fosse a doença que ataca as pessoas, em vez de compreenderem que as pessoas é que contraem as doenças, por se tornarem suscetíveis à sua causa, à qual todos nós sempre estamos expostos”. 8 Podemos dizer que haveria em cada um de nós uma causa dispositiva interna, que atrairia energeticamente os elementos causadores das enfermidades.
Um médico canadense, também historiador da Medicina, Sir William Osler (1849-1919), dizia que a contração da tuberculose se relaciona mais com o que se passa na mente do enfermo do que aquilo que ocorre com os seus pulmões. Ele repetia Hipócrates (460-377 a.C.), cognominado Pai da Medicina, que considerava mais fácil saber que gênero (tipo, modo de ser, estilo e espécie) de pessoa que tem determinada doença do que descobrir que gênero de doença tem determinada pessoa. 8.
Jesus, por exemplo, sabia o gênero de cada pessoa e se concentrava na alma da pessoa, porque a sua visão do ser humano era transpessoal. O Espírito Joanna de Ângelis declara no livro Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda que:
Jesus reconhecia no processo das múltiplas existências a causalidade dos acontecimentos na esfera física e no comportamento social. 9.
O Dr. Siegel acredita que existem dentro de nós mecanismos biológicos de vida e de morte. Pesquisas por ele realizadas convenceram-no de que existe em todos nós um estado de espírito, e que esse estado de espírito altera o estado físico. Segundo ele, a paz de espírito (o equilíbrio) envia ao corpo uma mensagem de “viva!”. Ao passo que a depressão, o medo, a culpa, o conflito, transmitem uma mensagem de “morra!”. Então, quando estamos doentes, o médico examina o estado corporal, quando deveria examinar também o estado de espírito. 10.
Quais as medidas profiláticas espíritas? Sobretudo aquelas recomendadas por Jesus, quando declarava: “Não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior”. 11. Ou seja, não voltar a lesar o perispírito. Podemos afirmar que Jesus foi o primeiro terapeuta do perispírito da história da medicina espiritual com base na lei de causa e efeito. Ele era, portanto, um cientista transpessoal, porquanto, no tratamento que prescrevia utilizava a maior ciência do mundo: a ciência de amar, recomendando três vertentes: Amar a si mesmo. Amar ao próximo. Amar a Deus. Hoje, centenas de livros são escritos dentro dessa dimensão, dessa proposta de apresentar Jesus como educador comportamental e como terapeuta dos enfermos da alma.
Allan Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo – capítulo VI, “O Cristo Consolador” –, enfatiza que a assistência de Jesus e a felicidade que promete aos aflitos dependem da observância da lei por Ele ensinada e que essa “lei é suave, pois que apenas impõe, como dever, o amor e a caridade”. 12.


Referências:
1 WOLFF, Hanna. Jesus psicoterapeuta. Editora Paulinas, 1988. p. 11.
2 BAKER, Mark. Jesus, o maior psicólogo que já existiu. 9. ed. Rio de Janeiro: Sextante.
3 JOÃO, 2:25.
4 FRANCO, Divaldo P. Trilhas da libertação. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 10. ed. Rio de Janeiro; FEB, 2011. O calvário de Adelaide, p. 234.
5 ANDRADE, Geziel. Doenças, cura e saúde à luz do espiritismo. 12. ed. Ed. EME, 2008. p. 10.
6 RIZZINI, Carlos Toledo. Evolução para o terceiro milênio. 8. ed. (ampliada). EDICEL. p. 148-149.
7 XAVIER, Francisco C. No mundo maior. Pelo Espírito André Luiz. 26. ed. 4. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 12, p. 212.
8 SIEGEL, Bernie S. Amor, medicina e milagres. 12. ed. Editora Best Seller. p. 11.
9 FRANCO, Divaldo. Jesus e o evangelho à luz da psicologia profunda. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador: LEAL. p. 201.
10 SIEGEL, Bernie S. Amor, medicina e milagres. 12. ed. Editora Best Seller. p. 12.
11 JOÃO, 5:14.
12 KARDEC, AIlan. O evangelho segundo a espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1. reimp. (atualizada). Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 6, it. 2.


Matéria extraída da Revista Reformador Ano 129 Fevereiro de 2012 e escrita Adilton Pugliese.

sábado, 28 de abril de 2012

BASES ESPÍRITAS NA PSICOLOGIA


BASES ESPÍRITAS NA PSICOLOGIA

Por Dr. Jorge Andrea

A psicologia, sem sombras de dúvidas, sofre grande impulso científico com o advento dos trabalhos de Freud, logo seguindo-se Jung com maior riqueza científica.

No final do século XIX e início deste, era voz corrente entre os estudiosos e laboradores da psicologia que, se abandonássemos as idéias freudianas, inapelavelmente cairíamos em Jung, porquanto, nesta época, os descortinadores dos véus da alma mostravam-se, com certa eficiência, dentro das razões científicas. Entretanto, novas escolas e modificações nos conceitos dos criadores da psicologia profunda muito deve a Jung, não só pela retomada das idéias freudianas onde ele parou, mas, principalmente, pelo enriquecimento de conceitos e hipóteses de trabalho. Jung divergiu de Adler, também seu contemporâneo por este ter tomado rumos que se afastavam da psicanálise – em reentronizando o EU, fez uma espécie de volta da psicologia à superfície do psiquismo, valorizando, quase com exclusividade, a zona consciente, sem a devida penetração na energética de profundidade como exigência de uma época. Jung, ao contrário, ofereceu bons mergulhos no inconsciente criando muitas luzes, mas, mesmo assim, deu violentas paradas por faltarem lastros científicos de elementos outros que tinha receio de admitir oficialmente – a imortalidade do inconsciente (Espírito) e o processo renovador das reencarnações.

Todas essas discussões mostravam as fraquezas da psicologia profunda diante das estruturas de suas hipóteses. Os mais atilados de antanho e dos nossos dias, não combatem a idéia do inconsciente, pois reconhecem as autenticidades desse bloco de energias que carregamos; discutes-se, sim, principalmente nos dias atuais, a origem da zona inconsciente e sua estruturação.

Se Adler fez um retorno à zona consciente, Jung mergulha no estofo do bloco anímico. Freud fica numa posição intermediária com o mérito de ter sido o responsável pela abertura dos véus da alma. Foram, justamente, essas três escolas que possibilitaram os sentimentos onde o movimento psicanalítico tomava assento. Em seu movimento inicial, na Europa, houve muitas discussões, especulações, desconfianças, confianças excessivas, de modo a redundar num mar de hipóteses e interpretações; mas, com o tempo, se foi fixando e tomando um sentido baseado nas escolas que lhe modelaram os fundamentos.

Freud foi o pioneiro pela descoberta das atividades do inconsciente (a idéia do inconsciente é bem mais antiga); por ser mais um pesquisador deu pouca atenção à terapêutica nestes arraiais em que os médicos procuravam arrecadar novos conceitos. Tanto assim que Alexander, uma das grandes estrelas da psiquiatria, disse: "Essa tradição de pesquisa talvez seja uma das razões pelas quais o método de tratamento psicanalítico mudou muito pouco desde sua origem". Acrescentamos: o método, com sua evolução natural dentro dos conceitos psicológicos, seria mais um método antropológico do que terapêutico; método que buscará, nas novas aquisições por virem, a descoberta do próprio Espírito.

Jung, ao mergulhar no psiquismo, define o inconsciente coletivo, seus arquétipos e símbolos, faltando-lhe homologar o lastro imenso do pretérito, resultado de autênticas vivências sempre reedificadas pelo mecanismo reencarnatório. A estrutura do inconsciente, apresentada por Jung em 1902, foi o resultado de um estudo atento e bem penetrante sobre o desenvolvimento anímico de uma sonâmbula. Jung percebeu a existência dos mecanismos do inconsciente, mas esbarrou no processo de imortalidade. Isolando esta proposta, além da difícil aceitação pelo meio científico, criou, com sua enciclopédica cultura, uma psicologia de difícil entendimento. Em 1916, fez novo retoque sobre a conceituação do inconsciente e nos dá uma palavra final sobre o assunto, em 1928, assim mesmo afirmando que cabe ao futuro uma melhor avaliação de sua energética. Entretanto, deixou bem demarcado que a mente possui legados de conteúdos históricos, verdadeiras moldagens arcaicas que se tornam presentes na zona consciente, por diversos motivos, principalmente os de caráter emocional. Muitos quadros clínicos da psiquiatria, lastreados em exaltação emocional manifesta, podem remover para a zona periférica do psiquismo (zona consciente) aqueles blocos de energias internas como se fora uma drenagem.

Tudo isso vem mostrar uma verdade psicológica que só poderá ser entendida com a idéia de perenidade do inconsciente; o que vale dizer, de imortalidade. Inconsciente imortal, com seus conteúdos históricos, só poderá ser compreendido como o Espírito perene, lastreado nas experiências reencarnatórias. Dentro do pensamento espírito (imortalidade, reencarnação, comunicações entre Espíritos) melhor compreenderemos a abertura freudiana e a construção junguiana, apesar das suas ainda limitadas proposições.

Até hoje os psicologistas não conseguem bem entender Jung sobre os arquétipos, a ponto de Ramon Sarró dizer que os arquétipos não podem ser "a decantação de vivências de nossos antepassados pré-históricos. Serão produtos das atividades da imaginação? Mas, que é a imaginação? Mas, qualquer que seja o pensamento sobre os arquétipos a realidade dos mesmos não pode ser negada". A personalidade Maná, abordada por Jung, com suas estruturas arquetípicas, mostra a importância desses fatos psicológicos. Personalidade Maná – ser pleno de qualidades ocultas – em termos junguianos é merecedora de análise: "Reconheço que em mim atua um fator psíquico que se oculta diante de minha vontade consciente. Inspira-me idéias extraordinárias, ao lado de produzir afetos e caprichos em minha natureza. Sinto-me importante diante desses fatos e o que considero pior, estou atado a esses fatos de modo a admirá-los". Muitos consideram e traduzem essa confissão como típica de um temperamento artístico e mesmo filosófico. Acentua ainda Jung: "A personalidade Maná é dominante no inconsciente coletivo, é o arquétipo do homem poderoso em forma de herói, mago, santo, curandeiro, dono de homens e Espíritos, amigo de Deus".

Não podemos deixar de ver e sentir o tácito reconhecimento de Jung dos processos espirituais na psicologia, embora tendo de contorná-los e aproximá-los da ciência de seu tempo. Basta, para isso, analisar a essência da Doutrina Espírita.

Foram as expansões dos arquétipos que propiciaram a Jung a construção de interessantes explicações de muitos fenômenos psicopatológicos, incluindo as neuroses, afastando-se das idéias freudianas que tudo localizavam na infância. Ampliando os conceitos das neuroses chega a admitir uma espécie de amestralidade dos arquétipos neste contexto, coisa, aliás, que ficou muito a desejar. Tudo isso porque o método psicanalítico e os de psicanálise conduzem ao conhecimento das estruturas psíquicas, jamais a um vibrante método de analises do psiquismo como métodos de pesquisa antropológica. É bem verdade que diante de um melhor conhecimento poderemos ter melhores possibilidades de tratamento. A sondagem em uma boa trilha pode levar ao tratamento, mas ela, por si só, não é método terapêutico.

Se atentarmos para os arquétipos, a personalidade Maná, o relacionamento com as neuroses e tantas outras explosões do inconsciente na zona consciente, anotadas por Jung, quer as de caráter hígido e as conotações patológicas, chegamos à conclusão de quanto os conceitos da Doutrina Espírita asseguram melhor compreensão e avaliação da zona inconsciente que, em última análise, representa o espírito.

Os arquétipos junguianos, nas malhas estruturais do inconsciente coletivo, só podem mostrar, autêntico sentido, se dermos a eles a natural formação arquimilenar ao lado da constante construção maturativa nas experiências das etapas reencarnatórias. Quando Ramon Sarró conclama que o arquétipo não pode ser a decantação de vivências de nossos antepassados pré-históricos e que somente a imaginação poderá assim concebê-los, é por ter ficado num grande impasse ao perceber, no arquétipo, a história da humanidade. Podemos mesmo afirmar: os arquétipos são as construções adquiridas nas imensas etapas reencarnatórias, às expensas das diversas personalidades corpóreas que vamos desfilando pela vida afora.

Por tudo, achamos que Jung foi um dos grandes missionários da psicologia: muito fez e mostrou, tentou muitas vezes aproximar-se da metafísica, naquilo que a ciência do seu tempo podia suportar. Se hoje retomarmos à psicologia de Jung e conceituamos as zonas do psiquismo, colocando os arquétipos sob forma de núcleos em potenciação e os situando numa zona específica denominada de inconsciente passado, e admitindo a esses núcleos um constante burilamento e crescimento diante das experiências milenares das reencarnações, cremos que melhor atenderemos à psicologia. Diante da imortalidade do inconsciente ou zona espiritual e da comunicabilidade dos Espíritos em face dos fenômenos mediúnicos com suas múltiplas facetas, melhor entenderemos os complexos afetivos e a personalidade Maná tão bem equacionados por Jung. Com isso, poderemos ajudar a construção da psicologia com as exigências próprias de cada época, compreendendo os lidadores e construtores onde os lugares de Freud e Jung já estão reservados.

A Doutrina Espírita, perante as aquisições e pesquisas dos dias atuais, lastreada nas experiências de todas as épocas, possui condições de oferecer ao homem aturdido de nossos tempos um caminho bem autentico, sem afastá-lo de suas verdades científicas. A Doutrina Espírita se faz, por excelência, dinâmica, acompanhando o pensamento humano, dando-lhe, entretanto, lógica e fé raciocinada como elementos indispensáveis para o surgimento do homem novo. O homem novo, que nada mais seria do que a velha estrutura, mais bem burilada e temperada nos contratempos e gratificações psicológicas, em novos corpos, mais ágeis, exigindo, principalmente das estruturas espirituais, temas da evolução, o esclarecimento das estruturas espirituais.



Fonte: Enfoques científicos na Doutrina Espírita, Jorge Andréa.

Palestra O evangelho e Psicologia - Alírio

clique aqui

Ansiedade, Psicologia e Espiritismo

Ansiedade, Psicologia e Espiritismo
Sérgio Biagi Gregório
1) O que é a ansiedade?
Ansiedade é um intenso mal-estar físico e psíquico, acompanhado de aflição e agonia. Figuradamente, desejo veemente e impaciente.  
2) Como é definida pela Psicologia?
Na Psicologia, a ansiedade pode variar de simples apreensão aos ataques de fobias, melancolia e pânico. Pode-se dizer que é um estado de agitação motora e excitação intelectual, provocado por sentimentos de natureza penosa, que se revela por movimentos desordenados, mas pouco variados, indicando medo, angústia, desespero, pavor etc. (1)
3) Qual a contribuição de Freud?
Na concepção de Freud, a ansiedade é uma espécie de “sistema de alarme”, que nos previne do perigo quando certas ideias estão a ponto de alcançar a expressão consciente. Freud estabeleceu três tipos de ansiedade: moral,real neurótica. A ansiedade moral decorre da censura do superego; a ansiedade real, pela percepção de um perigo que de fato existe; a ansiedade neurótica, expressa-se pelas fobias, medo persistente e irracional. (2)
4) Quais são os sintomas da ansiedade?
Fisicamente, palpitações, rigidez do tórax, suor, sequidão da boca, aumento da vontade de defecar ou urinar, dores de cabeça, tonturas. Psicologicamente, sentimentos de medo, pânico e tendências para temas de desgraças dominando os seus pensamentos. (3, p. 13)
5) O que é o transtorno de ansiedade?
“Um estado de ansiedade e apreensão contínua e irracional, algumas vezes desencadeando um medo agudo que chega ao pânico, acompanhado por sintomas de perturbação autônoma; com efeitos secundários em outras funções mentais como a concentração, a atenção, a memória e o raciocínio”. (3, p. 13) Há cinco tipos: transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, transtorno de pânico com agorafobia, fobia social e fobia simples.
6) Quais são as causas dos transtornos de ansiedade?
De uma lista de aproximadamente 40 itens (como pontuação de 0 a 100), tais como, casamento, férias, natal, ou seja, como passamos o nosso dia a dia, a morte do cônjuge recebeu 100, o divórcio, 73, a separação conjugal, 65, a aposentadoria, 45. (3, p. 25)
7) Qual o objetivo de Elaine Sheehan, em seu livro Ansiedade, Fobias e Síndrome de Pânico?
O seu objetivo é ajudar os indivíduos a manterem a ansiedade sob controle, uma vez que ela, em pequenas doses, é bastante útil. Para tanto, fala-nos sobre o relaxamento, as visualizações criativas, a reeducação do pensamento, a programação Neurolinguística, a hipnose etc.
8) Onde encontrar subsídios, na Doutrina Espírita, para o problema a ansiedade?
A codificação espírita, como um todo, é um convite à paz e à harmonia interior, antídotos da ansiedade. Especificamente, o capítulo V (Bem-Aventurados os Aflitos), de O Evangelho Segundo o Espiritismo, oferece-nos grandes subsídios para o tratamento da ansiedade, pois fala-nos das causas e da justiça das aflições, o que estimula o equilíbrio do nosso pensamento.
9) Que tipo de orientações o Espírito Emmanuel nos traz?   
Ele nos diz que as ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra. Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão. Muitas ocasiões incitam-nos à ansiedade, porém pensemos com Pedro: “Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em Nosso Pai Celestial, porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós”. (4, cap. 8)
10) O que um Centro Espírita pode nos oferecer para ajudar a cura da ansiedade?
O Centro Espírita é a Universidade da alma. Nele, podemos encontrar auxílio para qualquer tipo de dor. Suponha que a ansiedade seja acompanhada por influência de Espíritos imperfeitos. Nesse caso, o diálogo com essas entidades pode afastá-las do nosso convívio e nos dar calma para o nosso dia a dia. As palestras evangélicas, os passes, os cursos de Espiritismo são outros tantos alimentos para modificar os nossos reflexos condicionados infelizes.
(1) GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, [s.d. p.].
(2) SOUZA, Irene Sales de (org.). Dicionário de Psicologia Prática. Rio de Janeiro: Esparsa, s.d.p.
(3) SHEEHAN, Elaine. Ansiedade, Fobias e Síndrome do Pânico: Esclarecendo as suas Dúvidas. Tradução de ZLF Assessoria Editorial. São Paulo: Ágora, 2000. (Guias Ágora)
(4) XAVIER, F. C. Pão Nosso, pelo Espírito Emmanuel. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977.

São Paulo, julho de 2011

Entrevista de Adenauer sobre Psicologia do Evangelho

clique aqui

sexta-feira, 20 de abril de 2012

EM QUE PONTO DA EVOLUÇÃO NOS ENCONTRAMOS?






“Segundo a ideia falsíssima de que não é possível reformar a sua própria natureza, o homem se acha dispensado de empregar esforços para se corrigir dos defeitos em que de boa vontade se compraz, ou que exigiria muita perseverança para serem extirpados”. Hahnemann (Paris, 1863) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. IX, Item 10.

O Espiritismo é a Resposta do Alto em favor da humanidade desnorteada.

Esclarece de onde viemos, para onde vamos e o que fazemos quando na vida terrena.

Sem dúvida, Doutrina Espírita é o facho de luz que faltava aos raciocínios do homem materialista. Contudo, a sua clareza mediana, para inúmeros adeptos, não ultrapassa a condição de princípios universais com pouca utilidade no encontro das respostas a tais questões, quando focadas no terreno da individualidade.

O que significa no imo da alma de cada uma dessas indagações acima mencionadas? Pergunte a um aprendiz espírita de larga vivência doutrinária se tem noções claras sobre a origem de sua reencarnação; indague-se, de outros, se conhecem os objetivos essenciais de suas metas reencarnatórias, ou ainda consulte-se sobre o que esperam para a depois do trespasse carnal! Quase sempre ouviremos respostas evasivas, próprias da infância espiritual que ainda assinala nossa caminhada rumo à maturidade.

De onde viemos, para onde vamos e a razão da vida no corpo quase sempre são apenas informações sem aprofundamento. Nem sempre conhecer os fundamentos filosóficos significa conscientização. Temos noções pessoais da espiritualidade, compete-nos agora construir o caminho pessoal de espiritualização, proceder à aquisição das vivências singulares, únicas e incomparáveis, estritamente individuais, a que somos chamados na linha do crescimento e da ascensão.

Conhecemos as bases filosóficas, falta-nos saber filosofar, aprender a pensar; tornamo-nos agentes transformadores de nossa história, isso é educação.

Discípulos sem conta, tomados de ilusão e personalismo, acreditam serem depositários de virtude e grandeza, tão somente, em razão de possuírem alguns “chavões espíritas” para todas as questões que tangenciam os problemas humanos.

Utilizando-se de reencarnação, mediunidade e todo o conjunto de fundamentos filosóficos postam-se como decifradores circunstanciais de enigmas da vida alheia, entretanto nem para si mesmos possuem suficiente esclarecimento na edificação da paz interior. Não aprofundam nos dramas íntimos que carregam em si próprios, sendo constrangidos em inúmeras ocasiões a desconfortável encontro com sua sombra, quando então são competidos pela dor e pela frustração, diante do labirinto de seus problemas, a pensar a repensar as suas lutas, aprofundando a sonda da razão nas causas ignoradas de suas relações e atitudes, pensamentos e emoções.

Renovação é trabalho lento e progressivo, muito embora avançado número de aprendizes espíritas assaltados por ilusões tem favorecido a morosidade ou o estacionamento em desfavor de si mesmos. Muitas crenças desprovidas de bom senso e vigilância, nascidas de raciocínios confusos, têm servido de obstáculo ao serviço transformar nas sendas doutrinárias. Uns querem caminhar mais rápido do que podem, outros desacreditam que podem superar a si mesmos. Esses últimos, porém, os que deixaram de acreditar em si mesmos, são aqueles que Hahnemann situa em sua fala: “Seguindo a ideia falsíssima de que lhe não é possível reformar a sua própria natureza, o homem se julga dispensado de empregar esforços para se corrigir dos defeitos em que de boa vontade se compraz, ou que exigiriam muita perseverança para serem extirpados”.

Crenças enfermiças têm tomado conta da vida mental de muitas criaturas que se permitem acreditar não serem capazes de vencer-se.

É assim que ouvimos com frequência algumas expressões de derrotismo que traduzem a desesperança de muitos corações que, em tese, já decidiram por “servir a dois senhores” (01), conforme prédica evangélica. Frases como: “estou cansado da vida, não posso mais caminhar, preciso de um tempo!”, “não possuo qualidades suficientes para operar minha renovação!”, “quem sou eu para chegar a esse ponto de evolução!” “não dou conta dessas propostas, são muito exigentes!”, e outras tantas falas semelhantes que desfilam nas passarelas do desculpismo são os sinais evidentes daqueles que optaram ou estão prestes a optarem pelos caminhos largos da vida, renunciando à batalha pela conquista da porta estreita das escolhas vitoriosas.

Decerto, a nenhum de nós será pedido mais do que pudermos dar. Todavia, muita acomodação e descuido têm acontecido nas fileiras educativas do Espiritismo, tão somente porque os discípulos não têm se armado de suficiente humildade para reconhecerem consigo mesmos a natureza e extensão de suas imperfeições. Muitos, apesar do conhecimento, têm preferido os leitos confortáveis da ilusão acreditando se melhores do que realmente são. Sob o fascínio do orgulho, sentem vergonha, medo de se exporem e profunda tristeza por verem-se a braços com mazelas das quais já gostariam de terem superado, mas que ainda muito lhes agrada. E é esse clima de profundo desconforto consciência que a alma evolve. Premido pela tristeza das atitudes que já gostaria de se ver livre é que nasce o impulso para a transformação e o progresso. Contudo, é aqui também que muitos têm se entregado e desistido ante os apelos quase irresistíveis da atração para a queda.

Imprescindível elastecermos noções sobre o estágio em que nos encontramos, para administrar com mais sabedoria e equilíbrio o conflito que se instala em nosso íntimo entre o que devemos fazer o que queremos fazer e o que podemos fazer. Posições extremistas têm instaurado dores desnecessárias. Há homens e mulheres espíritas com vetustos instintos animalescos que querem ser anjos do “dia para a noite”, nos campos de sua espiritualização. Outros, por sua vez, são detentores de larga soma de conquistas, entretanto julgam-se incapacitados, aprisionados a chavões negativistas que os fazem sentirem-se vermes rastejantes nas fileiras da vida. O resultado inevitável dessas visões distorcidas é o martírio.

Portanto, ampliemos o raio de entendimento sobre o estágio em que nos encontramos. Para se chegar a algum lugar melhor, alcançar alguma meta maior; torna-se imperioso conscientizar sobre onde nos encontraremos na evolução. Sem saber onde estamos, caminharemos para lugar algum...

Levamos milhões de anos vividos na irracionalidade até alcançarmos a hominalidade. Como hominais avançamos na arte de pensar, mas nem por isso será justo, no conceito cósmico, dizemo-nos civilizados, conforme nos asseveram os Nobres Guias: “(...) não tereis verdadeiramente o direto de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e quando viverdes como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então, sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização.” (02).

A esse respeito o senhor Allan Kardec interrogou a Sabedoria dos imortais:

“Uma vez no período da humanidade, conserva o Espírito traços do que era, precedentemente, quer dizer: do estado em que se achava no período a que se poderia chamar ante-humano?”

“Conforme a distância que medeie entre os dois períodos e o progresso realizado”. Durante algumas gerações, pode ele conservar vestígios mais ou menos pronunciados do estado primitivo, porquanto nada se opera na Natureza por brusca transição. Há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia dos seres e dos acontecimentos. Aqueles vestígios, porém, se apagam com o desenvolvimento do livre arbítrio.

Os primeiros progressos só muito lentamente se efetuam, porque ainda não têm a secundá-los à vontade. Vão em progressão mais rápida, à medida que o Espírito adquire perfeita consciência de si mesmo”. (03)

Na questão em epígrafe consta: “Os primeiros progressos só muito lentamente se efetuam, porque ainda não têm a secundá-la à vontade. Vão em progressão mais rápida, à medida que o Espírito adquire perfeita consciência de si mesmo”. Imprescindível ao nosso aperfeiçoamento moral será saber em que estágio nos situamos a fim de não tropeçarmos em velhas ilusões de grandeza. Em verdade, apenas iniciamos o serviço de auto aprimoramento. O trajeto das poucas conquistas que amealhamos foi realizado, preponderantemente, na horizontalidade dos valores cognitivos. Somente agora damos os primeiros passos para a verticalização em direção às habilidades da consciência de si no terreno dos sentimentos. Precisamos constatar que nada mais somos, por enquanto, que criaturas que ensaiamos nossos primeiros passos para sair do “primitivismo moral”, rumo à humanização ou “hominização integral”.

Apesar de já peregrinarmos a milênios no reino hominal, ainda não nos fizemos legítimos proprietários da Herança Paternal a nós confiada. Não será impróprio dizer que somos “meio humanizados”...

Contudo, apesar dessa radiografia de nosso estágio evolutivo, existe muita vertigem provocada pelo orgulho em razão de nossa pouca competência em nos auto avaliar. Dentre elas, como aquela que se pode assinalar como sendo acentuadamente prejudicial aos ideais de transformação interior vamos encontrar o desejo infantil, que acompanha a muitos, de tomarem de assalto a angelitude instantânea.

Pois se mal deflagramos o labor de assumir a condição hominal, como agir como anjos?

Entre a angelitude e a hominalidade existe a semeadura fértil da humanização. Carecemos primeiramente nos consolidarmos como seres humanizados e descortinar todas as conquistas próprias dessa etapa para então, posteriormente, galgarmos novos patamares, naturalmente.

Desejando santificação, muitos aprendizes da Nova Revelação descuidam de pequenas lições educativas da ascensão passo a passo, vivendo uma “reforma idealizada” e não sentida. Como conceber almas educadas na mensagem da Boa Nova Espírita, pois, algumas vezes, a criatura afeiçoada às lições doutrinárias não é capaz de utilizar com responsabilidade e correção um banheiro higiênico no próprio lar?

O melhor e mais ajustado sentido para o trabalho interior de melhoria pode ser compreendido como a conquista da consciência de si, a aquisição do patrimônio da divindade que domina no imo de nós próprios, desde os primórdios da criação.

Menos do que vencer as sombras interiores, o desafio da reforma espiritual requer a capacidade de criar o bem em nós pela fixação dos valores novos. Mais que evitar o mal é necessário saber desenvolver habilidades eternas.

Reforma íntima é o serviço gradativo da instauração das virtudes celestiais, a aquisição da consciência desse tesouro, o qual todos somos convocados a tomar posse perante a lei natural do progresso.

O mal será transformado em bem através de seus opostos. O medo será renovado aprendendo a exercer coragem, a inveja sofrerá mutação pelo exercício da abnegação, a avareza será metamorfoseada à medida que nos habilitamos ao exercício do desprendimento, a irritação será convertida pela aquisição da serenidade.

Evitemos conceber mudança interior sob enfoque restrito de repressão.

Medo contido pode ser trauma para o futuro; inveja reprimida pode salientar-se como frustração somatizada; avareza apenas dominada pode caminhar para o desânimo; irritação somente controlada pode caminhar para a raiva.

Contenção é disciplina. Aquisição de novas qualidades é educação.

Disciplinar é meio, educação é a grande meta.

Estamos aprendendo a descobrir nossas sombras, essa é uma etapa do processo. Convém-nos, portanto, laborar pela outra etapa, não menos importante: a de aprender a fazer luz e construir a harmonia interior – eis um bom motivo para nos livrarmos do martírio.

Ermance Dufaux

Livro: REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO

(01) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Allan Kardec – Cap. XVI.

(02) O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Allan Kardec – Questão 793.

(03) Idem–Questão 609.http://oeremitaespirita.blogspot.com/

segunda-feira, 9 de abril de 2012

TENSÃO EMOCIONAL

Emmanuel

Não raro, encontramos, aqui e ali, os irmãos doentes por desajustes emocionais.

Quase sempre, não caminham. Arrastam-se. Não dialogam. Cultuam a queixa e a lamentação.

E provado está que, na Terra, a tensão emocional da criatura encarnada se dilata com o tempo.

Insegurança, conflito íntimo, frustração, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e apreensão, com outros estados negativos da alma, espancam sutilmente o corpo físico, abrindo campo a moléstias de etiologia obscura, à força de se repetirem constantemente, dilapidando o cosmo orgânico.

Se consegues aceitar a existência de Deus e a prática salutar dessa ou daquela religião em que mais te reconfortes, preserva-te contra semelhante desequilíbrio.

Começa, aceitando a própria vida, tal qual é, procurando melhorá-la com paciência.

Aprende a estimar os outros, como se te apresentem, sem exigir-lhes mudanças imediatas.

Dedica-te ao trabalho em que te sustentes, sem desprezar a pausa de repouso ou o entretenimento que se te restaurem as energias.

Serve ao próximo, tanto quanto puderes.

Detém-te no lado melhor das situações e das pessoas, esquecendo o que te pareça inconveniente ou desagradável.

Não carregues ressentimentos.

Cultiva a simplicidade, evitando a carga de complicações e de assuntos improdutivos que te furtem a paz.

Admite o fracasso por lição proveitosa, quando o fracasso possa surgir.

Tempera a conversação com o fermento da esperança e da esperança e da alegria.

Tanto quanto possível, não te faças problema para ninguém, empenhando-te a zelar por ti mesmo.

Se amigos te abandonam, busca outros que consigam compreender com mais segurança.

Quando a lembrança do passado não contenha valores reais, olvida o que já se foi, usando o presente na edificação do futuro melhor.

Se o inevitável acontece, aceita corajosamente as provas em vista, na certeza de que todas as criaturas atravessam ocasiões de amarguras e lágrimas.

Oferece um sorriso de simpatia e bondade, seja a quem for.

Quanto à morte do corpo, não penses nisso, guardando a convicção de que ninguém existiu no mundo, sem a necessidade de enfrentá-la.

E, trabalhando e servindo sempre, sem esperar outra recompensa que não seja a bênção da paz na consciência própria, nenhuma tensão emocional te criará desencanto ou doença, de vez que se cumpres o teu dever com sinceridade, quando te falte força, Deus te sustentará e onde não possas fazer todo o bem que desejas realizar Deus fará sempre a parte mais importante.

domingo, 1 de abril de 2012

Proposta educativa do Espiritismo: melhoria espiritual pela reforma íntima



Proposta educativa do Espiritismo: melhoria espiritual pela reforma íntima


A adoção da visão espírita como mecanismo de compreensão do mundo e da vida traz consigo um poderoso convite à ação. Sabe-se, por meio dela, de antemão, da relação existente entre nossas ações e a configuração do mundo a nossa volta.

Nada é por acaso. Se sofro ou se sou feliz, encontra-se em mim o porquê , em minhas atitudes, a resposta.

Embora pareça relativamente simples na prática essa relação entre realidade e ação não é percebida por muitos como assim tão óbvia. O sofrimento é compreendido mais como condição inexorável da vida do que como resultado de uma conduta.

A observação mais atenta ao entorno de nossas vidas é capaz de revelar padrões de experiência que trazem em si o germen de grandes lições, invariavelmente em setores onde somos carentes delas. A identificação desses padrões proporciona a possibilidade de um agir mais consciente sobre nossa conduta, inclusive de optarmos por corrigir condutas reiteradas que nos geram como consequência a infelicidade.

A opção consciente pela correção da própria conduta e a consequente colocação em prática dessa decisão encontram-se na base do processo de reforma íntima preconizado pelo Espiritismo. Trata-se, portanto, sempre de uma atitude consciente.

Os percalços encontrados nesse intento são igualmente importantes, pois revelam, de forma simples e cristalina, a condição de adiantamento real na qual nos encontramos.

O desânimo ante as dificuldades de lidar com nossas imperfeições levam muitos a retardarem seu progresso. Felizmente um elo solidário existe no sentido do compartilhamento de experiências e reflexões úteis na convivência com os desafios da reforma íntima.

O estudo sério e profundo sobre o tema consiste numa ferramenta providencial de auxílio a tantos quantos já se deram conta de que desenvolvimento espiritual é um caminho do qual não podemos abdicar sem sofrer.
Astúrio Passos